câncer de cabeça e pescoço

NEP realiza pesquisas relacionadas ao câncer de cabeça e pescoço

O Dia Mundial de Conscientização e Combate ao Câncer de Cabeça e Pescoço é celebrado no dia 27 de julho. Um dos principais problemas para o tratamento deste tipo de câncer é o diagnóstico tardio, que ocorre em 60% dos casos, deixando sequelas no paciente.
Todos nós queremos evitar o câncer, mas nem sempre isso é fácil. Por outro lado, no câncer de cabeça e pescoço conseguimos prevenir a doença simplesmente evitando a exposição aos fatores que estão relacionados ao aparecimento da doença. Existem fatores de risco bem conhecidos, que podem ser facilmente evitados. O primeiro fator: o excesso de exposição à luz solar. O segundo fator: cigarro e álcool e a situação é pior quando a pessoa tem o hábito de consumir grandes quantidades de álcool e fuma muito. O terceiro fator: Vírus HPV, o mesmo que está relacionado ao aparecimento do câncer de colo de útero, na mulher.

câncer de cabeça e pescoço

Além da prevenção, o diagnóstico precoce e o rápido início do tratamento são fundamentais para a cura do câncer de cabeça e pescoço, reduzindo o impacto na qualidade de vida dos pacientes. O Núcleo de Ensino e Pesquisa (NEP), através de parceria do Laboratório de Pesquisa Translacional, com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), desenvolve o projeto de pesquisa “Associação entre aspectos clínicos e imunopatológicos à dor orofacial e qualidade de vida em pacientes com carcinoma de células escamosas de mucosa oral”. A pesquisa é realizada pela aluna de mestrado Francine Barros de Oliveira, do Programa de Pós Graduação em Patologia da UFMG, sob orientação da Profa. Dra. Camila Megale Almeida-Leite (Depto de Morfologia/Instituto de Ciências Biológicas/UFMG) e coorientação da Dra. Patricia Rocha Martins.

Também participam da pesquisa como membros da equipe do Instituto Mário Penna (IMP), Dr. Paulo Guilherme de Oliveira Salles, a Dra. Juliana Maria Braga Sclauser e a Dra. Letícia Braga, além da equipe médica do ambulatório de cabeça e pescoço. O projeto visa avaliar em pacientes com câncer de boca que procuram tratamento no IMP, potenciais relações entre as características do câncer, a dor orofacial apresentada pelo paciente e a qualidade de vida.

Segundo Dra. Camila Megale, essa pesquisa é o ponto de partida para estudos mais detalhados sobre o tipo de dor orofacial que os pacientes com câncer de cabeça e pescoço apresentam e como o tipo de câncer pode interferir na dor como sintoma. “No futuro, os resultados obtidos permitirão tratar precocemente a dor do paciente de modo mais específico com base em informações obtidas na biópsia e nas consultas iniciais, o que tornará o alívio da dor orofacial mais efetivo.”

 

 

 

NEP celebra o Dia Nacional da Ciência e o Dia do Pesquisador

O Dia Nacional da Ciência e o Dia do Pesquisador são comemorados no dia 8 de julho. A data foi criada para destacar a importância da ciência para o desenvolvimento do país, estimular o interesse dos jovens e divulgar o saber científico para a sociedade. O Instituto Mário Penna tem um Núcleo de Ensino e Pesquisa (NEP) composto por uma equipe de pesquisadores que se dedicam exclusivamente para o desenvolvimento de projetos científicos e pesquisa clínica aplicado à oncologia.

O NEP foi fundado em 2015 com o propósito de atuar na investigação e produção de dados de científicos. “Ao longo dos anos, estamos gerando conhecimento e avanços no campo da oncologia, a partir de pesquisas básicas, translacionais e clínicas”; explica Dr. Paulo Guilherme, médico patologista e Diretor do Núcleo de Ensino e Pesquisa.

Na Pesquisa Básica e Translacional, os projetos em desenvolvimento visam identificar marcadores oncológicos capazes de ofertar uma maior qualidade de vida aos pacientes oncológicos, bem como dar suporte às decisões médicas. Os resultados das pesquisas devem permitir uma medicina cada vez mais personalizada para os tratamentos dos pacientes com câncer. Atualmente, dois projetos aprovados pelo Programa Nacional de Atenção Oncológica (Pronon) e dedicados à pesquisa de biomarcadores nos cânceres femininos (câncer do colo uterino, mama e ovário) e à implementação de primeiro banco de tumores do Estado de Minas Gerais estão em andamento. Além disso, estão em desenvolvimento cinco projetos de doutorado e sete de mestrado orientados pelos pesquisadores do NEP, em parceria com a UFMG, UFU, Funed e Fio Cruz.

Na Pesquisa Clínica, atualmente, os pesquisadores do IMP estão trabalhando em três estudos abertos para recrutamento de pacientes /voluntários: o estudo Thor, para tratamento de câncer de bexiga, e os estudos Rigel e Kiniksa, para tratamento de pacientes internados devido às complicações da Covid.

“Nos próximos meses, esperamos abrir mais quatro estudos com foco no tratamento da Covid e outros quatro para oferecer tratamento de câncer de pulmão, colo do útero e bexiga”; ressalta Dr. Paulo Guilherme.

Funed firma parceria com Mário Penna para desenvolver pesquisas sobre câncer

A Fundação Ezequiel Dias (Funed), por meio de seu Serviço de Biologia Molecular (SBM), acabou de firmar parceria com o Instituto Mário Penna, por meio do Núcleo de Ensino e Pesquisa (NEP). A instituição é filantrópica, referência em prevenção, diagnóstico, tratamento, ensino e pesquisa em câncer em Minas Gerais.

O objetivo da cooperação é o estabelecimento de parceria para pesquisa, desenvolvimento e inovação, por meio da Rede de Pesquisa de Biomarcadores Oncológicos. De acordo com Luciana Maria Silva, pesquisadora da Funed responsável pelo trabalho, a parceria é estratégica para proporcionar avanços na compreensão da carcinogênese dos tumores humanos.  “As pesquisas em oncologia podem ser do tipo básica ou translacional, mas juntas podem promover a saúde dos pacientes diagnosticados com a doença, com o objetivo de avançar em descobertas importantes que saem da bancada para a beira do leito (bench to bedside)”, afirma.

A Funed participa enquanto Instituto de Ciência e Tecnologia (ICT) que tem por finalidade realizar pesquisas para o desenvolvimento científico e tecnológico no campo da saúde pública, na pesquisa e na produção de medicamentos, bem como nas análises laboratoriais no campo dos agravos à saúde coletiva. A expectativa é que a cooperação proporcione avanços em pesquisas diversas, mas de forma particular nas pesquisas que estão em andamento sobre o câncer de ovário. “Esse processo pode contribuir para o desenvolvimento de novos fármacos, kits-diagnósticos e outros produtos para a saúde humana”, exemplifica Luciana.

O Instituto Mário Penna – que tem esse nome em homenagem ao médico que se tornou pioneiro do tratamento do câncer em Minas Gerais –  possui hospitais de referência no tratamento oncológico, como Hospital Mário Penna e o Hospital Luxemburgo, além da Casa de Apoio Beatriz Ferraz, que acolhe pacientes do interior em tratamento nos hospitais do Instituto, o Núcleo de Especialidades Oncológicas (NEO) e um Núcleo de Ensino e Pesquisa para descobertas de tratamentos, diagnósticos e melhor entendimento do câncer.

Atualmente, o Instituto Mário Penna é responsável por atender 70% dos novos casos de câncer de Belo Horizonte e região metropolitana, e mais de 20% dos novos casos de câncer de todo o Estado de Minas Gerais. Definida como peça fundamental no planejamento estratégico do Instituto, a atividade de pesquisa desenvolvida por meio do seu Núcleo de Ensino e Pesquisa envolve um corpo profissional multidisciplinar, incluindo membros do corpo clínico que atuam na investigação e produção de dados, gerando conhecimento e avanços no campo da oncologia.

O Laboratório de Pesquisa Translacional do Núcleo de Ensino e Pesquisa do IMP é chefiado pela pesquisadora Letícia da Conceição Braga, parceira de pesquisa de Luciana Silva, e executou seus experimentos do doutorado no SBM da Funed. As duas pesquisadoras são responsáveis por trazer a inovação em biotecnologia do câncer para Minas Gerais, por meio da criação da startup OncoTag, que nasceu na Fundação em 2014, e que tem em sua carteira de desenvolvimento um exame molecular para pacientes com câncer de ovário. De acordo com Luciana, a dupla tem experiência, cumplicidade e compromisso para que as duas instituições possam ajudar a melhorar o tratamento do paciente oncológico através das suas pesquisas.

Relevância – O Câncer é a segunda maior causa de morte no mundo inteiro. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2018 houve 10 milhões de mortes devido ao câncer no mundo. “O câncer continua a crescer globalmente, exercendo um tremendo desgaste físico, emocional e financeiro nas pessoas, nas famílias, comunidades e sistemas de saúde. Muitos deles, de países de renda-média como o Brasil, estão menos preparados para gerir esse fardo e muitos pacientes não têm acesso a um adequado diagnóstico e tratamento”, lembra Luciana Silva.

Dra. Letícia Braga complementa que esta parceria com a Funed significa a união de esforços de pesquisadores e instituições que trabalham em prol do fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) possam fazer diferença nesse cenário e promover a saúde através da pesquisa e inovação para os pacientes do SUS.

 

NEP trabalha com estudos relacionados à Oncologia de Precisão

A Oncologia de Precisão, também conhecida como oncologia personalizada, tem por objetivo aliar dados clínico-patológicos estabelecidos para o paciente com o perfil molecular dos tumores para criar estratégias de diagnóstico, prognóstico e tratamento mais precisos e adaptados às necessidades de cada um.

Dra. Letícia Braga, Coordenadora do Laboratório de Pesquisa Translacional do NEP, a Oncologia de Precisão tratada a doença de forma personalizada. “Nós, pesquisadores do Laboratório de Pesquisa Translacional, estamos trabalhando em projetos financiados pelo Programa Nacional de Oncologia (PRONON) que buscam a identificação de biomarcadores que possam ser usados em testes genéticos, como marcadores preditivos para tratamento personalizados e marcadores que predispõe a um determinado tipo de câncer nas famílias, auxiliando os médicos em decisões clínicas mais eficazes”.

Ainda segundo Dra. Letícia, somente no ano passado, 164 mulheres com câncer de colo uterino, 102 com câncer de ovário e 99 com câncer de mama participaram dos estudos e contribuíram para atingir os objetivos dos projetos do NEP.

Mas, enquanto os resultados desta pesquisa não estão disponíveis na prática clínica, o que a Oncologia de Precisão tem a ver com meu tratamento oncológico?

“A Oncologia de Precisão representa os 4 P’s da medicina: Preditivo, Preventivo, Personalizado e Participativo. Através desse conhecimento, os médicos conseguem orientar intervenções do próprio dia a dia do paciente, mudança de hábitos de vida, exercícios físicos e hábitos alimentares, o que depende diretamente de atitudes específicas de cada um.”

Confira outras publicações do NEP em nosso site. Clique aqui.

* Texto escrito por Letícia Braga, Bióloga, Pós-doutora em oncologia experimental, Coordenadora do Laboratório de Pesquisa Translacional do Núcleo de Ensino e Pesquisa (NEP)

NEP: Pesquisa Clínica do Mário Penna está entre as três melhores do Brasil

O setor de Pesquisa Clínica do Núcleo de Ensino e Pesquisa (NEP) do Instituto Mário Penna ganha destaque como o terceiro maior recrutador de pacientes, entre os 16 centros que desenvolvem o estudo Thor, da farmacêutica Janssen no Brasil, com 31 pacientes até o momento. O Mário Penna está atrás apenas do Centro de Oncologia do ABC e da Beneficência Portuguesa, ambos em São Paulo, com 41 e 31 pacientes, respectivamente. Segundo o último levantamento disponibilizado pela Janssen em 30 de abril, o Brasil está em 12° lugar no ranking de recrutamento no mundo e o NEP está contribuindo para melhorar essa posição.

O estudo Thor oferece tratamento para pacientes com câncer de bexiga que já realizaram uma primeira linha de tratamento com quimioterapia, que em algum momento tiveram recidiva da doença e agora precisam de um novo tratamento. A médica oncologista responsável por este estudo na instituição é a Dra. Joseane Rodrigues Toledo, que juntamente com a equipe de oncologistas e da pesquisa clínica, tem se empenhado em divulgar e recrutar pacientes para participarem do estudo.

“Quando o paciente é identificado como potencial participante, ele é informado sobre o estudo pelo oncologista e, caso demonstre interesse em participar, a equipe de pesquisa clínica entra em contato para aplicar o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), que é um documento onde estão descritas informações do estudo como”; conta Dra. Joseane Rodrigues Toledo.

Um ponto importante é que os membros da equipe de pesquisa prezam sempre pela autonomia do paciente em decidir por sua participação. “Não medimos esforços para ajudar o paciente a entender como funciona os estudos clínicos. Em alguns casos, quando o paciente é muito humilde, que não sabe ler ou escrever, o processo do consentimento é realizado em duas etapas. Em uma primeira consulta explicamos sobre o estudo, disponibilizamos o TCLE para ele levar para casa, e conversar com os familiares sobre a participação. Em um segundo momento, esclarecemos dúvidas e assinamos o documento.  Nestes casos, pedimos sempre que o paciente venha acompanhado e o acompanhante também assina o termo ciente de que as informações passadas são as mesmas que estão descritas no documento”; explica.

Após esta etapa de assinaturas dos termos, o paciente é incluído no estudo, mas antes de iniciar com a medicação, ele passa por uma série de exames que buscam averiguar se não há nenhum problema de saúde que possa colocá-lo em risco durante o estudo. Ao final do processo, se ele atender a todos os critérios, começamos o tratamento.  “A cada paciente que entra para a pesquisa, o nosso desejo é de que o medicamento o beneficie. Por isso, acompanhamos tudo bem de perto e, ao identificarmos qualquer sinal de perigo, entramos com medidas preventivas”; conclui.

Até o momento, nosso centro recrutou 31 pacientes que se tornaram voluntários no estudo e que irão compor um grupo de outros voluntários, gerando informações que validarão ou não o uso da medicação estudada no futuro.

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