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Notícias de: Notícias Gerais

7out2026
Autor Marketing Categorias Instituto Mário Penna, Notícias Gerais Deixe um comentário

Outubro Rosa: pesquisa clínica e os novos caminhos no tratamento do câncer de mama

O Outubro Rosa é um período de conscientização sobre o câncer de mama, reforçando a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do tratamento. Também é uma oportunidade para olhar para os avanços que vêm transformando a oncologia e para o papel da ciência na construção de novas possibilidades de cuidado.

Por trás de cada nova terapia incorporada à prática clínica existe um processo de pesquisa. Antes de chegar aos pacientes, novos medicamentos e estratégias terapêuticas passam por diferentes etapas de investigação, nas quais são avaliados aspectos como eficácia, segurança e possíveis benefícios para diferentes perfis de pacientes. É nesse contexto que a pesquisa clínica se torna uma importante aliada da oncologia.

Ciência que transforma o cuidado

O tratamento do câncer de mama evoluiu significativamente nas últimas décadas. O conhecimento sobre as características biológicas dos tumores permitiu identificar diferentes subtipos da doença e desenvolver estratégias terapêuticas cada vez mais direcionadas.

Atualmente, informações como os receptores hormonais, a expressão de HER2 e outros biomarcadores podem contribuir para a definição do tratamento. A pesquisa clínica acompanha essa evolução, investigando novas terapias, combinações de medicamentos e estratégias para diferentes momentos da doença. Cada estudo clínico busca responder a uma pergunta científica. Os resultados dessas pesquisas contribuem para ampliar o conhecimento sobre o câncer e podem, ao longo do tempo, gerar evidências capazes de modificar a prática clínica e trazer novas alternativas para os pacientes.

Pesquisa clínica também é desenvolvimento institucional

Para uma instituição de saúde, investir em pesquisa clínica significa também investir em conhecimento, pessoas e processos. A condução de estudos clínicos exige equipes capacitadas, infraestrutura adequada, processos de qualidade e integração entre diferentes áreas. Esse ambiente favorece a atualização contínua dos profissionais e fortalece a cultura de inovação dentro da instituição.

No Instituto Mário Penna, o Centro de Pesquisa Clínica do Hospital Luxemburgo atua em parceria com as equipes assistenciais na condução de protocolos de pesquisa em diferentes áreas da oncologia. Esse trabalho aproxima a assistência da ciência e contribui para que o hospital esteja conectado às transformações que acontecem na oncologia nacional e internacional.

Além dos resultados de cada estudo, a participação em pesquisa clínica deixa um importante legado institucional: profissionais mais capacitados, processos mais estruturados, fortalecimento da infraestrutura de pesquisa e maior integração com centros e instituições de pesquisa.

Um compromisso com o futuro da oncologia

A pesquisa clínica representa um compromisso contínuo com a geração de conhecimento e com a busca por novas possibilidades terapêuticas. No câncer de mama, os avanços conquistados ao longo dos anos mostram a importância de continuar investigando. Novas perguntas surgem à medida que a ciência avança, e cada resposta contribui para compreender melhor a doença e aprimorar o cuidado.

Neste Outubro Rosa, além de reforçar a importância da prevenção e do diagnóstico precoce, o Instituto Mário Penna também celebra a ciência que está por trás dos avanços da oncologia.

Antes de uma nova terapia chegar à prática clínica, existe um caminho de pesquisa, ciência e geração de evidências.

É nesse caminho que a de Pesquisa Clínica do Hospital Luxemburgo contribui para aproximar inovação, conhecimento e assistência, fortalecendo o compromisso do Instituto Mário Penna com a excelência no cuidado oncológico.

Telefone de contato: (31) 3299-9543

Texto escrito por Dra. Edleusa Lima – Dra. em Bioquímica e Imunologia e Gerente de Pesquisa Clínica do Núcleo de Ensino, Pesquisa e Inovação do Mário Penna 

6out2026
Autor Nádia Prado Categorias Hospital Luxemburgo, Instituto Mário Penna, Notícias Gerais, Outubro Rosa Deixe um comentário

Instituto Mário Penna abre programação do Outubro Rosa com Pink Day no Hospital Luxemburgo

O Instituto Mário Penna deu início à programação do Outubro Rosa 2026 com uma tarde especial de integração, informação e celebração no Hospital Luxemburgo. Realizado no dia 2 de outubro, o Pink Day reuniu colaboradores da instituição e pacientes do Grupo Entrelaçadas para marcar a abertura de um mês dedicado à conscientização sobre o câncer de mama e à importância do cuidado com a saúde.

Vestidos de rosa, os participantes ajudaram a espalhar a mensagem da campanha também pelas redes sociais. A programação contou com distribuição de picolés, fotos em formato polaroid, entrega de fitinhas e flyers de conscientização, além de um momento musical com o show do Grupo Teresa.

Mais do que uma celebração, o encontro reforçou o significado do Outubro Rosa para o Instituto Mário Penna. Em uma instituição que tem o cuidado oncológico como parte central de sua atuação, o mês representa uma oportunidade de ampliar o diálogo com a sociedade, levar informação de qualidade à população e reforçar a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama.

Entrelaçadas: histórias que fortalecem

Entre os participantes do Pink Day estavam mulheres do Grupo Entrelaçadas, que têm um papel especial nas ações do Outubro Rosa do Mário Penna. Criado em 2018 pelo setor de Psicologia e Humanização da instituição, o grupo reúne mulheres que enfrentam ou já enfrentaram o câncer de mama, promovendo acolhimento, troca de experiências e fortalecimento de vínculos durante e após o tratamento.

A presença das Entrelaçadas no lançamento reforça uma das principais características da campanha no Mário Penna: colocar as próprias pacientes no centro da conscientização. Suas histórias ajudam a levar informação, quebrar tabus e mostrar que o diagnóstico de câncer de mama não define a trajetória de uma mulher.

Um mês para falar de cuidado

O Outubro Rosa é um período mundialmente dedicado à conscientização sobre o câncer de mama, com foco na importância da prevenção, do conhecimento sobre o próprio corpo, da atenção aos sinais e sintomas e, principalmente, do diagnóstico precoce.

No Mário Penna, a campanha ganha uma dimensão ainda maior. Ao longo de outubro, a instituição promove uma programação recheada de ações voltadas à informação, ao autocuidado e à mobilização, envolvendo pacientes, colaboradores, parceiros e a sociedade.

A proposta do Outubro Rosa Mário Penna 2026 é reforçar que o cuidado não deve começar somente quando surge um sintoma ou diante de um diagnóstico. Com o conceito “Não espere um motivo para cuidar de você”, a campanha convida as mulheres a colocarem a própria saúde na agenda e transformarem o cuidado em uma prática presente durante todo o ano.

A abertura com o Pink Day representa justamente esse movimento: transformar informação em atitude, aproximar as pessoas da causa e lembrar que cuidar da saúde também pode ser um momento de encontro, acolhimento e celebração da vida.

Mário Penna: conscientização que se transforma em cuidado

Para o Instituto Mário Penna, o Outubro Rosa vai além de uma campanha. É uma oportunidade de reforçar uma atuação que acontece durante todo o ano no enfrentamento ao câncer de mama, unindo assistência, informação, acolhimento e ampliação do acesso ao diagnóstico.

Em 2026, a instituição também mantém a oferta de 5 mil mamografias gratuitas em parceria com a Prefeitura de Belo Horizonte e a Secretaria Municipal de Saúde, fortalecendo o acesso ao rastreamento do câncer de mama pelo SUS. A iniciativa dá continuidade ao trabalho realizado nos últimos anos, quando o número de exames ofertados pelo Mário Penna durante o Outubro Rosa passou de 2 mil, em 2022 e 2023, para 4 mil, em 2024, e 5 mil, em 2025.

Ao longo de todo o mês, novas ações serão realizadas dentro e fora do Instituto Mário Penna, levando a mensagem do Outubro Rosa para diferentes públicos e reforçando a importância de falar sobre saúde, informação e diagnóstico precoce.

O Pink Day foi apenas o primeiro momento de uma programação que pretende fazer de outubro um grande movimento de conscientização. Porque, para o Mário Penna, falar sobre câncer de mama é também falar sobre cuidado, acesso, acolhimento e sobre a importância de não deixar a própria saúde para depois.

5out2026
Autor Nádia Prado Categorias Hospital Regional de Teófilo Otoni, Instituto Mário Penna, Notícias Gerais, Outubro Rosa Deixe um comentário

Mário Penna oferece 1.200 mamografias gratuitas no Hospital Teófilo Otoni durante o Outubro Rosa

O Instituto Mário Penna vai oferecer 1.200 mamografias gratuitas para mulheres de 40 a 74 anos dos municípios da Macrorregião Nordeste de Minas Gerais. A ação integra a programação do Outubro Rosa, campanha mais emblemática da instituição, e será realizada no Hospital Teófilo Otoni a partir desta segunda-feira, 5 de outubro.

As vagas serão distribuídas entre os municípios conforme as cotas estabelecidas pela Regulação. Para realizar o exame, as mulheres devem procurar a Secretaria Municipal de Saúde ou a Regulação do município onde residem. O encaminhamento e o agendamento serão feitos pelo eSUS Regulação. Não haverá agendamento direto no Hospital Teófilo Otoni.

Mulheres de toda a Macrorregião Nordeste podem entrar em contato com a Regulação da Secretaria Municipal de Saúde de Teófilo Otoni pelo telefone (33) 3536-0508, que também atende via WhatsApp, para informações sobre o agendamento e o fluxo para realização do exame.

A iniciativa foi articulada pelo Mário Penna junto à Prefeitura de Teófilo Otoni e aos municípios da Macrorregião Nordeste, com o objetivo de ampliar o acesso das mulheres ao exame e fortalecer as ações de cuidado com a saúde da mulher na região.

Para o presidente do Instituto Mário Penna, Marco Antônio Viana Leite, levar o Outubro Rosa para o Hospital Teófilo Otoni faz parte da vocação da instituição e do compromisso de aproximar a assistência oncológica da população.

“O Outubro Rosa é a nossa campanha mais emblemática. Como uma instituição que tem na Oncologia a sua vocação, nós tínhamos esse propósito de levar essa campanha também para Teófilo Otoni e para toda a região. Conversamos com a Prefeitura e com os municípios e construímos essa oferta de 1.200 mamografias. É um convite para que as mulheres procurem a rede de saúde do seu município, façam o exame e cuidem da própria saúde. Quanto mais cedo uma alteração for identificada, maiores são as possibilidades de um cuidado adequado”, afirma.

Ação integra expansão da assistência na região

A oferta de mamografias ocorre em um momento de expansão da atuação do Mário Penna no Nordeste de Minas. O Hospital Teófilo Otoni passou a operar com 100 leitos, após a conclusão de mais uma etapa do cronograma de implantação da unidade.

Durante visita realizada na sexta-feira (25/09), o secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, e o prefeito de Teófilo Otoni, Fábio Marinho, conheceram os resultados dos primeiros meses de funcionamento do hospital.

Na ocasião, também foi anunciada a inclusão da Oncologia entre as linhas de cuidado da unidade, uma demanda apresentada pelo município. A implantação dos serviços será realizada após as pactuações com Município e Estado e o cumprimento dos trâmites necessários.

1out2026
Autor Nádia Prado Categorias Instituto Mário Penna, Notícias Gerais, Outubro Rosa Deixe um comentário

Outubro Rosa 2026: Mário Penna oferece 5 mil mamografias gratuitas em Belo Horizonte

O Instituto Mário Penna inicia as ações do Outubro Rosa 2026 reforçando um convite essencial às mulheres: “Não espere um motivo para cuidar de você.” Em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde e a Prefeitura de Belo Horizonte, serão oferecidas 5 mil mamografias gratuitas ao longo do mês de outubro, fortalecendo o compromisso da instituição com a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama.

“Ampliar o acesso ao diagnóstico precoce é uma das formas mais concretas de cuidar da saúde das mulheres. Essa parceria mostra a força que temos quando diferentes instituições unem capacidade e propósito em torno de uma necessidade da população. Para a Secretaria Municipal de Saúde, o mais importante é garantir que essa oportunidade chegue efetivamente a quem precisa, dentro de um fluxo organizado da rede. O Outubro Rosa ajuda a chamar a atenção para o tema, mas o nosso compromisso é permanente: fazer com que prevenção, diagnóstico e cuidado estejam cada vez mais acessíveis às mulheres de Belo Horizonte”, afirma o secretário municipal de Saúde, Miguel Duarte.

Para ter acesso ao exame durante a campanha, é necessário atender a três critérios: ter entre 40 e 74 anos, ser moradora de Belo Horizonte e não ter realizado mamografia no último ano.

A iniciativa dá continuidade à atuação do Mário Penna na ampliação do acesso ao rastreamento do câncer de mama pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Nos últimos anos, a instituição vem aumentando a oferta de mamografias durante o Outubro Rosa: foram 2 mil exames em 2022 e 2023, 4 mil em 2024 e 5 mil em 2025. Em 2026, a instituição mantém a oferta de 5 mil exames, transformando a conscientização promovida pela campanha em uma ação concreta de cuidado com a saúde da mulher.

Como realizar a mamografia

O fluxo para solicitação do exame permanece o mesmo. As mulheres que atendem aos critérios devem procurar o centro de saúde de referência mais próximo de sua residência e solicitar a mamografia. A própria unidade de saúde será responsável pelo encaminhamento do pedido à Secretaria Municipal de Saúde e pelas orientações sobre a data, o horário e o local de realização do exame.

Para atender à demanda da campanha, as mamografias poderão ser realizadas em duas unidades do Mário Penna: o Hospital Luxemburgo, no bairro Luxemburgo, e o Núcleo de Excelência em Saúde (NEXS), no bairro Santa Efigênia.

A mamografia desempenha um papel fundamental na identificação de alterações suspeitas antes mesmo do surgimento de sintomas. Quando o câncer de mama é identificado em estágio inicial, as chances de cura podem chegar a 95%, além de possibilitar tratamentos menos agressivos e melhores desfechos para as pacientes.

A iniciativa dá continuidade à atuação do Mário Penna na ampliação do acesso ao rastreamento do câncer de mama pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Nos últimos anos, a instituição vem aumentando a oferta de mamografias durante o Outubro Rosa: foram 2 mil exames em 2022 e 2023, 4 mil em 2024 e 5 mil em 2025. Em 2026, a instituição mantém a oferta de 5 mil exames, transformando a conscientização promovida pela campanha em uma ação concreta de cuidado com a saúde da mulher.

Ao longo do Outubro Rosa, o Mário Penna também realizará ações de conscientização para incentivar o autocuidado e ampliar o acesso à informação. A proposta da campanha deste ano é reforçar que o cuidado com a saúde não deve começar apenas diante de um sintoma, uma alteração ou um diagnóstico. Cuidar de si também é rotina, prevenção e escolha. Não espere um motivo para cuidar de você.

Outubro Rosa Mário Penna

Em 2026, o Outubro Rosa do Instituto Mário Penna parte de um convite direto: “Não espere um motivo para cuidar de você.” A campanha nasce da percepção de que, diante da rotina, da ausência de sintomas ou da sensação de que ainda não é a hora, o cuidado com a saúde muitas vezes acaba sendo adiado. Por isso, a proposta vai além de reforçar a importância da mamografia: busca ampliar o acesso à informação qualificada, estimular hábitos de prevenção e transformar o autocuidado em uma escolha presente no dia a dia.

Nesse movimento, instituições como o Instituto Mário Penna exercem um papel fundamental ao transformar conscientização em cuidado concreto. A experiência no enfrentamento do câncer permite aproximar a população de informações confiáveis sobre prevenção, sinais de atenção, acompanhamento médico e diagnóstico precoce, fortalecendo uma cultura em que cuidar da saúde não depende de uma data especial, de um histórico familiar ou do aparecimento de sintomas. O conceito reforça justamente essa mudança de comportamento: trocar o “depois” pelo agora.

Ao longo de outubro, essa mensagem ganhará ainda mais força por meio de ações de conscientização realizadas em conjunto com empresas, instituições e parceiros, ampliando o alcance da campanha e levando o tema para diferentes públicos e espaços. Serão iniciativas voltadas à informação, prevenção e mobilização social, mostrando que o Outubro Rosa é construído de forma coletiva. Com a participação de parceiros, o Mário Penna pretende fazer do mês um grande movimento de incentivo ao cuidado, lembrando às mulheres que a própria saúde merece espaço na agenda hoje — e durante todo o ano.

29set2026
Autor Nádia Prado Categorias Instituto Mário Penna, Notícias Gerais Deixe um comentário

Café com Ciência reúne especialistas para discutir ciência, inovação e cuidado integrado no câncer colorretal

O Núcleo de Ensino, Pesquisa e Inovação (NEPI) da Rede Mário Penna realizou, no último dia 24, a 19ª edição do Café com Ciência, encontro que promove a troca de conhecimentos entre profissionais da pesquisa, ensino e assistência. Com o tema “Além da Prevenção: Ciência, Inovação e Cuidado Integrado no Câncer Colorretal”, o evento reuniu especialistas no Teatro Lael Varella, da Faminas, em Belo Horizonte, para discutir avanços científicos e tecnológicos e os desafios relacionados ao diagnóstico e ao tratamento da doença.

O encontro reforçou uma das principais propostas do Café com Ciência: aproximar o conhecimento produzido em laboratórios e instituições de pesquisa da realidade vivenciada pelos profissionais e pacientes. Para o diretor do NEPI, Dr. Virgílio Baião Carneiro, essa aproximação é especialmente importante diante da velocidade dos avanços na Oncologia.

“O desenvolvimento da Oncologia é muito rápido e aborda aspectos, às vezes, muito técnicos, que os profissionais da área médica nem sempre têm a oportunidade de acompanhar. O Café com Ciência é uma oportunidade de atualização”, destacou.

Da pesquisa ao cuidado do paciente

Entre os temas discutidos durante o encontro esteve a aplicação dos avanços científicos na definição de estratégias mais individualizadas para os pacientes. O palestrante Pedro Vilar, biólogo, doutor e mestre em Imunologia, destacou que a pesquisa oncológica tem avançado na compreensão das características moleculares dos tumores, permitindo pensar em tratamentos cada vez mais específicos.

“Não é tratar todo mundo da mesma maneira, mas entender a doença naquele paciente e, a partir desse paciente, estabelecer o tratamento mais adequado”, explicou.

Segundo o pesquisador, o desafio está justamente em transformar a produção científica em ferramentas capazes de chegar à prática clínica. “A pesquisa e a inovação contribuem para o diagnóstico e tratamento quando, em conjunto, trazem a aplicação científica não só para produzir um artigo, mas para entregar tecnologia de ponta e possibilitar que isso impacte diretamente num tratamento específico”, afirmou.

Para Dra. Letícia, gerente do Laboratório de Pesquisa Básica e Translacional do Mário Penna e moderadora do encontro, aproximar a pesquisa do cuidado também significa ampliar o acesso dos pacientes a novas possibilidades.

“Integrar a pesquisa desenvolvida com o cuidado do paciente é permitir muitas vezes o acesso do paciente através da pesquisa. É a oportunidade que a pesquisa traz de acesso para o paciente do SUS como promoção de equidade”, afirmou.

Novas tecnologias para o diagnóstico

A programação também apresentou pesquisas voltadas ao desenvolvimento de novas ferramentas para o diagnóstico e acompanhamento do câncer colorretal. A palestrante Estefânia Mara Martins, pesquisadora do Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN), apresentou o desenvolvimento de um biossensor óptico para monitoramento da doença a partir da dosagem do biomarcador CEA.

A proposta é desenvolver uma estratégia que permita realizar a dosagem do marcador de forma mais rápida, simples e acessível, contribuindo para as decisões clínicas ao lado da avaliação médica e dos exames de imagem.

“A nossa pesquisa científica pode contribuir para trazer o diagnóstico para o ponto de atendimento do paciente, contribuindo com isso para as tomadas de decisões na clínica”, explicou Estefânia.

Para a pesquisadora, o diálogo com profissionais que atuam diretamente na assistência também é importante para direcionar o desenvolvimento tecnológico às necessidades reais dos pacientes.

Pesquisa, ensino e assistência em diálogo

Realizada na Faminas, a 19ª edição também reforçou a aproximação entre instituições de ensino e saúde. Para Gustavo Oliveira Gonçalves, coordenador de Biomedicina da Faminas, receber o Café com Ciência contribui para aproximar estudantes da realidade da pesquisa e da assistência.

“A assistência, a pesquisa e o ensino estão unidos. Precisamos fomentar cada vez mais eventos como esse, que aproximem profissionais e estudantes e coloquem a realidade da ciência como um processo de transformação e de serviço para a saúde brasileira”, afirmou.

A integração entre diferentes áreas também esteve presente na proposta do encontro, que reuniu profissionais da pesquisa, médicos e estudantes para discutir os caminhos do cuidado ao paciente com câncer colorretal.

Ciência que chega à prática

Ao longo da programação, o conceito de “ir além da prevenção” esteve relacionado à necessidade de integrar diferentes etapas do cuidado, desde a produção do conhecimento até sua aplicação na assistência.

Para Dra. Letícia, esse movimento é especialmente relevante diante do crescimento do câncer colorretal entre pessoas mais jovens e da necessidade de ampliar as estratégias de cuidado.

“Ir além da prevenção significa, no século XXI, mais do que uma palavra de ordem, significa uma prática. Precisamos cada vez mais integrar o conhecimento gerado na bancada dos laboratórios com os pacientes no leito”, destacou.

Para Pedro Vilar, apesar dos avanços tecnológicos e científicos, a mudança de hábitos continua sendo um componente importante no enfrentamento da doença. “Em relação ao câncer colorretal, a prevenção e a mudança de estilo de vida são sempre o melhor remédio”, afirmou.

A 19ª edição do Café com Ciência reforçou, assim, o compromisso do NEPI com a disseminação do conhecimento, a educação continuada e a aproximação entre pesquisa e assistência. Mais do que compartilhar descobertas, o encontro abriu espaço para discutir como a ciência pode se transformar em novas ferramentas, estratégias e possibilidades de cuidado para os pacientes oncológicos.

 

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