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Blog

6mar2023
Autor Carolina Farah Categorias Assistencial, Campanhas de Prevenção, Notícias Gerais

Câncer Colorretal é o terceiro tipo mais comum entre os brasileiros: previna-se

O mês de março é também conhecido pela cor Azul Marinho em conscientização ao câncer colorretal, o terceiro tipo mais comum no Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), que estima o surgimento de mais de 41 mil novos casos por ano no país.

Amóz Fernandes, paciente oncológico do Instituto Mário Penna, descobriu que tinha adenocarcinoma no intestino (tumor que acomete a área digestiva, incluindo a porção final do intestino grosso, chamada de cólon e reto) depois de alguns meses que os sintomas começaram a aparecer. Ele conta que se sentia fraco, cansado e perdia sangue pelas fezes. Mas levou isso por um tempo, acreditando que passaria. Quando resolveu procurar um médico e teve o diagnóstico, retirou alguns pólipos pelo exame colonoscopia. No entanto, foi encaminhado ao Instituto Mário Penna, onde fez uma cirurgia para a retirada de uma parte do intestino grosso que já estava comprometido. “Eu nunca pensei que poderia ter essa doença e nem sabia do que se tratava. Aconselho que todas as pessoas procurem um médico quando sentir qualquer sintoma diferente do habitual e realizem a colonoscopia para se ter o diagnóstico o quanto antes. Se eu tivesse feito isso, teria evitado esse tumor maior e só retiraria os pólipos pelo exame. Mas fui abençoado por ser atendido aqui no Instituto Mário Penna por cirurgiões muito competentes. Fui muito bem tratado desde o início que cheguei aqui por todos. Hoje sou outra pessoa. Tive a oportunidade de viver novamente e estou muito feliz”.

O Instituto Mário Penna realiza mais de 323 mil atendimentos por ano. Em 2022, mais de 2 mil pacientes relacionados ao câncer colorretal foram atendidos na instituição e realizadas 221 cirurgias.

A equipe é formada por profissionais renomados, contando com os médicos coloproctologistas Alice Capobiango, Alexandre Miranda da Silveira, Marco Antônio Miranda dos Santos e Seiji Miyata.

De acordo com Dra. Alice Capobiango, médica proctologista do Instituto Mário Penna, o câncer colorretal abrange os tumores que se iniciam na parte do intestino grosso (cólon), no reto (final do intestino) e no ânus.

A médica explica que a doença se desenvolve gradativamente por uma alteração nas células que começam a crescer de forma desordenada e que, inicialmente, pode não apresentar qualquer sintoma. Ela diz ainda que grande parte desses tumores se inicia a partir de pólipos, lesões benignas que podem surgir na camada interna do intestino grosso.

O câncer colorretal é tratável e, na maioria dos casos, curável ao ser detectado precocemente, principalmente, quando ainda não se espalhou para outros órgãos. Quanto mais cedo o diagnóstico, as chances de cura da doença passam dos 90%.

“Uma das medidas preventivas contra a doença é a realização de colonoscopia a partir dos 50 anos na população em geral (existem casos em que é necessário fazer antes). Por meio do exame é possível identificar e retirar pequenas lesões benignas chamadas pólipos, que podem se transformar em tumores malignos com o passar do tempo. O desconforto do preparo para a realização da colononoscopia é totalmente tolerável. O exame não é tão desagradável quanto a maioria das pessoas acredita. O procedimento dura de 15 a 30 minutos e o paciente é sedado para evitar qualquer desconforto”; explica Dra. Alice Capobiango.

Sobre o câncer colorretal

Sinais e sintomas – É importante ficar atendo a sinais como presença de sangue nas fezes; alteração do hábito intestinal (diarreia ou prisão de ventre por tempo prolongado; dor ou desconforto abdominal anormal; dor ao evacuar; fraqueza e anemia; perda de peso sem causa aparente; alteração na forma das fezes; mudanças no apetite.

Fatores de risco – O diagnóstico do câncer colorretal é mais propenso em alguns casos como em pessoas com idade igual ou acima de 50 anos; naqueles que apresentam excesso de peso corporal; na prática da alimentação com processados e pobre em frutas, vegetais e outros alimentos que contenham fibras; em pessoas com histórico familiar de câncer de intestino, ovário, útero ou mama; no tabagismo; e no consumo frequente e excessivo de bebidas alcoólicas.

Detecção precoce e diagnóstico: A detecção precoce do câncer é uma estratégia para encontrar um tumor numa fase inicial e, assim, aumentar achance de tratamento.

O câncer colorretal pode ser detectado precocemente, por meio de dois exames principais: pesquisa de sangue oculto nas fezes e endoscopias (colonoscopia ou retossigmoidoscopias).

O rastreamento em todas as pessoas acima dos 50 anos é fundamental para a detecção precoce da doença, independentemente de apresentarem sintomas ou não. No entanto, pacientes mais jovens, com histórico familiar de câncer, também devem ser avaliados. A colonoscopia é o principal exame para o rastreamento do câncer colorretal.

Tratamento – É uma doença tratável e frequentemente curável. O tratamento depende, principalmente do tamanho, localização e extensão do tumor. Cada caso deve ser avaliado individualmente pelo médico.

Prevenção – O câncer colorretal está intimamente associado a maus hábitos alimentares e, por isso, pode ser prevenido com algumas alterações simples no dia a dia. Dentre elas estão: manter o peso corporal adequado; praticar uma atividade física regularmente; cuidar da alimentação, dando preferência para alimentos como frutas, verduras, legumes, cereais integrais, feijões e outras leguminosas, grãos e sementes; evitar o consumo de embutidos e carne vermelha; não fumar e nem se expor ao tabagismo.

 

3mar2023
Autor Carolina Farah Categorias Ensino, Pesquisa e Inovação, Instituto Mário Penna, Notícias Gerais

Instituto Mário Penna e Biominas Brasil assinam parceria para crescimento do ecossistema de inovação em saúde

Reconhecido por ser o maior prestador do Sistema Único de Saúde (SUS) em cirurgias oncológicas, bem como o primeiro em tratamentos de radioterapia e quimioterapia no estado de Minas Gerais, o Instituto Mário Penna lançou, oficialmente na última quarta-feira, dia 1º de março, a sua parceria com a pioneira no setor de bionegócios no Estado, a empresa Biominas Brasil. O objetivo do acordo é transformar a assistência em saúde por meio do fomento à inovação e à ampliação de projetos tecnológicos na área da saúde humana, com ênfase em oncologia.

O Diretor-Presidente do Instituto Mário Penna, Marco Antônio Viana Leite, destaca que a união das instituições é uma importante articulação para o ano de 2023 e visa criar um ambiente colaborativo que favoreça a biotecnologia. O acordo não só acelera o desenvolvimento de soluções em saúde no Mário Penna, como também melhora a qualidade de vida dos mais de mil pacientes que passam diariamente pela instituição, provenientes de mais de 600 municípios.

“É muito importante fazer essa parceria com a Biominas Brasil porque nós temos a oportunidade de criar, de forma conjunta, um ecossistema de inovação em saúde. A Biominas tem expertise em coordenar empresas e fazer trabalhos vanguardistas na área tecnológica e nós, de forma complementar, somos referência no tratamento humanizado e, também, em pesquisas oncológicas. Essa parceria será fundamental e irá aproximar o Instituto do mercado e de Hubs, conexões que validam e escalonam as novas tecnologias”; evidencia Marco Antônio.

A nova cultura de inovação a ser implementada terá três pilares como instrumento de parceria: fomento à educação e à pesquisa, o desenvolvimento de negócios e a inteligência de dados. Essa estrutura propõe uma atualização do que há de mais moderno no mercado, bem como prepara os colaboradores para novos desafios que irão surgir na área. O objetivo é que as soluções desenvolvidas pela parceria melhorem e incrementem o próprio sistema de saúde.

“A parceria entre o Instituto Mário Penna e a Biominas Brasil une as competências das duas instituições em produção científica e tecnológica, gestão de informações e geração de inovação na área oncológica. Isso será possível através de disseminação de conhecimento, criação de startups, transferência de tecnologia, e incorporação das soluções na sociedade. Todos estes mecanismos geram novas oportunidades e parcerias que incrementam o ecossistema de saúde”; enfatiza Eduardo Emrich, Presidente & CEO da Biominas Brasil.

2mar2023
Autor Marketing Categorias Não categorizado, Notícias Gerais

Vacinação contra HPV: redução na cobertura vacinal pode aumentar casos de câncer

De acordo com o Ministério da Saúde, em três anos, a vacinação contra o HPV (Papilomavírus Humano) entre meninas de 9 a 14 anos caiu 11,27%, enquanto nos meninos da mesma faixa etária, a queda foi de 9,39%. Enquanto em 2019 a vacinação para o sexo feminino cobria 87,08% do público-alvo, a porcentagem de meninos vacinados era apenas de 61,55%. Essa redução e diferença entre as coberturas vacinais aciona um risco para o aumento de casos do HPV e, consequentemente, de câncer de colo de útero, que poderiam ser evitados. 

O HPV é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) que afeta tanto homens, quanto mulheres. Ele infecta a pele ou mucosas, podendo também desencadear quadros mais graves, como o câncer de colo de útero.

O Instituto Nacional do Câncer (INCA) analisa que “80% das mulheres sexualmente ativas são contaminadas com esse vírus em algum momento da vida”. Entretanto, em alguns casos, ele é eliminado de forma natural pelo organismo, sem manifestar sintomas. Se o vírus permanecer no organismo e causar lesões, elas precisam ser tratadas para evitar o agravamento do caso e o desenvolvimento do câncer de colo de útero. 

 

Sintomas 

Em caso de permanência do vírus no corpo, a manifestação de sintomas pode ser silenciosa e demorada. As lesões podem ser imperceptíveis a olho nu, exigindo a necessidade de exames clínicos para identificá-las. Os sintomas podem aparecer de forma rápida, em poucos meses, ou até mesmo 20 anos após a infecção. 

 

Transmissão e prevenção 

A transmissão do HPV ocorre por meio das relações sexuais, seja vaginal, anal ou oral. Logo, uma das formas de prevenção é o uso de preservativos internos ou externos. Porém, essa medida não garante a proteção máxima por não cobrir todas as partes do corpo que podem ser infectadas pelo vírus. 

 

Vacinação contra HPV

Como forma de prevenção, mais de 120 países oferecem a vacina. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) implementou o imunizante no calendário em 2014, disponibilizando-o gratuitamente para o público-alvo desde então. O Ministério da Saúde tem como meta vacinar pelo menos 80% da população alvo do país para reduzir a incidência deste câncer nas próximas décadas. 

O público-alvo consiste nos jovens de 9 a 14 anos devido à alta eficácia da vacina nessa idade, por induzir com mais ênfase a produção de anticorpos.

Quem deve vacinar?

  • Meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos com duas doses
  • Mulheres e homens de 15 a 45 anos vivendo com HIV/Aids, transplantados e pacientes oncológicos com três doses

Dra. Sidnéa Macioci, Ginecologista Oncológica do Instituto Mário Penna, ressalta que para mulheres sexualmente ativas, é recomendado fazer o exame preventivo de forma regular. “Mesmo as mulheres vacinadas deverão fazer o Papanicolau periodicamente, pois a vacina não protege contra todos os tipos oncogênicos do HPV”. 

O INCA recomenda que mulheres na faixa etária de 25 a 64 anos e que já tiveram atividade sexual devem fazer o exame no mínimo a cada 3 anos. 

 

O que pode aumentar o risco de permanência do HPV no organismo?

  • Ter vários parceiros sexuais
  • Parir muitos filhos
  • Baixa imunidade
  • Fumar
  • Usar pílulas anticoncepcionais por mais de 5 anos 

O INCA explica também que “a maioria das infecções por HPV em mulheres com menos de 30 anos regride espontaneamente, ao passo que, acima dessa idade, a persistência é mais frequente”. 

 

Campanha Março Lilás 

Durante o mês de Março, o Instituto Mário Penna tem como objetivo conscientizar a população sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de colo de útero. Este ano, a campanha vem com o tema “O autocuidado nunca sai de moda”.

Confira todas as informações sobre o Março Lilás 2023.

2mar2023
Autor Marketing Categorias Espaço Mulher, Instituto Mário Penna, Notícias Gerais

Gravidez e amamentação durante o tratamento de câncer: saiba como funciona

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de mama é o mais comum entre mulheres, com 24,5% entre todos os tipos, e o que mais mata. O momento do diagnóstico traz vários questionamentos sobre o futuro, principalmente para as mulheres que desejam ter filhos, para as que estão grávidas ou para as lactantes. A Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama), avalia que 3% dos diagnósticos de câncer de mama são realizados durante a gravidez.

Gravidez 

Durante o tratamento

A médica mastologista do Instituto Mário Penna, Dra. Ana Luiza Freitas, explica que antes de iniciar o tratamento do câncer é necessário avaliar em qual período da gestação a mulher está. “No primeiro trimestre, não é possível iniciar os procedimentos sem gerar riscos ao bebê. As medicações da quimioterapia, ou a anestesia geral para uma cirurgia, podem gerar malformações no feto, e até mesmo um aborto espontâneo”.

No segundo e terceiro trimestre, já é possível iniciar o tratamento. As medicações não influenciam mais na formação do bebê e, se necessário realizar a cirurgia, ela é agendada no período pós-parto. 

Dra. Ana Luiza explica também que, com o diagnóstico durante a gravidez, a mulher deve ser acompanhada pelo mastologista, por um médico oncologista e por um obstetra. “A equipe deve estar sempre alinhada. O obstetra deve programar o parto de acordo com um intervalo específico do tratamento, em decisão conjunta com os outros especialistas”. 

Pós-tratamento

A quimioterapia pode gerar dificuldades para engravidar em qualquer idade. As medicações utilizadas podem reduzir a fertilidade e, em alguns casos, adiantar a menopausa. Por isso, uma das recomendações é o congelamento de óvulos antes do início do tratamento, caso a mulher tenha o desejo de engravidar. 

A mastologista Ana Luiza Freitas conta que nos primeiros dois anos após o tratamento não é recomendado engravidar. “Nesse período deve ser realizado um acompanhamento para ver se as intervenções foram eficazes, e se não há doença residual”.

Além disso, para as mulheres que fazem o tratamento de hormonioterapia após os outros procedimentos, é necessário interromper o uso desses hormônios para engravidar. Porém, grande parte dos especialistas aconselham finalizar esse ciclo para iniciar uma gestação. 

Amamentação

Durante o tratamento

“Pacientes em vigência de quimioterapia ou radioterapia não podem amamentar”, diz a mastologista do Instituto Mário Penna. As medicações usadas no tratamento não podem ser ingeridas pelo bebê através do leite materno. Como solução, a mãe pode optar por oferecer suplementos infantis ou usufruir do banco de leite. 

Entretanto, para as mulheres que não possuem câncer de mama, a amamentação é um fator protetivo. De acordo com o INCA, durante o período de aleitamento, as taxas de determinados hormônios que favorecem o desenvolvimento do câncer de mama caem. Além disso, alguns processos que ocorrem na amamentação promovem a eliminação e renovação de células que poderiam ter lesões no material genético, diminuindo assim as chances de câncer de mama na mulher.

Pós-tratamento

O caso da amamentação para quem já concluiu o tratamento é muito pessoal. Dra. Ana Luiza Freitas relata que só é possível analisar cada caso após o nascimento do bebê. “Em algumas situações, o tratamento pode influenciar na produção de leite da mama tratada, diminuindo a quantidade, ou gerar obstrução dos ductos mamários também no seio tratado”. 

 

Fatores genéticos para o bebê 

“A chance de câncer de mama para o recém-nascido depende principalmente do sexo do bebê, já que o maior fator de risco para o câncer de mama é ser mulher. Mas o câncer de mama hereditário representa apenas 10% de todos os casos.””, explica a mastologista. 

É importante observar as síndromes genéticas nas mulheres jovens, em idade fértil. Se for o caso, ela pode fazer um teste genético que identifique alguma anormalidade relacionada ao câncer, para saber se esse gene pode ser passado para os filhos. 

Apesar desse histórico familiar ser um aspecto importante, a mastologista ainda esclarece que só pelo bebê ter passado o momento do diagnóstico e tratamento com a mãe naquela gestação específica, as chances de desenvolver câncer de mama no futuro não aumentam. 

Confira a campanha Outubro Rosa 2022 e saiba mais sobre o câncer de mama. 

28fev2023
Autor Carolina Farah Categorias Instituto Mário Penna, Luxembourg Hospital, Notícias Gerais, Tratamento Oncológico, Tratamentos Contra o Câncer 4 comentários em Março Lilás do Instituto Mário Penna chega com alerta à prevenção e ao autocuidado do câncer de colo de útero

Março Lilás do Instituto Mário Penna chega com alerta à prevenção e ao autocuidado do câncer de colo de útero

O Março Lilás do Instituto Mário Penna chega com a campanha “O autocuidado nunca sai de moda”, alertando a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de colo de útero. A campanha mostra que a mulher moderna é empoderada e está sempre de olho nas novas tendências, principalmente ao que está ligado à saúde. Ela é aquela que se cuida, se previne, faz exames e está antenada para ficar por dentro de tudo para garantir a sua autoestima e a qualidade de vida.

Dra. Sidnéa Macioci e a paciente Michele Rodrigues

Dra. Sidnea, Ginecologista Oncológica do Instituto Mário Penna, explica que a prevenção primária está relacionada à diminuição do risco de contágio pelo Papilomavírus Humano (HPV). “A transmissão da infecção ocorre por via sexual, presumidamente por meio de abrasões microscópicas na mucosa ou na pele da região anogenital (da vulva, vagina ou ânus). O uso de preservativos durante a relação sexual protege parcialmente o contágio pelo HPV, que também pode ocorrer pelo contato com a pele da vulva, região perineal e perianal”.

A médica ressalta ainda que a vacinação e a realização do exame preventivo (Papanicolau) se complementam como ações de prevenção desse tipo de câncer. “As mulheres vacinadas, quando alcançarem a idade preconizada, deverão fazer o exame preventivo periodicamente, pois a vacina não protege contra todos os tipos oncogênicos do HPV”; reforça.

O câncer de colo de útero é a 4ª maior causa de morte de mulheres no Brasil. Em 2022, 2.144 pacientes com esse diagnóstico foram atendidas no Instituto Mário Penna. Além disso, 5.027 atendimentos foram realizados pela equipe de Ginecologia e a realização de 228 cirurgias.

Fatores de risco

  • Início precoce da atividade sexual;
  • Múltiplos parceiros sexuais ou parceiros com vida sexual promíscua;
  • Cigarro;
  • Baixa imunidade;
  • Não fazer o Papanicolau com regularidade;
  • Más condições de higiene;
  • Histórico familiar.

Sintomas 

Nas fases iniciais, o câncer de colo de útero é assintomático. Quando os sintomas aparecem, os mais importantes são:

  • Sangramento vaginal especialmente depois das relações sexuais, no intervalo entre as menstruações ou após a menopausa;
  • Corrimento vaginal de cor escura e com mau cheiro.

Nos estágios mais avançados da doença, outros sinais podem aparecer. Entre eles:

  • Massa palpável no colo de útero;
  • Hemorragias;
  • Obstrução das vias urinárias e intestinos;
  • Dor lombar e abdominal;
  • Perda de apetite e de peso.

 Diagnóstico

A avaliação ginecológica, a colposcopia e o exame citopatológico de Papanicolau realizados periodicamente são recursos essenciais para o diagnóstico do câncer de colo de útero. Na fase assintomática da enfermidade, o rastreamento realizado por meio do Papanicolau permite detectar a existência de alterações celulares características da infecção pelo HPV ou a existência de lesões pré-malignas.

 Tratamento

O tratamento para cada caso deve ser avaliado e orientado por um médico, de acordo com o estágio da doença.

Cirurgia – quando o tumor está restrito à região do colo do útero, a cirurgia leva à cura na maioria dos casos. Às vezes, pode ser complementada com a radioterapia. Em casos mais avançados, o médico vai avaliar se vai ser necessário remover útero, ovários e outros tecidos próximos.

Radioterapia – costuma ser usada para atingir a cura total quando o tumor ainda está localizado e pequeno. Em tumores maiores, ajuda a controlar a doença e aliviar sintomas, o que nem sempre levará à cura.

Braquiterapia – é uma forma de radioterapia em que materiais radioativos são implantados próximos do tumor. As doses de radiação são liberadas para atacar as células tumorais, tentando evitar que células sadias sejam afetadas.

Quimioterapia – pode ser usada em alguns casos específicos isoladamente ou combinada com a radioterapia. Também é aplicada para evitar que o câncer se espalhe para outros órgãos.

Terapia alvo – para os tumores crescerem, eles devem formar novos vasos sanguíneos para se manterem nutridos. Os medicamentos alvo bloqueiam esse novo crescimento dos vasos sanguíneos, impedindo que o tumor evolua.

Vacinação

O Ministério da Saúde implementou no calendário vacinal, em 2014, a vacina tetravalente contra o HPV para meninas de 9 a 13 anos. A partir de 2017, o Ministério estendeu a vacina para meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos.  Essa vacina protege contra os tipos 6, 11, 16 e 18 do HPV. Os dois primeiros causam verrugas genitais e os dois últimos são responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer do colo do útero. A vacinação e a realização do exame preventivo (Papanicolau) se complementam como ações de prevenção desse tipo de câncer. Mesmo as mulheres vacinadas, quando alcançarem a idade preconizada (a partir dos 25 anos), deverão fazer o exame preventivo periodicamente, pois a vacina não protege contra todos os tipos oncogênicos do HPV. Para mulheres com imunossupressão (diminuição de resposta imunológica), vivendo com HIV/Aids, transplantadas e portadoras de cânceres, a vacina é indicada até 45 anos de idade.

 A sua parceria na luta contra o câncer, nunca sai de moda

Há mais de 50 anos, o Instituto Mário Penna vem se dedicando ao tratamento humanizado de pessoas com câncer. Classificado como Centro de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (CACON) pelo Ministério da Saúde, o Instituto atua nas áreas de ensino, prevenção e tratamento do câncer. É o maior prestador do SUS em cirurgias oncológicas em Minas Gerais e o primeiro em tratamentos de radioterapia e quimioterapia. Para que tudo isso continue, a sua doação é muito importante. Faça a sua doação ligando para o 0800 039 1441 ou acesse mariopenna.org.br e conheça todos os canais oficiais de doação que estão disponíveis para você ajudar.

 

 

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