fbpx

NEP: Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência

No dia 11 de fevereiro, o mundo inteiro comemorou o Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência. Este dia foi estabelecido pela Organização das Nações Unidas (ONU), há seis anos, e tem como objetivo de celebrar os feitos de mulheres na área e encorajar gerações mais novas a buscarem a carreira científica.

O Relatório de Ciências da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, e Unesco, publicado em alusão à data, aponta disparidades maiores em áreas altamente qualificadas, como inteligência artificial, onde apenas 22% dos profissionais são mulheres.

Por outro lado, segundo o mesmo relatório, em outras áreas de pesquisa, como em ciências da vida e saúde, as mulheres representam 60% do número de pesquisadores. Contra a Covid-19, elas, representaram 70% de todos os profissionais de saúde que lideram a resposta à pandemia. Contudo, ainda há um longo caminho a percorrer para a igualdade de gênero.

No Núcleo de Ensino e Pesquisa do Instituto Mário Penna, elas são maioria absoluta. Entre pesquisadores doutores e alunos de iniciação cientifica, elas representam 81%. Com seu jeito intuitivo, dedicado, inteligente e cheio de charme, elas veem fazendo ciência e contribuindo para melhorar a qualidade de vida dos pacientes oncológicos.

NEP: Entenda a técnica imuno-histoquímica e como ela pode ajudar no tratamento do câncer

Os pesquisadores e médicos do Núcleo de Ensino e Pesquisa (NEP) do Instituto Mário Penna vem trabalhando com diferentes técnicas para o estudo do câncer e uma delas é a imuno-histoquímica, muito utilizada na prática médica para o diagnóstico de doenças. No caso do câncer, ela permite distinguir os diferentes tipos de tumores, graus de malignidade, entre outros aspectos.

Segundo a Dra. Tálita Polyanna Moreira dos Santos, cientista de pós-doutoramento do NEP, a imuno-histoquímica é um método laboratorial que utiliza anticorpos para verificar a presença de determinados antígenos em amostra de tecido. “O que essa técnica faz é ‘colorir’ o câncer com uma marcação específica. Através disso, pode-se afirmar se, por exemplo, uma determinada proteína importante para definir o diagnóstico de câncer está presente ou não naquela amostra. A partir disso, fica mais fácil diagnosticar a doença”; explica.

O grupo de pesquisa do NEP usou essa técnica para analisar as características imunológicas das pacientes com câncer de colo uterino que podem fazer com que cada uma responda de maneira diferente ao tratamento. Isso é importante porque possibilita que os médicos possam escolher tratamentos mais personalizados e individualizados e, assim, aumentar a taxa de sucesso do tratamento.

Este estudo foi publicado na revista científica Experimental and Molecular Pathology. Para conhecer esta publicação, clique aqui.

NEP: Mutação de tumor é avaliada em estudo de câncer de mama e ovário

O Laboratório de Pesquisa Básica e Translacional do Núcleo de Estudos e Pesquisas (NEP) desenvolve um projeto direcionado para a caracterização genética dos tumores de mama e ovário. Isso é feito através do cálculo da alta carga mutacional (TMB, do inglês Tumor Mutation Burden), um dos marcadores moleculares avaliados que podem antecipar qual o melhor tratamento para as pacientes.

A execução deste estudo é possibilitada por recursos provenientes do Ministério da Saúde (PRONON), e através da integração de uma equipe multidisciplinar envolvendo pacientes, pesquisadores do laboratório de pesquisa, médicos e colaboradores da Instituição.

Os tumores são originados a partir das células normais dos tecidos dos pacientes, compartilhando grande parte do mesmo conteúdo genético. Alguns possuem uma maior frequência de mutações, devido à ação de vários fatores, tais como:

  • radiação solar;
  • uso de cigarros;
  • adquiridas durante o crescimento do tumor.

A característica de um tumor ter um maior número de mutações possibilitou a contagem como um marcador para a escolha dos cânceres mais sensíveis à imunoterapia.

Os tumores que apresentam uma alta carga mutacional apresentam uma maior variedade de antígenos em suas células, facilitando o reconhecimento e destruição destas pelo sistema imune do paciente.

Para a análise são escolhidas apenas as mutações que alteram as proteínas desses genes. A pesquisa de TMB já é utilizado na prática da oncologia personalizada, definindo quais pacientes podem se beneficiar do uso do medicamento imunoterápico pembrolizumabe.

NEP: Hospital Luxemburgo participa de estudo sobre efeitos da radioterapia

Atualmente, o tratamento do câncer acontece por meio da cirurgia, radioterapia e quimioterapia. Na radioterapia são utilizadas radiações ionizantes de alta energia, objetivando destruir células do tumor e poupando células saudáveis que estão no seu torno. Um dos problemas decorrentes do tratamento da radioterapia é justamente a irradiação destas células normais, ficando sempre a questão sobre o que pode acontecer com estas células. Muito se sabe sobre a interação da radiação com o meio biológico, mas muito ainda tem para se aprender sobre a interação da radiação ionizante com a função das várias células que compõe o corpo humano e com os mecanismos de interação desta célula com a sua “vizinhança”.

Físicos Clara e Jony

No dia 9 de setembro foi publicado na revista internacional Heliyon Cell Press um estudo sobre a ação da radioterapia na função de macrófagos presentes no baço de mamíferos. Este estudo, desenvolvido por um grupo pesquisadores da Faculdade de Medicina da UFMG, coordenado pelo Dr. Fernando P. de Faria e supervisionado pelo prof. Dr. Andy Petroianu, contou com a participação do Hospital Luxemburgo e dos físicos médicos Clara Bicalho e Jony Marques, ambos colaboradores da Radioterapia.

A função fagocitária das células é muito importante, pois ela permite que elementos do meio extracelular sejam transportados para dentro da célula. Neste estudo, pigmentos de carbono foram admitidos para dentro das células do baço e verificou-se que, nas células não irradiadas, os pigmentos de carbono foram capturados pelos macrófagos nas polpas vermelha e branca. Enquanto isso, nos grupos irradiados, a captação de pigmentos de carbono na zona marginal, ao redor da polpa branca, foi aumentada. Não foram observadas presença de necrose nas células irradiadas, mas houve, além da alteração na quantidade de macrófagos da zona marginal, alteração na capacidade de eliminação pelo baço.

Outros desdobramentos deste estudo ainda estão sendo aguardados a fim de se entender a fundo o mecanismo de alteração desta função fagocitária, o que pode ajudar no entendimento dos efeitos coletarias da radioterapia, visando formas de revertê-los ou atenuá-los. O acesso à publicação pode ser feito clicando aqui.

Espaço NEP: Câncer de mama triplo-negativo – precisamos conhecer para tratar melhor

Você sabia que há vários tipos de tipos de câncer de mama? Por isso, a doença pode evoluir de diferentes formas. Alguns tipos têm desenvolvimento rápido, enquanto outros crescem mais lentamente. Esses comportamentos distintos se devem a característica próprias de cada tumor.

O câncer de mama triplo-negativo representa cerca de 10-20% de casos de câncer de mama no mundo e 29% no Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca).  O tratamento das pacientes com o câncer de mama triplo-negativo permanece um desafio na prática clínica. Sabe-se que o acúmulo de alterações genéticas confere vantagens para o crescimento dos tumores e contribui para os desfechos clínicos da doença. No entanto, quais são esses eventos genéticos e como atuam ainda não foram descobertos.

O Laboratório de Pesquisa Básica e Translacional do Núcleo de Estudo e Pesquisa (NEP) do Instituto Mário Penna tem um projeto de pesquisa que visa criar um teste, baseado no conhecimento das características dos tumores das nossas pacientes com o câncer de mama triplo-negativo, que possa prever a resposta ao tratamento quimioterápico para essas pacientes.

Segundo Dra Letícia Braga, coordenadora da pesquisa básica e translacional, testes deste tipo contribuem para a melhoria das futuras abordagens terapêuticas e, consequentemente, a redução da mortalidade e melhor sobrevida das mulheres afetadas. “Nossa proposta foi submetida ao Programa de Pesquisa para o SUS, lançado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG) e estamos aguardando retorno para começar os trabalhos. Esta é mais uma iniciativa do Instituto Mário Penna para fazer a diferença no cuidado das nossas pacientes”.

Ainda segundo Dra. Letícia Braga, o teste consiste em um exame imune-molecular do microambiente tumoral das pacientes e um algoritmo para predição inteligente de resposta ao tratamento.”

Aguarde! Em breve divulgaremos novos projetos do NEP!

Olá, como podemos ajudar?