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Notícias de: Núcleo de Ensino e Pesquisa (NEP)

26nov2021
Autor Carolina Farah Categorias Notícias Gerais, Núcleo de Ensino e Pesquisa (NEP)

NEP e o combate ao câncer: onde estamos?

No passado, receber o diagnóstico de câncer estava atrelado ao pensamento de que a pessoa recebia uma sentença de morte. Felizmente, com o avanço da ciência e o desenvolvimento de novos métodos de cuidado do paciente oncológico, este tipo de pensamento não tem mais fundamento.

O desenvolvimento de novas ferramentas diagnósticas tem proporcionado a descoberta cada vez mais precoce dos novos casos de câncer e contribuído para determinar pacientes que podem se beneficiar de tratamentos oncológicos mais eficientes e efetivos. A identificação do câncer ainda em seu estágio inicial é a chave para o sucesso do tratamento.

Assim, educar a população quanto à importância de se adotar hábitos de vida saudáveis, e de procurar atenção médica periodicamente para realizar avaliações periódicas do seu estado de saúde continuam sendo fundamentais na luta contra o câncer. Iniciativas como o “Outubro Rosa” e o “Novembro Azul”, anualmente realizadas no Instituto Mário Penna, visam conscientizar a população sobre a importância do diagnóstico precoce e dar maior acessibilidade à população a exames preventivos.

Neste 27 de novembro, dia em que se comemora o Dia Nacional de Combate ao Câncer, os pesquisadores do Núcleo de Ensino e Pesquisa do Instituto Mário Penna (NEP), reforçam o quanto os avanços científicos têm contribuído para melhorar a vida dos pacientes oncológicos. Vários medicamentos novos têm sido desenvolvidos, e o uso da imunoterapia vem se alargando mais e mais, de modo que, em breve, estima-se que seja uma realidade para todos os pacientes com câncer. A imunoterapia trás a vantagem de fazer com que o próprio sistema imunológico do paciente se torne competente para combater as células cancerígenas, tornando o processo de terapia mais eficiente e menos traumático. Além disso, inúmeras pesquisas têm sido desenvolvidas para identificar biomarcadores genéticos que possam ser utilizados como referência para os médicos na tomada de decisão quanto ao melhor tratamento para o seu paciente.

O NEP está focado e pronto para trabalhar nessas novas perspectivas. Junto aos médicos do IMP, e com os pacientes que contribuem para o desenvolvimento das pesquisas, a equipe busca novas ferramentas que favoreçam o desenvolvimento de métodos cada vez mais eficientes e personalizados.

Para saber mais sobre avanços científicos no diagnóstico e tratamento do câncer, acompanhe nossas publicações em nossas redes sociais e no nosso site.

*Texto produzido pelo Dr. Fábio Ribeiro Queiroz, pesquisador do NEP

11nov2021
Autor Carolina Farah Categorias Notícias Gerais, Núcleo de Ensino e Pesquisa (NEP)

NEP: inovação e pesquisa para ajudar no tratamento do câncer de próstata

Antes de falar da doença, vamos entender o órgão acometido. A próstata é uma glândula do sistema genital masculino, que se situa logo abaixo da bexiga e na frente do reto. Ela é responsável por produzir o sêmen, líquido que contém os espermatozoides, liberado durante a relação sexual.

No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens e atinge principalmente a terceira idade. Estima-se aproximadamente 65.840 novos casos entre 2020 e 2022, de acordo com INCA.

Conhecendo a importância do diagnóstico precoce e tratamento eficiente, o Núcleo de Ensino e Pesquisa (NEP) do Instituto Mário Penna busca inovações para ajudar a melhorar o trabalho do médico com decisões mais eficientes para os pacientes. Dentre os avanços alcançados, ressalta-se o uso da Inteligência Artificial aplicada no combate ao câncer.

Dr. Paulo Guilherme de Oliveira Salles, médico patologista e Diretor do NEP, já publicou dois artigos sobre o assunto e trabalha em colaboração com o grupo do Professor Geert Litjens e do Dr. Wouter Bulten, da Radboud University Nijmegen (Nijmegen, Holanda) – usando sistemas de Inteligência Artificial elaborados para apoiar os médicos patologistas no diagnóstico do câncer de próstata. Atualmente, o Dr. Paulo está recrutando novos pacientes para validar os algoritmos desenvolvidos e ratificar a importância do uso da Inteligência Artificial para diagnósticos rápidos e tratamentos cada vez mais personalizados.

Fique atento! Em breve vamos divulgar mais ações e novidades realizadas pelo NEP.

*Texto escrito pela equipe do NEP

27out2021
Autor Carolina Farah Categorias Notícias Gerais, Núcleo de Ensino e Pesquisa (NEP)

Equipe do NEP realiza estudos para novos diagnósticos do câncer de mama

A campanha Outubro Rosa do Instituto Mário Penna conta também com importantes aliados para ajudar no combate ao câncer de mama. O Núcleo de Ensino e Pesquisas (NEP) conta com uma equipe de pesquisadores que buscam novas formas de auxiliar no diagnóstico e tratamento das pacientes, além dos exames de imagens usados atualmente. Essa turma vem trabalhando na busca de um diagnóstico mais preciso.

Uma das pesquisas desenvolvidas faz parte do projeto de doutorado de Thayse Batista, orientado pelas pesquisadoras Dra. Andréa Teixeira, do Instituto de Pesquisa René Racchou – FioCruz Minas, e a Dra. Letícia Braga, Coordenadora do Laboratório de Pesquisa Translacional em Oncologia do Instituto Mário Penna. A pesquisa avalia o perfil de microvesículas tumorais presentes no sangue das pacientes com câncer de mama atendidas no Hospital Luxemburgo.

Segundo a doutoranda Thayse, o objetivo é desenvolver um diagnóstico utilizando microvesículas, que são estruturas liberadas pelo tumor desde a sua formação, quando ainda é difícil a detecção pelo exame de imagem, tornando este método mais assertivo e eficiente na detecção da doença e no acompanhamento do tratamento.

Ela explica também que as microvesículas carregam várias moléculas características do tumor, que permitem a identificação da sua origem e a comunicação com outros órgãos. Uma das funções dessas microvesículas é permitir que o tumor cresça e se desenvolva em outros órgãos, causando a metástase, transformando em um ambiente favorável ao crescimento do tumor.

“Nossos resultados na pesquisa mostram que as pacientes com câncer de mama têm um maior número de microvesículas no sangue quando comparadas com as doadoras saudáveis. Além disso, o perfil destas vesículas é diferente em algumas ocasiões, como no caso das pacientes com metástase que apresentam um elevado número de microvesículas de linfócitos T, um tipo celular já conhecido por estar envolvido na progressão e resposta ao tratamento do câncer”; explica Dra. Letícia.

O trabalho desenvolvido conta com a colaboração da equipe clínica da mastologia e oncologia, dos pesquisadores do NEP e das pacientes que aceitam participar. “Isso vem possibilitando ir além na busca de um tratamento personalizado e de qualidade para todas e todos, seguindo o lema da campanha deste ano no IMP. Conhecer a fundo a maneira como o tumor se relaciona com o corpo é uma ferramenta potente na luta contra o câncer de mama e, proporcionar este tipo de tratamento personalizado para pacientes do SUS, é um avanço na atenção à saúde de qualidade para todas e todos”.

14out2021
Autor Carolina Farah Categorias Notícias Gerais, Núcleo de Ensino e Pesquisa (NEP)

NEP: Conheça um estudo em andamento sobre câncer de mama

A campanha Outubro Rosa – prevenção ao câncer de mama – ressalta a importância de um diagnóstico precoce e eficaz para todos os públicos. Esse tipo de câncer atinge 2,2 milhões de mulheres no mundo e, no Brasil, é responsável por aproximadamente 18 mil mortes por ano. Você sabia que o IMP conta com uma equipe de pesquisadores que buscam novas formas de auxiliar no diagnóstico e tratamento das pacientes com câncer de mama? A turma no Núcleo de Estudos e Pesquisas (NEP) vem trabalhando na busca de um diagnóstico mais preciso e menos invasivo.

Uma das propostas desenvolvidas no Laboratório de Pesquisa Translacional em Oncologia do NEP é realizada pela doutoranda Thayse Batista, em colaboração com a Fiocruz Minas. Thayse está estudando o perfil de microvesículas tumorais presentes no sangue das pacientes com câncer de mama, atendidas no Hospital Luxemburgo. Estas microvesículas são liberadas pelo tumor e por células do sistema imunológico e estão presentes no sangue. Segundo Thayse, o objetivo é desenvolver um diagnóstico utilizando microvesículas, que são estruturas liberadas pelo tumor desde a sua formação, quando ainda é difícil a detecção pelo exame de imagem, tornando este método menos invasivo e eficiente na detecção da doença e no acompanhamento do tratamento.

“As microvesículas carregam várias moléculas características do tumor, que permite a identificação da sua origem e a comunicação com outros órgãos. Uma das funções dessas microvesículas é permitir que o tumor cresça e se desenvolva em outros órgãos, causando a metástase, pois sua liberação chega em outros órgãos através do sangue e transformam em um ambiente favorável ao crescimento do tumor”; explica.

Conhecer a fundo a maneira como o tumor se relaciona com o corpo é uma ferramenta potente na luta contra o câncer de mama e, proporcionar este tipo de tratamento personalizado para pacientes do SUS, é um avanço na atenção à saúde de qualidade para todas e todos.

O trabalho desenvolvido por Thayse conta com a colaboração da equipe clínica da mastologia e oncologia, dos pesquisadores do NEP e das pacientes que aceitam participar das pesquisas do Núcleo.

Thayse destaca que trabalhar de perto com as pacientes com câncer de mama trouxe uma nova perspectiva para meu trabalho. “Conhecer essas mulheres que enfrentam esta doença, muitas vezes com sorriso no rosto, me inspira todos os dias a buscar com mais afinco um serviço que vai tornar esta jornada mais tranquila e eficaz”.

*Texto escrito pela equipe do Núcleo de Estudos e Pesquisa (NEP)

5out2021
Autor Carolina Farah Categorias Notícias Gerais, Núcleo de Ensino e Pesquisa (NEP)

NEP: A esperança de uma vacina para tratar o câncer colorretal

No texto anterior falamos sobre a importância do diagnóstico precoce como um dos principais aliados para a cura do câncer colorretal. Agora vamos falar sobre um grande avanço da ciência na busca de tratamentos mais eficientes e menos agressivos do que a quimioterapia e a radioterapia convencionais, utilizadas na grande maioria dos casos.

Recentemente, um grupo de pesquisadores da Alemanha publicou resultados promissores da aplicação de uma vacina protetiva contra o câncer colorretal hereditário em camundongos. Esse tipo de câncer colorretal corresponde a cerca de 3% dos casos (1 em cada 30) e é causado por uma síndrome hereditária chamada Síndrome de Lynch.

Neste estudo, cientistas do Hospital Universitário de Heidelberg, na Alemanha, identificaram que muitos pacientes com essa síndrome possuíam mutações idênticas no DNA da célula cancerígena. “O mais interessante é que quatro dessas mutações tinham a capacidade de fazer com que as células de defesa do próprio organismo atacassem o tumor”; conta Dra. Carolina Melo, pesquisadora do Laboratório de Pesquisa Translacional do Núcleo de Estudo e Pesquisa (NEP).

Eles então desenvolveram uma vacina com proteínas contendo essas mutações para ser testada em camundongos. Segundo a Dra. Carolina, é como se a vacina mostrasse às células de defesa do camundongo quais são as células defeituosas que devem ser eliminadas e assim elas atacam o câncer assim que ele surge.

“Os camundongos vacinados sobreviveram mais e apresentaram um tumor significativamente menor do que os não vacinados. Foi a primeira vez que testes em ser vivo mostraram ser possível atrasar o desenvolvimento do câncer colorretal hereditário com uma vacina desenvolvida a partir das mutações encontradas na célula cancerígena”; ressalta a pesquisadora.

Testes clínicos que demonstram a segurança e a eficácia imunológica dessa vacinação em humanos já foram concluídos com sucesso, em um hospital em Frankfurt, também na Alemanha, e nos próximos anos saberemos se ela será capaz de prevenir tumores e prolongar a sobrevida dos pacientes.

A ciência e a medicina estão fazendo a sua parte na busca de formas mais eficientes de se tratar e prevenir o câncer colorretal. Faça você também a sua! Previna-se! Faça seus exames de rotina de acordo com a orientação médica, tenha hábitos alimentares saudáveis, pratique exercícios. Cuide-se!

  • Texto escrito pela Dra, Carolina Melo, PhD em genética humana, que trabalha há mais 10 anos na pesquisa em oncologia e, atualmente, é parte da equipe de pesquisadores do NEP.
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