O Mário Penna avança continuamente no protagonismo da pesquisa científica. Reconhecida pela tradição e referência no tratamento oncológico de Minas Gerais, a instituição, por meio do Núcleo de Ensino, Pesquisa e Inovação, agora também lidera a Rede Mineira de Pesquisa em Oncologia, em parceria com a Fundação Cristiano Varella, de Muriaé, que assume a vice-liderança do projeto.

A Rede integra 16 Institutos de Ciência e Tecnologia do estado e conta com a participação de 129 pesquisadores. O objetivo principal é consolidar um espaço de colaboração e integração entre pesquisadores, técnicos e alunos que trabalham na área. A proposta visa compartilhar experiências e complementar suas expertises na busca de avanços no diagnóstico e tratamento do câncer.
O projeto é mais uma ferramenta de cooperação técnica para acelerar a tradução de descobertas científicas em produtos. A Rede visa promover conectividade, oportunidades de negócios e crescimento econômico por meio do desenvolvimento de novas tecnologias e inovação em saúde.
Para a Dra. Letícia Braga, gerente da Pesquisa Translacional do Mário Penna, a Rede terá um papel fundamental no atendimento ao Sistema Único de Saúde. “Com as atividades da Rede será possível melhorar o acesso à informação e a recursos, compartilhar infraestrutura, experiências e dados para impulsionar a pesquisa e o desenvolvimento em oncologia no contexto do SUS. Isso, sem dúvidas, vai impactar o cenário da oncologia no estado, tanto na qualidade da pesquisa quanto na assistência “, afirma.

Este é um dos muitos projetos da equipe de Pesquisa Translacional do Mário Penna para o ano de 2024. Ao assumir a coordenação da Rede, a Dra. Letícia Braga assinou o termo de outorga com a FAPEMIG – Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais. Tão logo o recurso seja descentralizado os membros da Rede serão convocados para constituir o comitê gestor.
Para o Dr. Sérgio Gomes da Silva, coordenador do Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento da Fundação Cristiano Varella, as expectativas para a implementação da Rede são as melhores. “A nossa ideia é reunir vários laboratórios e grupos de pesquisa para estudar problemas comuns do câncer em Minas Gerais. Nós temos uma população com hábitos de vida específicos, que merecem um cuidado particular para os problemas relacionados à oncologia. A gente acredita que muitas descobertas e inovações surgirão desse grupo seleto de pesquisadores, o que vai possibilitar que o nosso estado se sobressaia nessa vanguarda de pesquisa oncológica “, ressalta.
A liderança do Mário Penna frente à Rede consagra o protagonismo da instituição no estado, tanto na assistência ao paciente oncológico quanto no desenvolvimento científico.







“Estudos recentes têm confirmado que um diagnóstico de câncer pode representar um ponto decisivo, de grande magnitude, que pode provocar sintomas psicológicos, como ansiedade, depressão, estresse pós-traumático e sofrimentos que impactam diretamente o tratamento. No caso dos cânceres de mama e ovário, a possibilidade desse diagnóstico impactar a 


Dra. Carolina ressalta que, apesar de ser uma das abordagens mais promissoras no enfrentamento ao câncer, ainda existem grandes limitações relacionadas a essa terapia. “Dentre as limitações estão as toxicidades associadas às células CAR-T com risco de vida, como síndrome de neurotoxicidade imunológica e citopenias prolongadas, por exemplo. Mas talvez o maior desafio seja a acessibilidade devido ao alto custo do procedimento, estimado atualmente em 2 milhões de reais” reforça Dra. Carolina