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NEP: Hospital Luxemburgo participa de estudo sobre efeitos da radioterapia

Atualmente, o tratamento do câncer acontece por meio da cirurgia, radioterapia e quimioterapia. Na radioterapia são utilizadas radiações ionizantes de alta energia, objetivando destruir células do tumor e poupando células saudáveis que estão no seu torno. Um dos problemas decorrentes do tratamento da radioterapia é justamente a irradiação destas células normais, ficando sempre a questão sobre o que pode acontecer com estas células. Muito se sabe sobre a interação da radiação com o meio biológico, mas muito ainda tem para se aprender sobre a interação da radiação ionizante com a função das várias células que compõe o corpo humano e com os mecanismos de interação desta célula com a sua “vizinhança”.

No dia 9 de setembro foi publicado na revista internacional Heliyon Cell Press um estudo sobre a ação da radioterapia na função de macrófagos presentes no baço de mamíferos. Este estudo, desenvolvido por um grupo de pesquisadores da Faculdade de Medicina da UFMG coordenado pelo prof. Andy Petroianu, contou com a participação do Hospital Luxemburgo e dos físicos médicos Clara Bicalho e Jony Marques, ambos colaboradores da Radioterapia.

A função fagocitária das células é muito importante, pois ela permite que elementos do meio extracelular sejam transportados para dentro da célula. Neste estudo, pigmentos de carbono foram admitidos para dentro das células do baço e verificou-se que, nas células não irradiadas, os pigmentos de carbono foram capturados pelos macrófagos nas polpas vermelha e branca. Enquanto isso, nos grupos irradiados, a captação de pigmentos de carbono na zona marginal, ao redor da polpa branca, foi aumentada. Não foram observadas presença de necrose nas células irradiadas, mas houve, além da alteração na quantidade de macrófagos da zona marginal, alteração na capacidade de eliminação pelo baço.

Outros desdobramentos deste estudo ainda estão sendo aguardados a fim de se entender a fundo o mecanismo de alteração desta função fagocitária, o que pode ajudar no entendimento dos efeitos coletarias da radioterapia, visando formas de revertê-los ou atenuá-los. O acesso à publicação pode ser feito clicando aqui.

Espaço NEP: Câncer de mama triplo-negativo – precisamos conhecer para tratar melhor

Você sabia que há vários tipos de tipos de câncer de mama? Por isso, a doença pode evoluir de diferentes formas. Alguns tipos têm desenvolvimento rápido, enquanto outros crescem mais lentamente. Esses comportamentos distintos se devem a característica próprias de cada tumor.

O câncer de mama triplo-negativo representa cerca de 10-20% de casos de câncer de mama no mundo e 29% no Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca).  O tratamento das pacientes com o câncer de mama triplo-negativo permanece um desafio na prática clínica. Sabe-se que o acúmulo de alterações genéticas confere vantagens para o crescimento dos tumores e contribui para os desfechos clínicos da doença. No entanto, quais são esses eventos genéticos e como atuam ainda não foram descobertos.

O Laboratório de Pesquisa Básica e Translacional do Núcleo de Estudo e Pesquisa (NEP) do Instituto Mário Penna tem um projeto de pesquisa que visa criar um teste, baseado no conhecimento das características dos tumores das nossas pacientes com o câncer de mama triplo-negativo, que possa prever a resposta ao tratamento quimioterápico para essas pacientes.

Segundo Dra Letícia Braga, coordenadora da pesquisa básica e translacional, testes deste tipo contribuem para a melhoria das futuras abordagens terapêuticas e, consequentemente, a redução da mortalidade e melhor sobrevida das mulheres afetadas. “Nossa proposta foi submetida ao Programa de Pesquisa para o SUS, lançado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG) e estamos aguardando retorno para começar os trabalhos. Esta é mais uma iniciativa do Instituto Mário Penna para fazer a diferença no cuidado das nossas pacientes”.

Ainda segundo Dra. Letícia Braga, o teste consiste em um exame imune-molecular do microambiente tumoral das pacientes e um algoritmo para predição inteligente de resposta ao tratamento.”

Aguarde! Em breve divulgaremos novos projetos do NEP!

EPIGEN-Brazil Initiative resources: a Latin American imputation panel and the Scientific Workflow

Wagner C.S. Magalhães, Nathalia M. Araujo, Thiago P. Leal, Gilderlanio S. Araujo, Paula J.S Viriato, Fernanda S. Kehdy, Gustavo N. Costa, Mauricio L. Barreto, Bernardo L. Horta, Maria Fernanda Lima-Costa, Alexandre C. Pereira, Eduardo Tarazona-Santos, Maíra R. Rodrigues, and The Brazilian EPIGEN Consortium

Olá, como podemos ajudar?