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NEXS I NÚCLEO DE EXCELÊNCIA EM SAÚDE

NÚCLEO DE ENSINO, PESQUISA E INOVAÇÃO

Blog

7abr2026
Autor Sofia Gontijo Categorias Ensino, Pesquisa e Inovação, Instituto Mário Penna, Notícias Gerais, Núcleo de Ensino e Pesquisa (NEP) Deixe um comentário

A medicina de precisão: um olhar para a assinatura genética única de cada tumor

A medicina de precisão representa uma mudança importante na forma de tratar o câncer. Em vez de adotar um único tratamento para todos os pacientes, esse modelo considera as características genéticas de cada tumor para definir a melhor estratégia para cada caso. E para que a personalização do cuidado atinja todo o seu potencial, a Inteligência Artificial (IA) atua como a impulsionadora dessa transformação digital na saúde pública. 

O cérebro humano, por mais treinado que seja, tem limitações para analisar rapidamente milhares de dados genéticos e clínicos. É aqui que entra o uso da IA na medicina. O uso de algoritmos inteligentes pode prever como um tumor se comporta, ou seja, se o paciente responderá positivamente a um determinado medicamento.

Um exemplo prático e nacional dessa tecnologia, voltada para o Sistema Único de Saúde (SUS), é o sistema preditivo ElasTag. Uma tecnologia desenvolvida por pesquisadores da UFMG, da Funed, da UFU e da startup OncoTag, em parceria com o Instituto Mário Penna. 

O sistema analisa o perfil genético de pacientes com câncer de ovário ou câncer de mama triplo-negativo e indica a probabilidade de resposta à quimioterapia com platina. Na prática, isso contribui para tratamentos mais adequados, com mais chances de sucesso e menor exposição a efeitos colaterais desnecessários. Para os profissionais de saúde, funciona como apoio na tomada de decisão. Para o SUS, ajuda a evitar o uso de recursos em terapias que não trariam benefício.

Contudo, a rápida adoção da inteligência artificial traz desafios, sendo o principal deles a necessidade de equilibrar a inovação tecnológica com a proteção dos dados, da autonomia e do bem-estar dos pacientes. O avanço tecnológico jamais pode significar uma dependência excessiva das máquinas em detrimento da avaliação e do acolhimento humano.

Para garantir que esse equilíbrio ocorra na prática, é fundamental destacar a recente normatização do uso da Inteligência Artificial (IA) na medicina em todo o território nacional, publicada em 27 de fevereiro de 2026, no Diário Oficial da União, pelo Conselho Federal de Medicina (Resolução CFM nº 2.454/2026). Este marco regulatório assegura o uso ético, seguro e transparente da tecnologia, estabelecendo que a IA deve ser utilizada estritamente como instrumento de apoio.

A resolução protege o paciente ao determinar que ele tem o direito de ser informado de maneira clara, simples e acessível sempre que um sistema de IA for utilizado no seu diagnóstico ou tratamento. Além disso, reforça que a decisão final continua sendo do médico, preservando a relação de confiança, o diálogo e o acolhimento.

Em resumo, a união entre a inteligência artificial e a medicina de precisão não vem para substituir o olhar clínico, mas para potencializá-lo. Ao seguir diretrizes éticas, garantimos que a tecnologia sirva a um propósito central de salvar vidas com equidade, respeito e inteligência.

Texto produzido pela Dra. Letícia Braga – PhD em genética e oncologia experimental, gerente do laboratório de Pesquisa Translacional do Instituto Mário Penna.

1abr2026
Autor Sofia Gontijo Categorias Hospital Luxemburgo, Instituto Mário Penna, Não categorizado, Notícias Gerais, Novo Hospital Luxemburgo

Hospital Luxemburgo completa 40 anos com expansão estrutural e avanço na assistência 100% SUS

O Hospital Luxemburgo comemora, no dia 3 de abril, quatro décadas de atuação como referência na saúde pública de Minas Gerais. Ao longo desse período, a unidade consolidou um modelo assistencial baseado na excelência técnica, no cuidado humanizado e na ampliação do acesso ao tratamento oncológico. Desde 2025, o hospital avança na transição para atendimento integralmente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e mantém sua credibilidade sendo uma dos três habilitados como Centro de Alta Complexidade em Oncologia (CACON) no estado. 

A modernização da estrutura acompanha esse novo momento. A unidade ampliou o número de leitos de 284 para 330, incluindo a expansão da UTI, que agora conta com 50 leitos. Intervenções estruturais, como a instalação de elevadores e a incorporação de um novo mamógrafo, já contribuem para maior eficiência operacional. 

Além disso, está prevista a reconfiguração de setores estratégicos, como pronto atendimento, diagnóstico por imagem e laboratórios, o que deve fortalecer ainda mais a agilidade e a qualidade do atendimento. A ampliação da assistência em Cardiologia para o SUS também contribui para o acesso a serviços especializados.

“Os 40 anos do Hospital Luxemburgo representam mais do que uma trajetória consolidada; refletem a capacidade da Rede Mário Penna de evoluir continuamente para atender melhor a população. A transição para o modelo 100% SUS é resultado de uma gestão eficiente, baseada em planejamento, responsabilidade e compromisso com a saúde pública. Esse movimento amplia o acesso, fortalece a sustentabilidade da instituição e garante que mais pacientes tenham acesso a um cuidado de excelência, com qualidade, tecnologia e humanização”, ressalta Marco Antônio Viana Leite, Diretor-Presidente do Instituto Mário Penna.

Em 2025, a Rede Mário Penna reafirmou sua relevância na assistência oncológica ao realizar 405.492 atendimentos, incluindo 194.994 consultas médicas e 6.674 atendimentos com a equipe multiprofissional. No mesmo período, foram realizadas 51.811 sessões de quimioterapia e 45.062 sessões de radioterapia, além de 9.669 cirurgias e 22 transplantes de medula óssea, evidenciando a complexidade e a abrangência do cuidado.

A atuação em diagnóstico também se destacou, com 133.627 exames de imagem e 29.205 mamografias, números que reforçam o compromisso da instituição com o diagnóstico precoce, o tratamento integral e a ampliação do acesso à saúde de qualidade.

Esse volume assistencial evidencia o protagonismo da Rede Mário Penna na rede pública de saúde em Minas Gerais. Em Belo Horizonte, a instituição concentra 54% das sessões de radioterapia, além de realizar 28% das cirurgias oncológicas e 29% das quimioterapias, ampliando o acesso ao tratamento e ao cuidado especializado. 

Desde 2024, o Hospital Luxemburgo possui a certificação ONA (Organização Nacional de Acreditação), um dos selos de qualidade mais prestigiados da área da saúde no Brasil. Este importante reconhecimento é conferido exclusivamente a instituições que alcançam os mais rigorosos padrões de excelência, englobando gestão integrada, segurança assistencial e melhoria contínua.

Helenice dos Santos compartilha uma trajetória marcada por dedicação, gratidão e uma conexão profunda com a instituição. “Minha trajetória no Mário Penna é marcada por muita gratidão. Entrei na instituição em setembro de 1991 e já passei por diversos setores. Já fiz parte das equipes de Higienização, Compras, Enfermagem, e hoje atuo no Faturamento. Em 2022, recebi um diagnóstico de câncer de mama e realizei todo o tratamento aqui. Fui muito acolhida pelos colegas e sou muito grata por fazer parte dessa história”.

Mailza Santos relembra sua caminhada de crescimento profissional e aprendizado construída ao longo dos anos no Hospital Luxemburgo. “Me sinto privilegiada em fazer parte da história do Hospital Luxemburgo e comemorar mais um ano dessa instituição. Estou aqui desde 1997 e todo o meu crescimento profissional eu devo a esse lugar. Já passei pela Higienização, já fui secretária e recepcionista, e hoje estou no Registro Hospitalar do Câncer. Aqui é um espaço de aprendizado constante.”

Além do Hospital Luxemburgo, a Rede Mário Penna mantém um complexo assistencial composto pelo Núcleo de Excelência em Saúde (NEXS), Casa de Apoio Beatriz Ferraz e Núcleo de Ensino, Pesquisa e Inovação. Recentemente, também assumiu a gestão do Hospital Regional de Teófilo Otoni e passou a conduzir a Linha de Cuidados Oncológicos em Betim e na respectiva Região de Saúde.

Para contribuir com a sustentabilidade financeira das unidades, foi adquirido um prédio de 18 andares que dará espaço ao Hospital Raja, voltado para pacientes da saúde suplementar e particular.

Ao completar 40 anos, o Hospital Luxemburgo reafirma seu papel como um dos principais pilares da assistência oncológica em Minas Gerais, alinhando tradição, inovação e responsabilidade social. A consolidação do modelo 100% SUS, aliada à expansão estrutural e ao fortalecimento da Rede Mário Penna, projeta um futuro de ainda mais acesso, qualidade e resolutividade no cuidado.

27mar2026
Autor Carolina Lopes Categorias Ensino, Pesquisa e Inovação, Hospital Luxemburgo, Instituto Mário Penna, Notícias Gerais, Novo Hospital Luxemburgo, Tratamento Oncológico

Parceria entre Mário Penna e AngloGold Ashanti impulsiona inovação no tratamento oncológico com doação de robô cirúrgico 

O Mário Penna participou, no dia 24 de março, do evento promovido pelo Instituto AngloGold Ashanti Brasil, que celebrou o primeiro ano de atuação e apresentou o novo ciclo de investimentos sociais da companhia no país.

O evento marcou um importante avanço dessa parceria, com a doação de um robô cirúrgico destinado a procedimentos minimamente invasivos no tratamento do câncer de próstata. O investimento aprovado para o equipamento é de R$ 9.496.122,75 (nove milhões, quatrocentos e noventa e seis mil, cento e vinte e dois reais e setenta e cinco centavos), reforçando o compromisso das instituições com a inovação e a ampliação do acesso a tecnologias de ponta na saúde.

A iniciativa está vinculada ao Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (PRONON), do Ministério da Saúde, mecanismo que viabiliza a captação de recursos para projetos voltados ao fortalecimento da assistência oncológica no país. 

Com parceiros institucionais e apoiadores, o evento fortaleceu o diálogo em torno de projetos voltados à transformação social. Durante a programação, o Diretor Administrativo e de Relações Institucionais, Israel Gonzaga, realizou a assinatura do termo de convênio, formalizando a parceria entre o Instituto Mário Penna e a AngloGold Ashanti.

A iniciativa representa um avanço relevante na qualificação da assistência oferecida. A tecnologia robótica amplia a capacidade de realização de cirurgias menos invasivas, com incisões menores, redução de riscos, menor impacto no pós-operatório e recuperação mais ágil para os pacientes.

Além disso, a maior precisão proporcionada pelo robô contribui diretamente para a segurança dos procedimentos, especialmente em cirurgias oncológicas delicadas e de alta complexidade. Esse avanço se reflete na ampliação do acesso a tratamentos mais modernos, eficientes e alinhados às melhores práticas assistenciais.

O equipamento será utilizado na nova unidade hospitalar da instituição, o Hospital Raja. Alinhado ao compromisso do Mário Penna de levar ao paciente do SUS o melhor padrão de tratamento disponível, o Instituto viabiliza a incorporação da tecnologia robótica à sua assistência. Para isso, assume os custos complementares necessários à utilização do equipamento, garantindo que os benefícios já comprovados dessa abordagem estejam acessíveis também aos pacientes do sistema público.

A formalização da parceria reforça o papel estratégico das conexões institucionais na viabilização de projetos que ampliam o acesso à saúde de qualidade. O apoio do Instituto AngloGold Ashanti Brasil contribui para tornar tecnologias de ponta mais acessíveis, beneficiando diretamente os pacientes atendidos na Instituição.

O Instituto Mário Penna expressa sua profunda gratidão ao Instituto AngloGold Ashanti Brasil pela doação. Essa parceria representa mais do que um investimento financeiro: é um compromisso conjunto com a inovação, com o avanço da medicina e com o cuidado integral aos pacientes.

24mar2026
Autor Davi Oliveira Categorias Hospital Luxemburgo, Instituto Mário Penna, Notícias Gerais

Instituto Mário Penna promove ações em comemoração ao Dia da Mulher

O Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, é um momento de reflexão sobre a importância da valorização, do respeito e da promoção de direitos das mulheres. No Instituto Mário Penna, essa valorização se reflete também em seus colaboradores: atualmente, 77% do quadro de profissionais da instituição é composto por mulheres, que atuam diariamente na assistência, no cuidado e na gestão.

 

Em comemoração à data, o Instituto realizou, ao longo do mês de março, uma série de ações voltadas ao cuidado, à informação e ao bem-estar das colaboradoras. A programação teve início no dia 6 de março, no Espaço Arte Pela Vida do Hospital Luxemburgo, com apresentação da banda Mary Pops, distribuição de chocolates produzidos pela Julliê Gastronomia e a participação da UaiFotoCabine, proporcionando um momento de descontração com entrega na hora de fotos polaroides para registrar esse momento mais que especial.

 

As atividades também incluíram ações de autocuidado, como a aula de skincare e maquiagem básica promovida pela Mary Kay, realizada no NEXS (Núcleo de Excelência em Saúde).

No Hospital Luxemburgo, foram realizadas, ao longo de todo o mês, palestras com temas relevantes, como “Cuidar de si é um ato de amor”, com Luciana Magalhães, e “Quem cuida também merece ser cuidado”, com Aline Ribeiro. A programação contou ainda com a participação da delegada Ariadne Elloise, que abordou o tema “Violência contra a mulher”.

As atividades também incluíram sorteios e distribuição de brindes, como sabonetes da GHDERMA; esmaltes Dailus, doados pela Lojas Rede; esmaltes Riqué e barras de chocolate Milka, entregues pelo Supermercados BH; além de bases Vult, disponibilizadas pela ABIHPEC (Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos).

Todas as ações integraram a campanha Março Lilás, que reforça a importância da prevenção ao câncer do colo do útero e destaca o autocuidado como aspecto fundamental para a saúde das mulheres. A iniciativa também reafirma o compromisso do Instituto Mário Penna com a valorização da mulher e a promoção da saúde, ampliando o alcance da conscientização sobre o autocuidado feminino.

24mar2026
Autor Sofia Gontijo Categorias Ensino, Pesquisa e Inovação, Instituto Mário Penna, Notícias Gerais, Núcleo de Ensino e Pesquisa (NEP), Tratamento Oncológico

Câncer colorretal: por que a pesquisa científica é essencial para transformar o futuro do cuidado oncológico

O câncer colorretal está entre os tipos de maior incidência no Brasil e no mundo. A doença afeta o intestino grosso e o reto e, na maioria dos casos, tem início de forma silenciosa, a partir de pequenas lesões chamadas pólipos. Quando detectado precocemente, as chances de tratamento e cura são muito maiores. Nesse cenário, a campanha Março Azul Marinho reforça a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e da disseminação de informação qualificada como estratégias fundamentais para o enfrentamento da doença.

Para além desses fatores, a pesquisa científica ocupa papel central na transformação do cuidado oncológico. É graças ao trabalho de pesquisadores que hoje entendemos melhor como o câncer se desenvolve, quais fatores aumentam o risco da doença e quais tratamentos podem ser mais eficazes para cada paciente.

No Brasil, centros de pesquisa e hospitais trabalham juntos para transformar o conhecimento científico em melhores estratégias de diagnóstico, prevenção e tratamento. Um dos pilares desse ecossistema são os biobancos de amostras biológicas, estruturas que garantem o armazenamento ético e seguro de materiais como sangue, tecidos e dados clínicos. Essas amostras permitem investigar novas formas de identificar o câncer mais cedo, descobrir biomarcadores da doença e desenvolver terapias cada vez mais personalizadas.

No Instituto Mário Penna, a pesquisa translacional em oncologia se consolida como o eixo que aproxima o laboratório da realidade do paciente. O uso de materiais armazenados no biobanco da instituição contribui para estudos que ajudam a compreender melhor o câncer colorretal e outros tipos de tumores. Nesse processo, a participação dos pacientes e da população é fundamental para a manutenção do biobanco e para a continuidade das pesquisas realizadas no Instituto.

A participação de pacientes e da sociedade é fundamental para a sustentabilidade desse modelo. A doação de amostras, mediante consentimento e seguindo todas as normas éticas, pode ajudar a acelerar descobertas científicas que beneficiarão muitas pessoas no futuro. Cada amostra analisada representa uma oportunidade concreta de avanço científico.

O desenvolvimento da pesquisa oncológica na região Sudeste ganha ainda mais força com a articulação entre academia e prática assistencial. No Laboratório de Pesquisa Translacional em Oncologia do NEPI/UFSJ, pesquisadores e corpo clínico do Hospital Luxemburgo, como o Dr. Paulo Guilherme, Dra. Alice Capobiango e o Dr. Marcelo Portes, desenvolvem projetos inovadores que combinam biologia molecular, nanotecnologia e inteligência de dados, com foco na qualificação do cuidado ofertado pelo SUS.

No âmbito do Programa de Pós-Graduação em Ciências Morfofuncionais da UFSJ, a equipe investiga o “inflamassoma”, um complexo de proteínas que contribui para compreender como a inflamação influencia o progresso do tumor.

Além disso, em colaboração com a Fiocruz, estudos voltados à análise de citocinas circulantes exploram a dinâmica da resposta imune sistêmica em diferentes estágios do câncer colorretal. Paralelamente, uma parceria com o Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN) avança no desenvolvimento de um nanossensor capaz de detectar o marcador tumoral CEA em amostras de urina, representando um potencial avanço em métodos diagnósticos menos invasivos.

Inteligência de Dados e a Importância da Lateralidade no CCR

Um dos pilares dessa rede de pesquisa é o trabalho do Dr. Marcelo Portes, que recentemente foi titulado mestre em ciências da saúde pela Faculdade de Ciências Médicas. Foi desenvolvida por ele uma modelagem prognóstica detalhada da nossa população. Seus dados revelaram descobertas cruciais: as margens cirúrgicas mostraram-se o preditor mais forte de mortalidade em pacientes jovens. Surpreendentemente, o estudo alertou que, pacientes mais jovens apresentaram menor tempo livre de progressão da doença. Essa identificação de fatores relevantes foi realizada com o uso de ferramentas de inteligência artificial (IA).

O projeto mais recente, financiado pela Fapemig por meio do edital Compete Minas, busca levar esse conhecimento ao próximo nível. O objetivo é identificar assinaturas genéticas associadas à lateralidade do câncer nesses pacientes e criar uma ferramenta preditiva baseada em IA, que alia dados clínicos relevantes identificados pelo Dr. Marcelo à caracterização molecular dos tumores. Essa ferramenta poderá ajudar os médicos a monitorar a evolução da doença e a prever a resposta aos tratamentos de primeira linha oferecidos pelo SUS, permitindo uma medicina mais personalizada e eficiente para a população mineira. Alinhado ao seu propósito, o Núcleo de Ensino, Pesquisa e Inovação reafirma seu compromisso com o avanço científico e com a geração de soluções inovadoras que contribuam para transformar o futuro do cuidado oncológico.

Texto escrito por Dra. Flávia Santiago, farmacêutica e doutora em Genética pela UFMG, pós-doutoranda do Laboratório de Pesquisa Translacional em Oncologia do Mário Penna.

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