NEP trabalha com estudos relacionados à Oncologia de Precisão

A Oncologia de Precisão, também conhecida como oncologia personalizada, tem por objetivo aliar dados clínico-patológicos estabelecidos para o paciente com o perfil molecular dos tumores para criar estratégias de diagnóstico, prognóstico e tratamento mais precisos e adaptados às necessidades de cada um.

Dra. Letícia Braga, Coordenadora do Laboratório de Pesquisa Translacional do NEP, a Oncologia de Precisão tratada a doença de forma personalizada. “Nós, pesquisadores do Laboratório de Pesquisa Translacional, estamos trabalhando em projetos financiados pelo Programa Nacional de Oncologia (PRONON) que buscam a identificação de biomarcadores que possam ser usados em testes genéticos, como marcadores preditivos para tratamento personalizados e marcadores que predispõe a um determinado tipo de câncer nas famílias, auxiliando os médicos em decisões clínicas mais eficazes”.

Ainda segundo Dra. Letícia, somente no ano passado, 164 mulheres com câncer de colo uterino, 102 com câncer de ovário e 99 com câncer de mama participaram dos estudos e contribuíram para atingir os objetivos dos projetos do NEP.

Mas, enquanto os resultados desta pesquisa não estão disponíveis na prática clínica, o que a Oncologia de Precisão tem a ver com meu tratamento oncológico?

“A Oncologia de Precisão representa os 4 P’s da medicina: Preditivo, Preventivo, Personalizado e Participativo. Através desse conhecimento, os médicos conseguem orientar intervenções do próprio dia a dia do paciente, mudança de hábitos de vida, exercícios físicos e hábitos alimentares, o que depende diretamente de atitudes específicas de cada um.”

Confira outras publicações do NEP em nosso site. Clique aqui.

* Texto escrito por Letícia Braga, Bióloga, Pós-doutora em oncologia experimental, Coordenadora do Laboratório de Pesquisa Translacional do Núcleo de Ensino e Pesquisa (NEP)

NEP: Pesquisa Clínica do Mário Penna está entre as três melhores do Brasil

O setor de Pesquisa Clínica do Núcleo de Ensino e Pesquisa (NEP) do Instituto Mário Penna ganha destaque como o terceiro maior recrutador de pacientes, entre os 16 centros que desenvolvem o estudo Thor, da farmacêutica Janssen no Brasil, com 31 pacientes até o momento. O Mário Penna está atrás apenas do Centro de Oncologia do ABC e da Beneficência Portuguesa, ambos em São Paulo, com 41 e 31 pacientes, respectivamente. Segundo o último levantamento disponibilizado pela Janssen em 30 de abril, o Brasil está em 12° lugar no ranking de recrutamento no mundo e o NEP está contribuindo para melhorar essa posição.

O estudo Thor oferece tratamento para pacientes com câncer de bexiga que já realizaram uma primeira linha de tratamento com quimioterapia, que em algum momento tiveram recidiva da doença e agora precisam de um novo tratamento. A médica oncologista responsável por este estudo na instituição é a Dra. Joseane Rodrigues Toledo, que juntamente com a equipe de oncologistas e da pesquisa clínica, tem se empenhado em divulgar e recrutar pacientes para participarem do estudo.

“Quando o paciente é identificado como potencial participante, ele é informado sobre o estudo pelo oncologista e, caso demonstre interesse em participar, a equipe de pesquisa clínica entra em contato para aplicar o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), que é um documento onde estão descritas informações do estudo como”; conta Dra. Joseane Rodrigues Toledo.

Um ponto importante é que os membros da equipe de pesquisa prezam sempre pela autonomia do paciente em decidir por sua participação. “Não medimos esforços para ajudar o paciente a entender como funciona os estudos clínicos. Em alguns casos, quando o paciente é muito humilde, que não sabe ler ou escrever, o processo do consentimento é realizado em duas etapas. Em uma primeira consulta explicamos sobre o estudo, disponibilizamos o TCLE para ele levar para casa, e conversar com os familiares sobre a participação. Em um segundo momento, esclarecemos dúvidas e assinamos o documento.  Nestes casos, pedimos sempre que o paciente venha acompanhado e o acompanhante também assina o termo ciente de que as informações passadas são as mesmas que estão descritas no documento”; explica.

Após esta etapa de assinaturas dos termos, o paciente é incluído no estudo, mas antes de iniciar com a medicação, ele passa por uma série de exames que buscam averiguar se não há nenhum problema de saúde que possa colocá-lo em risco durante o estudo. Ao final do processo, se ele atender a todos os critérios, começamos o tratamento.  “A cada paciente que entra para a pesquisa, o nosso desejo é de que o medicamento o beneficie. Por isso, acompanhamos tudo bem de perto e, ao identificarmos qualquer sinal de perigo, entramos com medidas preventivas”; conclui.

Até o momento, nosso centro recrutou 31 pacientes que se tornaram voluntários no estudo e que irão compor um grupo de outros voluntários, gerando informações que validarão ou não o uso da medicação estudada no futuro.

NEP e a Imunoterapia: o que é e como estamos avançando com os pacientes no Instituto Mário Penna

O grupo de pesquisadores do Laboratório de Pesquisa Translacional em Oncologia do Núcleo de Ensino e Pesquisa (NEP) do Instituto Mário Penna realizou a investigação de pontos de controle imunológico em amostras de câncer de colo do útero. “No artigo publicado na revista internacional Experimental a Molecular Pathology demonstramos que as pacientes com câncer de colo de útero que responderam ao tratamento quimioterápico padrão apresentavam maior quantidade das moléculas PD-L1 e PD-L2. Ou seja, essas células do câncer estão apresentando estratégias para neutralizar a ação das células de defesa. Sendo assim, a utilização de imunoterapias poderia bloquear a ação atenuadora das células neoplásicas contra o sistema imunológico. Consequentemente, a utilização de imunoterapia poderia beneficiar as pacientes com câncer de colo uterino que não respondem bem à quimioterapia padrão e, desse modo, prolongando a sobrevida dessas mulheres”; conta a Coordenadora do Laboratório, Dra. Letícia Braga.

Mas, você sabe o que é imunoterapia e como os pacientes podem se beneficiar com esse tratamento? Quem nos explica é a Dra.Tálita Moreira, imunologista, pesquisadora do Laboratório de Pesquisa Translacional em Oncologia do NEP.

“Imagine se o seu próprio organismo pudesse favorecer a eficiência do tratamento oncológico? Foi baseando-se nessa pergunta que os cientistas desenvolveram as imunoterapias. Nesse tipo de terapia, a premissa é permitir que as células do sistema imunológico (que já possuímos em nosso organismo) possam reconhecer as células malignas e destruí-las. Dentre as diversas modalidades de imunoterapias, existe aquelas que utilizam bloqueadores das moléculas do ponto de controle imunológico e, assim, libertando as travas para que células imunológicas específicas possam encontrar e destruir as células malignas”.

Estes medicamentos, administrados isoladamente ou em combinações, foram testados pela primeira vez num melanoma avançado. Os pesquisadores ficaram surpresos com algumas respostas excepcionais obtidas após usar imunoterapia como, por exemplo, alguns pacientes apresentaram sobrevivência prolongada em até 10 anos. Estes resultados encorajadores levaram à ensaios clínicos em outros tipos de câncer, cujas respostas iniciais mostraram benefícios no câncer do pulmão, câncer da mama, câncer da cabeça e do pescoço e câncer do fígado.

Para conhecer todos os resultados do artigo publicado pela equipe do NEP, acesse aqui.

*Texto escrito pela equipe do NEP

NEP realiza estudos clínicos com medicamentos para tratamento da Covid no Instituto Mário Penna

O Núcleo de Ensino e Pesquisa do Instituto Mário Penna (NEP) se junta a outros centros de pesquisa do Brasil e do mundo em busca de algum tratamento que possa resolver ou minimizar os sintomas causados pela forma grave da Covid-19. Atualmente, existe um estudo clínico aberto para recrutamento de pacientes que estejam em uso de oxigênio ou em ventilação mecânica admitidos na Unidade de Internação ou no Centro de Terapia Intensiva (CTI) com diagnóstico de Covid.

Estes pacientes são identificados e triados pela equipe de pesquisa clínica da instituição, composta por médicos e enfermeiros, que se relacionam diretamente com as indústrias farmacêuticas patrocinadoras dos estudos clínicos e fornecedoras das medicações para serem testadas. O paciente, ao ser abordado, recebe todas as informações sobre o estudo por meio de uma conversa e estas mesmas informações também estão descritas no termo de consentimento livre e esclarecido – documento que deve ser compartilhado com familiares ou pessoas de confiança do paciente, que podem auxiliá-lo na decisão de participar ou não da pesquisa.

Após o esclarecimento de todas as dúvidas do paciente pelo médico responsável do estudo, os termos são assinados e o paciente passa a ser participante da pesquisa. Inicia-se então, os exames e todas as demais medidas para administrar a medicação, monitorar o participante, coletar os dados e garantir a sua segurança.

Este estudo deve ficar aberto para recrutamento de pacientes até julho de 2021. Vale destacar que a pesquisa clínica é a forma mais segura e garantida de provar que uma medicação pode ser promissora no tratamento de qualquer enfermidade. Por meio dela encontramos futuras alternativas de cura e controle de doenças antes consideradas fatais.

*Texto escrito pela equipe do Núcleo de Ensino e Pesquisa (NEP)

Atividades de Pesquisa Translacional do NEP são apoiadas pelo Pronon

Você sabe o que é Pronon? É o Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica. Ele tem a finalidade de captar e canalizar recursos para a prevenção e o combate ao câncer, englobando a promoção da informação, a pesquisa, o rastreamento, o diagnóstico, o tratamento, os cuidados paliativos e a reabilitação referentes às neoplasias malignas e afecções correlatas. O Núcleo de Ensino e Pesquisas (NEP) vem submetendo, anualmente, projetos de pesquisa ao Ministério da Saúde através do Pronon, e realizando o desenvolvimento da pesquisa em oncologia aqui no Instituto Mário Penna.

Segundo Dra. Letícia Braga, Coordenadora do Laboratório de Pesquisa Translacional, os projetos integram diferentes plataformas de avaliação, que incluem a análise do perfil imunológico das pacientes, tanto no local da lesão quanto no sangue (perfil sistêmico) e sequenciamento de DNA pelo método de sequenciamento de nova geração (Next Generation Sequencing-NGS). “O objetivo dessas pesquisas é desenvolver painéis de biomarcadores para câncer de colo uterino, ovário e mama, como estratégia para a prevenção e controle do câncer”; explica.

Para o desenvolvimento do projeto, durante os meses de janeiro a dezembro de 2020, 164 mulheres com câncer de colo uterino, 102 com câncer de ovário e 99 com câncer de mama, atendidas no ambulatório de Ginecologia Oncológica e Mastologia, aceitaram, voluntariamente, participar das pesquisas do NEP. “A participação de cada uma dessas mulheres é muito importante para que os resultados obtidos possam gerar conhecimento do perfil genético e imunológico dos tumores e permitir intervenções terapêuticas mais efetivas, contribuindo para a redução da mortalidade e morbidade das mulheres com câncer”; ressalta Dra. Letícia.

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