O câncer de colo do útero é uma doença de grande impacto na saúde da mulher e de grande preocupação. O rastreamento periódico é feito por citologia cervical (o tradicional exame de Papanicolau, também chamado de “preventivo”) tem se mostrado eficaz na detecção de lesões precursoras. Estudos têm demonstrado que a introdução e a realização rotineira desse exame para o rastreamento da doença levaram a um declínio na incidência e na mortalidade por câncer de colo do útero em todo o mundo. Embora esse declínio tenha ocorrido em todos os grupos étnicos e raciais, algumas diferenças foram encontradas quanto à incidência e mortalidade entre mulheres dos países menos desenvolvidos. Trabalhar para melhorar a sobrevida das mulheres afetadas por essa doença continua sendo uma das principais missões dos colaboradores, médicos e pesquisadores do Instituto Mário Penna.
Estudando o comportamento do câncer de colo do útero das pacientes atendidas na instituição, os pesquisadores do Instituto Mário Penna de Ensino, Pesquisa e Inovação, juntamente com os médicos da equipe de ginecologia oncológica, observaram que um dos maiores obstáculos para o sucesso da quimiorradioterapia é devido, em parte, à resistência à cisplatina, um dos medicamentos mais usados no tratamento da doença. Nas análises dos genes diferencialmente expressos em células não-tronco de câncer do colo de útero, eles apontaram potenciais biomarcadores envolvidos na via de morte celular que são capazes de ajudar a prever a resposta ao tratamento quimiorradioterápico, tornando o prognóstico e a decisão sobre o tipo de tratamento mais individualizado e preciso.
“Espera-se que os resultados obtidos pelo grupo de pesquisadores com esse estudo possam, em breve, fazer parte da prática clínica e apoiar os médicos no monitoramento das pacientes com câncer de colo do útero, identificando as pacientes que respondem ou não à quimiorradioterapia, para um tratamento mais adequado”; ressaltam os pesquisadores.
*Texto escrito pela Dra. Letícia da Conceição Braga, coordenadora do Laboratório de Pesquisa Translacional em Oncologia do Instituto Mário Penna.





O Ministério da Saúde implementou no calendário vacinal, em 2014, a vacina tetravalente contra o HPV para meninas de 9 a 13 anos e meninos entre 11 e 14 anos. “A vacinação e a realização do exame preventivo (Papanicolau) se complementam como ações de prevenção desse tipo de câncer. Mesmo as mulheres vacinadas, quando alcançarem a idade preconizada (a partir dos 25 anos), deverão fazer o exame preventivo periodicamente, pois a vacina não protege contra todos os tipos oncogênicos do HPV”; reforça Dra.Telma.
Desde 2001, o Instituto se empenha em formar médicos altamente capacitados que se tornam aptos para carregar a identidade do Mário Penna e levar uma formação humanizada por todos os lugares. O programa de ensino pensa além e mostra na prática todos os desafios que envolvem a profissão no dia a dia. Além disso, dispomos de um corpo clínico que atua em diversas áreas, diversificando e ampliando o aprendizado dos residentes.
Trata-se de um procedimento de abordagem multidisciplinar feito primeiramente pelo exame de imagem e, posteriormente, a biópsia. “Esse tipo de intervenção é de extrema importância, pois é menos danosa ao paciente e evita abordagens mais invasivas sem necessidade”; conta Dr. Vinicius Godoy, médico radiologista e coordenador do corpo clínico do setor de imagem.
A educação é uma grande aliada no processo de transformação de uma nação, de uma pessoa e, também, de uma instituição. Ela nos dá as bases para construção de nosso conhecimento (geral e específico), de nossos valores e de nossas atitudes. Sem eles, dificilmente cresceremos.