Instituto Mário Penna ganha equipe de Cuidados Paliativos

No dia 15 de março de 2021, o Hospital Luxemburgo iniciou os atendimentos de Cuidados Paliativos aos pacientes internados na instituição. O objetivo da proposta é cuidar dos pacientes portadores de doenças graves para que enfrentem com o menor sofrimento possível as experiências difíceis impostas pela doença.  Segundo Dra. Valéria Lamas é preciso desmistificar a ideia de que os Cuidados Paliativos se restringem aos pacientes que estão no final da vida. “Esse cuidado pode ser realizado desde o diagnóstico da doença grave, inclusive em conjunto com tratamentos como a quimioterapia e a radioterapia, em alguns casos”; explica.

Para que o sofrimento do paciente seja compreendido de maneira completa é necessária uma abordagem multiprofissional, que reúna o conhecimento de múltiplas áreas para oferecer ao paciente as melhores ferramentas para lidar com as situações vivenciadas.

Atualmente, a equipe de Cuidados Paliativos é composta por duas médicas (Valéria Lamas e Leilane León), uma psicóloga (Lis Magalhães) e uma enfermeira (Graziella Tocafundo). O projeto prevê ainda a contratação de outros profissionais durante os próximos meses para compor a equipe.

A abordagem pela equipe de Cuidados Paliativos hoje é oferecida a pacientes que se encontram internados no Instituto Mário Penna através da solicitação do médico assistente do caso. Há a perspectiva de ampliação do serviço para atendimentos ambulatoriais e leitos especializados ao longo do ano.

“A criação de uma equipe especializada em Cuidados Paliativos é um marco importante na história do Instituto Mario Penna, sendo um grande diferencial no cuidado dos pacientes oncológicos, reforçando o compromisso da instituição em oferecer uma assistência de excelência através do cuidado humanizado; reforça Dra. Leilane León.

Cofrinhos do Bem: de moedinha em moedinha, salvamos vidas

Conte nos dedos quem nunca teve um cofrinho na vida. A hora de abri-lo, era a mais esperada para contar cada centavo para comprar algo tão sonhado e, com certeza, bem especial. Essa história pode ser repetida, mas com uma importância muito maior: trazer esperança aos pacientes atendidos pelo Instituto Mário Penna e ajudar a salvar vidas. Assim, foi criada a ação Cofrinhos do Bem, mais uma forma de arrecadar doações para ajudar no tratamento de pacientes com câncer.

A pessoa que adquirir o cofrinho pode enchê-lo com moedinhas ou notas de dinheiro. Quando ele estiver cheio, a mágica da solidariedade estará pronta. Basta destinar o valor em doação ao Instituto. Não importa quanto tempo vai demorar para encher. O que vale é se empenhar e saber que milhares de pacientes estão aguardando suas economias.

Quanto mais pessoas entrarem nessa parceria, mais pacientes serão ajudados. E você pode ser um aliado do bem. Abrace essa causa e compartilhe com amigos, familiares, colegas do trabalho ou até mesmo indique para empresas que tenham esse perfil solidário e que topariam entrar nessa corrente com a gente.

Já quer o seu cofrinho? Entre em contato com o nosso Núcleo de Gestão de Doações pelo 3299-9502 ou acesse aqui.

Lembre-se: dessa vez você vai enchê-lo de vida!

Atuação do pneumologista é fundamental no tratamento do câncer de pulmão

O pneumologista tem um papel primário, fundamental e importante na prevenção do câncer de pulmão e no diagnóstico precoce da doença, identificando pacientes para rastreamento e monitoramento de sintomas.

Muitas pessoas esquecem ou não sabem que o pneumologista trata o câncer de pulmão, mas a equipe multiprofissional também é extremamente importante, incluindo oncologista, cirurgião torácico, pneumologista, radioterapeuta, radiologista intervencionista, medicina nuclear, patologista, enfermeiro, fisioterapeuta, nutricionista, assistente social.

A médica pneumologista, Dra. Paula Cristina Ferreira, ressalta que o pneumologista, na linha de cuidado do câncer de pulmão, atua da seguinte forma:

  • Na prevenção: cessação do tabagismo; afastamento e/ou acompanhamento de outros fatores de risco, como exposição ao asbesto.
  • Na detecção precoce: investigação de nódulo do tórax, se possível com um programa de rastreamento.
  • No preparo pré-operatório (reduzir complicações pulmonares pós-operatórias): otimizar medicação (principalmente inalatória), tratar exacerbação, cessação do tabagismo, suporte nutricional e fisioterapia reabilitação pré-operatória.
  • Na realização da espirometria: exame fundamental na quantificação do risco cirúrgico (medidas objetivas). Esse exame é também indispensável para a aquisição de medicamentos para DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica) e asma pela secretaria de saúde.
  • Nos cuidados pós-operatórios, que incluem: intervir em possíveis complicações do tratamento; asma exacerbada por neoplasias e infecções pulmonares.
  • No tratamento da linfangite carcinomatosa e na doença pulmonar intersticial/parenquimatosa por uso de drogas anti-neoplásicas, como a pneumonite, fibrose pulmonar, broncoespasmo, entre outras.

No tratamento do câncer de pulmão, o pneumologista atua em associação com outras especialidades:

  • Clínico/cardiologista: na avaliação de outras comorbidades.
  • Radiologia: realização de tomografia computadorizada de corpo inteiro para rastreamento; PET CT (Tomografia por Emissão de Pósitrons) e Cintilografia de ventilação/perfusão.
  • Cirurgia torácica: abordagem cirúrgica, se for o caso. Realização de broncoscopia para biópsia e coleta de lavado broncoalveolar.
  • Patologia clínica: diagnóstico patológico e genômica em todos os casos.
  • Oncologia e radioterapia: avaliação do tratamento.
  • Cuidados paliativos: o cuidado paliativo deve ser associado ao tratamento curativo no momento do diagnóstico, por meio de decisão compartilhada, isto é, paciente e médico planejam as decisões sobre a terapêutica a ser tomada, buscam a melhora na qualidade de vida e a redução do sofrimento, tanto espiritual como físico e psicológico.

A médica ressalta que todos os exames radiológicos citados, assim como as especialidades médicas relacionadas, são disponibilizados no Hospital Luxemburgo.

“O cigarro é o principal fator de risco para o câncer de pulmão e é uma das principais causas de morte evitável. Apesar de as taxas terem diminuído nos últimos anos, a popularidade de cigarros eletrônicos e “vapers” ainda preocupa os profissionais da saúde”; reforça Dra. Paula Cristina Ferreira.

Devido à redução do tabagismo, foi possível observar uma diminuição na taxa de mortalidade por câncer de pulmão a partir de 2011. Mesmo assim, quase 75% dos pacientes com câncer de pulmão ainda são diagnosticados com câncer localmente avançado ou metastático. No cenário de doença avançada, a expectativa de vida em cinco anos é menor do que 20%, e o tratamento sistêmico ainda é a principal opção terapêutica disponível. Em contraste, aqueles diagnosticados em estágio inicial apresentam taxas de sobrevida em cinco anos de 50-90%.

*Texto escrito pela Dra. Paula Cristina Ferreira

Instituto Mário Penna apoia campanha Março Lilás – mês de prevenção do câncer do colo de útero

O Instituto Mário Penna alerta para a prevenção do câncer do colo de útero com a campanha “Março Lilás – Poderosa mesmo é a mulher que se previne”. A prevenção primária está relacionada à diminuição do risco de contágio pelo Papilomavírus Humano (HPV). A transmissão da infecção ocorre por via sexual, presumidamente por meio de abrasões microscópicas na mucosa ou na pele da região anogenital (da vulva, vagina ou anus). O uso de preservativos durante a relação sexual protege parcialmente do contágio pelo HPV, que também pode ocorrer pelo contato com a pele da vulva, região perineal e perianal.

Segundo Dra. Telma Maria Rossi de Figueiredo Franco, Coordenadora do Serviço de Ginecologia Oncológica do Instituto Mario Penna, o risco de desencadear esse câncer aumenta com o início precoce da atividade sexual, ter múltiplos parceiros e o tabagismo.

O Ministério da Saúde implementou no calendário vacinal, em 2014, a vacina tetravalente contra o HPV para meninas de 9 a 13 anos e meninos entre 11 e 14 anos. “A vacinação e a realização do exame preventivo (Papanicolau) se complementam como ações de prevenção desse tipo de câncer. Mesmo as mulheres vacinadas, quando alcançarem a idade preconizada (a partir dos 25 anos), deverão fazer o exame preventivo periodicamente, pois a vacina não protege contra todos os tipos oncogênicos do HPV”; reforça Dra.Telma.

A médica explica que o câncer do colo de útero é uma doença de desenvolvimento lento, que pode não apresentar sintomas em fase inicial. Nos casos mais avançados, pode evoluir para sangramento vaginal intermitente (que vai e volta) ou após a relação sexual, secreção vaginal anormal e dor abdominal associada a queixas urinárias ou intestinais.

O tratamento para cada caso deve ser avaliado e orientado por um médico. Entre os tratamentos para o câncer do colo de útero estão a cirurgia, a quimioterapia e a radioterapia. O tipo de tratamento dependerá do estágio da doença e de fatores pessoais de cada paciente.

 

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