Esta pergunta normalmente é feita pela equipe de pesquisa clínica aos pacientes do Instituto Mário Penna que podem entrar para os estudos clínicos. Mas, antes de ouvir a resposta, algumas explicações são essenciais.
O voluntário de pesquisa, também conhecido como participante de pesquisa, é uma pessoa que aceita usar um novo medicamento que está em fase de teste e que possa trazer benefício para o tratamento do câncer. A identificação dos potenciais voluntários é realizada pela equipe de oncologistas que indicam aqueles que podem participar dos estudos. Para este convite é necessário checar três pontos fundamentais:
1 – O tratamento teste possibilita mais benefício que o tratamento padrão? Em algumas situações, os estudos clínicos oferecem medicações que não estão disponíveis no SUS ou no convênio, e que já apresentam resultados promissores em comparação às terapias utilizadas na rotina, e que podem aumentar o tempo de vida ou causar menos efeitos colaterais. Em outras situações, o paciente já percorreu um longo caminho de tratamentos e as opções de terapia já se esgotaram, restando ao médico oncologista repetir um tratamento que já foi feito anteriormente. Com a pesquisa clínica é possível viabilizar uma nova linha de tratamento.
2 – O que acontece quando participo do estudo clínico? O estudo clínico não é iniciado antes do paciente ser esclarecido quanto aos riscos, benefícios, exames de acompanhamento, medicamentos usados, efeitos colaterais, tempo de tratamento, consultas e todas as outras informações necessárias para garantir o seu direito de decisão. Após o esclarecimento, um documento chamado Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) é assinado pelo paciente e pelo médico responsável pelas orientações passadas. No termo consta todas as informações discutidas e os contatos dos responsáveis pelo protocolo clínico.
3 – O paciente atende aos critérios de segurança do estudo? Antes do estudo clínico chegar ao Instituto Mário Penna, outras análises são realizadas a respeito do medicamento, sendo possível conhecer os principais efeitos colaterais que ele pode causar, excluindo assim, pacientes que possam ter algum fator de risco para tomar a medicação. Vários exames são realizados entre a assinatura do TCLE e antes da administração da primeira dose da medicação, com o objetivo de conhecer o paciente.
Cíntia Lima, Enfermeira Coordenadora de Pesquisa Clínica, ressalta que um paciente bem esclarecido quanto às possibilidades de tratamento na oncologia, certamente não terá dificuldade em responder à pergunta do título deste texto. Ela reforça também que a missão da equipe de pesquisa clínica é oferecer o melhor tratamento aos pacientes e garantir que a sua vontade seja respeitada.
*Texto escrito por Cíntia Lima, Enf. Coordenadora de Pesquisa Clínica





Quando nossas células vão se multiplicar, seja para reparar um tecido machucado, seja para repor outras células, esse código genético precisa se duplicar. Isso é importante para que cada nova célula tenha a mesma informação genética daquela que a originou. Durante esta etapa de duplicação, pequenos erros podem acontecer no código genético e eles são chamados de mutações.



O NEP foi fundado em 2015 com o propósito de atuar na investigação e produção de dados de científicos. “Ao longo dos anos, estamos gerando conhecimento e avanços no campo da oncologia, a partir de pesquisas básicas, translacionais e clínicas”; explica Dr. Paulo Guilherme, médico patologista e Diretor do Núcleo de Ensino e Pesquisa.
O Laboratório de Pesquisa Translacional do Núcleo de Ensino e Pesquisa do IMP é chefiado pela pesquisadora Letícia da Conceição Braga, parceira de pesquisa de Luciana Silva, e executou seus experimentos do doutorado no SBM da Funed. As duas pesquisadoras são responsáveis por trazer a inovação em biotecnologia do câncer para Minas Gerais, por meio da criação da startup OncoTag, que nasceu na Fundação em 2014, e que tem em sua carteira de desenvolvimento um exame molecular para pacientes com câncer de ovário. De acordo com Luciana, a dupla tem experiência, cumplicidade e compromisso para que as duas instituições possam ajudar a melhorar o tratamento do paciente oncológico através das suas pesquisas.