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NÚCLEO DE ENSINO, PESQUISA E INOVAÇÃO

Notícias de: Ensino, Pesquisa e Inovação

4jul2025
Autor Davi Oliveira Categorias Ensino, Pesquisa e Inovação, Hospital Luxemburgo, Instituto Mário Penna, Julho Verde, Não categorizado, Notícias Gerais, Novo Hospital Luxemburgo, Núcleo de Ensino e Pesquisa (NEP), Tratamento Oncológico

Coral Mário Penna de Pacientes Laringectomizados marca o início da campanha Julho Verde no Instituto Mário Penna

Na manhã da última quarta-feira, 2 de julho, os pacientes e colaboradores do Mário Penna foram surpreendidos por uma apresentação emocionante no Hospital Luxemburgo do Coral Mário Penna de Pacientes Laringectomizados, formado por pacientes da instituição.

O coral simboliza recomeço, superação e a força da reabilitação vocal. Com o uso da voz esofágica ou de próteses traqueoesofágicas, os pacientes redescobriram uma nova forma de se comunicar e emocionam o público com apresentações que representam conquistas importantes em suas jornadas de tratamento. O Instituto Mário Penna é pioneiro na implementação da prótese traqueoesofágica pelo SUS e foi a primeira instituição a disponibilizar Laringes Eletrônicas para a reabilitação vocal de pacientes laringectomizados.

O repertório da apresentação incluiu canções como Sozinho, de Caetano Veloso; Romaria, de Renato Teixeira; e É Preciso Saber Viver, dos Titãs. Músicas que tocaram o público presente e marcaram, de forma simbólica e sensível, o início da campanha Julho Verde – mês dedicado à prevenção e ao diagnóstico precoce do câncer de cabeça e pescoço.

O Coral Instituto Mário Penna de Pacientes Laringectomizados é apadrinhado e 100% mantido com o apoio da Volmape (Voluntários do Instituto Mário Penna), que atua de forma essencial no fornecimento de insumos e no suporte contínuo ao grupo. A dedicação dos voluntários fortalece iniciativas voltadas à qualidade de vida, autoestima e bem-estar dos pacientes.

Gisele Mesquita, coordenadora de Psicologia e Humanização da Rede Mário Penna, destaca a importância desse trabalho contínuo:

“O coral nasceu há 11 anos e é composto por pacientes que tiveram câncer de laringe e perderam a voz devido à cirurgia de laringectomia total. Após o procedimento, eles passam por um processo de reabilitação médica e fonoaudiológica, que possibilita a retomada da fala e, consequentemente, do canto. Realizamos ensaios mensais, com suporte e insumos adequados para que consigam se expressar com qualidade. Todos são exemplos de reabilitação bem-sucedida e superação.”

A apresentação reforça o compromisso do Instituto Mário Penna com uma assistência oncológica integral, que vai além do tratamento e prioriza o acolhimento, a escuta ativa e a reconstrução da autoestima em cada etapa da jornada do paciente.

2jul2025
Autor Davi Oliveira Categorias Ensino, Pesquisa e Inovação, Heróis Mário Penna, Hospital Luxemburgo, Instituto Mário Penna, Notícias Gerais, Novo Hospital Luxemburgo, Tratamento Oncológico

Associação Pão De Santo Antônio realiza doação de R$ 200 mil ao Mário Penna

A solidariedade de instituições comprometidas com a transformação social segue fortalecendo o cuidado oncológico oferecido pelo Instituto Mário Penna. Parceira de longa data, a Associação Pão de Santo Antônio, entidade filantrópica fundada em 1902, com relevante atuação nas áreas social, educacional, de saúde, cultura e meio ambiente, realizou, em julho de 2025, mais uma expressiva doação no valor de R$ 200 mil.

O recurso será destinado à realização de reformas e à aquisição de bens duráveis para o Hospital Luxemburgo, contribuindo diretamente para a consolidação do atendimento 100% SUS. Trata-se de mais um importante passo na missão do Instituto Mário Penna de oferecer assistência gratuita e de qualidade aos pacientes da saúde pública.

No dia 24 de junho, o Diretor-Presidente do Mário Penna, Marco Antônio Viana Leite, visitou a sede da Associação Pão de Santo Antônio, onde foi recebido pelo Superintendente Administrativo, Mário Lúcio Caldeira Brant. Durante o encontro, foi apresentado um importante projeto da Instituição: a implantação de uma nova casa de apoio no bairro Luxemburgo, nas proximidades do hospital, com o objetivo de acolher pacientes adultos usuários do SUS em situação de vulnerabilidade social, especialmente aqueles vindos do interior do estado para tratamento oncológico no Hospital.

Essa aquisição busca reduzir custos com transporte e alimentação, uma vez que o local de acolhimento atual está localizado no bairro Santa Tereza, distante do Hospital Luxemburgo, além de proporcionar mais conforto e acessibilidade aos pacientes. Sensível à causa, a equipe da Associação Pão de Santo Antônio demonstrou interesse em contribuir para a possível viabilização do imóvel.

O Instituto Mário Penna expressa sua profunda gratidão à Associação Pão de Santo Antônio por essa doação, que fortalece o cuidado humanizado oferecido diariamente a milhares de pacientes oncológicos.

2jul2025
Autor Giovana Cangussú Categorias Ensino, Pesquisa e Inovação, Hospital Luxemburgo, Instituto Mário Penna, Não categorizado, Notícias Gerais, Núcleo de Ensino e Pesquisa (NEP), Tratamento Oncológico

Instituto Mário Penna celebra o Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico com avanços em pesquisa e inovação oncológica

Celebrado em 8 de julho, o Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico marca a fundação da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), mas vai muito além de uma lembrança histórica. É uma data para refletirmos sobre a importância da ciência como força transformadora da sociedade e instrumento fundamental para salvar vidas, gerar soluções e garantir um futuro mais justo, saudável e sustentável. No Instituto Mário Penna, essa união entre pesquisa e assistência se materializa por meio do NEPI – Núcleo de Ensino, Pesquisa e Inovação, que atua com excelência em prol da evolução da oncologia no país.

Entre os projetos conduzidos pelo NEPI, destaca-se o desenvolvimento de modelos baseados em inteligência artificial para a análise de imagens histopatológicas, com o objetivo de prever a resposta terapêutica em pacientes com câncer de ovário, a partir da identificação da deficiência na recombinação homóloga (HRD). O NEPI também lidera, em parceria com a Universidade Federal de Uberlândia, uma pesquisa inovadora que utiliza bioinformática para identificar long non-coding RNAs associados à resposta à quimiorradioterapia em câncer de colo uterino, explorando fronteiras ainda pouco conhecidas da biologia tumoral. Outras frentes investigam a expressão de biomarcadores imunohistoquímicos em diversos tipos de tumores, como pulmão, mama, endométrio e ovário, com foco em compreender mecanismos de resistência, agressividade e resposta imune.

Um dos avanços recentes mais relevantes do úcleo de Ensino, Pesquisa e Inovação é a criação da Sala de Cultivo Celular, estrutura pioneira em Minas Gerais e entre as primeiras do Brasil. O espaço permite a realização de testes de sensibilidade a fármacos diretamente em células tumorais de pacientes com leucemia mieloide aguda (LMA), viabilizando a testagem ex-vivo de combinações quimioterápicas antes do início do tratamento. Desenvolvido em colaboração com o Moffitt Cancer Center (EUA), esse projeto posiciona o Instituto Mário Penna como referência em oncologia personalizada e reforça como a pesquisa pode impactar diretamente o cuidado com o paciente.

Além de produzir ciência, o Instituto compartilha e forma. O Mário Penna Journal – Molecular and Clinical Cancer Research, periódico científico lançado pelo NEPI, já reúne edições publicadas e valoriza a difusão do conhecimento técnico-científico da instituição e de parceiros externos. Iniciativas como o “Café com Ciência” e os simpósios científicos promovem o diálogo entre pesquisadores, profissionais da saúde e estudantes, fortalecendo uma rede comprometida com o avanço da ciência e com o cuidado oncológico baseado em evidências.

Autor: Ramon de Alencar Pereira, MSc, PhD em Patologia, MBA em Data Science & Analytics, Análise e Desenvolvimento de Sistemas.

17jun2025
Autor Giovana Cangussú Categorias Ensino, Pesquisa e Inovação, Hospital Luxemburgo, Instituto Mário Penna, Notícias Gerais, Novo Hospital Luxemburgo, Tratamento Oncológico

Entenda como serão realizados os testes na nova plataforma de triagem de fármacos do NEPI 

O Núcleo de Ensino, Pesquisa e Inovação do Mário Penna acaba de inaugurar a nova Sala de Cultivo Celular, onde funcionará a Plataforma de Triagem de Fármacos ex vivo, ou seja, em laboratório. Equipada com tecnologia de ponta, o objetivo é analisar como as células de câncer de cada paciente reagem a diferentes medicamentos fora do corpo. Segundo a Dra. Carolina Melo, pesquisadora do Laboratório de Pesquisa Básica e Translacional do Mário Penna, a principal vantagem de se fazer essa triagem em laboratório, é evitar a exposição desnecessária de pacientes a medicamentos que não terão efeito algum sobre as células cancerígenas, mas podem, ainda assim, causar reações adversas.

Os primeiros testes serão realizados com amostras de pacientes de Leucemia Mielóide Aguda (LMA) atendidos no Mário Penna que concordarem em doar uma amostra de sangue para o estudo. A pesquisadora explica que um dos grandes desafios no tratamento dessa doença é que, mesmo após a quimioterapia inicial, muitos pacientes não melhoram ou acabam tendo recaídas. “Quando isso acontece, chamamos de LMA refratária (que não responde ao tratamento) ou recidivada (quando a doença volta). Nesses casos, a chance de sobrevivência em 5 anos é de apenas 10%. Por isso, encontrar tratamentos mais eficazes e personalizados é fundamental”, pontua.

Veja abaixo um esquema e entenda como serão feitos os testes:

Teste Personalizado com Células do Paciente (Ex Vivo)

  1. Coleta das Células
  • Células da leucemia são retiradas do paciente.
  1. Distribuição em Micropocinhos
  • As células são colocadas em um recipiente com vários micropocinhos:
  • Cada micropocinho recebe um fármaco diferente
  • São testadas diferentes doses de cada medicamento
  1. Cultura das Células
  • As células são colocadas em um microscópio especial com incubadora
  • A incubadora mantém temperatura, umidade e condições como as do corpo humano, o que garante que as células permaneçam vivas
  1. Incubação por 5 dias
  •  As células ficam na incubadora por 5 dias, enquanto os medicamentos agem
  1. Análise por Imagens
  • Um programa analisa as milhares de fotos tiradas pelo microscópio durante os 5 dias.
  1. Resultado
  • O sistema indica quais medicamentos tiveram melhor efeito nas células
  • Isso ajuda o médico a escolher o tratamento com mais chance de sucesso

Em resumo, com essa plataforma será possível testar várias opções de tratamento de forma rápida e segura, auxiliando na identificação de quais medicamentos funcionam melhor para cada paciente. Ou seja, analisar como as células reagem aos medicamentos em laboratório pode ser muito útil para os médicos tomarem decisões mais acertadas, ajudando a definir o melhor tratamento para cada pessoa com LMA. A expectativa é que essa metodologia seja estendida para outros tipos de câncer em breve.

A pesquisadora ressalta ainda o avanço tecnológico na pesquisa oncológica do estado que este estudo representa. Esse método vem sendo utilizado com sucesso por pesquisadores no Moffitt Cancer Center, nos Estados Unidos, para pacientes com Mieloma Múltiplo, outro câncer hematológico. “O Instituto Mário Penna será o primeiro no estado de Minas Gerais, e o segundo no Brasil, a contar com essa metodologia. É importante lembrar que, por enquanto, trata-se de um protocolo experimental, mas com grande potencial para auxiliar os médicos na tomada de decisão em busca do melhor tratamento”, finaliza.

Dra. Carolina Melo é PhD em genética humana, trabalha há mais 10 anos na pesquisa em oncologia, e atualmente faz parte da equipe de pesquisadores do NEPI Mário Penna.

4jun2025
Autor Giovana Cangussú Categorias Ensino, Pesquisa e Inovação, Hospital Luxemburgo, Instituto Mário Penna, Notícias Gerais, Tratamento Oncológico

Síndrome de Li-Fraumeni no Brasil: quando o câncer é uma herança genética

Você sabia que alguns tipos de câncer, especialmente quando surgem muito cedo, podem ter origem genética e ser transmitidos de pais para filhos? Esse é o caso da Síndrome de Li-Fraumeni (SLF), uma condição rara no mundo, mas mais frequente no Brasil. 

A SLF é causada por alterações no gene TP53, conhecido como o “guardião do genoma”. Quando esse gene não funciona direito, o corpo perde uma defesa natural importante que impede o surgimento de mutações. Com isso, o risco de desenvolver câncer aumenta bastante.

Uma herança que cruzou gerações

Séculos atrás, tropeiros cruzavam o Brasil levando sal, grãos e charque a cavalo. Sem saber, um deles também carregava um gene defeituoso. Foi o que descobriu a pesquisadora Maria Isabel Achatz, do A.C. Camargo Cancer Center.

Ela identificou que muitas famílias com câncer precoce no Sul e Sudeste do Brasil compartilham a mesma mutação, chamada TP53 p.R337H — vinda, ao que tudo indica, de um único ancestral, um tropeiro do século 18.

Essa mutação, rara em outros países, é surpreendentemente comum no Brasil: está presente em 1 a cada 375 pessoas em estados como Minas Gerais, Paraná, São Paulo e Santa Catarina. No resto do mundo, a estimativa varia entre 1 caso a cada 5 mil a 20 mil pessoas.

Nem todas as pessoas que carregam a mutação desenvolvem câncer. Mas, para quem tem esse risco aumentado, o diagnóstico precoce e o acompanhamento especializado fazem toda a diferença. Com acompanhamento médico, exames regulares e aconselhamento genético para a família, é possível detectar tumores mais cedo e aumentar significativamente as chances de cura.

Fique atento:

  • Dois ou mais parentes com câncer antes dos 45 anos? Relate isso ao seu médico e/ou procure aconselhamento genético
  • Exames regulares salvam vidas: faça os preventivos, mesmo quando você está se sentindo bem.
  • Informação é proteção: conhecer seu histórico familiar permite agir cedo e de forma preventiva.

No Instituto Mário Penna, compartilhar conhecimento é uma forma de cuidar da saúde de quem mais precisa.

Fonte: Dra. Flávia Santiago, Farmacêutica e doutora em Genética pela UFMG, Pós-doc do Laboratório de Pesquisa Translacional em Oncologia aqui do Instituto Mário Penna.

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