Em Portaria publicada pelo Ministério da Saúde (Secretaria de Atenção Especializada à Saúde), no dia 12 de julho, o Instituto Mário Penna foi habilitado para o programa de ampliação da reconstrução mamária em mulheres com câncer de mama através do SUS. A instituição foi um dos cinco centros de referência selecionados em Belo Horizonte e irá realizar o maior número de procedimentos em Minas Gerais.
Dr. José Mourão Neto, Diretor Técnico Assistencial, explica que o procedimento já era realizado na instituição desde 2018 pela obrigatoriedade da Lei 13770 que garante o acesso à reconstrução mamária pelo SUS a todas as pacientes com diagnóstico de câncer de mama. “Há cinco anos a reconstrução mamária faz parte do nosso atendimento, mas com o novo edital haverá uma série de melhorias para as mulheres que optarem por fazer o procedimento. Teremos acesso a recursos que serão responsáveis por aprimorar a técnica e o resultado final, além de agilizar os processos”, destaca o Diretor.
Esse avanço reforça ainda mais o compromisso do Mário Penna com o tratamento humanizado. Para a Dra. Ana Luiza de Freitas, Mastologista da instituição, a reconstrução mamária vai muito além de um procedimento cirúrgico. “É uma chance de as mulheres recuperarem a autoestima e a confiança, além de poderem se olhar no espelho e se reconhecerem. Estamos muito felizes em capacitar ainda mais o nosso atendimento para melhorar o bem-estar das nossas pacientes”.
Segundo um levantamento feito pelo Ministério da Saúde, mais de 20 mil mulheres aguardam pela cirurgia no país. O câncer de mama é o tipo mais comum entre as mulheres, e nos últimos doze meses 2158 pacientes foram atendidas no Mário Penna com esse diagnóstico, ou apenas com a suspeita. A expectativa é oferecer mais de 160 cirurgias de reconstrução para pacientes em tratamento em um prazo de 24 meses.
Como previsto na portaria, o Fundo Nacional de Saúde adotará as medidas necessárias para a transferência dos recursos financeiros aos Fundos Estaduais e Municipais de Saúde para que o repasse para o Instituto seja viabilizado.
Confira a portaria completa aqui.





“O tratamento de câncer de mama metastático é muito oneroso. Tem medicamentos que custam R$20 mil a R$40 mil. Já quando o tumor é identificado precocemente, os custos do tratamento são bem inferiores e as chances de sucesso no combate á doença são maiores. O SUS continua seguindo diretrizes de tratamento que foram produzidas em 2012, dificultando a incorporação de novas tecnologias e drogas no tratamento de câncer que evolui rapidamente”, afirma Dr. Ellias.
Hoje existem exames que podem diagnosticar precocemente a doença, elevando as chances de cura em até 95%. Porém, quando a mulher já chega com a doença mais avançada, é sinal de que não cumpriu o rastreamento. Ao longo do mês de outubro, a campanha do Mário Penna se empenhou para trazer à tona a importância deste assunto, a fim de conscientizar todas as mulheres a realizarem a mamografia e priorizarem o cuidado com a saúde.


Além do café, as Entrelaçadas e todos os colaboradores, pacientes e acompanhantes que estavam nas dependências da instituição pela manhã, acompanharam o grupo Som Delas, formado pelo trio Rayane Boldrini, Amanda Barbosa e Luisa Mitre em mais uma edição do Música no Hospital. Fátima da Conceição Rocha, paciente no Instituto, expressou a emoção ao ouvir o trio musical. “Eu acho que a música alegra as pessoas, que muitas vezes estão cansadas e desanimadas. A música alivia a dor, acalma o espírito e ajuda todo mundo a superar problemas. Isso que vocês fazem é maravilhoso”.