O Instituto Mário Penna, através do Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (PRONON), deu início no final de 2020 ao Serviço de Cuidados Paliativos (SCP), que visa impulsionar a organização e o desenvolvimento dos Cuidados Paliativos na instituição e no Brasil.
O Serviço de Cuidados Paliativos do IMP funciona de forma multidisciplinar, contando com a atuação de médicos, enfermeiros, assistente social, psicólogo e fisioterapeuta. Especialistas de diversas áreas trabalham em conjunto para garantir que pacientes com doenças graves e ameaçadoras da vida sejam tratados de forma integral nas diversas dimensões de sofrimento (físico, psíquico, social e espiritual), visando sempre a qualidade de vida e respeitando os valores das pessoas atendidas.
“Entendemos que além dos pacientes, familiares, amigos e cuidadores também sofrem diante do contexto de adoecimento e devem ser acolhidos e respeitados. Eles possuem um lugar especial no Serviço de Cuidados Paliativos”; ressalta Graziella Eugênio Tocafundo, Enfermeira Coordenadora do Serviço de Cuidados Paliativos do IMP.
Os atendimentos acontecem no Hospital Luxemburgo, na unidade de internação, quando solicitados pelas equipes assistentes, e nos consultórios do Núcleo de Especialidades Oncológicas (NEP).
Graziella explica ainda que o Ministério da Saúde normatiza a oferta de Cuidados Paliativos como parte dos cuidados continuados integrados no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), sendo um direito a todo cidadão afetado por uma doença que ameace a vida, seja aguda ou crônica.





Uma das propostas desenvolvidas no Laboratório de Pesquisa Translacional em Oncologia do NEP é realizada pela doutoranda Thayse Batista, em colaboração com a Fiocruz Minas. Thayse está estudando o perfil de microvesículas tumorais presentes no sangue das pacientes com câncer de mama, atendidas no Hospital Luxemburgo. Estas microvesículas são liberadas pelo tumor e por células do sistema imunológico e estão presentes no sangue. Segundo Thayse, o objetivo é desenvolver um diagnóstico utilizando microvesículas, que são estruturas liberadas pelo tumor desde a sua formação, quando ainda é difícil a detecção pelo exame de imagem, tornando este método menos invasivo e eficiente na detecção da doença e no acompanhamento do tratamento.
A reunião é online em plataforma digital remota e participam médicos residentes, médicos assistentes e preceptores. Elas acontecem mensalmente, com o apoio educacional da indústria farmacêutica.
O presidente do Instituto Mário Penna, Marco Antônio Viana Leite, juntamente com 11 pacientes de câncer de mama (As Entrelaçadas, grupo de apoio formado por mulheres guerreiras que dividem suas experiências), visitaram a futura “casa” do Atlético, onde foram recebidos pelo mascote Galo Doido e por membros da diretoria do time e do Instituto Galo.
“O Projeto Reintegrar é muito importante para o Instituto Mário Penna, pois traz uma visão sustentável economicamente e ambientalmente. No lote que fica à frente da instituição é possível reutilizar os resíduos gerados, transformando-os em adubo e, a partir disso, gerar uma produção de alta qualidade e um produto inteiramente orgânico para os nossos pacientes”; explica João Augusto Viana Ferreira, responsável técnico pelo setor Meio Ambiente.