A pesquisa clínica tem sido um grande tema discutido desde o início da pandemia. Mas, afinal, o que é essa pesquisa que tanto falam a respeito com a chegada de novas vacinas?

Pesquisa clínica é qualquer investigação feita para testar algum novo tratamento nas pessoas para alguma determinada doença. Para promover a melhoria da saúde e salvar a vida dos pacientes é necessário descobrir novos remédios, equipamentos e/ou procedimentos médicos.

Todo medicamento (remédio) que temos dentro de nossa casa ou que usamos porque um médico nos deu devido alguma necessidade de saúde, passaram por várias etapas da pesquisa clínica, desde as realizadas dentro dos laboratórios, pesquisas com animais até chegarem para estudos em seres humanos e assim, finalmente, serem aprovadas para uso na população. O grande objetivo de realizar pesquisas com os seres humanos é garantir que aquele produto que está sendo testado é realmente capaz de fornecer alguma melhoria da doença e se é seguro para os pacientes.

Os pacientes que desejam participar de um estudo clínico devem ser devidamente informados sobre a pesquisa a ser realizada e fornecer a autorização para participação de forma livre e voluntária, podendo também se retirar da pesquisa a qualquer momento, sem prejuízo no acompanhamento de sua doença. O paciente, ao participar, se torna um “participante de pesquisa” e todas as informações utilizadas a respeito dele são confidenciais.

A pesquisa clínica pode ser chamada também de estudos clínicos e é dividida em 4 fases:

Fase 1: estudos realizados em número pequeno de indivíduos saudáveis para verificar dados sobre a segurança do tratamento e como o medicamento circula pelo organismo do ser humano quando a dose é administrada.

Fase 2: avalia se o tratamento é eficiente em um número maior de indivíduos doentes, observando os possíveis efeitos colaterais do medicamento e definir a dose recomendada para o tratamento alcançar a melhoria da doença.

Fase 3: estudar os riscos e benefícios do tratamento, muitas vezes comparando com algum outro medicamento de referência ou em alguns casos, utilizando placebo em centenas ou milhares de participantes portadores da doença.

Fase 4: essa fase é conhecida como pesquisa pós-comercialização e inicia-se após aprovação da agência reguladora para comercializar o medicamento. Monitora-se os efeitos e reações inesperadas do medicamento. Esse processo é chamado de farmacovigilância.

É importante destacar que existem várias regras para realizar as pesquisas no mundo e no Brasil, que devem ser seguidas pelos pesquisadores e toda sua equipe.

Desde 2016, a equipe de pesquisa clínica composta principalmente por médicos, enfermeiros e farmacêuticos do Instituto Mário Penna realizam diversos estudos clínicos, com ética e qualidade, de novos tratamentos contra o câncer. Foram realizados estudos clínicos para tratar câncer de pulmão, rim, bexiga e próstata, onde muitos pacientes foram convidados a participar e apresentaram benefícios ao utilizar os tratamentos oferecidos. Além de receber o tratamento, os participantes de pesquisa foram acompanhados pela equipe de pesquisa, realizando diversos exames e consultas com o médico, durante o período indicado pelo estudo. Atualmente, o Instituto Mário Penna está participando também de estudos clínicos para descobrir tratamentos para a Covid-19 em pacientes internados em nossos hospitais.

“A pesquisa clínica é importante pois através dela é possível fornecer outras opções de tratamento para os pacientes do IMP. Além disso, devido grande exigência dos estudos clínicos, os pacientes são acompanhados bem de perto pela equipe de pesquisa clínica durante todo o tratamento fornecido. Outro ponto importante, é permitir aos profissionais de saúde envolvidos do IMP, o acesso mais rápido do conhecimento de novas tecnologias (tratamentos e procedimentos médicos) que estão sendo utilizadas no mundo, tornando a equipe cada vez mais qualificada para o acompanhamento dos pacientes”; explica a enfermeira Natália Brazil.

No nosso site você pode encontrar os estudos clínicos que estão acontecendo no IMP e abertos para recrutamento de pacientes. Fiquem atentos às nossas redes sociais para saber mais sobre a pesquisa clínica do Instituto Mário Penna.

*Texto escrito pela Enfermeira Natália Brazil

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