O Instituto Mário Penna acredita que o caminho para a excelência vai de encontro ao investimento contínuo em tecnologia e inovação, em busca de aprimorar cada vez mais os serviços prestados na área da saúde. Por isso, a instituição assume hoje a posição de primeiro em Minas Gerais a utilizar um sistema de rastreabilidade para pacientes no Hospital Luxemburgo. O novo dispositivo Invision Tracker atua como um localizador, realizando o monitoramento de materiais, salas, limpezas e todos os demais processos que ocorrem no dia a dia do bloco cirúrgico.
O sistema opera por meio de sensores instalados em diversos pontos do Hospital Luxemburgo e o paciente recebe uma pulseira que o acompanha como uma espécie de localizador até a sua saída. O dispositivo faz comunicação em tempo real e consegue captar o funcionamento nas salas, informando o tempo de duração das cirurgias, os atrasos, as taxas de cancelamento e os profissionais escalados.
Estes dados possibilitam a criação de indicadores que irão auxiliar toda a gestão do bloco cirúrgico, prestando um suporte essencial aos enfermeiros e demais profissionais que atuam no local, trazendo assim, melhorias nos atendimentos.
Jennifer Ribeiro Santos, Enfermeira que integra a equipe da implantação do Invision Tracker, está auxiliando o Instituto nesta fase inicial e ressalta os resultados positivos da parceria. “O maior avanço que pude perceber nos últimos meses foi a maneira como sanamos os problemas no bloco cirúrgico do Hospital Luxemburgo. A ideia é que todas as cirurgias sejam rastreadas e, agora, estamos entrando na fase de coletar feedbacks para obter melhorias e criar mais funcionalidades.”
Só em 2021, mesmo durante a pandemia, mais de 12 mil cirurgias em diversas especialidades foram realizadas no Instituto Mário Penna, o que reforça a responsabilidade com a saúde dos seus pacientes.
No Instituto Mário Penna, a Páscoa foi recheada de paz, alegria e esperança. Foi realizada mais uma edição do Música no Hospital, dessa vez em homenagem à data e tudo que ela representa por meio de melodias, trazendo renovo e muita emoção aos pacientes, acompanhantes e colaboradores.
“Eu não sei nem colocar em palavras de tanta emoção que eu fico. Estou feliz e emocionada, pois a música nos abraça com um conforto no coração, mexe com todos os nossos sentidos e levanta o astral neste momento difícil que enfrentamos”; diz a paciente Neuma Fabri.
Ângela Márcia, paciente da instituição, também se emocionou com a apresentação de Páscoa enquanto aguardava pelo seu tratamento de quimioterapia. “Para mim, música é vida, é paz e acalento. Ouvir a palavra de Deus em forma de canção é muito importante para mim, ainda mais no momento delicado que estamos vivendo aqui.”
Os colaboradores receberam uma lembrança para aquecer e adocicar os corações nessa semana tão especial e significativa.
“São gestos como este que nos fazem sentir especiais para a instituição. Cheguei há pouco tempo, mas já percebi que aqui, cada detalhe é lembrado para tornar o momento ainda mais especial. Essa lembrancinha derreteu tanto os nossos corações que viramos o chocolatinho de amor para os pacientes nesta Páscoa”; ressalta Matheus Augusto Pena, Técnico de Nutrição do setor de Saúde, Nutrição e Dietética (SND).
Nessa quarta-feira, dia 19 de abril, o presidente do Instituto Mário Penna Marco Antônio Viana Leite esteve em Brasília em encontro com o senador Alexandre Silveira, onde apresentou o Projeto Fast Track da instituição. Na ocasião, o parlamentar mostrou interesse em ajudar o projeto que vai beneficiar pacientes de mais de 600 municípios mineiros.
O modelo Fast Track (rastreamento rápido) é idealizado para proporcionar a redução no tempo entre a suspeita do câncer, o diagnóstico e o início do tratamento, favorecendo a efetividade e possível cura.
Trata-se de uma abordagem que irá facilitar a rotina hospitalar, principalmente quanto ao manejo da capacidade de reduzir o tempo de permanência dos pacientes na emergência. É um método derivado de protocolos de triagem e de acolhimento com classificação de risco em emergências, como o protocolo de Manchester.
Basicamente, consiste em uma ferramenta de fluxo rápido de triagem/ acolhimento e atendimento nas unidades de saúde. A sua aplicação consiste em: mais eficiência e agilidade; rapidez nas tomadas de decisão; maior integração das equipes e medidas de monitoração.
Serão implantadas nas unidades do Instituto Mário Penna técnicas dessa metodologia da seguinte forma: flexibilização de soluções rápidas e eficazes para o diagnóstico oncológico, em seguida tratamento mais assertivo e precoce.
“Para a concretização do modelo Fast Track na instituição será necessário ampliar e aprimorar a infraestrutura interna do Hospital Luxemburgo. Com isso, precisamos de verba para realizar obras que irão propiciar acessibilidade segura e rápida aos pacientes, acompanhantes e colaboradores; garantir a aquisição de novos equipamentos para dar agilidade nos diagnósticos; além da aquisição de medicamentos e insumos modernos e eficazes, garantindo o tratamento oncológico eficiente e curativo, proporcionando, assim, manutenção de uma assistência de qualidade aos pacientes. Estamos em busca de parcerias para que possamos colocar tudo isso em prática o quanto antes”; explica Marco Antônio Viana Leite.
Entenda o Fast Track:
OBJETIVO GERAL: Proporcionar a redução no tempo entre a suspeita do câncer, o diagnóstico e o início do tratamento, favorecendo a efetividade e possível cura.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS 1. Obras para ampliação e estruturação do Hospital Luxemburgo; 2. Expansão e estruturação da sede administrativa; 3. Instalação de 02 (dois) elevadores; 4. Aumento da oferta de atendimentos para o diagnóstico e tratamento oncológico; 5. Realizar ações para o fortalecimento basilar da instituição; 6. Modernização e ambientação das estruturas operacionais do Hospital Luxemburgo.
META: Implantação do modelo Fast Track para ampliar a capacidade técnica e operacional do Hospital Luxemburgo, proporcionando redução no tempo entre a suspeita do câncer e o início do tratamento, favorecendo a efetividade e possível cura.
O Mário Penna é um lugar que foi construído com amor, solidariedade e empatia, onde o objetivo principal sempre foi cuidar de pessoas e salvar vidas. Para expressar estes sentimentos no dia a dia, o Instituto dispõe de um time de profissionais altamente capacitados para prestar um atendimento excelente e humanizar de forma singular a experiência de cada paciente e acompanhante, fazendo com que o acolhimento e o cuidado sejam um diferencial em todo serviço prestado.
Antônio Vieira, Técnico de Enfermagem do CTI, está há 25 anos na profissão e há 22 anos somando a equipe do Instituto. Ele fala sobre a paixão pela profissão, que se alinha aos seus valores e propósito de vida. “Gosto demais do que eu faço, pois faço com amor. É algo que vem dentro de mim, muito natural e agradeço a Deus por ter me dado esse dom de ajudar as pessoas. Me dedico ao máximo pelo paciente e, também, presto um suporte aos familiares, que muitas vezes se encontram abalados e precisam realinhar suas rotinas para estarem aqui.”
Essa sensibilidade no olhar do Antônio e de todos os colaboradores, é o que faz a diferença na vida de milhares de pacientes, que muitas vezes na fase de tratamento estão fragilizados e encontram nestes profissionais, um ombro amigo que também é capaz de gerar esperança em tempos difíceis. Cada vida confiada ao Instituto tem um valor imensurável, e todos os profissionais que integram a equipe, entendem que a cura também vem de dentro para fora, passando por um trabalho que começa na mente e no coração de cada um.
R$ 6,3 bilhões por ano. Esse será o impacto previsto para os hospitais filantrópicos que prestam serviços para o Sistema Único de Saúde (SUS) no país, caso o Projeto de Lei 2564/20, conhecido como o PL da Enfermagem, seja aprovado. O texto, que institui o piso salarial para enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem e parteiras, foi proposto pelo Senado Federal e segue em análise na Câmara dos Deputados. E foi justamente pensando em debater os impactos financeiros da aprovação do justo projeto que hospitais filantrópicos de Belo Horizonte, entidades representativas do setor e sindicatos de classe se reuniram, no último dia 07/04, em um encontro realizado na Santa Casa BH.
Na ocasião, os hospitais reforçaram o apoio ao PL, mas declararam a urgência no financiamento por parte do poder público para cobrir os custos da sua aprovação. Caso isso não aconteça, as instituições correm o risco de fechar as portas.
Roberto Otto Augusto de Lima, provedor da Santa Casa BH faz uma previsão. “Somente aqui no hospital, contamos com 2.602 enfermeiros e técnicos de enfermagem. Fizemos um estudo do impacto na folha de pagamento e a projeção apontou um aumento anual de R$ 105 milhões somente no primeiro ano de vigência da Lei. É um custo que não temos condições de arcar sem que os repasses do Ministério da Saúde sejam revistos”, pontuou.
Durante o encontro, os representantes dos demais hospitais presentes fizeram contribuições no debate e concordaram que é necessário aprovar o PL, mas também os recursos para o seu pagamento, já que a realidade de boa parte das instituições já é de endividamento. Há o risco, inclusive, de várias cidades deixarem de receber assistência, surgindo cenários de colapso piores que o da pandemia de COVID-19.
Crédito: Samuel Ramos / GSCBH
Entidades apoiam a causa A presidente da Federação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos de Minas Gerais (Federassantas), Kátia Rocha, reforçou a importância do poder público apoiar as instituições neste momento. “O PL da Enfermagem é um pleito de todos nós, abraçamos essa causa, todavia é preciso que tenhamos um correto financiamento para que os direitos dos trabalhadores sejam efetivamente aplicados. Nossos hospitais filantrópicos não visam lucro ou o benefício de grupos específicos. Ao longo das últimas três décadas, temos buscado uma remuneração justa pelos nossos serviços e é chegado esse momento. Precisamos nos manter de pé, abertos, para atender os nossos cidadãos”, reforçou.
Entre as entidades de classe presentes, o vice-presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Belo Horizonte, Vespasiano, Nova Lima e Sabará (Sindeess) e representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Saúde (CNTS), Joaquim Gomes, ressaltou que a aprovação do PL deve ser uma conquista de todos. “Com esse projeto, ganha todo mundo: profissionais, pacientes, hospitais e toda a sociedade”, complementou.
Ao final do encontro, todos os representantes assinaram uma carta aberta, reivindicando a revisão da destinação de recursos pelo poder público. O documento é destinado às autoridades dos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário do Brasil, ao ministro de estado da Saúde e às demais autoridades estaduais e municipais vinculadas ao SUS.
Assinaram o documento as seguintes entidades:
● Grupo Santa Casa BH – GSCBH
● Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde
de Belo Horizonte, Vespasiano, Nova Lima e Sabará – Sindeess
● Associação dos Hospitais de Minas Gerais – AHMG
● Federação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos de Minas Gerais
– Federassantas
● Hospital Universitário Ciências Médicas de Minas Gerais – HUCM
● Casa de Caridade Santa Tereza – Santa Casa do Serro
● Hospital Risoleta Tolentino Neves
● Instituto Mário Penna
● Sindicato dos Enfermeiros do Estado de Minas Gerais – SEEMG
● Fundação Hospitalar São Francisco de Assis
● Fundação Educacional Lucas Machado – FELUMA
● Hospital Sofia Feldman
● Hospital da Baleia
● Serviço Social Autônomo – SSA Contagem