O Núcleo de Ensino, Pesquisa e Inovação do Mário Penna realizou o 14º Café com Ciência, a última edição de 2024. O evento, que já é tradicional na instituição, aconteceu na UNA – Campus Aimorés e visa promover debates sobre temas relevantes na área da saúde. Com o tema “Inovação tecnológica e equidade: caminhos e desafios para o acesso ao SUS”, o encontro promoveu discussões essenciais sobre como as inovações no campo da saúde podem e devem ser incorporadas ao Sistema Único de Saúde (SUS).
O evento contou com a presença de três renomadas palestrantes: Dra. Andrea Bredariol, gerente de Políticas Públicas da Astrazeneca para Oncologia, falou sobre a importância do rastreamento e diagnóstico precoce para os casos de câncer de mama e de ovário. Bianca Duque – Enfermeira geneticista e oncológica abordou as aplicações práticas da navegação de pacientes com câncer hereditário e, por último, a Dra. Maria Raquel de Carvalho – médica e professora do Departamento de Genética da UFMG trouxe o tema testagem genética em câncer de mama e ovário.
Após o ciclo de palestras, o público pode tirar dúvidas com as palestrantes. A discussão reforçou a necessidade de um esforço conjunto entre governos, instituições de saúde e a sociedade civil para que as inovações tecnológicas cheguem de forma mais eficiente aos pacientes da saúde pública.
Para Tadeu Perona, Diretor do Núcleo de Ensino, Pesquisa e Inovação, a última edição do Café com Ciência foi muito especial. “Nós somos a maior instituição de Minas em atendimento oncológico para pacientes da saúde pública. Falar sobre inovação focada para o atendimento ao SUS é a nossa principal bandeira. Tenho certeza que em 2025 teremos novas discussões sobre o avanço na oncologia” afirma o diretor.
O evento consolidou, mais uma vez, o Café com Ciência como um espaço de diálogo e troca de conhecimentos, fundamental para o avanço da saúde pública no Brasil.
No dia 17 de setembro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) promove o Dia Mundial da Segurança do Paciente, uma data dedicada a reforçar a importância da segurança no ambiente hospitalar. O Instituto Mário Penna, reconhecido por seu atendimento humanizado e de excelência, adere a essa campanha com o objetivo de engajar pacientes, familiares e colaboradores na promoção de práticas que garantam a segurança em todas as etapas do cuidado hospitalar.
Neste ano, a OMS traz o tema: “Melhorias no diagnóstico para a segurança do paciente”, no qual é necessário que o paciente, familiares e equipe multiprofissional trabalhem em conjunto para diminuir os riscos de um diagnóstico tardio ou incorreto, visando evitar o prolongamento da doença ou situações desnecessárias durante o tratamento.
Para cumprir essa proposta, o setor de Gestão da Qualidade e Segurança é responsável por fiscalizar e incentivar as práticas de segurança do paciente dentro do ambiente hospitalar. Para isso, o atendimento deve seguir seis protocolos essenciais: Identificação correta do paciente; Comunicação efetiva; Segurança na prescrição, no uso e na administração de medicamentos; Cirurgia segura; Higienização das mãos e Redução do risco de quedas e lesão por pressão.
Como forma de exemplificar a importância dos protocolos e do envolvimento dos pacientes no processo, o Mário Penna recebeu um caso inusitado no último mês. Na recepção da Quimioterapia, estavam aguardando dois pacientes homônimos, ou seja, que possuem o mesmo nome e sobrenomes. Os dois Josés Carlos Pereira, compartilhavam o mesmo diagnóstico, e estavam vestidos com a mesma roupa. O que os diferenciava eram os medicamentos prescritos para cada um e as outras informações pessoais descritas no prontuário.
Graças à atenção dos acompanhantes e à equipe de Enfermagem, que verificaram a pulseira de identificação, os medicamentos foram administrados corretamente. Letícia Sales, Supervisora de Enfermagem da Quimioterapia, explica: “O caso desses pacientes reforça a necessidade da validação tripla de checagem de informações do nome completo, nome da mãe e a data de nascimento, para que não ocorram falhas na administração de medicamentos ou na realização de procedimentos. Isso ressalta a grande importância dos protocolos de segurança do paciente, principalmente da comunicação efetiva e segurança na prescrição de medicamentos. Além disso, mostra também que o envolvimento de pacientes e acompanhantes faz a diferença”.
No dia 13 de setembro, é celebrado o Dia Mundial da Sepse, uma grave condição caracterizada pela disfunção dos sistemas e órgãos em resposta a uma infecção. Embora infecções geralmente provoquem inflamação, na sepse essa resposta é exagerada, levando a danos sistêmicos e colocando a vida em risco.
A partir de uma iniciativa do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) da instituição, o Mário Penna abraçou a campanha e trouxe o tema: Pense: pode ser Sepse? Tempo é vida!. Segundo Flávio Lima, Médico Infectologista do SCIH, o tempo é muito importante, porque o quadro de sepse, quando diagnosticado e tratado de forma precoce, tem uma mortalidade menor e um prognóstico melhor de tratamento.
“Neste dia 13, comemoramos as vidas que são salvas quando nós cumprimos todas as ações propostas no protocolo de sepse. O Instituto Mário Penna já tem seu protocolo implantado com diversas ações para a equipe médica, multidisciplinar e de Enfermagem para que a identificação do quadro seja feita de maneira ágil e que o acompanhamento após o diagnóstico seja efetivo. Este protocolo é composto por um conjunto de exames pré-estabelecidos que devem ser solicitados, além de uma série de ações assistenciais”, explica Flávio.
Os sintomas de sepse podem variar dependendo da infecção inicial, mas geralmente incluem taquicardia, aumento da frequência respiratória, febre, confusão mental e redução no volume de urina. Em exames laboratoriais, o paciente pode apresentar aumento dos glóbulos brancos, queda nas plaquetas e alteração nos níveis de lactato.
Para que a prevenção à sepse exista, é necessário que as ações de controle de infecção hospitalar sejam aplicadas. Dentre elas, a higienização das mãos, medidas de precaução por isolamento e uso correto dos equipamentos de proteção individual (EPI’S).
O Setembro Dourado é um mês de conscientização dedicado ao câncer infantil, com foco na importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado. O câncer em crianças e adolescentes apresenta características biológicas diferentes dos tumores em adultos, exigindo abordagens específicas e direcionadas. No Brasil, aproximadamente 8 mil novos casos de câncer infantil são diagnosticados anualmente, e os tipos mais comuns incluem leucemias, tumores do sistema nervoso central e o neuroblastoma. A campanha visa aumentar o conhecimento sobre a doença e destacar a relevância do apoio à pesquisa para melhorar as taxas de cura e reduzir o impacto do câncer infantil.
O Laboratório de Pesquisa Translacional do Instituto Mário Penna está iniciando um estudo focado na leucemia linfoblástica aguda (LLA), o tipo mais comum de câncer infantil. A LLA afeta os glóbulos brancos, células fundamentais para o sistema imunológico, e representa uma ameaça significativa à saúde infantil. A pesquisa tem como objetivo compreender melhor os mecanismos biológicos que controlam a progressão da doença, identificar novos marcadores prognósticos e desenvolver terapias mais eficazes e menos tóxicas. Esse estudo é essencial para melhorar as taxas de cura, que hoje alcançam 80% quando o diagnóstico é feito precocemente, mas ainda enfrentam desafios em casos mais graves e recidivantes.
Além das pesquisas sobre LLA, o Instituto Mário Penna também desenvolve estudos sobre Tumores do Sistema Nervoso Central (SNC), em parceria com o serviço de neurocirurgia do Hospital Luxemburgo. Tumores como o meduloblastoma, o tipo mais comum de tumor cerebral infantil, exigem abordagens cirúrgicas complexas e tratamento intensivo. A colaboração junto a neurocirurgia promove avanços no tratamento cirúrgico desses tumores, como também possibilita o desenvolvimento de novas técnicas de diagnóstico molecular, utilizando tecnologias avançadas de biologia molecular e patologia digital. Essa sinergia entre tratamento clínico e pesquisa científica é crucial para melhorar o prognóstico dos pacientes e buscar terapias mais precisas.
A relevância dessas pesquisas no contexto do câncer infantil é imensa. Estudos como os que estão sendo conduzidos no Instituto Mário Penna permitem que a medicina translacional, que conecta a bancada do laboratório ao tratamento no hospital, traga inovações terapêuticas e melhore as chances de cura. No caso dos tumores do SNC, que apresentam comportamento agressivo, a parceria com o serviço de neurocirurgia oferece uma oportunidade única para combinar a experiência clínica com avanços científicos. Isso contribui diretamente para a melhoria dos tratamentos disponíveis e o desenvolvimento de novos protocolos, beneficiando diretamente os pacientes pediátricos.
Ramon Alencar
O Setembro Dourado também ressalta a importância de manter o foco na pesquisa contínua, especialmente em doenças como a LLA e os tumores do SNC, que exigem um esforço conjunto para alcançar avanços significativos. Através de pesquisas inovadoras e colaborações com diferentes setores do hospital, é possível seguir contribuindo para o conhecimento científico e para o desenvolvimento de novos tratamentos que façam a diferença na vida de crianças com câncer.
O diagnóstico precoce e o acesso a tratamentos inovadores são essenciais para aumentar as chances de cura do câncer infantil. Campanhas como o Setembro Dourado reforçam a importância do engajamento da sociedade, dos profissionais de saúde e dos pesquisadores em prol de uma causa tão nobre.
Autor: Ramon de Alencar Pereira. PhD, Msc em patologia, especialista em análise e ciência de dados. Pesquisador do Laboratório de Pesquisa Translacional de Oncologia do Núcleo de Ensino, Pesquisa e Inovação .
Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA). Câncer infantojuvenil. Governo do Brasil, 04 jun. 2022. Disponível em: https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/tipos/infantojuvenil. Acesso em: 10 set. 2024.
Ministério da Saúde. Câncer infantil: conheça os sinais de alerta e os tratamentos ofertados pelo SUS. Governo do Brasil, 16 fev. 2023. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2023/fevereiro/cancer-infantil-conheca-os-sinais-de-alerta-e-os-tratamentos-ofertados-pelo-sus. Acesso em: 10 set. 2024
Com mais de 12 mil peças vendidas, o 7° Bazar do Bem foi finalizado com saldo positivo para a solidariedade. Realizado nos dias 5, 6 e 7 de setembro, o bazar dos Voluntários do Mário Penna (VOLMAPE) em parceria com a Comissão Feminina da Associação Mineira de Supermercados (AMIS) recebeu mais de 2 mil pessoas e tem como principal objetivo arrecadar recursos para manter o trabalho dos voluntários para os pacientes do Instituto Mário Penna.
Durante os três dias de evento, roupas, bolsas e calçados femininos, masculinos e infantis foram adquiridos por milhares de pessoas que contribuíram para a causa beneficente. Todo o valor arrecadado auxilia na oferta diária de, em média, 600 lanches para pacientes em quimioterapia no Instituto Mário Penna e seus acompanhantes. Além disso, os recursos também são destinados à compra de itens de necessidade básica e higiene para pacientes internados. O apoio é fundamental para a manutenção integral do Coral de Laringectomizados, composto por pessoas que passaram por remoção total ou parcial da laringe, incluindo a aquisição de próteses fonatórias e outros insumos que possibilitam a esses pacientes voltarem a se comunicar. Os fundos arrecadados também ajudam na compra de medicamentos e outros materiais essenciais.
“Após dois meses de arrecadação de itens, triagem e precificação, finalizamos o 7° Bazar do Bem com muito sucesso. Contamos com o envolvimento de 93 voluntários, além de toda a diretoria da VOLMAPE e da Comissão Feminina da AMIS e atingimos nossos objetivos principais: angariar recursos para ajudar os pacientes oncológicos e atrair mais voluntários para o nosso grupo”, ressalta Cléssia Pereira, presidente da VOLMAPE”
Um dia antes do início do bazar, o local sede do evento recebeu uma bênção de inauguração que contou com a presença de Marco Antônio Viana Leite, Diretor-Presidente do Mário Penna, e Alexandre Poni, Presidente da AMIS.
Luciana Poni, presidente da Comissão Feminina da AMIS, ressaltou a importância da parceria e agradeceu a todos que participaram. “Nossa comissão sempre se preocupa em realizar ações junto às instituições filantrópicas e dessa vez, escolhemos a VOLMAPE. Nos unimos aos voluntários no combate ao câncer e agradeço a toda a sociedade que também se juntou a essa causa”.
Todas as peças que restaram dos três dias de bazar serão disponibilizadas no bazar fixo da VOLMAPE, ao lado do Hospital Luxemburgo, na Rua Joaquim Cândido Filho, n° 181.