“Tem coisa que pode ficar para depois. A saúde não.” É com esse convite que o Instituto Mário Penna lança sua campanha Novembro Azul 2026, com o mote “Não deixe o Depois cuidar da sua saúde”. A iniciativa transforma em personagem um hábito comum entre muitos homens: adiar consultas, avaliações e cuidados médicos. Com uma abordagem leve e bem-humorada, a campanha busca aproximar o público masculino de uma conversa essencial sobre saúde, informação e diagnóstico precoce.
O câncer de próstata é o tipo de câncer mais incidente entre os homens no Brasil, com estimativa de 77.920 novos casos por ano no triênio 2026–2028, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). A descoberta da doença em estágio inicial faz uma diferença significativa: a sobrevida em cinco anos ultrapassa 98% nos casos diagnosticados precocemente. Por isso, conhecer os fatores de risco e manter o acompanhamento médico são atitudes fundamentais.
Um dos principais desafios é que o câncer de próstata pode evoluir sem apresentar sintomas nas fases iniciais. Segundo o urologista do Instituto Mário Penna, Dr. Rodrigo Corradi, a localização mais frequente dos tumores faz com que as manifestações apareçam, muitas vezes, apenas em estágios mais avançados.
“Os cânceres de próstata iniciais são completamente assintomáticos na maioria das pessoas. Isso torna ainda mais importante fazer o rastreamento, porque o homem pode não estar sentindo nada e já ter um tumor em estágio inicial”, explica o especialista.
Acompanhamento deve começar antes dos sintomas
O Dr. Rodrigo Corradi reforça que o acompanhamento com o urologista deve fazer parte da rotina de cuidados masculinos. De acordo com a orientação adotada pela Sociedade Brasileira de Urologia, a avaliação anual deve começar, em geral, entre os 40 e os 45 anos, conforme o histórico familiar e outros fatores de risco. Homens com casos da doença na família devem iniciar esse acompanhamento mais cedo.
O especialista destaca que procurar um urologista não significa, necessariamente, realizar o exame de toque retal em todas as consultas. A avaliação é individualizada e pode envolver a análise do histórico de saúde, exames de sangue, como o PSA (Antígeno Prostático Específico), e exames de imagem, quando indicados.
“O toque retal ainda tem importância, mas não é um exame que precisa ser feito em todos os pacientes em todas as consultas. Hoje, a avaliação considera o PSA, os exames de imagem e o contexto de cada pessoa. O mais importante é manter o acompanhamento e conversar com o médico para definir a investigação adequada”, esclarece.
O PSA é um exame de sangue que ajuda a identificar alterações na próstata. No entanto, um resultado elevado não significa necessariamente a presença de câncer. O valor precisa ser interpretado pelo médico, considerando outras possíveis causas, como inflamações e aumento benigno da próstata.
Sinais de alerta e fatores de risco
Embora a doença costume ser silenciosa no início, algumas alterações podem indicar a necessidade de avaliação médica. Entre elas estão jato urinário mais fraco, dificuldade para esvaziar a bexiga, urgência para urinar, aumento das idas ao banheiro durante a noite e presença de sangue na urina. Disfunções sexuais também podem estar relacionadas a alterações urológicas e merecem investigação.
Entre os fatores associados ao maior risco de câncer de próstata estão o histórico familiar, especialmente quando pai ou irmão tiveram a doença, e a ancestralidade africana. O especialista também chama a atenção para a importância de hábitos saudáveis, como praticar atividades físicas, manter uma alimentação equilibrada, controlar o peso e acompanhar condições como hipertensão e diabetes.
Para o Dr. Rodrigo, o cuidado com a saúde masculina não deve se limitar à próstata. A consulta com o urologista também pode contribuir para identificar outras condições que, muitas vezes, evoluem sem sintomas.
“Eu não olho uma próstata, eu olho uma pessoa. Durante a consulta, avaliamos a saúde de forma mais ampla e podemos identificar alterações como diabetes, colesterol elevado e outras condições. O cuidado não é apenas tratar uma doença, mas olhar para o paciente como um todo”, afirma.
O médico também deixa um recado para quem costuma adiar a ida ao consultório: “Não espere o pior. Não espere o avião começar a cair para tentar consertar. Vá enquanto está bem. Na melhor das hipóteses, o médico vai dizer que está tudo ótimo e que você pode voltar no ano que vem. Você não perdeu seu tempo, ganhou tranquilidade”.
Equipe de Urologia
O Instituto Mário Penna conta com uma equipe de Urologia formada por oito médicos e coordenada pelo Dr. Wadson Miconi. Entre os membros efetivos do corpo clínico estão o Dr. Paulo Marcelo dos Santos, Dr. Walter Cabral, Dr. André Salazar, Dr. Alexandre Menezes, Dr. Renato Corradi, Dr. Rodrigo Corradi, Dr. Leonardo Coutinho e Dr. Marcelo Cançado Frois. O Instituto também conta com urologistas convidados, como o Dr. Antônio Peixoto, que atende pacientes da saúde suplementar
Entre julho de 2025 e julho de 2026, a equipe realizou 2.887 cirurgias e 8.464 atendimentos para 2.068 pacientes, reforçando a atuação do Instituto na assistência urológica.
Neste Novembro Azul, o Mário Penna reforça que o cuidado não deve ser adiado. Conhecer os fatores de risco, manter as consultas em dia e buscar orientação profissional são atitudes que podem fazer diferença no momento do diagnóstico e nas possibilidades de tratamento. Afinal, quando o assunto é saúde, não deixe o Depois decidir por você.



