Com sessões de radioterapia diárias, pacientes em tratamento de câncer no Hospital Luxemburgo agora contam com um novo espaço humanizado onde podem aguardar com mais conforto até a hora do atendimento.
O local, que antes era inutilizado, foi criado pela Diretoria de Humanização do Instituto Mário Penna e reformado pela equipe da Manutenção. O “Espaço Acolhimento” tem mesa e cadeiras para os pacientes e acompanhantes que podem aproveitar o local para a prática de oficinas que são frequentemente realizadas por voluntários.
Nas paredes, a mensagem da equipe da Psicologia de que “A vitalidade é demonstrada não apenas pela persistência, mas pela capacidade de começar de novo”, além de lindos desenhos criados pelas arquitetas da instituição Camila Amaral e Fernanda Miranda. Para completar o espaço, uma TV que foi doada pela Pastoral da Saúde e plantinhas que enchem o espaço de esperança.
A enfermeira Supervisora da Radioterapia, Luciana Oliveira, também comemorou a inauguração do novo “cantinho”. “O espaço ficou lindo e com certeza será muito bem aproveitado pelos nossos pacientes. A rotina na radioterapia é bem cansativa, com sessões diárias, e eles ficam aqui por muito tempo. Agora nossos pacientes têm um espaço mais acolhedor.”
Logo após a inauguração, o espaço já recebeu sua primeira oficina “Fazendo a Cabeça”, promovida por alunos do curso de Fisioterapia da faculdade Pitágoras de Contagem. Além de aprender variadas amarrações dos lenços de cabeça, as mulheres que participaram da oficina também foram maquiadas. “Venho aqui todos os dias e gostei muito desse novo espaço e da maquiagem. Ótimo para passar o tempo e conversar mais tranquila com outros pacientes”, contou a paciente Vanderleia Avelar da Cruz.
Por 27 anos, a senhora Maria Eliete Libânio, atuou como Técnica de Enfermagem em uma unidade de urgência e emergência. Ao descobrir um câncer de mama e saber que teria que passar por uma cirurgia de mastectomia, seu único medo foi de não ser bem acolhida pelos profissionais da saúde, já que durante sua trajetória profissional presenciou, por diversas vezes, atitudes erradas praticadas pelos colegas de trabalho.
“Devido a minha vivência, o meu maior medo era ser tratada com indiferença, era ser paciente, eu temia a dor e o descaso, ainda que sutil. No entanto, neste hospital eu presenciei uma situação totalmente diferente e gratificante. Só me resta dizer, que neste momento de dor, Deus tem cuidado de mim e me mostrou que na Enfermagem, também como todas as outras profissões, tem profissionais competentes e humanos.”
Maria Eliete foi operada no dia 28 de junho e para agradecer todo o cuidado recebido e o apoio dado à sua filha, que viveu momentos angustiantes, encaminhou à Diretoria de Humanização e a Coordenação da Equipe de Enfermagem uma carta direcionada aos funcionários do Hospital Luxemburgo.
“Em todo o momento que permaneci dentro do hospital, eu fui bem cuidada desde a portaria, no momento que esperava para entrar para o Bloco Cirúrgico, que profissionais maravilhosos e dedicados, com palavras de conforto e paz.
No dado momento em que fui chamado para a cirurgia, que tranquilidade dos profissionais do Bloco ao me receberem. O anestesista Dr.Lucas e todos os demais, OBRIGADO, e me perdoem por não lembrar o nome de todos.
Lembro-me que uma das profissionais pediu para que eu fosse para a sala caminhando e eu fui. Neste momento alguém disse: “Olha que lindo ela na passarela”, isso me fez sentir feliz, ainda que com muito medo. Lembro-me também de ter falado com a Dra. Kristen que minha filha não tinha tido tempo de chegar e me ver entrar no bloco, portanto, eu queria sair dali e ver minha filha.
E depois no quarto, que cuidado da equipe do plantão noturno do dia 28, e no dia seguinte, em especial, a Alessandra, meu pai que dedicação e atenção comigo. Eu não sei se esta minha atitude de escrever e agradecer pode mudar algo para os funcionários, mas preciso agradecer a todos do hospital.
Desejo que Deus cuide do sonho de cada um de vocês sempre, e que em um futuro muito distante, quando algum de vocês tiverem que ser pacientes, independente do motivo, que os profissionais que cuidarem de vocês sejam plenos de amor, dedicação e principalmente de respeito.”
Importante para estreitar as relações da nova gestão, as visitas buscam o apoio do poder público para as propostas apresentadas que visam garantir a atuação do Instituto Mário Penna e manter o atendimento de milhares pacientes oncológicos do SUS de Minas Gerais.
Entre os dias 24 e 31 de janeiro a nova gestão do Instituto Mário Penna, com destaque para o Presidente do Conselho de Administração, Gilmar de Assis e para o Diretor Geral , Reynaldo Damasceno Gonçalves, participaram de encontros com o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil; com o Secretário Municipal de Saúde, Jackson Machado Pinto e com o Secretário Estadual de Saúde, Wagner Eduardo Ferreira. Nas oportunidades, os gestores do IMP conversaram sobre a possibilidade da obtenção de recursos e abordaram o Plano de Ação Emergencial criado pela nova administração para viabilizar a continuidade dos serviços prestados pela instituição, diante da delicada situação financeira.
Uma das estratégias apresentadas pelo Presidente do Conselho de Administração, Gilmar de Assis, foi a de atuar forte na prevenção do câncer e não apenas o tratamento do mesmo com propostas de expansão de comunicação, estrutura e processos. Outro assunto abordado pelo Diretor Geral, Reynaldo Damasceno, foi o de aumentar o atendimento prestado pelo Instituto, absorvendo pacientes oncológicos do setor privado e incrementando os serviços especializados de outras clínicas médicas para aumentar a receita da instituição.

Gestores do Instituto durante apresentação do Plano de Ação Emergencial para o Secretário Estadual de Saúde de Minas Gerais.
Regina Aparecida de Souza saiu de São Tiago, cidade do interior de Minas Gerais, a 202 quilômetros de Belo Horizonte, para acompanhar o irmão Carlos Trindade de Souza, que há três anos faz tratamento no Instituto Mário Penna. Para aguardar o resultado dos exames, ela passou a noite no hospital, porém, além do desconforto em não se deitar e dormir, Regina passou frio. Essa situação é vivida por vários acompanhantes que muitas vezes chegam de cidades do interior e não estão preparados para a mudança de temperatura, principalmente com a proximidade do inverno.
Nessa manhã (28/05), Regina recebeu emocionada das mãos das voluntárias da Pastoral da Saúde, Soraya Chaves e Marília Amaral, um cobertor que vai servir para acolher mais do que o frio, mas o seu coração. “A noite foi mal dormida, na cadeira, sentada e com frio, mas com certeza o cobertor vai me ajudar muito. Deus abençoe vocês”, disse.
A sensibilidade em observar o cenário e propor soluções partiu da Supervisora de Psicologia Hospitalar do IMP, Gizelle Mesquita, que passou a demanda adiante e logo foi abraçada pela Pastoral da Saúde do Hospital Luxemburgo. A mobilização promovida por voluntárias da pastoral aconteceu foi realizada por meio do WhatsApp e já arrecadou mais de 50 cobertores em uma semana beneficiando acompanhantes de pacientes do SUS em tratamento no Hospital Luxemburgo.
De acordo com a psicóloga, os acompanhantes são considerados pacientes de segunda ordem e, por isso, merecem uma atenção especial dos profissionais. “Nós precisamos ter um olhar diferenciado para esses acompanhantes, pois eles adoecem junto com os familiares. Um cuidado humanizado e um olhar solidário, como entregar um cobertor, proporciona a esses acompanhantes um bem-estar emocional e uma segurança em estar na nossa instituição, logo favorece a recuperação do paciente”, explica a psicóloga.
O Instituto Mário Penna recebeu, no dia 23 de maio, a visita do deputado Estadual, Cleitinho Azevedo (PPS) que conheceu a história da instituição, assim como os percalços superados por ela e os desafios enfrentados atualmente.
O deputado, que estava acompanhado de uma comitiva, foi recepcionado pelo Presidente da Assembleia Geral da Associação Mário Penna, Osmânio Pereira; pelo vice-presidente do Conselho de Administração, Virgílio Baião; pela Diretora de Humanização, Maria Ângela Ferraz e pelo Diretor Geral, Reynaldo Damasceno.
Cleitinho explicou que o objetivo da visita foi conhecer o Instituto e suas necessidades para, a partir disso, buscar soluções junto ao governo, além de propor articulações que viabilizassem essa ajuda. “Durante o meu mandato, o que eu puder fazer, eu estou à disposição. Farei o possível para ajudar”, disse o deputado.







