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Blog

21ago2024
Autor Marketing Categorias Hospital Regional de Teófilo Otoni, Instituto Mário Penna, Notícias Gerais, Novo Hospital Luxemburgo, Tratamento Oncológico

Diretoria do Mário Penna visita Hospital São José, em Joinville, para troca de experiências voltadas para o Hospital Regional de Teófilo Otoni 

Nesta terça-feira, 20, os diretores do Instituto Mário Penna, Dr. José Mourão Neto e Dr. Virgílio Baião, acompanhados da consultora Gerlainne Diniz, realizaram uma visita técnica no Hospital Municipal São José, em Joinville, Santa Catarina. A equipe da instituição foi acolhida pelo Dr. Pedro Magalhães, Neurorradiologista Intensivista; as enfermeiras Vivian Nagel e Vanessa Guesser Fachini, Enfermeiras da Equipe Joinvasc; Scheyla Martins, Enfermeira Coordenadora U-AVC; e pelo Lucas Danielli, Neurologista Fellow em Neurorradiologia.

O objetivo da visita foi a realização de um benchmarking – processo de pesquisa entre empresas do mesmo setor para trocas de processos e expertises – com a equipe do Joinvasc, que é um programa de cuidados de saúde, reconhecido internacionalmente, e sediado no Hospital São José, em Joinville. 

O intuito foi conhecer a linha de cuidado relacionada ao AVC (Acidente Vascular Cerebral). O Hospital São José é um centro avançado de cuidados focados no AVC, com o certificado de qualidade da World Stroke Organization, sendo o primeiro hospital público brasileiro a receber a certificação. Além disso, recebeu prêmio mundial de valor em saúde, promovido pelo Decision Group VBHC Center for Europe.

Iniciado em 1995, o Joinvasc é um programa focado em prevenir e reduzir os impactos do AVC, guiado por uma constante análise de dados epidemiológicos. Esse trabalho inclui a priorização da prevenção, organização da rede de urgência e emergência, estabelecimento do Hospital São José como referência, estratégias de reabilitação e reinserção social, além da mensuração dos custos.

Essa visita integra as atividades de planejamento e preparação do Instituto Mário Penna para assumir a cessão de uso do Hospital Regional de Teófilo Otoni, cuja previsão de término de obra é no final do primeiro semestre de 2025.

O Hospital de Teófilo Otoni, aguardado há anos pela população da região nordeste de Minas Gerais, possui dentre os serviços pactuados, a linha de cuidado ao AVC. O Instituto Mário Penna tem se preparado para prestar o melhor serviço assistencial, buscando se capacitar com os os prestadores que são referência no país.

14ago2024
Autor Marketing Categorias Ensino, Pesquisa e Inovação, Instituto Mário Penna, Notícias Gerais

Assistência ao câncer em Minas Gerais: desafios e soluções para o rastreamento precoce

Entre 2001 e 2015, aproximadamente 2,3 milhões de mortes por câncer foram registradas no Brasil, e projeções indicam que esse número deve aumentar consideravelmente até 2030. Com essa crescente incidência da doença e seu impacto socioeconômico para o Sistema Único de Saúde (SUS), é crucial investir em estratégias que melhorem a detecção precoce e o tratamento efetivo dos pacientes.

Outro fator preocupante é que todas essas mortes representam uma perda significativa para a economia do país, representando 32 milhões de anos de produtividade perdidos.Todos esses aspectos indicam que o panorama da assistência ao câncer no Brasil exige investimentos estratégicos e políticas voltadas para a melhoria da qualidade dos serviços prestados e para a sustentabilidade do sistema público de saúde.

Nas mulheres, o câncer de mama é o mais incidente. No Brasil, são cerca de 74 mil mulheres diagnosticadas com essa doença por ano, representando 20,3% de todos os casos novos de câncer registrados.

Existem vários fatores de risco para o câncer de mama, e um deles, presente em cerca de 10% dos casos diagnosticados, é a mutação em genes de predisposição ao câncer.  Mulheres portadoras de algumas mutações sabidamente relacionadas com a ocorrência de câncer, apresentam um risco consideravelmente aumentado para o desenvolvimento de câncer de mama comparado às não portadoras dessas mutações. Um claro exemplo disso, é a presença de mutação patogênica no gene BRCA1 que aumenta o risco de câncer de mama em cerca de 70% e de câncer de ovário para 40% ao longo da vida.

Diante deste cenário, há oito anos, a Lei nº 7.049/2015, conhecida como “Lei Angelina Jolie”, autorizou o SUS a realizar exames de detecção de mutação genética nos genes BRCA1 e BRCA2 em mulheres com histórico familiar de câncer de mama ou de ovário em todo o Rio de Janeiro.

Minas Gerais não ficou para trás

Em 2019, o estado foi a segunda Unidade Federativa a formular uma legislação. A Lei estadual nº 23.449, de 2019, assegura às mulheres com alto risco de desenvolvimento do câncer de mama e de ovário a realização gratuita do exame genético para a pesquisa de mutação em genes relacionados a essas doenças nas unidades públicas ou conveniadas do SUS. No entanto, a falta de regulamentação dessa lei limita sua aplicação e até hoje nenhuma ação foi efetivada na prática.

Para integrar esses testes de forma eficaz, numa nova jornada da paciente com câncer de mama com histórico familiar deve ser iniciada no SUS e, para isso, algumas ações são necessárias:

  1. Serviço de referência: criar serviços de referência com equipes multidisciplinares e especialistas na análise de exames genéticos para orientar as decisões clínicas e oferecer aconselhamento adequado.
  2. Melhoria do fluxo na rede de saúde: reduzir os prazos para consultas, exames e diagnósticos é essencial para que os pacientes recebam atendimento rápido e eficiente.
  3. Rede de apoio pós-procedimentos: desenvolver uma rede de apoio que ofereça suporte contínuo aos pacientes após a realização dos testes genéticos e intervenções
  4. Qualificação da atenção básica: profissionais de saúde devem ser capacitados para identificar pacientes de risco potencial e orientar sobre a importância dos testes genéticos.
  5. Sistema de informação: Implantar um sistema que monitore a população do grupo de risco e facilite o acompanhamento dos pacientes, através de um banco de dados robusto, estruturado e eficiente.

Compromisso e ação coletiva

“Defendo uma saúde de qualidade para todos e acredito que não podemos ser resignados e impassíveis diante do cenário atual da assistência diferenciada aos casos hereditários”, reforça Dra. Letícia Braga, Gerente de Pesquisa Translacional do Mário Penna. 

Ela explica que Minas Gerais não enfrenta um problema de infraestrutura ou falta de pessoal técnico qualificado para implementação de um programa de testagem. O estado é reconhecido por suas diversas universidades e empresas de biotecnologia capazes de incorporar apoio à assistência e realizar os testes de forma custo-efetiva para o SUS. O problema reside no acesso e na qualidade das políticas públicas.

“Acredito firmemente que a solução está em unir esforços entre profissionais de saúde, pesquisadores, sociedade civil e gestores públicos a fim de garantir a eficácia plena dessa legislação, direcionando políticas de saúde pública para reduzir a incidência e melhorar o manejo de cânceres hereditários” finaliza a Dra. Letícia Braga.

Conheça o Grupo Consultivo de apoio à Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais para regulamentação da Lei Estadual n.o 23.449/2019

  •  Annamaria Massahud Rodrigues dos Santos
    Médica mastologista
    Membro da Sociedade Brasileira de Mastologia – Regional Minas Gerais
  •  Angélica Nogueira Rodrigues
    Médica Oncologista
    Subsecretária geral da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica
  •  Maria Raquel Carvalho
    Médica geneticista
    Professora da Universidade Federal de Minas Gerais
  • Letícia da Conceição Braga
    Doutora em Ciências da Saúde
    Professora da Universidade Federal de Minas Gerais

Fonte: Letícia Braga – Doutora em Ciências da Saúde com ênfase em Oncologia de Precisão. Gerente de Pesquisa Translacional do Instituto Mário Penna

13ago2024
Autor Sofia Gontijo Categorias Instituto Mário Penna, Maternidade Real, Notícias Gerais

Espaço Maternidade Real: sala de lactação auxilia colaboradoras lactantes na jornada de trabalho

Agosto é o mês dedicado ao incentivo ao aleitamento materno. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Instituto Nacional do Câncer (INCA), “o ato de amamentar é bom não só para a saúde do bebê, como também para a saúde da mulher, pois reduz as chances de sangramento pós-parto; ou de desenvolver anemia, câncer de mama e de ovário, diabetes e infarto do coração”. 

E para abraçar a campanha, o Mário Penna apresenta a sala Maternidade Real. Criado em 2021, o espaço foi projetado para que as colaboradoras lactantes possam retirar e armazenar o leite materno de forma correta e segura durante o período de trabalho.

Pensando no conforto, a sala de lactação fica em um espaço reservado e aconchegante, dentro do Espaço Convivência, no Hospital Luxemburgo. O local possui poltronas, frigobar para armazenar o leite na temperatura ideal, uma pia para que as mamães possam realizar a higienização dos objetos de lactação, e etiquetas de identificação para cada pote de leite retirado. Dessa forma, as embalagens de leite retiradas durante a jornada de trabalho são armazenadas de forma correta até o momento de levá-las para casa.

Bruna Xavier, nutricionista do Mário Penna, é uma das mamães que usa o espaço. “Assim como em todas as fases da maternidade, a amamentação também foi desafiadora, mas como nutricionista eu sabia dos benefícios que a amamentação levaria para ela. No meu retorno ao trabalho, não foi diferente. Eu tinha o desejo de manter a amamentação de forma exclusiva com o leite materno. E eu consegui manter com o auxílio do Espaço Maternidade Real onde eu frequentei três vezes ao dia, por um mês, para fazer a extração. A sala foi criada para que nós mãezinhas tivéssemos conforto durante esse processo. Hoje em dia eu continuo amamentando a Helena e diariamente eu faço a extração e coloco no saquinho para levar para ela tomar no período em que ela está longe de mim”. 

Ana Luisa Lara, assessora da Presidência, também usufruiu da sala. “Alimentar minha filha exclusivamente com leite materno até os 6 meses foi um privilégio e uma jornada desafiadora, mas extremamente gratificante. Mesmo com o retorno ao trabalho após a licença, a presença de um espaço confortável no Instituto Mário Penna para a retirada do leite foi crucial. Encontrei um ambiente que me proporcionou o acolhimento e a tranquilidade necessários para continuar nutrindo minha filha. Agradeço imensamente a todas as mulheres que idealizaram e utilizaram esse espaço antes de mim e me guiaram, compartilhando suas experiências e me encorajando a persistir. Se eu puder deixar um conselho, conversar com outras mães que tentaram e conseguiram manter o aleitamento é essencial para fortalecer nossa confiança e continuar, com menos culpa e mais leveza, nessa missão tão importante”.

A colaboradora que quiser usar a Sala de Lactação deve entrar em contato com o setor de Humanização, através do telefone 3299-9578, ou diretamente na sala da Psicologia, localizada no 1° andar do Hospital Luxemburgo.

12ago2024
Autor Sofia Gontijo Categorias Humanização, Instituto Mário Penna, Notícias Gerais, Tratamento Oncológico

Mário Penna celebra Dia dos Pais em manhã musical com entrega de brindes

Para comemorar o Dia dos Pais, o Mário Penna preparou momentos especiais para pacientes e colaboradores. Como forma de homenagear os 198 pais que fazem parte do quadro de colaboradores da instituição, na última sexta-feira, 9, o setor de RH distribuiu um brinde simbólico. Uma carteira de bolso foi entregue a cada um como forma de celebrar o Dia dos Pais, comemorado em 11 de agosto. 

Com o apoio do Minas Tênis Solidário, os pacientes e acompanhantes da Quimioterapia, Radioterapia e Unidade de Internação aproveitaram uma manhã musical com o sanfoneiro Adriano Brandão. 

Com um repertório animado e cheio de brasilidades, o músico trouxe leveza ao ambiente hospitalar e emocionou quem esteve presente. “Essa ação de hoje colocou muitos sorrisos no rosto dos pacientes e acompanhantes que estão aqui. Eu estou aqui com meu pai há vários dias e hoje, agradeço por ter a oportunidade de participar desse momento musical. A minha terapia é a música e hoje fui surpreendido com isso. Muito obrigado”, relata o acompanhante Ednei de Oliveira. 

Para Marília de Carvalho, voluntária do Minas Tênis Solidário, a ação trouxe alento ao coração de quem participou. “Foi com emoção e gratidão que eu participei dessa ação. Estar com os pacientes do Hospital Luxemburgo foi muito emocionante. Fiquei muito grata por fazê-los um pouquinho mais felizes durante o tempo em que estivemos lá. Levamos o carinho do Minas Tênis Solidário não só aos pais, mas aos acompanhantes, que são mães, filhos e esposas. Foi muito gratificante. Agradeço a oportunidade de fazer o bem a todos do Mário Penna”.  

12ago2024
Autor Marketing Categorias Ensino, Pesquisa e Inovação, Hospital Luxemburgo, Instituto Mário Penna, Notícias Gerais, Núcleo de Ensino e Pesquisa (NEP), Tratamento Oncológico

Prêmio Octavio Frias: Mário Penna é reconhecido nacionalmente por pesquisa inovadora sobre câncer

O Instituto Mário Penna foi amplamente reconhecido em todo o Brasil pelo seu trabalho de excelência em pesquisa. Nesta quinta-feira, dia 08/08, o Diretor Científico do Núcleo de Ensino, Pesquisa e Inovação e pesquisador da instituição, Dr. Paulo Guilherme Salles recebeu o XV Prêmio Octavio Frias de Oliveira, concedido pelo Instituto do Câncer do Estado de São Paulo – Icesp e pelo Grupo Folha. Esta premiação, realizada anualmente desde 2010 na cidade de São Paulo, tem como objetivo estimular a pesquisa científica no campo da prevenção e combate ao câncer.

O Instituto Mário Penna conquistou o primeiro lugar na categoria Pesquisa em Oncologia, com um estudo sobre interações entre o sistema imunológico e câncer do colo do útero, além das implicações no tratamento. A pesquisa vencedora foi conduzida por pesquisadores do Instituto Mário Penna, do Center for Research in Immuno-oncology (CRIO) – sediado no Hospital Albert Einstein, e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Paulo Guilherme Salles e Kátia Morais no Icesp (Imagem: Rogério Bordini)

A pesquisa premiada investigou o perfil imunológico de 73 mulheres diagnosticadas com câncer do colo do útero, antes de iniciarem o tratamento com quimioterapia e radioterapia. Das participantes, 34 apresentaram uma resposta positiva ao tratamento. Nessas pacientes, foi observado um maior número de células de defesa, conhecidas como linfócitos infiltrantes de tumores (TILs), além de um perfil imunológico no sangue diferente das 39 mulheres que não responderam ao tratamento. Esses resultados indicam que tanto a quantidade e a localização dos TILs no tumor quanto o perfil imunológico sanguíneo podem ser importantes biomarcadores para prever a eficácia do tratamento contra o câncer cervical.

“As contribuições do nosso estudo visam reduzir os custos financeiros e emocionais das pacientes que enfrentam a expectativa de um tratamento que pode não ser eficaz. Com isso, ganhamos tempo, proporcionamos mais conforto e diminuímos despesas. Cada centavo economizado pode fazer diferença.” reforça Dr. Paulo Guilherme ao CRIO – Einstein.

A identificação precoce das mulheres com maior probabilidade de responder positivamente à quimioterapia e radioterapia pode aumentar a eficácia do tratamento e evitar terapias desnecessárias, oferecendo uma nova esperança para quem enfrenta a doença.

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