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HOSPITAL LUXEMBURGO

NEXS I NÚCLEO DE EXCELÊNCIA EM SAÚDE

NÚCLEO DE ENSINO, PESQUISA E INOVAÇÃO

Arquivos do Autor: Nádia Prado

18set2026
Autor Nádia Prado Categorias Instituto Mário Penna, Notícias Gerais Deixe um comentário

Café com Ciência debate avanços e inovação no cuidado ao câncer colorretal

O Núcleo de Ensino, Pesquisa e Inovação da Rede Mário Penna realiza, na próxima quinta-feira (24), a 19ª edição do Café com Ciência, encontro que promove a troca de conhecimentos e experiências entre profissionais da pesquisa e da prática clínica. Com o tema “Além da Prevenção: Ciência, Inovação e Cuidado Integrado no Câncer Colorretal”, o evento propõe uma discussão sobre os avanços científicos e tecnológicos e os desafios atuais relacionados ao diagnóstico e ao tratamento da doença.

Realizado das 18h às 21h30, no Teatro Lael Varella, da Faminas, em Belo Horizonte, o encontro reunirá especialistas para abordar diferentes perspectivas do cuidado ao paciente com câncer colorretal. A programação destaca a importância da integração entre pesquisa, inovação e assistência clínica na busca por estratégias que contribuam para o aprimoramento do atendimento oncológico.

Ciência e inovação a serviço do paciente

O câncer colorretal está entre os principais desafios da saúde pública e exige uma abordagem que envolva conhecimento científico, diagnóstico, tratamento e acompanhamento multidisciplinar. Nesse contexto, o Café com Ciência abre espaço para discutir como a produção de conhecimento e o desenvolvimento de novas tecnologias podem contribuir para a evolução do cuidado.

A programação contará com a participação de três especialistas:

  • Dr. Pedro Villar Delfino: biólogo, mestre e doutor em Imunologia pela Santa Casa de Belo Horizonte, pesquisador bolsista RHAE-CNPq e CEO da OncoTag.
  • Dra. Estefânia Mara Martins: bióloga, com pós-doutorado no Albert Einstein College of Medicine, em Nova York; pesquisadora do CDTN/CNEN e docente da pós-graduação do CDTN.
  • Dr. Jorge Ferreira: biomédico, doutor em Biologia Celular e Molecular, pós-doutor pela Fiocruz-Minas, pesquisador associado da Rede Mário Penna e professor da Faminas.

A diversidade de experiências dos participantes contribui para uma discussão que aproxima diferentes áreas do conhecimento e reforça a importância da colaboração entre pesquisadores, profissionais da saúde e instituições de ensino.

Fortalecimento da pesquisa e da prática clínica

Promovido pelo Núcleo de Ensino, Pesquisa e Inovação da Rede Mário Penna, o Café com Ciência integra as iniciativas voltadas à disseminação do conhecimento e ao incentivo à educação continuada. O encontro também fortalece o diálogo entre a pesquisa científica e a prática clínica, contribuindo para a reflexão sobre os caminhos da assistência oncológica.

Ao abordar o câncer colorretal a partir da ciência, da inovação e do cuidado integrado, a 19ª edição reafirma a importância de construir uma assistência cada vez mais qualificada, humanizada e conectada aos avanços da medicina.

 

19ª edição do Café com Ciência

Tema: Além da Prevenção: Ciência, Inovação e Cuidado Integrado no Câncer Colorretal
Data: 24 de setembro de 2026 (quinta-feira)
Horário: das 18h às 21h30
Local: Teatro Lael Varella — Faminas, Belo Horizonte (MG)
Realização: Núcleo de Ensino, Pesquisa e Inovação da Rede Mário Penna
Inscrições: Sympla — 19ª edição do Café com Ciência

18set2026
Autor Nádia Prado Categorias Hospital Luxemburgo, Instituto Mário Penna, Notícias Gerais, Tratamento Oncológico Deixe um comentário

No aniversário do SUS, Mário Penna destaca avanços na assistência pública com Hospital Luxemburgo 100% SUS

Em 19 de setembro de 1990, a saúde pública brasileira ganhou um marco histórico com a regulamentação do Sistema Único de Saúde (SUS), criado a partir da Constituição Federal de 1988. Fundamentado nos princípios da universalidade, integralidade e equidade, o sistema garante à população acesso a serviços que vão desde a atenção primária até procedimentos de alta complexidade. Nesse cenário, o Instituto Mário Penna contribui para o fortalecimento da rede pública por meio do Hospital Luxemburgo, habilitado como Centro de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (CACON) — classificação do SUS destinada a unidades que oferecem diagnóstico e tratamento especializado e integral para pacientes com câncer. Desde 2024, o hospital destina 100% dos atendimentos aos usuários do SUS, ampliando o acesso à assistência oncológica em Minas Gerais.

Ao completar mais um ano de história, o SUS reforça sua importância como uma das principais redes de cuidado e proteção social do país. Em Minas Gerais, a mudança no modelo assistencial do Hospital Luxemburgo amplia a participação do Instituto na rede pública, especialmente no atendimento especializado e no tratamento do câncer. A transição foi anunciada em 2024, em parceria com a Prefeitura de Belo Horizonte, e autorizada pelo Ministério da Saúde.

Como CACON, o hospital oferece assistência oncológica especializada, reunindo serviços de diagnóstico e tratamento, como consultas, exames, cirurgias e quimioterapia, com atuação de equipes multidisciplinares. A instituição também participa da rede de cuidado que envolve acompanhamento e cuidados paliativos.

Mais acesso ao cuidado especializado

A transformação do Hospital Luxemburgo em uma unidade 100% SUS veio acompanhada de investimentos na expansão da capacidade assistencial e na modernização da estrutura hospitalar. O número de leitos passou de 284 para 330, enquanto a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) chegou a 50 leitos.

Entre as melhorias realizadas estão a instalação de elevadores, a incorporação de um novo mamógrafo e adequações em diferentes setores do hospital, iniciativas que contribuem para aprimorar os fluxos internos, a acessibilidade e a qualidade do atendimento.

A unidade também ampliou a estrutura do setor de Quimioterapia, com a construção de sete novos consultórios, uma sala de apoio e a substituição das bombas de infusão. O Posto 6 passou por uma reforma que aumentou sua capacidade de 38 para 64 leitos, enquanto a reorganização das áreas administrativas permitiu ampliar os espaços destinados à assistência.

As mudanças fortalecem a atuação do Instituto Mário Penna no atendimento oncológico pelo SUS, ampliando o acesso da população a tratamentos especializados e a um cuidado que alia tecnologia, segurança e humanização.

Saúde como direito de todos

A criação do SUS consolidou a saúde como um direito de todos e um dever do Estado. Ao longo de sua trajetória, o sistema passou a oferecer serviços essenciais em diferentes áreas, como vacinação, vigilância sanitária, assistência farmacêutica, transplantes e atendimento hospitalar.

Mais do que garantir consultas e procedimentos, o SUS contribui para reduzir desigualdades e ampliar o acesso da população aos cuidados de saúde, independentemente de sua condição financeira.

Nesse cenário, a atuação de instituições filantrópicas, como o Instituto Mário Penna, tem papel relevante na ampliação da assistência pública. Ao destinar integralmente os atendimentos do Hospital Luxemburgo aos usuários do SUS, o Instituto reforça seu compromisso com a saúde da população e com a oferta de cuidado especializado.

O aniversário do SUS é uma oportunidade para reconhecer a importância de uma rede que garante acesso à saúde e destacar iniciativas que contribuem para fortalecê-la. No Instituto Mário Penna, o atendimento 100% SUS representa a ampliação de um compromisso: cuidar de mais pessoas e oferecer assistência de qualidade a quem precisa.

14set2026
Autor Nádia Prado Categorias Campanhas de Prevenção, Histórias de pacientes,Notícias Gerais,Oncologia, Instituto Mário Penna, Notícias Gerais, Outubro Rosa Deixe um comentário

Entrelaçadas: histórias que se unem para transformar a jornada contra o câncer de mama

Quando Josiane Galdino Vieira percebeu um pequeno nódulo na mama durante o toque, não imaginava que aquele momento daria início a uma trajetória que mudaria sua vida. Depois de procurar atendimento médico e passar por exames, veio o diagnóstico de câncer de mama. Desde 2019, ela é paciente do Instituto Mário Penna e, ao longo dessa caminhada, encontrou nas mulheres do Grupo Entrelaçadas uma rede de apoio que, segundo ela, foi fundamental para seguir em frente.

“Quando passei por um momento muito difícil, todas elas me acolheram, me deram um abraço, uma mão e falaram: ‘Estou com você, você vai conseguir’”, conta Josiane.

A história dela se entrelaça à de outras mulheres que, em diferentes momentos, enfrentam ou já enfrentaram o câncer de mama. É justamente essa troca que está no centro do Grupo Entrelaçadas, criado em 2018 por iniciativa do setor de Psicologia e Humanização do Mário Penna. O grupo foi criado com o propósito de oferecer apoio às mulheres que vivenciam o câncer de mama, seja durante o tratamento ou após a conclusão dessa etapa.

Nos encontros, as participantes compartilham vivências, medos e desafios, mas também celebram conquistas e descobertas ao longo da jornada. Dessa forma, o grupo se transforma em um espaço de escuta, acolhimento e fortalecimento de vínculos, no qual a experiência de uma mulher pode ajudar outra a atravessar um momento difícil.

Uma rede construída entre mulheres

Para Josiane, fazer parte das Entrelaçadas significa ter ao lado pessoas que compreendem as dificuldades vividas durante o tratamento. A experiência que começou com o diagnóstico também se transformou em vontade de incentivar outras mulheres a cuidarem da própria saúde.

Foi durante as ações do Outubro Rosa, em 2018, que ela teve contato com informações que a estimularam a procurar atendimento. Hoje, compartilha sua história e reforça a importância de estar atenta ao próprio corpo e buscar avaliação profissional diante de qualquer alteração.

“Quando eu posso jogar a sementinha que recebi, eu mando ela também. Vamos jogar água para ela crescer. E isso tem ajudado muitas mulheres também”, relata.

A troca também é importante para quem ainda está vivendo o tratamento. Necir Ferreira dos Santos, paciente do Mário Penna desde 2023, encontra no grupo amizade, carinho e companheirismo.

“Os encontros das Entrelaçadas representam para mim muita amizade, muito amor, muito carinho, muito companheirismo. Sempre que a gente está com alguma dúvida, nós temos amigas para poder contar com elas”, afirma.

Segundo Necir, estar próxima de mulheres que passaram por experiências semelhantes fortaleceu sua caminhada. Para ela, o grupo se tornou uma fonte de força especialmente nos períodos mais difíceis.

“Quando eu estava na minha época mais difícil e encontrei as Entrelaçadas, participei do Outubro Rosa e só fui ganhando força, força, força, e a minha fé aumentando cada vez mais”, conta.

Cada mulher, uma história

Se Josiane encontrou no grupo apoio durante momentos difíceis, outras integrantes representam diferentes etapas da jornada. Ilsiane Maria Coelho da Silva está em remissão e vê nos encontros uma oportunidade de celebrar a vida e compartilhar sua experiência.

“É muito terapêutico. Com as meninas, fico muito feliz, fico à vontade”, afirma.

Para ela, o Outubro Rosa também ganhou um novo significado depois da experiência com o câncer. Hoje, o período representa uma oportunidade de transformar a própria vivência em incentivo para outras mulheres.

“Outubro Rosa me ensina a passar para outras pessoas um pouco da minha luta, que a gente deve lutar e não desistir. Ser sempre forte e corajosa”, destaca.

Já Danúbia de Jesus Lemos está em tratamento e participou pela primeira vez de uma atividade das Entrelaçadas. Para ela, momentos de convivência ajudam a trazer leveza para uma rotina que pode ser marcada por mudanças e incertezas.

“É um momento muito gratificante, muito bom. A sua autoestima sobe. Você fica muito para baixo durante todo o dia, fica só em casa. Ter esses eventos com as Entrelaçadas é muito gostoso”, relata.

O cuidado com a autoestima também faz parte dessa rede. Na última quarta-feira, as integrantes participaram de um momento especial de confraternização no Mercado de Origem, parceiro de longa data do Instituto. A programação contou com coffee break e uma ação de beleza, com maquiagem realizada por profissionais disponibilizados pelas Lojas REDE e cuidados com os cabelos feitos por Ed Magalhães e Juliana Parreira. As participantes também receberam brindes, entre eles acessórios de estilo da Renova, uma das parceiras do Mário Penna. O momento foi registrado pelo fotógrafo Paulo Colen.

Para Santa Ferreira Lago, integrante do grupo desde 2020, cuidar da autoestima também é uma forma de cuidado durante a jornada.

“A mulher tem que se cuidar. É o autocuidado, é o toque, é cuidar da sua autoestima. A gente passa por várias fases na vida, principalmente quando recebe essa sentença. Então, a gente tem que estar sempre com a autoestima alta”, afirma.

Santa também destaca a importância dos reencontros entre as integrantes. “Tem meninas que a gente demora a ver. Então é muito bom rever novamente, ver que as nossas amigas estão ótimas. Nós somos todas sobreviventes, felizes e amadas”, conta.

Outubro Rosa: histórias que inspiram

O mês de outubro ganha um significado especial para as Entrelaçadas. Além de reforçar a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama, o período é marcado pela participação das integrantes em diferentes ações de conscientização promovidas pelo Instituto Mário Penna.

Ao compartilhar suas próprias histórias, elas ajudam a levar informação para outras mulheres e mostram que o diagnóstico não encerra a vida, os sonhos ou a possibilidade de construir novos caminhos.

Para Gabrielle Moraes,  paciente do Mário Penna desde 2023, o Outubro Rosa é uma oportunidade de ampliar essa mensagem e aproximar a conscientização de diferentes públicos.

“Que a gente consiga levar bastante conscientização para as pessoas nesse Outubro Rosa e durante todo o ano também”, afirma.

Gabrielle também reforça a importância de estar atenta à própria saúde e procurar atendimento diante de qualquer dúvida ou alteração.

A trajetória de cada uma das Entrelaçadas é diferente, mas os vínculos construídos entre elas têm um ponto em comum: a possibilidade de não atravessar essa experiência sozinha. Durante o tratamento ou depois dele, as mulheres encontram no grupo um espaço para compartilhar medos, celebrar conquistas, recuperar a autoestima e fortalecer umas às outras.

É assim, entre histórias que se cruzam, que o Entrelaçadas cumpre seu propósito: transformar experiências individuais em uma rede de apoio, acolhimento e informação, ampliando o cuidado oferecido pelo Instituto Mário Penna para além do tratamento do câncer de mama.

1set2026
Autor Nádia Prado Categorias Instituto Mário Penna, Notícias Gerais, Teófilo Otoni Deixe um comentário

Hospital Teófilo Otoni aproxima Diocese para fortalecer acolhimento espiritual a pacientes e familiares

O Hospital Teófilo Otoni, sob gestão do Instituto Mário Penna, avança na construção de uma assistência que vai além do cuidado clínico. Na última quinta-feira, representantes da instituição se reuniram com a Diocese de Teófilo Otoni para discutir formas de fortalecer o acolhimento espiritual de pacientes e familiares durante a permanência no hospital.

Criada em 27 de novembro de 1960, após ser desmembrada da Diocese de Araçuaí, a Diocese de Teófilo Otoni construiu ao longo de mais de seis décadas uma atuação pastoral na região. Atualmente, está presente em 43 paróquias e 33 municípios, com uma missão voltada à evangelização, ao cuidado e à vida comunitária.

Participaram do encontro o diretor-presidente do Instituto Mário Penna, Marco Antônio Viana Leite, o diretor Fabrício Giarolla, o bispo diocesano, Dom Messias dos Reis Silveira, e os padres Thales Matheus Lauar Silva, Wagner Ferreira Vaz e Aurildes de Sousa Sena.

Durante a reunião, Marco apresentou a importância da assistência espiritual dentro da missão do Mário Penna e compartilhou a experiência já desenvolvida no Hospital Luxemburgo, em Belo Horizonte. A proposta é levar esse olhar também para o Hospital Teófilo Otoni, entendendo que o cuidado com o paciente envolve diferentes dimensões e pode incluir, quando desejado, o suporte espiritual e religioso.

Proposta de capela no Hospital Teófilo Otoni

Um dos principais pontos apresentados durante o encontro foi a proposta de construção de uma capela no Hospital Teófilo Otoni. O espaço será pensado como um ambiente de acolhimento, oração e conforto espiritual para pacientes, familiares e também colaboradores.

A iniciativa busca oferecer um local reservado para momentos de reflexão e espiritualidade, respeitando as diferentes necessidades e crenças de quem passa pelo hospital.

Além da criação do espaço físico, também foi discutida a importância da atuação da Pastoral junto à unidade. A aproximação com a Diocese poderá contribuir para a organização desse trabalho e para a presença de representantes religiosos no hospital, de maneira estruturada e alinhada aos fluxos da instituição.

A proposta foi recebida de forma positiva pelo bispo e pelos padres que participaram da reunião. Durante o encontro, eles destacaram o significado de uma iniciativa como essa partir do próprio hospital, especialmente diante de uma realidade em que, historicamente, o acesso à assistência religiosa em algumas instituições pode encontrar limitações.

Para o Mário Penna, a construção dessa parceria representa uma oportunidade de fortalecer uma dimensão do cuidado que já faz parte da experiência da instituição e que agora poderá ser incorporada à realidade do Hospital Teófilo Otoni.

Próximos passos

Como encaminhamento da reunião, ficou definida a participação de representantes do Mário Penna em um encontro marcado para o dia 15 de setembro. A agenda terá como objetivo apresentar a proposta a outras pessoas da comunidade diocesana e avançar na construção conjunta das ações que poderão ser desenvolvidas no hospital.

1set2026
Autor Nádia Prado Categorias Instituto Mário Penna, Notícias Gerais Deixe um comentário

Hospital Raja entra na reta final para inauguração e levará cirurgia robótica também ao SUS

A Rede Mário Penna se prepara para inaugurar, em setembro, o Hospital Raja, nova unidade localizada na Avenida Raja Gabáglia, em Belo Horizonte. Com mais de 14 mil m² de área construída e 18 andares, o hospital foi planejado para reunir diferentes serviços assistenciais em um único complexo, incluindo atendimento de alta complexidade e tecnologias que também serão utilizadas no atendimento a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).

A nova unidade integra a estratégia de sustentabilidade da Rede Mário Penna, com atendimento voltado à saúde suplementar e particular e a oferta de serviços de alta complexidade ao SUS. A proposta é gerar recursos que contribuam para a continuidade e o fortalecimento da assistência pública realizada pela instituição.

Últimos preparativos para a inauguração

Com a inauguração se aproximando, o Hospital Raja está na fase final de preparação. Os espaços de internação e enfermarias já estão prontos, enquanto as equipes trabalham na organização dos processos, fluxos assistenciais e demais etapas necessárias para o início das atividades.

Durante uma vistoria na unidade, o diretor-presidente do Instituto Mário Penna, Marco Antônio Viana Leite, acompanhou o andamento dos trabalhos e destacou a evolução da implantação.

“A parte de internação e as enfermarias estão prontas, e nós já entregamos alguns andares.”

A conclusão da estrutura física é acompanhada pela preparação dos processos assistenciais e operacionais que irão orientar o funcionamento do hospital.

Para Gabriela Expedito, gerente assistencial do Hospital Raja, o trabalho nesta etapa está concentrado na organização dos fluxos necessários para uma abertura segura.

“Estamos visitando a reta final das obras e esse projeto está cada vez mais próximo de se tornar realidade. Enquanto isso, nossa equipe segue empenhada na elaboração de processos e fluxos para garantir uma abertura segura para todos, de forma a trazer uma experiência segura e qualificada tanto aos nossos pacientes quanto ao nosso corpo clínico.”

200 leitos e atendimento de alta complexidade

O Hospital Raja terá 200 leitos de internação, distribuídos entre o quinto e o 13º pavimentos, além de 30 leitos de Terapia Intensiva. A unidade também contará com ambulatório, hospital-dia, pronto atendimento, emergência, hemodinâmica, métodos gráficos e bloco cirúrgico.

O bloco cirúrgico, localizado no terceiro pavimento, terá 10 salas de cirurgia. Entre elas estará uma sala dedicada à cirurgia robótica, recurso que possibilita a realização de procedimentos minimamente invasivos.

A tecnologia representa um dos diferenciais assistenciais do hospital e será utilizada também em procedimentos de alta complexidade destinados a pacientes do SUS. Dessa forma, a unidade amplia as possibilidades de acesso da população a recursos tecnológicos aplicados ao tratamento cirúrgico.

Outro destaque é o andar exclusivo para Transplante de Medula Óssea (TMO), localizado no 14º pavimento. A estrutura foi planejada para atender pacientes que necessitam desse tipo de tratamento, com previsão de ampliação para a modalidade alogênica.

Diagnóstico e tratamento no mesmo complexo

O Hospital Raja também reunirá serviços voltados ao diagnóstico e ao acompanhamento dos pacientes.

No segundo pavimento estarão concentrados os serviços de medicina nuclear e métodos gráficos, enquanto o hospital contará com um Centro de Imagem e Diagnóstico. A estrutura foi planejada para oferecer recursos destinados à investigação e ao acompanhamento de diferentes condições clínicas.

A unidade também terá endoscopia e colonoscopia, localizadas no quarto pavimento, além de ambulatório com clínicas médicas especializadas para acompanhamento contínuo e tratamentos complexos.

A presença desses diferentes serviços em uma mesma unidade permite organizar etapas distintas da jornada assistencial, desde a investigação diagnóstica até procedimentos, tratamentos e acompanhamento.

Um novo corredor de saúde em Belo Horizonte

A localização do Hospital Raja, na Avenida Raja Gabáglia e próxima ao Hospital Luxemburgo, contribui para a formação de um novo corredor de saúde em Belo Horizonte.

A proximidade entre as duas unidades favorece uma atuação integrada da Rede Mário Penna, com estruturas e perfis assistenciais diferentes, mas complementares.

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