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Notícias de: Não categorizado

28jul2026
Autor Marketing Categorias Instituto Mário Penna, Não categorizado, Notícias Gerais Deixe um comentário

Medicina de Precisão no SUS: o futuro do combate ao câncer está cada vez mais próximo de nós

Imagine um cenário em que o tratamento do câncer é desenhado sob medida para você, com base no seu próprio DNA. Essa é a essência da Medicina de Precisão e seu objetivo é claro: oferecer a terapia certa para o paciente certo, no momento exato. Isso não apenas salva vidas, mas também otimiza o rastreio, acelera o acesso ao tratamento e reduz custos desnecessários com terapias ineficazes. A abordagem está deixando de ser uma promessa ou uma exclusividade da saúde privada para se tornar realidade no Sistema Único de Saúde (SUS), principalmente para as mulheres com câncer de mama.

Hoje, o câncer de mama é um dos maiores desafios da saúde pública e uma parcela significativa desses casos tem origem hereditária, ou seja, passa de geração em geração por meio de alterações genéticas. É motivo de muito orgulho apresentar os passos gigantescos que a medicina e o Mário Penna está dando para transformar a história de milhares de famílias.

Um Marco Nacional: A Incorporação do Teste BRCA no SUS pela CONITEC

Recentemente, o Brasil viveu um divisor de águas histórico na oncologia pública. Após recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (CONITEC), órgão que aprova a entrada de novas tecnologias no SUS, o Ministério da Saúde oficializou a incorporação do teste genético para detecção de mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 no SUS para pacientes com câncer de mama. 

Essa conquista tira o mapeamento genético da exclusividade dos grandes centros privados e permite que o sistema público desenhe estratégias de tratamento e prevenção cada vez mais personalizadas para a nossa população.

O Avanço das Políticas Públicas em Minas Gerais

A saúde pública mineira vem dando passos gigantescos com a publicação da Resolução SES nº 10.609 (de 23 de outubro de 2025). O Estado definiu as diretrizes para garantir o acesso a esses testes genéticos a pessoas com alto risco de desenvolver câncer de mama e de ovário hereditários no âmbito do SUS/MG.

Para estruturar essa rede de cuidado, o Estado avançou ainda mais com a Resolução SES/MG nº 11.196 (20 de maio de 2026), que organizou a política e o credenciamento dos chamados Centros de Referência em Avaliação e Aconselhamento Genético (CRAAG). Essa medida define com clareza quem faz o quê, garantindo que o paciente seja acolhido, testado e orientado de forma segura e humanizada.

O Instituto Mário Penna na Linha de Frente: O Projeto PPSUS

É exatamente neste cenário de inovação, apoiando a decisão da CONITEC e buscando implementar as resoluções do Estado, que o Instituto Mário Penna consolida seu pioneirismo também na pesquisa. O Núcleo de Ensino, Pesquisa e Inovação da Rede teve a honra de aprovar um projeto, junto ao Ministério da Saúde e à Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais – Fapemig, no Programa de Pesquisa para o SUS, coordenado por Dra. Letícia da Conceição Braga e Prof Dr. Agnaldo Lopes da Silva Filho, médico ginecologista, professor da Faculdade de Medicina da UFMG, subcoordenador da proposta, e composto também de uma brilhante equipe multidisciplinar.

O projeto tem como missão desenvolver um preditor in silico baseado em Inteligência Artificial, ou seja, um software capaz de classificar variantes genéticas com rapidez, reduzindo as incertezas no diagnóstico e oferecendo à equipe médica um suporte tecnológico robusto para decisões mais precisas. Para a realização desta pesquisa, pacientes com câncer de mama de alto risco recrutadas para o estudo receberão aconselhamento genético e testagem molecular.

O que isso significa para o paciente?

Significa a efetiva implementação da medicina personalizada no SUS. Com esse modelo assistencial integrado, seremos capazes de:

  • Melhorar o diagnóstico precoce identificando familiares em risco antes mesmo que a doença se manifeste.
  • Reduzir a mortalidade garantindo que pacientes de alto risco recebam monitoramento intensivo e tratamentos direcionados.
  • Otimizar recursos (custos) evitando tratamentos genéricos que não funcionariam para aquele perfil genético e focando os recursos públicos no que realmente traz cura e qualidade de vida.

A ciência desenvolvida em nossos laboratórios está chegando à beira do leito, mostrando que o SUS tem, sim, capacidade de oferecer inovação tecnológica de ponta

Texto de: Dra. Letícia da Conceição Braga – Gerente de Pesquisa Translacional do Instituto Mário Penna e Coordenadora da Rede Mineira de Pesquisa Translacional em Oncologia

15jul2026
Autor Marketing Categorias Não categorizado 2 comentários em A Biometria do Câncer: como o Instituto Mário Penna rastreia células tumorais circulantes

A Biometria do Câncer: como o Instituto Mário Penna rastreia células tumorais circulantes

No combate ao câncer, a ciência médica atua como uma equipe de investigação de alta precisão. No Núcleo de Ensino, Pesquisa e Inovação do Instituto Mário Penna, pesquisadores dedicam-se diariamente a rastrear pistas invisíveis a olho nu, mas fundamentais para entender a evolução da doença. O grande aliado nessa missão é o setor de Citometria de Fluxo, que permite analisar o comportamento de estruturas microscópicas conhecidas como Células Tumorais Circulantes (CTCs).

O Fascinante Desfile em Fila Indiana

Mas como funciona, na prática, essa tecnologia? O citômetro de fluxo opera de uma maneira surpreendente e fascinante. Ao introduzirmos uma amostra líquida no equipamento, as células são conduzidas por um fluxo contínuo que as organiza perfeitamente em uma fila indiana — passando rigorosamente uma atrás da outra.

Esse “desfile” microscópico e ordenado direciona cada célula até uma câmara central. Ali, múltiplos lasers incidem sua luz diretamente sobre cada indivíduo da fila. A forma como a luz se espalha e reflete revela informações cruciais sobre o tamanho, a complexidade e a estrutura interna de cada unidade analisada.

Assim como a impressão digital identifica de forma única cada cidadão em um sistema de segurança, a marcação de receptores funciona como uma biometria de alta precisão para as células que navegam pela nossa corrente sanguínea.

A “Impressão Digital” dos Tumores

Para ir além da estrutura física e obter uma identificação exata, a equipe de cientistas do NEPI realiza um mapeamento molecular. Os pesquisadores utilizam marcadores específicos para sinalizar os receptores presentes na superfície dessas células.

Essa abordagem funciona exatamente como uma biometria por impressão digital. Com essa leitura digital e molecular detalhada, conseguimos descobrir com precisão absoluta quais tipos de células estão circulando pelo corpo do paciente e, o mais importante: identificar se alguma delas se desprendeu de um tumor e ganhou a corrente sanguínea.

O Futuro do Cuidado Personalizado

O monitoramento contínuo do movimento dessas células pelo organismo poderá abrir portas para uma nova era na oncologia. Para o futuro, o Instituto Mário Penna projeta converter esses dados científicos em inovações reais à beira do leito, impactando diretamente o diagnóstico precoce, a avaliação do prognóstico e a escolha de terapias.

O objetivo final da pesquisa é desenhar estratégias de medicina personalizada de extrema precisão, direcionando os tratamentos com base no comportamento exato das células de cada paciente, combatendo sua migração pelo corpo com o intuito claro e definitivo de eliminá-las totalmente.

Dr. Vitor Hugo Simões Miranda – Especialista em Citometria de Fluxo e Pesquisador do Núcleo de Ensino, Pesquisa e Inovação do Instituto Mário Penna e da FioCruz – Minas

30jun2026
Autor Gabriele Brito Categorias Ensino, Pesquisa e Inovação, Instituto Mário Penna, Não categorizado, Notícias Gerais, Núcleo de Ensino e Pesquisa (NEP) Deixe um comentário

Café com Ciência debate avanços da biologia molecular e desafios da assistência a pacientes com leucemia no SUS

No dia 18 de junho, o Núcleo de Ensino, Pesquisa e Inovação da Rede Mário Penna promoveu a 18ª edição do Café com Ciência, reunindo especialistas, pesquisadores, profissionais da saúde e representantes da indústria para discutir os avanços da biologia molecular e sua aplicação na prática clínica voltada aos pacientes com leucemia. O encontro foi realizado no auditório da PUC Minas Lourdes e teve como tema central: “Da Biologia Molecular à Prática Clínica: Superando Barreiras no SUS em prol da qualidade da assistência aos pacientes com leucemia”.

A abertura do evento contou com a participação do Dr. Virgílio Baião Carneiro, diretor do Núcleo de Ensino, Pesquisa e Inovação da Rede Mário Penna, e de Soraya Grossmann, diretora do Instituto de Ciências Biológicas e da Saúde da PUC Minas. Na sequência, especialistas compartilharam diferentes perspectivas sobre o diagnóstico e o tratamento das leucemias.

O biomédico e professor do Departamento de Biomedicina da PUC Minas, Aislander Junio da Silva, abordou os fundamentos biológicos da doença e destacou a importância da conscientização sobre o tema: “É um grande prazer poder falar um pouco sobre biologia das leucemias, que entra nesse contexto do mês relacionado ao Junho Laranja, que é o mês de conscientização sobre leucemias e anemias.”

Na sequência, Bruno Zagonel Piovezan, Subject Matter Expert da Sophia Genetics, apresentou os impactos da genômica na hemato-oncologia. O professor Adriano de Paula Sabino trouxe avanços relacionados à leucemia linfocítica crônica e às contribuições da pesquisa translacional para o desenvolvimento de novas abordagens terapêuticas.

Encerrando o ciclo de palestras, o hematologista do Hospital Luxemburgo, Dr. Frederico Lisboa Nogueira, destacou o impacto da biologia molecular no diagnóstico e manejo da leucemia mieloide aguda.

Além das apresentações, o público participou de uma discussão mediada por Carolina Pereira de Souza Melo, pesquisadora do Laboratório de Pesquisa Translacional em Oncologia do Instituto Mário Penna. O momento promoveu a troca de experiências entre especialistas e participantes, ampliando o debate sobre os desafios para a incorporação de novas tecnologias e ferramentas genômicas ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Ao final do encontro, a Instituição reforçou seu compromisso com a educação continuada, a pesquisa científica e a inovação, destacando o Café com Ciência como um espaço de construção coletiva do conhecimento e fortalecimento da conexão entre ciência e assistência, sempre com foco na qualificação do cuidado oferecido aos pacientes.

7maio2026
Autor Sofia Gontijo Categorias Instituto Mário Penna, Não categorizado, Notícias Gerais, Tratamento Oncológico

Reposicionamento de Fármacos: um atalho promissor no combate ao câncer

O desenvolvimento de um novo medicamento a partir do zero é um processo complexo que pode levar décadas e ter um custo altíssimo. Diante dessa realidade e da urgência pela vida, a ciência tem buscado alternativas mais ágeis para levar tratamentos eficientes aos pacientes. É neste cenário que ganha força uma das estratégias mais inteligentes da atualidade: o reposicionamento de fármacos.

O reposicionamento consiste em descobrir uma “nova utilidade” para remédios que já foram aprovados e que já são comercializados para o tratamento de outras doenças. Como essas medicações já passaram por todos os rigorosos testes de segurança e toxicidade em humanos, o tempo necessário para que cheguem aos pacientes oncológicos é drasticamente reduzido.

Ao redor do mundo, essa abordagem já rendeu vitórias significativas. O exemplo mais clássico de sucesso é o da Talidomida. Originalmente desenvolvida na década de 1950 para tratar enjoos em gestantes, a medicação foi reposicionada anos mais tarde e hoje é um dos pilares mais eficientes no tratamento do mieloma múltiplo (um tipo de câncer que afeta a medula óssea). Além dela, drogas extremamente comuns e baratas, como a Metformina (tradicionalmente utilizada no controle do diabetes) e até mesmo a Aspirina, vêm sendo alvo de grandes consórcios mundiais de pesquisa devido ao seu surpreendente potencial de inibir a progressão de diferentes tipos de tumores.

Acompanhando essa tendência mundial, o Núcleo de Ensino, Pesquisa e Inovação do Mário Penna tem dedicado esforços para contribuir com estudos nesta linha. Atualmente, os pesquisadores do núcleo estão conduzindo uma iniciativa altamente promissora focada no reposicionamento de fármacos para o combate ao câncer de colo do útero.

Em um estudo recente desenvolvido pelo Laboratório de Pesquisa Translacional em Oncologia do Mário Penna, em colaboração com a Universidade Federal de Uberlândia, a equipe investigou a fundo os mecanismos moleculares que tornam o câncer do colo do útero resistente à quimiorradioterapia padrão. Os pesquisadores identificaram uma interação entre duas proteínas que atuam como um bloqueador, neutralizando uma via de defesa importante do organismo que naturalmente induziria a morte das células tumorais.

O objetivo do laboratório é identificar, por meio de métodos computacionais avançados, quais medicamentos já disponíveis nas prateleiras podem ser eficazes contra esse tipo específico de tumor. Isso permite encurtar a ponte entre a pesquisa e a assistência, criando alternativas terapêuticas mais eficientes, acessíveis e rápidas para as mulheres que enfrentam a doença.

Para saber mais sobre esses e outros assuntos da pesquisa realizada no Instituto Mário Penna, acompanhe o site e as redes sociais da instituição. 

Texto escrito pelo pesquisador Biólogo, Mestre e Doutor em Ciências da Saúde pela Fiocruz – Instituto René Rachou, Fábio Ribeiro Queiroz.

4maio2026
Autor Davi Oliveira Categorias General News, Hospital Luxemburgo, Instituto Mário Penna, Não categorizado, Notícias Gerais

Doação de órgãos e tecidos é tema de ações de capacitação no Mário Penna

O Instituto Mário Penna promoveu, nos dias 23 e 24 de março, uma programação dedicada ao fortalecimento das práticas de doação de órgãos e tecidos para transplantes. A iniciativa teve como foco a qualificação das equipes e o alinhamento dos processos institucionais, contribuindo para uma atuação cada vez mais integrada, segura e humanizada.

No dia 23, foi realizado o Workshop PRODOT: Implementação e Práticas Institucionais, destinado às Comissões Intra-Hospitalares de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT). A atividade teve como objetivo contribuir para a atualização de fluxos, troca de experiências e fortalecimento das práticas institucionais relacionadas ao tema.

No dia 24, a Comissão de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes do Hospital Luxemburgo recebeu a visita de um representante do Banco de Tecidos Oculares. O encontro teve como objetivo promover a conscientização e fortalecer a cultura da doação de córneas na instituição.

No Mário Penna, a maioria das doações realizadas são de córneas. “A córnea é essa membrana que fica na frente dos olhos e que por múltiplos motivos pode sofrer uma lesão. Para substituí-la, precisamos de outra córnea. Nesse caso, a retirada pode ser feita em doadores sem batimento cardíaco há seis horas. É um tipo de transplante que impacta diretamente na qualidade de vida de quem recebe, pois envolve um dos nossos cinco sentidos”, explica Dr. Frederico Bruzzi, Médico Intensivista.

A pauta contemplou o alinhamento de processos e o esclarecimento de dúvidas relacionadas ao fluxo de doação, à avaliação clínica e aos critérios de elegibilidade do doador. O momento contou com a participação do Diretor Técnico Assistencial, da Gerência de Governança Clínica, médicos, enfermeiros, membros da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) e da equipe de Psicologia. 

As ações integram o trabalho desenvolvido pela Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT) do Mário Penna, que atua na organização, acompanhamento e qualificação dos processos relacionados à doação. O incentivo à doação de córneas representa uma ação solidária capaz de transformar vidas, possibilitando novas perspectivas a pacientes que aguardam por um transplante.

Segundo Jacqueline Almeida Monteiro, coordenadora de Enfermagem do CTI do Hospital Luxemburgo, a capacitação contínua das equipes é essencial para garantir segurança e efetividade no processo. “O alinhamento entre as áreas envolvidas contribui para que o fluxo de doação seja conduzido com responsabilidade, agilidade e respeito. Momentos como esse fortalecem a atuação da comissão e ampliam a conscientização sobre a importância da doação de órgãos e tecidos.”

A realização desses encontros é fundamental para preparar as equipes envolvidas no processo de doação, garantindo que todos conheçam os fluxos, critérios e etapas necessárias para uma condução segura e humanizada. Além de fortalecer a atuação da CIHDOTT no Hospital Luxemburgo, a iniciativa contribui para ampliar a conscientização sobre a doação de órgãos e tecidos, especialmente de córneas, um gesto que pode transformar a vida de pacientes que aguardam por um transplante.

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