O trabalho realizado pela atual Diretoria do Instituto Mário Penna nos últimos três meses de gestão já apresenta resultados concretos. Diversas ações vêm sendo desenvolvidas tendo como foco a recuperação assistencial e econômico-financeira da entidade como, por exemplo, o corte de cargos na alta gestão.
Foram reduzidos cerca de 1/3 dos cargos estratégicos entre Diretores, Coordenadores e Gerentes, o que tem gerado uma economia mensal de mais de R$ 200 mil reais. O novo organograma, apresentado e aprovado pela Assembleia Geral realizada no dia 26 de novembro, extingue alguns cargos de Diretoria, Gerentes e Coordenadores, reduzindo a alta gestão a dois Diretores – Administrativo e Financeiro.
Atualmente, a folha de pagamento representa o maior custo da entidade, sendo que a reestruturação feita no novo organograma é a mais condizente com a atual situação financeira. Para a tomada de decisão do corte de pessoal, além de reuniões estratégicas, foi realizado um benchmarking com outras instituições de saúde que mostrou que o número de colaboradores do Instituto Mário Penna é proporcionalmente maior a de outros hospitais que têm a mesma quantidade de leitos e atuam também na área oncológica. A expectativa até o final deste ano é que todos os cortes e as mudanças feitas envolvendo pessoal, representem uma economia para a folha de pagamento mensal de aproximadamente R$ 500 mil.

Além da adequação de pessoal priorizando o corte de cargos com altos salários, um Plano de Ação Estratégico vem sendo desenvolvido com base nos principais pilares:
– aumento da produção hospitalar e receita hospitalar;
– análise de compras e regularidade no abastecimento de medicamentos;
– renegociação da dívida bancária;
– equilíbrio das contas, incluindo a regularidade fiscal;
– otimização e redesenho de processos em geral;
– otimização na captação de recursos;
– conciliação e revisão do contas a receber da instituição;
– revisão de contratos.
Outra medida que mostra o esforço da entidade no reequilíbrio das contas foi a parceria com Fundação Lucas Machado – Feluma que cedeu, sem nenhum custo para o IMP, um funcionário estratégico que tem atuado em atividades correlatas a controladoria, auditoria e assessoria. Há poucos anos, a Fundação que é mantenedora da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais e do Hospital Universitário Ciências Médicas de Minas Gerais, viveu uma crise financeira semelhante e hoje se destaca pelo equilíbrio das contas e boa gestão. “Estamos organizando a casa, redesenhando os processos, buscando uma redução nos custos e aumentando a nossa produtividade. Estamos trabalhando firmes para contornar essa crise financeira e manter o foco do Instituto Mário Penna que é assistir com excelência o paciente com câncer”, explicou Marco Antônio Viana, Diretor Administrativo.





Referência no tratamento do câncer há quase 50 anos, o Instituto Mário Penna é classificado como um centro de alta complexidade oncológica. Em apenas um ano, a instituição atendeu mais de 153 mil pacientes e realizou mais de 300 mil atendimentos. Foram mais de 312 aplicações de radioterapia e mais de 35 mil sessões de quimioterapia, além de 78 transplantes de medula óssea realizados.
Além dos colaboradores da Física do IMP envolvidos no projeto, Jony Marques Geraldo e Fernanda Bastos, o trabalho surgiu como uma parceria do Instituto Mario Penna com o Departamento de Engenharia Nuclear e o Departamento de Anatomia e Imagem, ambos da UFMG, além dos dois maiores centros governamentais de uso e controle de fontes de radiação ionizante, o Centro de Desenvolvimento de Tecnologia Nuclear (CDTN) e o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN), ambos da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN).
