Com o novo Código de Conduta do Instituto Mário Penna, reafirmamos o nosso compromisso com um ambiente saudável e seguro para todos os colaboradores. Um dos itens do código reforça a tolerância zero da instituição em relação às diferentes formas de assédio. É importante saber a diferença entre eles para que o reconhecimento se acontecer com você ou no ambiente ao redor.
Assédio Moral: Entende-se por Assédio Moral a exposição dos trabalhadores às situações humilhantes e constrangedoras no ambiente de trabalho, de forma frequente e intencional, no exercício de suas funções. Faz-se mais comum observá-lo em relações hierárquicas, autoritárias e assimétricas, em que predominam condutas negativas, relações de um ou mais chefes dirigidas a um ou mais subordinados, desestabilizando a relação da vítima com o ambiente de trabalho e a organização, forçando-a a desistir do emprego.
Assédio Sexual: constrangimento causado a alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente da sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função.
“No Instituto Mário Penna não toleramos a prática de assédio ou importunação. A nossa conduta deve zelar por relações respeitosas e colaborativas, livres de hostilidade e intimidação. O nosso comportamento é determinante, enquanto referência no tratamento e ao combate do câncer, para o acolhimento a pacientes e acompanhantes de forma humanizada. E isso, para nós, é um valor inviolável. Estamos à disposição na Ouvidoria para conversar sobre este e outros temas”; ressalta Eduardo Magalhães, Gerente de Compliance.
Esperamos que não aconteça com você, mas caso precise, procure a Ouvidoria. A sua denúncia será sigilosa e terá todo o respaldo da equipe ouvinte.
No dia 22 de março, o Ministério da Saúde inaugurou uma estratégia para combater o câncer de colo de útero no território nacional. O projeto consiste em incentivar a campanha de vacinação, além de incluir um novo exame de detecção de HPV no SUS (Sistema Único de Saúde). Inicialmente, o plano será aplicado na cidade de Recife e depois expandido para outras cidades brasileiras.
Atualmente, o exame de diagnóstico feito na saúde pública é o papanicolau. Porém, para rastrear o câncer de colo de útero nas mulheres de 25 a 64 anos de forma mais precisa, o projeto prevê a inclusão do teste de HPV por PCR, exame molecular, no SUS.
Em relação a vacinação, a meta é abranger 90% da cobertura vacinal para garantir a prevenção. Para isso, o SUS disponibiliza a vacina quadrivalente de forma gratuita, que protege contra os tipos 6, 11, 16 e 18 de HPV, sendo que dois deles podem desencadear o câncer de colo de útero. Confira quem pode ser contemplado:
Meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos com duas doses (alguns postos de saúde já aceitam vacinar meninos de 9 e 10 anos)
Mulheres e homens de 15 a 45 anos vivendo com HIV/Aids, transplantados e pacientes oncológicos com três doses
Nas redes particulares de saúde, já é possível se vacinar com a nova vacina nonavalente, aprovada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em março deste ano. Este preventivo abrange os tipos 31, 33, 45, 52 e 58, sendo que todos eles podem gerar o quadro oncológico. Ela deve ser aplicada em:
Meninas e meninos de 9 a 14 anos, com duas doses
Mulheres e homens de 15 a 45 anos que não tomaram a vacina na idade recomendada, com três doses
Mulheres e homens de 15 a 45 anos vivendo com HIV/Aids, transplantados e pacientes oncológicos com três doses
“A vacina é uma das formas mais eficientes de prevenção contra o HPV e o câncer de colo de útero. Recomendo a todos que participem da campanha de vacinação, e se puderem, optem pela vacina ampliada nas clínicas particulares, mas o importante é não deixar de tomar”, diz Dra. Telma Franco, Coordenadora do Serviço de Ginecologia Oncológica do Instituto Mário Penna.
Março Lilás
No mês de Março, o Instituto Mário Penna se compromete com a conscientização sobre o câncer de colo de útero, reforçando a prevenção e divulgando informações confiáveis acerca da doença. Confira como foi a campanha deste ano.
Na última quarta-feira, dia 29, o Instituto Mário Penna levou a Campanha Março Lilás para os colaboradores da Minas Mineração. Dra. Telma Franco, Coordenadora do Serviço de Ginecologia Oncológica, alertou sobre os sintomas e fatores de risco, além de mostrar dados sobre a incidência do câncer de colo de útero no Brasil e no mundo.
O tema “o autocuidado nunca sai de moda” também foi tratado na palestra. A ginecologista ressaltou a importância de mantermos bons hábitos, como exercícios físicos regulares e boa alimentação, como forma de prevenção e, sobretudo, sobre a campanha de vacinação contra o HPV.
“Semanalmente, nós da Minas Mineração, falamos sobre segurança e saúde para os colaboradores do administrativo. Foi muito especial receber essa campanha tão importante aqui hoje. Gostaria de agradecer ao Instituto Mário Penna e à Dra. Telma por essa manhã de aprendizado”; diz Ketheleen Beu, Analista de Recursos Humanos da Minas Mineração.
Ao final da palestra, os colaboradores puderam esclarecer as dúvidas com a médica.
Durante a campanha Março Lilás, a Minas Mineração foi uma grande parceira, sendo essencial para a produção das fitinhas da prevenção e distribuição em diversos pontos da cidade. Confira como foi essa ação. É essa união que potencializa a nossa mensagem e que nos permite continuar incentivando as pessoas a cuidarem da saúde.
O Hospital Luxemburgo completa 37 anos no dia 3 de abril. São quase quatro décadas investindo em estrutura e tecnologia de ponta para oferecer um atendimento multidisciplinar de excelência a milhares de pacientes em todo o estado de Minas Gerais.
A unidade hospitalar conta com cerca de 300 leitos, sendo 30 de terapia intensiva, nove salas cirúrgicas, Pronto Atendimento 24h, ambulatórios e serviços de apoio diagnóstico e terapêutico.
Foto: Mperez
No Hospital Luxemburgo, os pacientes oncológicos recebem um tratamento multidisciplinar que não se limita ao médico especialista. Eles contam com o acompanhamento de uma equipe formada por enfermeiros, nutricionistas, fisioterapeutas, psicólogos, fonoaudiólogos, farmacêuticos, dentistas, assistentes sociais e terapeuta ocupacional.
Com laboratórios modernos, o hospital investe em tecnologia para aprimorar diagnósticos e tratamentos, aumentando a qualidade e a eficiência dos serviços prestados. No local são realizados atendimentos em diversas especialidades médicas, especialmente as oncológicas. A trajetória de mais de 51 anos do Instituto Mário Penna, que tem como uma de suas unidades o Hospital Luxemburgo, é marcada pelo propósito de oferecer um acolhimento humanizado para os pacientes e acompanhantes que passam diariamente pela instituição.
Inaugurado em 1986, o Hospital Luxemburgo foi uma grande conquista e um marco nessa história de esperança. A unidade busca pela excelência assistencial, o investimento em estrutura e tecnologia de ponta para o diagnóstico e tratamento do câncer, consolidando o Mário Penna como o maior prestador em oncologia do SUS em Minas Gerais, habilitado como um dos quatro Centros de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (CACON).
“No decorrer de todos esses anos, o Hospital Luxemburgo vem passando por constantes processos de evolução e expansão. Todo o nosso parque tecnológico para a realização de exames e cirurgias não fica atrás de nenhum hospital especializado em atendimento oncológico de Minas Gerais, seja pelo SUS ou pela Saúde Suplementar. Ao celebramos o aniversário do Hospital Luxemburgo é preciso reconhecer e homenagear todos que são essenciais para a sua existência, como pacientes e familiares que nele buscam cuidado e esperança; colaboradores e voluntários que dedicam profissionalismo e excelência; e os doadores que contribuem e investem em solidariedade. Parabéns a todos os que fazem parte dessa história que salva vidas”; diz Marco Antônio Viana Leite, Diretor-Presidente do Instituto Mário Penna.
Atendimentos – No último ano, o Hospital Luxemburgo realizou 323.663 atendimentos, 37.224 sessões de quimioterapia, 40.528 sessões de radioterapia, 12.296 cirurgias, mais de 139 mil pacientes e 144.047 consultas. Tudo isso, graças aos recursos captados por meio de parcerias e doações daqueles que acreditam no nosso principal legado, que é salvar vidas.
Para dar continuidade a essa trajetória de sucesso, as doações são fundamentais, além delas fazerem parte de milhares de histórias de esperança e solidariedade. Para ser um doador, basta acessar mariopenna.org.br ou ligar 0800 039 1441.
No Brasil, o câncer de colo do útero é o terceiro tipo de câncer mais incidente entre as mulheres, chegando a ocupar a segunda posição na região norte. Algumas estratégias têm sido muito importantes para prevenir e impedir o avanço do câncer de colo de útero, como: a vacinação contra o papilomavírus humano (HPV), a triagem e detecção precoce do câncer cervical, assim como o tratamento de células pré-cancerosas e cancerígenas que podem eliminar o câncer de colo do útero. À medida que o mês de conscientização sobre o câncer de colo de útero acaba, observamos que ainda é preciso buscar soluções eficientes e acessíveis a todas as pacientes para eliminar essa doença. Dra. Letícia Braga, Gerente de Pesquisa Translacional do Instituto Mário Penna – Ensino, Pesquisa e Inovação destaca que algumas iniciativas para erradicar esse câncer têm sido feitas em diferentes partes do mundo, a partir da pesquisa e exemplifica alguns achados da ciência.
Dra. Letícia Braga
O primeiro, desenvolvido por pesquisadores da Universidade da Malásia, é um autoteste para HPV, cujos resultados estão incorporados em uma plataforma digital. Para a pesquisa, foram examinadas mais de 4 mil mulheres em 15 meses. Dessas, 5% apresentaram evidências de infecção por HPV, o que significava que elas corriam maior risco de câncer de colo do útero e 89% delas receberam cuidados de acompanhamento. Esses esforços levaram à criação de uma fundação que continua o programa de testes.
Outro estudo, publicado NEJM Evidence, em abril de 2022, mostra que uma única dose da vacina contra o HPV fornecia 97,5% de proteção contra os dois tipos de HPV que causam 70% de todos os cânceres de colo do útero. O estudo avaliou a resposta imune gerada contra o HPV em mais de 2.000 mulheres, do Quênia, de 15 a 20 anos, que haviam tomado uma dose da vacina. Essa evidência precisa ser avaliada com critério em diferentes populações para perspectiva de novas diretrizes de vacinação, o que poderia expandir a cobertura atual da idade da população a ser vacinada.
Já um terceiro estudo publicado em janeiro deste ano, na revista científica Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention, mostra que, nos Estados Unidos, 20% dos diagnósticos de câncer de colo de útero estão sendo feitos em mulheres com mais de 65 anos, exatamente na idade que o rastreamento do câncer do colo do útero é interrompido. Isso mostra que, mesmo em países desenvolvidos, mulheres podem não estar mantendo em dia com seus exames preventivos. “Esse estudo é importante para incentivar o desenvolvimento de ferramentas de alerta para o sistema de saúde de adesão das pacientes às iniciativas de monitoramento da doença”, explica Dra Letícia.
O Instituto Mário Penna – Ensino, Pesquisa e Inovação também fomenta pesquisas que visam o desenvolvimento de ferramentas que possam identificar biomarcadores capazes de predizer para os médicos, ou seja, informar antes do tratamento, como será a resposta das pacientes com câncer do colo do útero. Ainda segundo a Dra. Letícia, no câncer do colo do útero, os desafios persistem – às vezes de maneira diferente e em realidades diferentes. No entanto, resultados promissores estão sendo apresentados, como, por exemplo, uma pesquisa do Mário Penna que foi considerada como a terceira melhor produção científica apresentada em um congresso em Chicago/Illinois (EUA).
Para que toda a comunidade médica científica possa superar o desafio de tornar os resultados de pesquisa acessíveis a todas as pacientes no sistema único de saúde (SUS), é muito importante o consentimento assim como a participação dos pacientes nas pesquisas nacionais. Saiba mais informações com o seu médico!
Texto escrito por Letícia Braga | Doutora em Ciências da Saúde, com ênfase em Oncologia Experimental e Gerente da unidade de Pesquisa Translacional do Mário Penna.