Ensino, Pesquisa e Inovação destaca o cenário científico no tratamento do câncer de cabeça e pescoço

O câncer de cabeça e pescoço consiste em um grupo de tumores que atingem o trato aero e digestório superior. Atualmente, é o sétimo tipo de câncer mais comum no mundo. Contudo, apesar de não estar entre os mais frequentes, os números são alarmantes. Anualmente, são mais de 1,1 milhão de casos novos e 500 mil mortes.

No Brasil, a situação é semelhante. O câncer de cabeça e pescoço é o segundo mais frequente entre os homens e o quinto mais comum em mulheres. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), para 2022 são esperados mais de 36.620 novos casos deste tipo de câncer, sendo 19.480 na população masculina e 17.140 na população feminina.

Vários aspectos de risco estão associados à doença, tais como: fatores genéticos, certos tipos de refluxos do estômago para o esôfago e em direção à boca, bem como a poluição. No entanto, as principais causas ainda são o tabagismo, o uso excessivo de álcool e infecções por papiloma vírus humano, o HPV. Mesmo com os avanços no diagnóstico e tratamento, essa doença ainda permanece como um desafio na prática clínica e requer uma abordagem multidisciplinar, com cirurgia, radioterapia e quimioterapia sistêmica no tratamento.

Letícia Braga, Gerente de Pesquisa Translacional do Instituto Mário Penna – Ensino, Pesquisa e Inovação, ressalta que novas descobertas mundiais a respeito dos “biomarcadores diagnósticos”, termo que se refere à mensuração da severidade ou da presença de algum estado de doença particular no organismo, poderão ser úteis na triagem de casos da doença. A pesquisadora aponta que os indicadores biológicos para monitoramentos podem auxiliar em uma rápida detecção do câncer. A técnica pode conduzir a um tratamento personalizado e diferenciado, principalmente em casos mais difíceis da confirmação, presença ou recorrência do câncer como, por exemplo, após uma radioterapia adjuvante – administrada depois de uma cirurgia definitiva ou, mais raramente, depois da quimioterapia potencialmente curativa.

O Centro Nacional de Informações sobre Biotecnologia Avança dos Estados Unidos (National Library of Medicine) destaca ainda o uso de métodos não invasivos no diagnóstico de câncer de cabeça e pescoço. Para Letícia Braga esses estudos apontam a existência de alguns métodos simples, mas bastante eficientes, como a análise do ar expirado, (ainda em fase de validação e avaliação clínica). Além disso, a biópsia líquida tem sido muito discutida como uma oportunidade promissora para o cuidado dos pacientes. “A descoberta de alterações no sangue pode ter um potencial papel preditivo e prognóstico ao revelar tumores mais precocemente e ajudar no monitoramento da resposta à terapia ou da doença residual pós-tratamento”.

No Instituto Mário Penna, além de uma equipe médica e multidisciplinar envolvida no cuidado com câncer de cabeça e pescoço, os pacientes contam ainda com um time de pesquisadores e parceiros que estudam, nos últimos dois anos, diversos mecanismos envolvidos na dor ocasionada pela doença.

Dentre os hospitais de Belo Horizonte, o Mário Penna concentrou entre outubro 2020 a setembro de 2021, 39% de todas as cirurgias de cabeça e pescoço do SUS. Portanto, é o maior em volume de cirurgias desse tipo na capital mineira. A instituição realizou a maior quantidade de procedimentos de radioterapia de cabeça e pescoço – cerca de 20% realizados em Belo Horizonte são do Hospital Luxemburgo, entre outubro 2020 a setembro 2021. Em dados gerais do ano de 2021, são 1.220 procedimentos cirúrgicos de cabeça e pescoço, 4.832 consultas ambulatoriais; sendo 837 pacientes cirúrgicos e 393 pacientes de radioterapia.

Segundo o importante jornal médico “The Lancet”, a idade média do diagnóstico de câncer de cabeça e pescoço vem reduzindo para pessoas com 60 anos ou mais e crescendo entre pessoas abaixo de 45 anos. Com as opções terapêuticas limitadas em tumores avançadas e recorrentes, bem como com a falta ainda de métodos de triagem eficientes, o diagnóstico precoce do câncer de cabeça e pescoço continua a ser um fator crucial na determinação da terapêutica a ser indicada ao paciente. Se você tem inchaço ou ferida na cabeça e no pescoço que não cicatriza, nódulos na boca e no pescoço ou rouquidão persistente, procure seu médico.

Instituto Mário Penna – Ensino, Pesquisa e Inovação recebe menção honrosa em Congresso Internacional

No mês da “Ciência e do Pesquisador Científico” a nova unidade do Instituto Mário Penna celebra prêmio de melhor trabalho na “American Association Cancer Society “

O “Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico” é celebrado em oito de julho, no Brasil. O objetivo da comemoração é despertar o gosto dos jovens pela ciência e divulgar a relevância do saber científico para a sociedade. Neste ano, o Instituto Mário Penna celebra duplamente a data, ao promover um mês de conhecimento em sua plataforma de ensino à distância, e ainda, ao receber uma menção honrosa para uma das pesquisas desenvolvidas no Laboratório de Pesquisa Translacional da nova unidade de “Ensino, Pesquisa e Inovação”.

Em parceria com o Programa de Pós-Graduação em Genética, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), o Instituto Mário Penna – Ensino Pesquisa e Inovação (IEPI Mário Penna) participará de um congresso da American Association for Clinical Chemistry, este ano de forma híbrida (on-line e presencial) nos dias 24 a 28 de julho de 2022, onde será contemplado com uma grande honraria da conferência. O trabalho “Análise de genes de transporte de membrana como ferramentas prognóstica e preditora de resposta à quimioradioterapia em pacientes com câncer do colo do útero” (Analysis of membrane transport genes as prognostic tools and predictors of response to chemoradiation therapy in patients with cervical câncer) foi considerado a terceira melhor produção científica deste ano, pela associação americana.

O estudo desenvolvido dedicou-se à identificar a resistência ao tratamento quimioterápico em pacientes com “Câncer Cervical”, mais conhecido como “Câncer de Colo do Útero”. Os resultados ainda que preliminares trazem um panorama dos grupos de genes mais promissores para identificação da resposta à quimio e radioterapia. A pesquisa busca um potencial instrumento de avaliação do prognóstico para as pacientes com Câncer, ou seja, para uma tomada de decisão mais precisa dos profissionais e uma terapêutica mais eficaz ao paciente.

A iniciativa visa promover a transformação da pesquisa básica laboratorial para as intervenções clínicas realizadas à beira do leito. É por meio de ferramentas fundamentadas em ciências de dados e em um conjunto de informações clínicas, como, por exemplo, o histórico médico dos pacientes e os dados coletados de exames laboratoriais, que esses recortes da pesquisa foram transformados em parâmetros que atuam em prol de uma melhor assistência em saúde, no campo da oncologia. Para Wander de Jesus Jeremias, pesquisador do laboratório de Farmacologia Experimental da Escola de Farmácia da UFOP, o projeto tem potencial para contribuir para decisões mais assertivas em casos da necessidade de tratamento. “Os resultados conduzem o grupo de pesquisadores a desenvolverem uma ferramenta de base tecnológica que será capaz de prever, com precisão, se a doença de uma paciente é tratável com a quimio e radioterapia (padrões preconizados no Sistema Único de Saúde – SUS) ou se deverá ser aplicado um tratamento diferente, com resultados mais personalizados”.

O Instituto Mário Penna se coloca como protagonista do desenvolvimento científico, neste estudo, pois além do recrutamento das pacientes ter acontecido na unidade “Hospital Luxemburgo”, todas os ensaios experimentais, desde à extração das amostras até o sequenciamento genético, foram realizados nos laboratórios e pelos pesquisadores da instituição. As demais instituições parceiras participaram da fase de análise dos dados. Para Letícia Braga, Gerente da Pesquisa Translacional em Oncologia, do Instituto Mário Penna – Ensino, Pesquisa e Inovação, o prêmio representa o reconhecimento de membros da comunidade científica sobre a relevância do tema investigado. “Esta honraria é de suma importância para validar a pesquisa desenvolvida de maneira colaborativa pelo Instituto, em uma perspectiva de geração de conhecimento e de inovação em oncologia”.

O avanço e a aproximação da pesquisa acadêmica com as práticas clínicas trazem significativas melhoras para a saúde do paciente. É por meio da ciência e da pesquisa que soluções e aprimoramentos na assistência em saúde oncológica chegam até à população. Esse planejamento e desenvolvimento de produtos aplicáveis são desenvolvidos pelos pesquisadores que, visando a promoção da saúde, oferecem novas soluções em favor da humanidade. Para Márcio Sanches, Diretor do IEPI Mário Penna, a premiação é um marco histórico por se tratar de um cenário mundial de produção científica. O diretor enfatiza que as descobertas fazem com que a nova unidade invista ainda mais em pessoas, em tecnologia, em inovação, bem como em atrair parcerias estratégicas que conduzam ao conhecimento global em saúde. “Parabenizo, não somente os pesquisadores que fizeram seu trabalho de forma brilhante, mas a todos que contribuíram, como um time, para que esse reconhecimento pudesse acontecer da melhor maneira possível e dentro do mais alto nível de produção científica”.

Os autores deste trabalho são: Natália Gregório Custódio, Ângelo Borges de Melo Neto, Tamires Alves Caixeta, Álvaro Percínio Costa, Matheus de Souza Gomes, Laurence Rodrigues do Amaral, Paulo Guilherme O. Salles, Letícia da Conceição Braga, Fábio Ribeiro Queiroz, Vasco Ariston de Carvalho Azevedo e Wander de Jesus Jeremias. Após a conclusão das últimas análises, o estudo será publicado na revista científica internacional do congresso “2022 AACC ANNUAL SCIENTIFIC MEETING AND CLINICAL LAB EXPO”. Em breve, no site do encontro científico em: https://meeting.aacc.org/register/pricing

– SAIBA MAIS:

Sinônimo de assistência aos pacientes com câncer em Minas Geras há 51 anos, o Instituto Mário Penna consolidou-se como uma das mais relevantes instituições no Brasil a atuar no diagnóstico, tratamento e suporte ao paciente oncológico. Em 2014, foi inaugurado o Núcleo de Ensino e Pesquisa, o atual Instituto Mário Penna – Ensino, Pesquisa e Inovação (IEPI Mário Penna), que é responsável pela condução de inúmeros protocolos de pesquisa e pelo desenvolvimento de importantes projetos genéticos que resultam em respostas imunológicas do corpo humano. A nova unidade promove ações intersetoriais do corpo clínico, composto por médicos, pesquisadores mestres e doutores, biotecnologistas, biomédicos, farmacêuticos, engenheiros químicos, biólogos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, além de residentes médicos e estagiários dessas diversas áreas. O “Ensino, Pesquisa e Inovação” conta ainda com o apoio de grandes instituições e indústrias ligadas à área da saúde, que viabilizam um conjunto de atividades e iniciativas pautadas na qualificação multidisciplinar dos profissionais, dentre elas a BiotechTown, a Fundação Educacional Lucas Machado (FELUMA) e a Organização Nacional de Centros de Oncologia e Hematologia (ONCOH).

Conheça as atuais linhas de ação do IEPI Mário Penna:

1. ENSINO:

No que tange ao ensino, destaca-se um novo modelo de ecossistema em saúde implementado na Instituição que visa a Integração do corpo clínico e multidisciplinar, a fim de divulgar a produção científica, por meio de uma exclusiva plataforma de ensino, cursos, seminários e palestras.

2. PESQUISA CLÍNICA:

Por meio da pesquisa clínica é possível prevenir, detectar, controlar e tratar doenças. Refere-se à descoberta de detalhes fundamentais da biologia dos tumores. Na pesquisa clínica os médicos dirigem estudos patrocinados, de alta complexidade nas áreas de oncologia, hematologia e terapia intensiva com a Covid-19.

3. PESQUISA TRANSLACIONAL:

Pesquisa que possibilita a geração de produtos inovadores que impactam positivamente a qualidade de vida dos pacientes oncológicos. Na pesquisa translacional, os mais de 15 profissionais desenvolvem estudos inovadores que impactam a jornada do paciente oncológico – desde a prevenção, à criação de medicamentos.

4. INOVAÇÃO: Uma medicina personalizada desde a prevenção ao tratamento. Desenvolvimento de pesquisas utilizando tecnologias inovadoras.

– FOTOGRAFIAS EM: https://bit.ly/FotosDiaDaCiencia https://we.tl/t-PmFsEHvkhm

Instituto Mário Penna – Ensino, Pesquisa e Inovação celebra o dia da ciência e do pesquisador

Neste dia 8 de julho – Dia da Ciência e do Pesquisador – o Instituto Mário Penna parabeniza os profissionais que contribuem para o avanço científico com aplicação prática no tratamento do câncer. Com um olhar curioso, crítico e investigativo, eles dedicam toda uma vida organizada em inúmeras áreas de estudo. Na competência dos cientistas do Instituto Mário Penna – Ensino, Pesquisa e Inovação reconhecemos os profissionais que escolheram a nossa instituição para oferecer o seu melhor trabalho.

Na Pesquisa Translacional, por exemplo, são mais de 15 especialistas altamente capacitados que atuam na jornada do paciente oncológico em todo o ciclo de atendimento, desde o diagnóstico e prevenção, até o tratamento efetivo, gerando informações imprescindíveis para os médicos e pacientes. Já na Pesquisa Clínica, os pacientes participam de testes de medicamentos que demonstraram resultados promissores no tratamento da doença. Essa equipe é composta por enfermeiros, técnicos de enfermagem e médicos, responsáveis por dar continuidade ao trabalho dos cientistas.

A instituição também tem fortalecido o Comitê de Ética em Pesquisa, essencial para o desenvolvimento de estudos, além de promover um movimento de disseminação da cultura de ensino em todas as esferas do Instituto, simplificando e aproximando a ciência, tornando-a compreensível e acessível para todos. Eventos como o “Café com Ciência”, “Tumor Board” e “Diálogos” são exemplos de como o plano educacional tem alcançado cada vez mais pessoas. Esses encontros são abertos ao público, interno e externo, e fazem parte de uma estratégia para que o Instituto Mário Penna alcance o protagonismo da oncologia no país, principalmente por oferecer conhecimento de qualidade e de forma eficiente.

A Ciência é o futuro e o Instituto Mário Penna faz parte deste protagonismo. Evoluímos com os tratamentos, devido aos cientistas e suas pesquisas que melhoram a qualidade e a expetativa de vida das pessoas. Neste dia de festa celebramos as contribuições para a saúde e o bem-estar de toda a sociedade, mostrando o que sabemos fazer de melhor que é cuidar das pessoas!

Texto escrito por Cintia Lima / Gerente de Pesquisa Clínica do Instituto Mário Penna – Ensino, Pesquisa e Inovação

“Café com Ciência” inicia debates para as celebrações do Dia da Ciência e do Pesquisador

O Instituto Mário Penna – Ensino, Pesquisa e Inovação promoveu na última quinta-feira, 23 de junho, a 3ª edição do “Café com Ciência” com o tema Oncologia de Precisão. O evento reuniu renomados nomes da pesquisa em uma discussão a respeito da realidade e tendências no diagnóstico e tratamento do câncer. O seminário marcou o início das homenagens ao Dia Nacional da Ciência e o Dia Nacional do Pesquisador Científico, comemorados no próximo 8 de julho. A iniciativa que contribui para a construção do conhecimento especializado na área da Oncologia, também representa a integração do corpo clínico multidisciplinar da instituição com a indústria e a comunidade científica.

O Café com Ciência é um difusor de práticas e estudos científicos realizados em Minas Gerais e no Brasil. Nesta edição, as palestras foram mediadas por Dr. Israel Vilaça, Médico Oncologista do Instituto Mário Penna, e contou ainda com a presença de Renato Santana, professor adjunto do Departamento de Genética da Universidade Federal de Minas Gerais, Enaldo Melo, Médico Oncologista do Hospital Mater Dei e Especialista em Oncologia Médica pela ESMO (Sociedade Europeia de Oncologia Médica), e a Bióloga e Diagnostic Manager AstraZeneca, Karen Brunialti.

A temática abordada pelos três convidados trouxe ao público uma revisão atual do tratamento do câncer em um importantíssimo debate que ressaltou, principalmente, a possibilidade de sobrevida de pacientes com malignidades avançadas.  Márcio Sanches, diretor do Instituto Mário Penna – Ensino, Pesquisa e Inovação, conclui que, a partir do próximo mês, todas as discussões e produções audiovisuais estarão disponíveis no MedPortal, uma empresa líder no mercado de educação continuada e no desenvolvimento de tecnologia na área da saúde. “O MedPortal é um dos patrocinadores do projeto educacional na instituição e com o programa nomeado como “Interact”, será possível disseminar conteúdos de aulas e eventos”. O diretor enfatiza ainda que, por meio da nova proposta, será possível divulgar as atividades do Instituto Mário Penna também a um público digital e on-line.

Apoios e Agradecimentos: AstraZeneca | Pfizer | MSD |  Astellas | FELUMA Qiagen | Med Center | Med Portal | Biotech Town | Oncoh | Espaço Meet | Meet Buffet | Grupo Meet | Today Vídeo Produções | Jairo Alves Lopes Neto

Fotografia: Mariana Bastani

 

Estudos sobre a leucemia são realizados por pesquisadores do Mário Penna

O mês de junho é voltado para a prevenção da leucemia e os pesquisadores do Instituto Mário Penna – Ensino Pesquisa e Inovação também estão de olho no tratamento da doença com diversas linhas de pesquisas nas áreas clínica, básica e translacional. A equipe está implementando os principais métodos de diagnósticos que envolvem alterações cromossômicas da leucemia. Eles realizam pesquisas ligadas às alterações no sangue que são provocadas por anormalidades das células. Essas análises genéticas e cromossômicas possuem uma aplicação direta no diagnóstico, prognóstico e auxiliam no tratamento dos pacientes em tratamento da leucemia.

A leucemia é um tipo de câncer que acomete as células sanguíneas e pode se apresentar de duas formas: aguda ou crônica. A primeira delas é um câncer que impede o amadurecimento normal das células sanguíneas de defesa do organismo, as células linfóides e mielóides, conhecidas como glóbulos brancos. A leucemia aguda também pode acometer as hemácias, conhecidas como glóbulos vermelhos, bem como as plaquetas que são produzidas pela medula óssea – órgão que “fabrica” as células do sangue. Nesse caso as células não conseguem realizar suas funções adequadamente, o que é a principal característica do tipo mais grave da leucemia aguda, ocasionando uma rápida progressão da doença.

Já a leucemia crônica provoca um crescimento acelerado dessas mesmas células, gerando um desequilíbrio que é prejudicial ao organismo. Neste caso, as células sanguíneas ainda conseguem realizar algumas de suas funções, agravando apenas com o passar do tempo. Por isso é considerada menos grave que a leucemia aguda.

Os principais sinais deste tipo de câncer são: infecções recorrentes, inchaços nos gânglios, perda de peso, fraqueza, palidez, hematomas, febre, dores abdominais, nos ossos, articulações e dor de cabeça. Esses sintomas também são comuns a diversos tipos de doenças, que não estão relacionados necessariamente a algum tipo de câncer. No entanto, quando esses sinais corporais se apresentam é indicada uma investigação criteriosa em uma consulta com um médico hematologista.

Na leucemia, a redução dos glóbulos brancos provoca uma queda da imunidade fazendo com que a pessoa apresente casos de infecções repetidas, por diversos microrganismos. Podem ocorrer infecções virais, bacterianas ou fúngicas. Já a redução dos glóbulos vermelhos pode resultar em um quadro de anemia, assim como a redução das plaquetas favorece quadros de sangramentos em diversas partes do corpo.

O diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso do tratamento que consiste em exames de sangue e da medula óssea, para confirmação do diagnóstico.  Apesar de ser uma doença curável, a leucemia ainda apresenta índices elevados de óbitos quando não tratada corretamente. As causas de leucemia ainda não estão esclarecidas completamente, mas sabe-se que o histórico familiar possui influência relevante assim como o tabagismo, Infecções pelo vírus da hepatite B e C, exposição a agrotóxicos, benzeno e ao formol, esse muito utilizado em hospitais e laboratório,  na indústria química ou até mesmo utilizado ilegalmente em alguns salões de beleza.

O tratamento da leucemia aguda consiste em quimioterapia, tratamento das infecções e de possíveis quadros hemorrágicos e transplante de medula óssea. Já para a forma crônica, a depender do tipo de célula que a doença está afetando, a quimioterapia pode ser substituída pelo uso de outros medicamentos orais que visam impedir a multiplicação descontrolada das células do sangue.

Segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer) neste ano de 2022 já foram diagnosticados, no Brasil, 5.920 casos novos de leucemia em homens e 4.890 em mulheres. O corpo dá sinais de quando algo não vai bem. Mesmo em doenças crônicas, há sintomas que podem servir de alerta. A qualquer sinal de indisposição consulte um médico. A peça-chave para o sucesso no tratamento da leucemia é um diagnóstico precoce!

Texto escrito por Ramon de Alencar Pereira | Doutor em Patologia e Pesquisador do Instituto Mário Penna – Ensino, Pesquisa e Inovação 

Fonte: INCA (Instituto Nacional do Câncer) 

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