A Desospitalização é uma nova modalidade de tratamento que permite, a partir da indicação médica, estabilidade clínica e consentimento do paciente e da família, a continuidade do tratamento médico em casa ou instituições de saúde.
Os pacientes do Instituto Mário Penna, bem como a Instituição, serão beneficiados pelo Serviço de Atenção Domiciliar (SAD) da Prefeitura de Belo Horizonte por meio da implantação de uma base de desospitalização dentro do Hospital Luxemburgo. “O principal beneficiado é o paciente. Esse é um trabalho excepcional que será feito aqui”, explicou a gerente médica do Hospital Luxemburgo, Reni Moreira, antes da apresentação dos integrantes do grupo, realizada no dia 18 de janeiro, no auditório do HL.
Entre os benefícios do programa destacam-se um melhor giro de leito, a diminuição do tempo de permanência de pacientes no hospital, a possibilidade de continuidade do tratamento do paciente em casa, a diminuição do tempo de espera por vagas de internação e de eventos adversos.
Para que o programa funcione, uma equipe multidisciplinar da Prefeitura, formada por médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, assistentes sociais, entre outros, terá um posto de trabalho dentro do Hospital Luxemburgo, que será acompanhado pelo enfermeiro Breno Almeida, pelo médico Dr. José Mourão Neto e pela enfermeira de cuidados paliativos, Silvia Baeta, que também fará parte da equipe. Sendo assim, os pacientes que se enquadrarem nos critérios estabelecidos pelo serviço e que tiverem alta, serão acompanhados pela equipe da Prefeitura na sua residência.
Todo o fluxo para que o paciente seja atendido pelo programa ainda está sendo criado junto com os setores da instituição, no entanto, alguns pacientes já poderão ser incluídos no programa.
Para saber mais, entre em contato pelos ramais: 9551 ou 9983.








Referência no tratamento do câncer há quase 50 anos, o Instituto Mário Penna é classificado como um centro de alta complexidade oncológica. Em apenas um ano, a instituição atendeu mais de 153 mil pacientes e realizou mais de 300 mil atendimentos. Foram mais de 312 aplicações de radioterapia e mais de 35 mil sessões de quimioterapia, além de 78 transplantes de medula óssea realizados.
Além dos colaboradores da Física do IMP envolvidos no projeto, Jony Marques Geraldo e Fernanda Bastos, o trabalho surgiu como uma parceria do Instituto Mario Penna com o Departamento de Engenharia Nuclear e o Departamento de Anatomia e Imagem, ambos da UFMG, além dos dois maiores centros governamentais de uso e controle de fontes de radiação ionizante, o Centro de Desenvolvimento de Tecnologia Nuclear (CDTN) e o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN), ambos da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN).