As pesquisas do NEP têm buscado traduzir a linguagem genética dos cânceres em melhores tratamentos para os pacientes. Os cânceres que afetam as mulheres são especialmente importantes para o grupo, e o câncer de colo do útero tem sido um dos mais estudados. Um dos motivos é o fato deste tipo de malignidade ser o terceiro câncer mais frequente nas mulheres brasileiras, uma realidade que pode ser mudada com ações de prevenção, como exames regulares de Papanicolau e vacinação contra o vírus HPV.
Para planejar ações médicas mais efetivas contra este câncer, os pesquisadores do NEP identificaram características genéticas e imunológicas únicas dos tumores, antes mesmo do tratamento ser realizado. Essas “leituras” das informações genéticas podem nos dizer quais pacientes terão sucesso ao fim do tratamento, auxiliando os médicos em decisões eficientes e personalizadas para cada paciente.
Uma parte dos resultados foi publicada em uma importante revista e apresentada em um congresso internacional voltado para as inovações científicas sobre o câncer, o SBOC-AACR Joint Conference: A Translational Approach to Clinical Oncology. Outra parte será divulgada em breve em duas renomadas revistas em Oncologia.
“Nossos novos resultados vão além: conseguimos descobrir informações genéticas que podem nos dizer qual tumor tem grandes chances de responder ao tratamento, aumentando as possibilidades de cura das pacientes com câncer de colo do útero. Isso só foi possível devido à participação voluntária das pacientes nessa pesquisa, à atuação dos colaboradores da instituição, e uma estrutura de pesquisa notável. Nosso compromisso é levar para as pessoas os resultados do nosso trabalho, ajudando-as na trajetória de combate ao câncer”; explica a Dra. Luciana Zuccherato, Pesquisadora do Laboratório de Pesquisa Translacional do NEP.





O Relatório de Ciências da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, e Unesco, publicado em alusão à data, aponta disparidades maiores em áreas altamente qualificadas, como inteligência artificial, onde apenas 22% dos profissionais são mulheres.
Segundo a Dra. Tálita Polyanna Moreira dos Santos, cientista de pós-doutoramento do NEP, a imuno-histoquímica é um método laboratorial que utiliza anticorpos para verificar a presença de determinados antígenos em amostra de tecido. “O que essa técnica faz é ‘colorir’ o câncer com uma marcação específica. Através disso, pode-se afirmar se, por exemplo, uma determinada proteína importante para definir o diagnóstico de câncer está presente ou não naquela amostra. A partir disso, fica mais fácil diagnosticar a doença”; explica.
A execução deste estudo é possibilitada por recursos provenientes do Ministério da Saúde (PRONON), e através da integração de uma equipe multidisciplinar envolvendo pacientes, pesquisadores do laboratório de pesquisa, médicos e colaboradores da Instituição.
