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Notícias de: Núcleo de Ensino e Pesquisa (NEP)

15fev2024
Autor Marketing Categorias Notícias Gerais, Núcleo de Ensino e Pesquisa (NEP), Teaching and Research Center (NEP)

A oncologia na era da Ciência de Dados

A convergência entre ciência de dados e oncologia representa um marco significativo no campo da pesquisa médica e tem promovido avanços importantes no diagnóstico e tratamento do câncer.  

O Núcleo de Ensino, Pesquisa e Inovação do Mário Penna, por meio do Laboratório de Pesquisa Translacional, está na vanguarda da integração entre ciência de dados e oncologia, utilizando tecnologia avançada para impulsionar o diagnóstico e tratamento do câncer. Essa abordagem inovadora redefine os padrões na área médica e explora algoritmos de aprendizado de máquina para identificar padrões biológicos complexos, a partir de vastos conjuntos de dados de pacientes. Essa compreensão refinada da biologia do câncer é crucial para o desenvolvimento de terapias cada vez mais precisas e eficazes. 

Por meio de modelos preditivos, a ciência de dados personaliza o tratamento oncológico, antecipa a resposta dos pacientes à terapia e oferece uma visão clara sobre os desfechos clínicos em diferentes tipos de câncer. Com o apoio do Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (PRONON) e colaborações com instituições de renome, como universidades e centros de pesquisa, o Mário Penna vem desenvolvendo estudos para câncer de mama, ovário, colo de útero, tumores do sistema nervoso central, entre outros tipos.  

Em última análise, essa aliança entre tecnologia e oncologia não só impulsiona o avanço científico, mas também nutre a esperança e oferece oportunidades tangíveis no enfrentamento do câncer. O compromisso do Instituto Mário Penna em continuar a explorar as fronteiras da ciência e da inovação sinaliza um futuro promissor, em que a tecnologia se torna uma aliada poderosa na busca por uma cura definitiva. 

Autor: Ramon de Alencar Pereira. PhD em Patologia, MBA em Data Science & Analytics. Pesquisador de Patologia Experimental do Laboratório de Pesquisa Translacional do Instituto Mário Penna.  

1fev2024
Autor Marketing Categorias Notícias Gerais, Núcleo de Ensino e Pesquisa (NEP)

Núcleo de Ensino, Pesquisa e Inovação do Mário Penna inicia estudo inédito em Minas Gerais para pacientes com câncer de cabeça e pescoço

O Núcleo de Ensino, Pesquisa e Inovação do Instituto Mário Penna traz novidades para o tratamento do câncer de cabeça e pescoço. Para o ano de 2024, a unidade iniciou um estudo clínico aberto para inclusão de participantes, que prevê a aplicação do medicamento por meio de uma técnica inovadora.  

No protocolo de tratamento desta pesquisa, dois dos critérios adotados para garantir a segurança dos pacientes são o diagnóstico de Carcinoma de Células Escamosas e a ausência de metástases. A oncologista responsável por este estudo no Mário Penna é a Dra. Kenia Martins, que trabalhará ao lado do médico cirurgião da cabeça e pescoço Dr. Rafael Malheiros.  

O câncer de cabeça e pescoço pode se desenvolver em várias regiões, como lábios, cavidade oral, faringe ou laringe. Na maior parte das vezes, seu aparecimento está associado ao uso de tabaco, álcool e a contaminação por papilomavírus humano (HPV). Em 2023, o ambulatório do Hospital Luxemburgo, único centro de pesquisa de Minas Gerais a conduzir o estudo, recebeu mais de 360 novos casos.   

Como o estudo irá funcionar? 

Primeiramente, o paciente será convidado a participar do estudo pela equipe médica. Após esclarecer as etapas do processo e com a assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), os profissionais responsáveis realizarão a fase de triagem a partir de uma bateria de exames. Se o paciente estiver apto a entrar no estudo, o próximo passo é a randomização. 

O que é a randomização? 

A randomização é um sorteio para definir qual tratamento o paciente fará durante o estudo. Ela é essencial para garantir a veracidade dos dados obtidos e, consequentemente, auxiliar na apresentação dos resultados e comparações entre os diversos estudos clínicos. Para isso, os participantes serão divididos em 2 grupos, onde o Grupo A vai receber o novo tratamento e o Grupo B irá receber o tratamento que já existe. Ao final do estudo e do período de comparação, será possível identificar o tratamento que apresentou maiores benefícios para os pacientes. 

 

O medicamento será administrado por meio de uma injeção, dentro do tumor e será ativado através da radioterapia. O objetivo é destruir as células cancerígenas de dentro para fora. Esta técnica de administração é inédita no hospital e, se for aprovada, poderá ser usada como tratamento padrão no futuro. 

A expectativa do Núcleo de Ensino, Pesquisa e Inovação do Instituto Mário Penna é de que 12 participantes sejam incluídos no estudo até o final de 2024. Com isso, a unidade pretende se consolidar na validação de mais uma modalidade de tratamento oncológico no cenário de saúde brasileiro. Alemanha, China, Estados Unidos, França, Israel, Japão, Portugal e em mais 12 países são outros que também sediam estudos semelhantes.  

Conhece algum paciente ou profissional da saúde que tenha interesse no estudo? 

A equipe da Pesquisa Clínica do Instituto Mário Penna está disponível para passar todas as informações e esclarecer dúvidas.  

Email: pesquisaclinica@mariopenna.org.br 

Telefone: (31)3299-9543 

Conheça mais sobre o estudo em:  https://clinicaltrials.gov/study/NCT04892173 

17jan2024
Autor Marketing Categorias Ensino, Pesquisa e Inovação, Instituto Mário Penna, Notícias Gerais, Novo Hospital Luxemburgo, Núcleo de Ensino e Pesquisa (NEP), Tratamento Oncológico

miRNAs: atores importantes no enfrentamento ao câncer

Os miRNAs – microRNAs – são pequenas estruturas presentes no nosso material genético que possuem a capacidade de regular o funcionamento de reações importantes no corpo. Eles podem controlar a intensidade de produção de uma proteína, em geral, diminuindo algumas e favorecendo o aumento de outras. O resultado disso, em condições normais, é a manutenção apropriada das funções corporais, favorecendo a saúde. Contudo, em condição de enfermidade, os miRNAs são produzidos de maneira desbalanceada e suas funções podem favorecer a progressão da doença.

Felizmente, o conhecimento sobre os papéis dos miRNAs são bem consistentes e novos benefícios vêm sendo descobertos a cada dia. No enfrentamento ao câncer, conhecer os mecanismos de ação destes importantes reguladores é fundamental para compreender a maneira como a doença progride e, consequentemente, como ela pode ser controlada.

Os cientistas buscam assinaturas genéticas relacionadas aos miRNAs que possam ser utilizadas como biomarcadores importantes para medicina personalizada. Estes padrões podem auxiliar o médico sobre a tendência de a doença progredir, de responder a uma determinada abordagem terapêutica e, consequentemente, favorecer o sucesso do tratamento. Com isso, os diversos papéis dos miRNAs são estudados em inúmeros tipos de tumores, tanto com finalidade diagnóstica quanto terapêutica.

Os pesquisadores do Núcleo de Ensino, Pesquisa e Inovação do Instituto Mário Penna vêm desenvolvendo pesquisas utilizando os miRNAs, a fim de compreender o perfil de resposta terapêutica das pacientes com câncer de mama e câncer de ovário. Dr. Fábio Queiroz, Pesquisador da unidade, conta que os resultados obtidos são animadores e mostram que há fortes evidências de que os miRNAs identificados poderão ser utilizados para o desenvolvimento de novos métodos prognósticos para o cuidado das pacientes.

Buscar ganhos significativos de sobrevida, com qualidade e dignidade, é uma ambição dos Pesquisadores do Mário Penna. Neste cenário, fornecer alternativas personalizadas que diminuam o tempo entre o diagnóstico do câncer e o acesso à terapia adequada, continua sendo um grande desafio, mas com animadores avanços.

“Estudos recentes têm confirmado que um diagnóstico de câncer pode representar um ponto decisivo, de grande magnitude, que pode provocar sintomas psicológicos, como ansiedade, depressão, estresse pós-traumático e sofrimentos que impactam diretamente o tratamento. No caso dos cânceres de mama e ovário, a possibilidade desse diagnóstico impactar a percepção da feminilidade, da vaidade com o corpo, da sexualidade, são desafios inquestionáveis” destaca.

Dr. Fábio pontua ainda que, muitos dos trabalhos disponíveis na literatura, mostram que o diagnóstico tardio do câncer é umas das principais causas de insucesso no tratamento oncológico. “É imprescindível desenvolver métodos que sejam mais específicos e confiáveis para auxiliar os médicos nas tomadas de decisão. Os miRNAs, que podem ser detectados em uma simples amostra de sangue, se mostram uma valiosa ferramenta para diagnóstico e monitoramento da doença” enfatiza. O objetivo da equipe de Pesquisa Translacional da instituição é alcançar abordagens terapêuticas mais precisas, personalizadas e que forneçam melhor qualidade de vida para os pacientes.

Fonte: Fábio Queiroz | Pesquisador do Mário Penna, Biólogo e Doutor em Ciências da Saúde pela Fiocruz – Minas, Fábio Ribeiro Queiroz.

3jan2024
Autor Marketing Categorias Ensino, Pesquisa e Inovação, Instituto Mário Penna, Notícias Gerais, Núcleo de Ensino e Pesquisa (NEP)

Núcleo de Ensino, Pesquisa e Inovação do Mário Penna realiza 2º Seminário da Iniciação Científica

 O mês de dezembro para o Núcleo de Ensino, Pesquisa e Inovação do Mário Penna foi dedicado a relembrar os trabalhos desenvolvidos ao longo do ano e traçar novas metas para o ano seguinte. Foi seguindo essa premissa que a Unidade realizou, no último dia 20, o 2º Seminário da Iniciação Científica. O evento aconteceu no Auditório do Hospital Luxemburgo, onde os acadêmicos da instituição puderam expor seus trabalhos e dialogar com pesquisadores, médicos e demais colegas.  

O Seminário aconteceu em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG) e, além de promover uma troca de experiências entre orientadores e acadêmicos, teve como objetivo divulgar às pessoas os projetos e aplicações em que os alunos estiveram envolvidos. Durante o Seminário, três alunas que tiveram os melhores trabalhos apresentados foram premiadas como primeiro, segundo e terceiro lugar e os demais receberam um certificado de participação.  

O evento contou com cerca de 50 pessoas, e além de colaboradores do hospital, como a equipe de Ensino, Pesquisa Translacional e Pesquisa Clínica da instituição, também estiveram presentes importantes personalidades da ciência. A Dra. Maria Raquel de Carvalho, do departamento de Genética, Ecologia e Evolução do Instituto de Ciências Biológicas da UFMG e Marcelo Souza, representante da indústria Qiagen, prestigiaram as apresentações.  

Para Letícia Braga, gerente da Pesquisa Translacional do Mário Penna, o Seminário da Iniciação Científica foi uma possibilidade de conexão para os acadêmicos da instituição. “É importante porque é uma oportunidade de crescimento para os alunos e para nós, do Instituto Mário Penna, é uma oportunidade de formar futuros pesquisadores em oncologia no nosso estado. Estamos plantando a sementinha para o crescimento da pesquisa em oncologia em Minas Gerais e posicionando o Mário Penna como um protagonista nisso.” afirmou.  

Durante o encontro, os participantes reafirmaram o compromisso da instituição com a pesquisa científica, visando que em 2024 os projetos sejam ampliados e as conquistas tornem-se ainda maiores do que as do último ano.  

 

22dez2023
Autor Sofia Gontijo Categorias Ensino, Pesquisa e Inovação, Instituto Mário Penna, Notícias Gerais, Núcleo de Ensino e Pesquisa (NEP)

Terapia com células CAR-T: uma nova esperança para a cura do câncer

A sigla CAR vem da expressão em inglês chimeric antigen receptor, ou “receptor de antígeno quimérico”. Esse receptor é a parte do linfócito T, um dos responsáveis pela defesa do nosso organismo, que reconhece uma célula doente ou infectada que deve ser destruída.

A Dra. Carolina Melo, pesquisadora do Laboratório de Pesquisa Translacional do Mário Penna, explica que o processo envolve retirar células T do sangue do paciente e modificar geneticamente essas células, para assim expressar um receptor que reconheça o câncer. “É necessário, ainda, cultivar essas células em laboratório e depois injetá-las no paciente, como se fosse uma transfusão de sangue, para se ligarem às células cancerígenas e eliminá-las.” reforçou a pesquisadora.

Essa terapia ganhou os noticiários do Brasil em janeiro de 2023, quando foi anunciada a realização desse procedimento pela primeira vez no país. O procedimento aconteceu em um paciente portador de linfoma não Hodgkin, que já tinha passado por três diferentes tratamentos sem resultado. Apesar de ter sido aprovada em 2022 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), até então a terapia com células CAR-T estava disponível apenas para pesquisa.

Dra. Carolina ressalta que, apesar de ser uma das abordagens mais promissoras no enfrentamento ao câncer, ainda existem grandes limitações relacionadas a essa terapia. “Dentre as limitações estão as toxicidades associadas às células CAR-T com risco de vida, como síndrome de neurotoxicidade imunológica e citopenias prolongadas, por exemplo. Mas talvez o maior desafio seja a acessibilidade devido ao alto custo do procedimento, estimado atualmente em 2 milhões de reais” reforça Dra. Carolina

No Brasil, o Centro de Terapia Celular da Fundação Hemocentro de Ribeirão Preto (FUNDHERP) é a primeira instituição a desenvolver tecnologia 100% brasileira para a produção de células CAR-T. Em setembro, a Anvisa autorizou a FUNDHERP, em parceria com o Instituto Butantan, a realizar um ensaio clínico no Brasil com o objetivo de se avaliar a eficácia no tratamento de pacientes com leucemia linfóide aguda B e linfoma não Hodgkin B, recidivados e refratários, ou seja, nos quais a doença tenha retornado ou que não responda mais ao tratamento. Serão tratados e monitorados 81 pacientes com o produto. A previsão é que o estudo seja encerrado em dezembro de 2024 e, se os resultados forem bons, que o produto seja registrado rapidamente para que as pessoas tenham acesso a uma opção de tratamento segura, eficaz e de alta qualidade no SUS.

A pesquisadora lembra que o caminho ainda é longo para que possamos ter uma cura acessível para a maioria dos pacientes oncológicos. “Estudos com tumores sólidos ainda estão em desenvolvimento, e atualmente essa terapia está restrita a alguns tipos de linfomas e leucemias. Mas, a potencialidade das células CAR-T é inegável e saber que já possuímos uma produção nacional nos traz um sopro de esperança de ter essa tecnologia disponível no SUS em um curto espaço de tempo.” finaliza.

O Núcleo de Ensino, Pesquisa e Inovação do Mário Penna pretende expandir os estudos no que tange à terapia com células CAR-T. A proposta é que sejam ampliadas e desenvolvidas pesquisas na área após a implementação da Sala de Cultivo na unidade.

Dra. Carolina Melo | Pesquisadora do Mário Penna e PhD em Genética Humana

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