No passado, receber o diagnóstico de câncer estava atrelado ao pensamento de que a pessoa recebia uma sentença de morte. Felizmente, com o avanço da ciência e o desenvolvimento de novos métodos de cuidado do paciente oncológico, este tipo de pensamento não tem mais fundamento.
O desenvolvimento de novas ferramentas diagnósticas tem proporcionado a descoberta cada vez mais precoce dos novos casos de câncer e contribuído para determinar pacientes que podem se beneficiar de tratamentos oncológicos mais eficientes e efetivos. A identificação do câncer ainda em seu estágio inicial é a chave para o sucesso do tratamento.
Assim, educar a população quanto à importância de se adotar hábitos de vida saudáveis, e de procurar atenção médica periodicamente para realizar avaliações periódicas do seu estado de saúde continuam sendo fundamentais na luta contra o câncer. Iniciativas como o “Outubro Rosa” e o “Novembro Azul”, anualmente realizadas no Instituto Mário Penna, visam conscientizar a população sobre a importância do diagnóstico precoce e dar maior acessibilidade à população a exames preventivos.
Neste 27 de novembro, dia em que se comemora o Dia Nacional de Combate ao Câncer, os pesquisadores do Núcleo de Ensino e Pesquisa do Instituto Mário Penna (NEP), reforçam o quanto os avanços científicos têm contribuído para melhorar a vida dos pacientes oncológicos. Vários medicamentos novos têm sido desenvolvidos, e o uso da imunoterapia vem se alargando mais e mais, de modo que, em breve, estima-se que seja uma realidade para todos os pacientes com câncer. A imunoterapia trás a vantagem de fazer com que o próprio sistema imunológico do paciente se torne competente para combater as células cancerígenas, tornando o processo de terapia mais eficiente e menos traumático. Além disso, inúmeras pesquisas têm sido desenvolvidas para identificar biomarcadores genéticos que possam ser utilizados como referência para os médicos na tomada de decisão quanto ao melhor tratamento para o seu paciente.
O NEP está focado e pronto para trabalhar nessas novas perspectivas. Junto aos médicos do IMP, e com os pacientes que contribuem para o desenvolvimento das pesquisas, a equipe busca novas ferramentas que favoreçam o desenvolvimento de métodos cada vez mais eficientes e personalizados.
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*Texto produzido pelo Dr. Fábio Ribeiro Queiroz, pesquisador do NEP





Conhecendo a importância do diagnóstico precoce e tratamento eficiente, o Núcleo de Ensino e Pesquisa (NEP) do Instituto Mário Penna busca inovações para ajudar a melhorar o trabalho do médico com decisões mais eficientes para os pacientes. Dentre os avanços alcançados, ressalta-se o uso da Inteligência Artificial aplicada no combate ao câncer.
“Nossos resultados na pesquisa mostram que as pacientes com câncer de mama têm um maior número de microvesículas no sangue quando comparadas com as doadoras saudáveis. Além disso, o perfil destas vesículas é diferente em algumas ocasiões, como no caso das pacientes com metástase que apresentam um elevado número de microvesículas de linfócitos T, um tipo celular já conhecido por estar envolvido na progressão e resposta ao tratamento do câncer”; explica Dra. Letícia.
Uma das propostas desenvolvidas no Laboratório de Pesquisa Translacional em Oncologia do NEP é realizada pela doutoranda Thayse Batista, em colaboração com a Fiocruz Minas. Thayse está estudando o perfil de microvesículas tumorais presentes no sangue das pacientes com câncer de mama, atendidas no Hospital Luxemburgo. Estas microvesículas são liberadas pelo tumor e por células do sistema imunológico e estão presentes no sangue. Segundo Thayse, o objetivo é desenvolver um diagnóstico utilizando microvesículas, que são estruturas liberadas pelo tumor desde a sua formação, quando ainda é difícil a detecção pelo exame de imagem, tornando este método menos invasivo e eficiente na detecção da doença e no acompanhamento do tratamento.
Eles então desenvolveram uma vacina com proteínas contendo essas mutações para ser testada em camundongos. Segundo a Dra. Carolina, é como se a vacina mostrasse às células de defesa do camundongo quais são as células defeituosas que devem ser eliminadas e assim elas atacam o câncer assim que ele surge.