ALMG destina R$ 5 milhões do acordo de reparação da Vale para o Instituto Mário Penna

O Instituto Mário Penna receberá R$ 5 milhões de recurso de custeio da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), proveniente do acordo do Estado com a Vale para reparação dos danos decorrentes do rompimento da barragem de Brumadinho. O anúncio foi feito na tarde desta sexta-feira, 13 de agosto, em solenidade no plenário, sob comando do presidente da Casa, Deputado Agostinho Patrus.

Marco Antônio Viana Leite discursa na ALMG

O Diretor-Presidente do Instituto Mário Penna, Marco Antônio Viana Leite, esteve presente no evento e, durante seu pronunciamento, ressaltou a importância desse recurso. “Somos uma instituição filantrópica e precisamos de doações para atender com qualidade e de forma humanizada os nossos pacientes. Mais de 260 mil pessoas passam por ano em nossa instituição, vindas de todos os cantos de Minas Gerais. Atendemos mais de 600 municípios que encaminham seus moradores para o tratamento oncológico no Instituto, incluindo as cidades afetadas pelo desastre de Brumadinho.
É importante destacar que, após o rompimento da barragem, análises apontam um aumento dos registros de pacientes com câncer nessas localidades em decorrência da exposição à água contaminada por metais pesados. Sendo assim, esse recurso será de grande valia neste momento para a compra de medicamentos e para proporcionar melhorias nos atendimentos aos pacientes”.

Classificado pelo Ministério da Saúde como Centro de Assistência de Alta Complexidade Oncológica (CACON), em 2020 o Instituto Mário Penna realizou também 272 mil aplicações de radioterapia, 34 mil sessões de quimioterapia, 55 transplantes de medula óssea e quase 11 mil cirurgias. Além disso, está na linha de frente no combate à Covid-19 e, para isso, foram criados leitos de enfermaria e outros novos de CTI, direcionados ao tratamento de pacientes com a doença.

A doação – A doação realizada pela ALMG é no total de R$ 84,5 milhões e abrange programas socioassistenciais, instituições de saúde e o apoio ao processo de produção da vacina contra a Covid-19. Além do Diretor-Presidente do Instituto Mário Penna, Marco Antônio Viana Leite, representantes de outras entidades beneficiadas também estiveram na solenidade como a reitora da UFMG, professora Sandra Regina Goulart Almeida, representantes do Programa Rede Cuidar, do Programa Bolsa Reciclagem, do Hospital da Baleia e do Comitê Intersetorial de Acompanhamento e Monitoramento da Política Estadual para a População em Situação de Rua (PopRua-MG).

IMP comemora 6 anos de parceria com Supermercados BH

No ano em que o Supermercados BH completa 25 anos, o Instituto Mário Penna também tem motivos para comemorar. São seis anos de parceria com o Troco Solidário e mais de R$ 13 milhões arrecadados e investidos no tratamento de milhares de pacientes oncológicos de todo o estado.

Cada moedinha doada pelos clientes fazem a diferença para aqueles que são tratados no IMP. O repasse mensal é indispensável para que os pacientes recebam um tratamento digno, de qualidade, acompanhado por uma equipe de profissionais renomados multidisciplinares e de forma humanizada.

As lojas dos Supermercados BH estão presentes em mais de 220 cidades de Minas Gerais e, com a dedicação de toda equipe da rede, o Instituto consegue realizar atendimentos com maestria, sendo referência no tratamento oncológico pelo SUS.

“O esforço de todos, desde a alta gestão aos funcionários da frente de caixa, fazem a diferença. As conquistas que alcançamos nesse laço que criamos com os Supermercados BH refletem diariamente na melhoria da qualidade do atendimento aos nossos pacientes. Agradecemos a todos pelo empenho em nos ajudar a salvar vidas”, comemora Marco Antônio Vieira Leite, Diretor-Presidente do Instituto Mário Penna.

Agosto é o mês de combate ao Linfoma

Agosto é o mês de Combate ao Linfoma e muitas pessoas sabem pouco ou quase nada sobre o assunto. Por isso, o Instituto Mário Penna apoia a campanha e contribui para os esclarecimentos da doença em seus meios de comunicação. Os linfomas são cânceres que têm origem no sistema linfático, uma rede de vasos e gânglios do nosso corpo encarregado de armazenar as células de defesa do organismo.

Pedro Las Casas, médico hematologista do Instituto Mário Penna, explica que a doença surge quando os linfócitos sofrem uma mutação e passam a se multiplicar de forma descontrolada, principalmente dentro dos gânglios, fazendo com que eles aumentem de tamanho. Ele ressalta que é possível ainda que essa proliferação ocorra em outros órgãos não relacionados ao sistema linfático como pele, pulmão e sistema nervoso.

“Os linfomas são divididos em dois tipos: o de Hodgkin e os não-Hodgkin. Dentro desses dois grupos é possível ainda dividi-los em diversos subtipos, cada um com características clínicas e tratamentos completamente diferentes. Mas apenas através da biópsia das lesões é possível diferenciá-los”; conta Dr. Pedro.

Em geral, os principais sintomas dos linfomas são gânglios palpáveis e endurecidos no pescoço e axilas, geralmente indolores e de crescimento progressivo. Existem, no entanto, outras doenças que podem levar ao aumento dos gânglios, como infecções. Por isso é fundamental   procurar um médico para diagnóstico diferencial caso os gânglios estejam aumentando progressivamente, sejam persistentes ou se forem acompanhados por outros sintomas como cansaço persistente, febre diária, suor intenso à noite e perda de peso.

O especialista alerta ainda que para o diagnóstico são necessários exames específicos, como a biópsia do gânglio ou órgão suspeito de acometimento, exames de sangue e o PET, um tipo de tomografia que ajuda a identificar a localização das lesões.

Dr. Pedro explica que o tratamento de linfomas varia de acordo com o paciente, com o tipo de linfoma e o grau da doença. Ela ressalta que os tratamentos são realizados através de quimioterapia, imunoterapia e radioterapia. “Infelizmente não existe uma forma de prevenção. Quando descoberto em fase inicial, as chances de cura ou controle são altas. Por isso, é importante procurar sempre um médico quando os sintomas são notados”.

Estudo de profissionais do IMP sobre eficiência no tratamento do câncer ganha publicação internacional

Os estudos em relação ao tratamento de câncer contribuem sempre para a prevenção e busca da cura da doença. Aqui no Instituto Mário Penna contamos com profissionais qualificados que favorecem para o surgimento de novos tratamentos para pacientes oncológicos. O físico Jony Marques e o radioconologista Dr. Arnoldo Mafra, ambos do IMP, fizeram parte de uma importante pesquisa para o tratamento de câncer, que obteve uma publicação internacional.

Essa pesquisa tem como objetivo desenvolver e caracterizar uma plataforma para irradiações de células in vitro. “Para o tratamento do câncer são inúmeras as propostas de novas drogas para aumentar a eficiência do tratamento combinado de quimioterapia e radioterapia. Antes de submeter os pacientes a novos tratamentos, estes são testados inicialmente em células de câncer de humanos em estudos denominados in vitro”; esclarece Jony Marques.

Os responsáveis pelo estudo explicam que tratando de um estudo in vitro, ele apresenta alguns problemas, como o fato das células não receberem uma dose uniforme de radiação, com incertezas típicas da ordem de 25% ou mais. Como todos os fenômenos biológicos são dependentes da dose de radiação recebida pelas células, grandes incertezas nos valores da dose provocam perda de correlação entre a variável dose e os efeitos provocados, gerando resultados falsos ou não totalmente compreendidos.

“Assim, a proposta inovadora deste trabalho traz o desenho de uma plataforma em acrílico, irradiada com braquiterapia clínica (a mesma que trata as pacientes ginecológicas do IMP) e que reduz incertezas típicas de 25% no valor da dose para algo entre 2 e 7%, propondo ainda um fator de correção para se obter, com precisão, a dose de radiação recebida pelas células”; explicam.

 

NEP: entenda a relação das mutações com o câncer

As mutações genéticas podem levar ao desenvolvimento do câncer e as pesquisas mostram que 66% delas que causam tumores são aleatórias, apenas 29% são ligadas ao ambiente ou estilo de vida e apenas 5% estão ligadas a hereditariedade. Mas, você sabe o que são as mutações?

Todos os seres vivos possuem um material genético que é responsável por gerar o organismo e o manter em funcionamento. Esse material genético funciona como um código que precisa ser lido e interpretado sempre que uma atividade biológica é necessária nesse organismo. Cada espécie possui um código genético que é próprio e que é o mesmo entre todos os indivíduos dessa espécie. Contudo, cada indivíduo possui pequenas diferenças que os distinguem uns dos outros. Isso acontece também com todos nós. Temos o mesmo código genético, mas cada um possui pequenas diferenças que nos fazem diferentes mesmo quando comparados com nossos irmãos.

Quando nossas células vão se multiplicar, seja para reparar um tecido machucado, seja para repor outras células, esse código genético precisa se duplicar. Isso é importante para que cada nova célula tenha a mesma informação genética daquela que a originou. Durante esta etapa de duplicação, pequenos erros podem acontecer no código genético e eles são chamados de mutações.

A maioria das mutações que ocorrem são corrigidas ou a célula é destruída. Contudo, algumas células com mutações podem permanecer no organismo. Algumas dessas mutações podem trazer vantagens ao ser vivo e esse tipo de mutação é uma das responsáveis pela evolução dos seres vivos, ou seja, são legais. Mas, algumas podem ser bastante problemáticas e podem causar problemas sérios, como aquelas que desencadeiam o câncer.

Identificar essas mutações é fundamental para entender as características da doença e propor metodologias de tratamento cada vez mais individualizadas e assim, auxiliar para que os pacientes possam ter uma resposta mais eficiente aos tratamentos disponíveis e consequentemente, tenham maior possibilidade de cura. Além disso, o conhecimento das mutações em tumores pode identificar ainda novos tipos de tratamento.

“Trabalhando na fronteira do conhecimento e das pesquisas sobre o câncer e com o propósito de expandir esse conhecimento científico, propondo soluções para o diagnóstico e tratamento dos pacientes oncológicos, os pesquisadores do Laboratório de Pesquisa Translacional do Núcleo de Ensino e Pesquisa (NEP), estão desenvolvendo estudos para avaliar a carga de mutações presentes nos pacientes com câncer de mama e ovário”; afirma o Dr. Fábio Queiroz, um dos pesquisadores do Laboratório. A metodologia aplicada nessas pesquisas foi desenvolvida pela Qiagen™, empresa de renome internacional na produção de insumos de biotecnologia.

*Texto escrito por Dr. Fábio Ribeiro Queiroz

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