Imunovigilância e pontos de controle da resposta inume no câncer são temas Café com Ciência

O “Café com Ciência” realizado no último dia 11 de maio pelo Instituto Mário Penna – Ensino e Pesquisa e Inovação (IEPI Mário Penna), abordou o tema “Marcadores para imunoterapia: da Pesquisa para a Clínica”. O evento presencial reuniu a equipe multidisciplinar e das unidades de pesquisa clínica e translacional do Instituto Mário Penna, bem como os representantes da indústria e profissionais da área da saúde.

O evento mediado por Letícia da Conceição Braga, Gerente do Laboratório de Pesquisa Básica e Translacional do IEPI Mário Penna, contou com a presença de Hércules Pereira Neves, Coordenador Científico do Instituto de Inovação e Incorporação Tecnológica Ciências Médicas, Izabela Gontijo de Amorim, Pós-Doutora em Patologia e Pesquisadora do IEPI Mário Penna, bem como com o Médico Oncologista do Instituto Mário Penna, Marcos André Marques Portella.

O intuito do Simpósio é reunir a comunidade científica para o aprimoramento educacional, por meio de uma inovadora experiência acadêmica. Em interface com as áreas básicas e assistenciais, o evento trouxe uma discussão a respeito da imunovigilância e os pontos de controle da resposta imunológica do corpo, os chamados immune-checkpoints. A temática abordada pelos três pesquisadores trouxe para o público uma revisão atual do tratamento de alguns tipos de câncer com imunoterapia e inibidores imunológicos. Um debate importantíssimo para ressaltar a sobrevida de pacientes com malignidades avançadas.

Dra. Izabela Gontijo de Amorim explica que algumas células tumorais conseguem inibir as células de defesa do corpo, ou seja, o sistema imune que combate as células passa a coexistir no ambiente tumoral. A pesquisadora ressalta que há uma estratégia promissora no tratamento do câncer, que é a imunoterapia. “Essa terapêutica utiliza medicamentos que bloqueiam essas moléculas inibidoras da resposta imunológica. Com isso, a resposta imune natural do paciente é potencializada e os “agentes de defesa” se tornam novamente efetores e as células do tumor podem ser eliminadas”.

Márcio Sanches, diretor do Instituto Mário Penna – Ensino e Pesquisa e Inovação (IEPI Mário Penna), conclui que o “Café com Ciência” é um evento estratégico da Instituição, que valida o que a pesquisa traz de inovação para o mercado e, consequentemente, contribui para uma assistência de qualidade.

Mães na Ciência: um olho na pesquisa e outro na maternidade

Comemorar o Dia das Mães é mais que exaltar o sagrado que gera a vida, é também ressaltar o feminino que acolhe diversos seres. No Instituto Mário Penna todos os dias mulheres acolhem pacientes, seja na assistência, na pesquisa ou na administração. É o caso da Letícia Braga, Gerente de Pesquisa Translacional do Instituto Mário Penna – Ensino, Pesquisa e Inovação (IEPI Mário Penna). Na tríade carreira-família-maternidade, a pesquisadora salienta que se sente orgulhosa por conciliar a missão, não muito fácil, de exercer múltiplas funções. “Ser cientista me empolga, ao passo que ser mãe me completa”.

Para a mãe e pesquisadora, trabalhar no IEPI Mário Penna também é especial por um motivo admirável: dividir as bancadas da pesquisa com a filha, Stephanie Braga. Acadêmica de Medicina, Stephanie faz estágio no laboratório de Anatomia Patológica do Instituto e ressalta que a medicina sempre foi um grande sonho. “No entanto, atuar na área oncológica foi uma decisão inspirada no trabalho da minha mãe, que é uma referência pessoal e profissional”. Letícia contrapõe que, diariamente, aprende e se tornar uma gestora melhor, em contato com a filha.

A pesquisa feita por mãe e filha curiosamente é desenvolvida na área da genética – uma extensão do conhecimento científico que aborda o que é transmitido aos filhos e às próximas gerações. Letícia Braga diz que a genética é mais que uma ferramenta para entender a história familiar e o impacto dela sobre a vida humana. “Com o mapeamento genético é possível compreender o risco de doenças como o câncer e problemas do coração, ou até mesmo entender como cada corpo responde a um tratamento”.

No que tange o campo científico, por muitos anos as mulheres eram impedidas de frequentar as instituições de ensino e desenvolver pesquisas. Uma nova lógica se reencaixa à atualidade. As últimas décadas trazem consideráveis avanços no que se refere à inserção e à participação das mulheres na ciência. O ambiente científico ainda apresenta grandes desafios, desde uma produtividade acadêmica pautada em intensas publicações – uma vez que áreas de pesquisa se alicerçam na realização de experimentos, entrevistas e testes -, até à conciliação com outros desenvolvimentos da vida. No entanto, a sociedade vive um tempo propício para a compreensão de um mundo onde a mulher, mãe ou não, seja contemplada nas avaliações e na divisão do trabalho, representando assim, uma atualidade mais diversa e inclusiva, também no cenário da ciência

De acordo com dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa Educacionais Anísio Teixeira (Inep), do Governo Federal, as mulheres matriculadas no país representam 57% e são maioria no ensino superior. Elas também são detentoras da maior quantidade de bolsas de estudo do Brasil, produzindo 72% das pesquisas, de acordo com apontamentos da Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação. Ou seja, na carreira acadêmica-científica há um relevante recorte de produção que é desenvolvido por mulheres – muitas dessas, mães.

Na profissionalização e expectativa do sucesso na carreira, as mulheres trilham caminhos que dialogam com a manutenção e responsabilidade em relação aos filhos. Hoje em dia, as mulheres conciliam o exercício socialmente complexo do cuidado – dentro de seus próprios lares ou fora deles, auxiliando demais famílias – com a liderança profissional. Nos mais diversos cargos, sejam políticos ou em profissões como a medicina, a engenheira, o ramo empresarial ou como profissionais autônomas, as mulheres passam a ocupar espaços de destaque na sociedade. Letícia Braga conclui que com dedicação, compromisso, ética e paixão pelo fazer laboral, as mães são capazes de superar desafios e entregar à sociedade verdadeiros propósitos transformadores.

O Instituto Mário Penna – Ensino, Pesquisa e Inovação também assume uma transformação no cenário científico, pelo interessante fato de que a nova unidade possui um grupo majoritariamente feminino de pesquisadoras, bem como nas demais funções, o que representa mais oportunidades às mães cientistas do Brasil. Os espaços são geridos por mulheres, tanto na pesquisa clínica, onde é possível prevenir, detectar, controlar e tratar doenças com a descoberta de detalhes fundamentais da biologia dos tumores, quanto na pesquisa translacional, que possibilita a geração de produtos inovadores e que impactam positivamente a qualidade de vida dos pacientes oncológicos.

Foi por meio da unidade, na área de Pesquisa Clínica, entre os anos de 2017 e 2020, que Doralina Barbosa de Figueiredo, 87 anos, fez o tratamento de imunoterapia e obteve êxito (resposta completa ao protocolo de pesquisa). A mãe de seis filhos – entre eles uma médica que acreditou na terapêutica desde o início – celebra e agradece por poder comemorar mais um “segundo domingo de maio” com a família. Dona Doralina é uma dessas mães que representam milhares de outras, pela força e sorriso no rosto. Bisavó de três crianças e avó de mais 12, hoje em dia a paciente faz apenas o controle pós-tratamento no Instituto Mário Penna. “Às mães que tiverem a mesma doença que a minha, não desanimem. Façam o tratamento com fé, amor e dedicação que dará certo. Eu fui tratada com um ótimo atendimento, tenho só a agradecer por estar curada e bem”.

Neste Dia das Mães o Instituto Mário Penna deseja uma feliz vida à todas essas mulheres que cuidam. Milhares de: Letícias, Sthephanies e Doralinas! Mulheres que auxiliam umas às outras a vencerem, seja na vida profissional ou até mesmo uma doença, como especificamente o Câncer. Nosso mais sincero agradecimento a todas as mães que fazem do cuidado humanizado, pelos corredores do “maior de Minas no combate ao câncer”, uma missão a ser percorrida e honrada.

Instituto Mário Penna lança hub de desenvolvimento técnico e científico para o tratamento do câncer

Na última quarta-feira, 27 de abril, o Instituto Mário Penna lançou um inovador projeto de ensino e pesquisa para o tratamento oncológico. O mais novo Instituto Mário Pena – Ensino, Pesquisa e Inovação (IEPI Mário Penna) visa transformar a assistência em saúde e fomentar a inovação diagnóstica do câncer no país.

O projeto posiciona Minas Gerais como polo nacional de desenvolvimento científico e contribui para a construção do conhecimento especializado em oncologia. Marco Antônio Viana Leite, Presidente do Instituto Mário Penna, ressalta que o IEPI Mário Penna foi criado para ser um projeto estratégico que vai trazer para BH uma nova proposta de trabalho. “É preciso trazer novas parcerias técnicas e científicas. A ideia é se tornar um grande centro de referência em pesquisa clínica, translacional e, também, de educação”.

O núcleo tecnológico conta com o apoio de grandes instituições e indústrias ligadas à área da saúde, que viabilizam um conjunto de atividades e iniciativas pautadas na qualificação multidisciplinar dos profissionais. No evento, as empresas BiotechTown, a Fundação Educacional Lucas Machado (FELUMA) e a Organização Nacional de Centros de Oncologia e Hematologia (ONCOH), assinaram a parceria com o projeto. O IEPI Mário Penna promove ainda ações intersetoriais do corpo clínico, composto por médicos, pesquisadores mestres e doutores, biotecnologistas, biomédicos, farmacêuticos, engenheiros químicos, biólogos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, além de residentes médicos e estagiários dessas diversas áreas.

No que tange ao ensino, inova com um modelo de ecossistema em saúde implementado na instituição, por meio de uma exclusiva plataforma de educação que oferta cursos, seminários e palestras aos alunos e ao público externo. Na pesquisa clínica, os médicos dirigem estudos de alta complexidade nas áreas de oncologia, hematologia e terapia intensiva com a Covid-19. Já na pesquisa translacional, usando tecnologias inovadoras, os mais de 15 profissionais desenvolvem estudos que impactam a jornada do paciente oncológico – desde a prevenção ao tratamento, visando a aplicabilidade e transferência dos conhecimentos do laboratório para os pacientes.

Márcio Sanches, médico e Diretor Geral do núcleo tecnológico, ressalta que o ensino é o que dá a base para que a qualificação aconteça e para que a mudança de cultura em favor de um novo ecossistema em saúde possa ser uma realidade. Já a pesquisa qualificada faz com que o Instituto Mário Penna possa integrar, ainda mais, as áreas básicas e assistenciais. “Essas áreas são grandes balizadores de uma melhor qualidade assistencial. Com o IEPI Mário Penna, os profissionais da área da saúde oncológica poderão aprimorar o conhecimento e gerar tantos outros novos saberes técnicos e científicos”.

O intuito deste novo passo é compreender e melhor caracterizar os mecanismos de evolução do tumor cancerígeno, assim como desenvolver novas estratégias de detecção e controle da doença. Referência Nacional em oncologia, o Instituto Mário Penna se projeta para o protagonismo. Trata-se da mais alta tecnologia aplicada, transformando a assistência em saúde, um passo importante para futuros diagnósticos de diversos cânceres.

Instituto Mário Penna de Ensino, Pesquisa e Inovação como fator de transformação

O Instituto Mário Penna é uma organização viva que, ao longo dos seus mais de 50 anos, vem crescendo e passando por inúmeras transformações.

A busca incessante pela melhoria da qualidade assistencial, pela qualificação de seu corpo clínico e assistencial, bem como pela eficiência na gestão, são pilares importantes para a construção da instituição. Somados, estes pilares garantem que um melhor serviço seja prestado aos pacientes e que a missão da instituição seja continuamente perseguida.

A educação é uma grande aliada no processo de transformação de uma nação, de uma pessoa e, também, de uma instituição. Ela nos dá as bases para construção de nosso conhecimento (geral e específico), de nossos valores e de nossas atitudes. Sem eles, dificilmente cresceremos.

Com a educação corporativa que acontece em um ambiente de trabalho, não é diferente. Ela é responsável por assegurar as boas práticas dentro da instituição, auxiliar na integração de novos colaboradores, conscientizar acerca da missão, visão e dos valores que inspiram e norteiam uma empresa e contribuir para a atualização e qualificação contínuas dos profissionais, dentre outras funções.

Investimento

O Instituto Mário Penna de Ensino, Pesquisa e Inovação vem investindo em pessoas e em melhorias de processos envolvendo sua educação corporativa. Algumas estratégias e iniciativas inovadoras têm sido pensadas para levar conhecimento de qualidade a todos que compõem a instituição. Com isso, esperamos melhorar a cada dia, ter profissionais competentes e eficientes, garantindo a melhor assistência para quem mais importa: nossos pacientes.

Teremos pela frente um ano de grandes novidades e realizações!

*Texto escrito pela equipe do Instituto Mário Penna de Ensino, Pesquisa e Inovação

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