A Oncologia de Precisão, também conhecida como oncologia personalizada, tem por objetivo aliar dados clínico-patológicos estabelecidos para o paciente com o perfil molecular dos tumores para criar estratégias de diagnóstico, prognóstico e tratamento mais precisos e adaptados às necessidades de cada um.
Dra. Letícia Braga, Coordenadora do Laboratório de Pesquisa Translacional do NEP, a Oncologia de Precisão tratada a doença de forma personalizada. “Nós, pesquisadores do Laboratório de Pesquisa Translacional, estamos trabalhando em projetos financiados pelo Programa Nacional de Oncologia (PRONON) que buscam a identificação de biomarcadores que possam ser usados em testes genéticos, como marcadores preditivos para tratamento personalizados e marcadores que predispõe a um determinado tipo de câncer nas famílias, auxiliando os médicos em decisões clínicas mais eficazes”.
Ainda segundo Dra. Letícia, somente no ano passado, 164 mulheres com câncer de colo uterino, 102 com câncer de ovário e 99 com câncer de mama participaram dos estudos e contribuíram para atingir os objetivos dos projetos do NEP.
Mas, enquanto os resultados desta pesquisa não estão disponíveis na prática clínica, o que a Oncologia de Precisão tem a ver com meu tratamento oncológico?
“A Oncologia de Precisão representa os 4 P’s da medicina: Preditivo, Preventivo, Personalizado e Participativo. Através desse conhecimento, os médicos conseguem orientar intervenções do próprio dia a dia do paciente, mudança de hábitos de vida, exercícios físicos e hábitos alimentares, o que depende diretamente de atitudes específicas de cada um.”
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* Texto escrito por Letícia Braga, Bióloga, Pós-doutora em oncologia experimental, Coordenadora do Laboratório de Pesquisa Translacional do Núcleo de Ensino e Pesquisa (NEP)





O estudo Thor oferece tratamento para pacientes com câncer de bexiga que já realizaram uma primeira linha de tratamento com quimioterapia, que em algum momento tiveram recidiva da doença e agora precisam de um novo tratamento. A médica oncologista responsável por este estudo na instituição é a Dra. Joseane Rodrigues Toledo, que juntamente com a equipe de oncologistas e da pesquisa clínica, tem se empenhado em divulgar e recrutar pacientes para participarem do estudo.
Mas, você sabe o que é imunoterapia e como os pacientes podem se beneficiar com esse tratamento? Quem nos explica é a Dra.Tálita Moreira, imunologista, pesquisadora do Laboratório de Pesquisa Translacional em Oncologia do NEP.
Estes pacientes são identificados e triados pela equipe de pesquisa clínica da instituição, composta por médicos e enfermeiros, que se relacionam diretamente com as indústrias farmacêuticas patrocinadoras dos estudos clínicos e fornecedoras das medicações para serem testadas. O paciente, ao ser abordado, recebe todas as informações sobre o estudo por meio de uma conversa e estas mesmas informações também estão descritas no termo de consentimento livre e esclarecido – documento que deve ser compartilhado com familiares ou pessoas de confiança do paciente, que podem auxiliá-lo na decisão de participar ou não da pesquisa.
Segundo Dra. Letícia Braga, Coordenadora do Laboratório de Pesquisa Translacional, os projetos integram diferentes plataformas de avaliação, que incluem a análise do perfil imunológico das pacientes, tanto no local da lesão quanto no sangue (perfil sistêmico) e sequenciamento de DNA pelo método de sequenciamento de nova geração (Next Generation Sequencing-NGS). “O objetivo dessas pesquisas é desenvolver painéis de biomarcadores para câncer de colo uterino, ovário e mama, como estratégia para a prevenção e controle do câncer”; explica.