É com muita alegria que o Instituto Mário Penna, por meio do Hospital Luxemburgo, compartilha uma notícia que enche seus corredores de orgulho: a instituição é finalista do Prêmio Federassantas de Boas Práticas. Esse reconhecimento é muito importante para os hospitais filantrópicos de Minas Gerais que se dedicam à saúde pública com eficiência, ciência e acolhimento.
A etapa final chega com dois projetos inovadores, desenvolvidos internamente, que utilizam a pesquisa e a tecnologia para transformar vidas. Eles reforçam que, no SUS, é possível fazer medicina de ponta com cuidado humanizado.
Conheça os projetos que estão brilhando nesta edição:
- “Inteligência Artificial na linha de frente: Quimioterapia personalizada para mulheres com câncer de mama triplo-negativo”
O câncer de mama do tipo triplo-negativo é um dos mais agressivos e mais difíceis de tratar. Muitas vezes, os médicos precisam testar quimioterapias sem ter certeza absoluta de qual funcionará melhor para cada paciente.
A inovação deste projeto foi criar uma ferramenta que utiliza Inteligência Artificial para analisar o DNA do tumor. Funciona como um “detetive” que prevê se a paciente vai responder bem ou não a um determinado medicamento.
Isso é importante para evitar que a paciente receba um tratamento agressivo que não teria efeito, reduzindo o sofrimento e os efeitos colaterais. Com isso, o cuidado se torna mais personalizado, humano e assertivo, garantindo que cada mulher receba o medicamento adequado ao seu perfil.
- “Mapa Genômico do Cuidado no SUS: Estratégias Personalizadas no tratamento do paciente com Leucemia Linfocítica Crônica”
A Leucemia Linfocítica Crônica (LLC) é o tipo de leucemia mais comum em adultos. A doença varia muito de pessoa para pessoa: alguns precisam tratar logo, enquanto outros podem esperar. O problema é que exames comuns nem sempre mostram com clareza qual é o melhor momento de agir.
A equipe implementou o Sequenciamento de Nova Geração para analisar o perfil genético dos pacientes. É como se tivesse sido criado um mapa detalhado dos genes de cada pessoa. Com isso, os médicos conseguem classificar o risco de cada caso com precisão.
Isso é essencial para promover equidade: o paciente do SUS atendido no Hospital Luxemburgo passa a ter acesso ao mesmo padrão de tecnologia dos melhores centros privados do mundo, possibilitando decisões mais seguras e o cuidado certo, no momento certo.
“Ser finalista deste prêmio reforça o compromisso do Instituto Mário Penna e do Hospital Luxemburgo com a pesquisa e a inovação no SUS. Mostra que as instituições não apenas tratam doenças, mas também atuam como centros de excelência que buscam soluções inovadoras para salvar vidas e utilizar melhor os recursos públicos. Esses projetos nasceram da dedicação dos pesquisadores, médicos e da equipe multidisciplinar, que trabalham todos os dias para oferecer o melhor a cada paciente.” ressalta Letícia Braga, Gerente de Pesquisa Translacional e Pesquisadora Chefe do Laboratório de Pesquisa Translacional em Oncologia do NEPI do Instituto Mário Penna
O grande vencedor será anunciado no dia 3 de dezembro. Mas, independentemente do resultado final, o sentimento já é de vitória. Levar medicina personalizada e de precisão para quem mais precisa é, por si só, um prêmio muito significativo. Parabéns a toda a equipe do Laboratório de Pesquisa Translacional e do Hospital Luxemburgo.
Texto produzido pela Dra. Letícia Braga – Gerente de Pesquisa Translacional e Pesquisadora Chefe do Laboratório de Pesquisa Translacional em Oncologia do NEPI do Instituto Mário Penna.



