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Notícias de: Tratamento Oncológico

13mar2024
Autor Marketing Categorias Espaço Mulher, Hospital Luxemburgo, Instituto Mário Penna, Notícias Gerais, Novo Hospital Luxemburgo, Tratamento Oncológico

Autoestima feminina: Mário Penna oferece tratamento gratuito ainda não disponível pelo SUS

O Fraxx é um equipamento de radiofrequência fracionada que contribui para a melhora dos efeitos colaterais que podem prejudicar a qualidade da vida sexual das pacientes em tratamento de câncer. O novo tratamento passará a ser oferecido pela equipe de ginecologia do Mário Penna para mulheres em atendimento pelo SUS. O Fraxx distribui energia eletromagnética de forma precisa e estimula a ação do colágeno e renovação da pele.

Atualmente, um problema pouco falado, mas muito comum entre mulheres que enfrentam o tratamento de câncer de mama ou do colo do útero, são os efeitos colaterais que interferem na vida sexual. Por medo, constrangimento ou receio de falar sobre o tema, o assunto ainda é um tabu para o público feminino. Além de um desequilíbrio hormonal, a doença pode levar à menopausa precoce, além de coceira vaginal, falta de lubrificação natural, cansaço e dor durante a relação.

Nesse sentido, a fim de tentar minimizar o impacto causado pelo tratamento oncológico na vida das pacientes, o Mário Penna passa a oferecer um tratamento especializado por meio do aparelho Fraxx, doado para a instituição pela empresa Loktal Medical Electronics, da cidade de São Paulo. O aparelho cria energia para fazer microablações na mucosa que vão estimular a regeneração do tecido.

Dra. Telma Franco, coordenadora da Ginecologia Oncológica do Mário Penna, explica que o contato com o aparelho se deu em 2023, em um curso que a equipe fez participando da Colpominas – Jornada de Patologia do Trato Genital Inferior e Colposcopia. A partir disso, a Dra. Débora Batista, médica ginecologista, baseou seu projeto de mestrado sobre a utilização do Fraxx nas pacientes do Hospital Luxemburgo, o que motivou a doação do equipamento pelo fornecedor.

O Fraxx é indicado para uso quando a paciente apresenta sintomas como incontinência urinária, prurido vulvar crônico (como líquen escleroso), atrofia vaginal e vestibular, dispareunia, flacidez vaginal, entre outros. “Com o Fraxx, poderemos beneficiar aquelas pacientes com histórico de câncer de colo uterino ou mama, associado a alguma dessas queixas” explica Dra. Telma. Ela ainda reforça que, atualmente, o tratamento com esse aparelho é muito caro, e ter a possibilidade de ofertá-lo para as pacientes do SUS é um um avanço que contribui para o atendimento humanizado, expertise e missão do Mário Penna.

Débora Batista – Ginecologista do Mário Penna

Sobre a pesquisa e a utilização do Fraxx

A pesquisa de mestrado da Dra. Débora Cristina de Freitas Batista foi o que motivou a doação. Com o título “Avaliação de desempenho do Fraxx na reparação da atrofia vaginal, na incontinência urinária, na melhora da dispareunia e vida sexual feminina após quimiorradiação ou hipoestrogenismos por ooforectomia devido a câncer ginecológico e mamário” a pesquisa será co-orientada pela Dra. Letícia Braga, gerente da Pesquisa Translacional do Mário Penna. O trabalho irá comparar duas formas de tratamento da atrofia vaginal após quimiorradiação, sendo o tratamento com creme a base de estrogênio, versus o novo uso das energias na ginecologia, como é o caso do Fraxx.

Dra. Débora conta que a escolha do tema foi decorrente de uma demanda muito frequente que as pacientes apresentavam após o tratamento com quimiorradiação. “Eram pacientes que sofriam muito com ressecamento, sensibilidade e desconfortos na hora de voltar a ter relação sexual. Por isso, visando a melhora da qualidade de vida dessas pacientes, a equipe da ginecologia oncológica procurou alternativas ao tratamento com creme tópico vaginal, que não era bem aceito pelas mulheres” explicou.

1mar2024
Autor Marketing Categorias Ensino, Pesquisa e Inovação, General News, Hospital Luxemburgo, Instituto Mário Penna, Notícias Gerais, Novo Hospital Luxemburgo, Núcleo de Ensino e Pesquisa (NEP), Tratamento Oncológico

Diretoria do Mário Penna recebe nova turma de Residentes

Nesta quinta-feira, 29, o Mário Penna deu as boas vindas aos 33 novos residentes. A instituição recebeu os novos médicos em um encontro que reuniu diretoria e representantes de alguns setores. Além de proporcionar um coquetel, o encontro abordou a missão, a visão e os valores do Mário Penna, bem como toda a trajetória que faz a instituição referência no combate ao câncer em Minas Gerais. 

O Programa de Residência Médica do Mário Penna é um dos mais reconhecidos no estado pela excelência. Coordenado pelo Dr. Ellias Lima, Oncologista da instituição, o programa é uma iniciativa do Núcleo de Ensino, Pesquisa e Inovação e engloba 11 especialidades (Anestesiologia, Cirurgia de Cabeça e Pescoço, Cirurgia Geral, Cirurgia Oncológica, Clínica Médica, Hematologia e Hemoterapia, Mastologia, Medicina Intensiva, Oncologia Clínica, Radioterapia e Urologia) e um curso de especialização (Ginecologia Oncológica). Para o ano de 2024 foram ofertadas 41 vagas, sendo 33 já preenchidas.

Durante a recepção,  Dr. Ellias Lima, Coordenador da COREME, também falou sobre o quão importante é para o Mário Penna receber esses novos profissionais. Ele reforçou que essa é uma troca dupla de aprendizados, e que a instituição tanto ensina quanto aprende com os médicos residentes. 

Para o Dr. Iago Fontes Carvalho, residente que está iniciando na Oncologia Clínica, as perspectivas são as melhores. “A expectativa é muito boa. Nosso objetivo é tentar criar o melhor ambiente de trabalho possível, porque serão três anos aqui. Eu escolhi o Mário Penna, porque na minha área é uma instituição que tem muita história e é muito tradicional aqui em Belo Horizonte, com o maior serviço na parte de oncologia. Não teria ambiente melhor para começar esse ciclo” afirmou. 

O encontro possibilitou um momento de interação entre os novos médicos e os profissionais do Mário Penna e permitiu que eles conhecessem um pouco mais dos espaços da instituição. Além disso, os residentes puderam se reunir com os preceptores e alinhar as expectativas de trabalho para o ano. 

29fev2024
Autor Sofia Gontijo Categorias Instituto Mário Penna, Março Lilás, Notícias Gerais, Tratamento Oncológico 1 comentário em Quarta maior causa de morte em mulheres no Brasil, câncer do colo do útero terá campanha de conscientização promovida pelo Instituto Mário Penna no Março Lilás

Quarta maior causa de morte em mulheres no Brasil, câncer do colo do útero terá campanha de conscientização promovida pelo Instituto Mário Penna no Março Lilás

Com o tema “Mulheres prevenidas são ainda mais poderosas”, a campanha Março Lilás do Mário Penna no ano de 2024 chega com tudo para promover a conscientização sobre o câncer do colo do útero. De acordo com as estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA), neste ano, mais de 5 mil mulheres serão diagnosticadas com esse tipo de câncer no Brasil. Por isso, a campanha traz uma abordagem moderna para alertar sobre sintomas e fatores de risco, incentivar a prevenção através de exames e da vacinação, além de empoderar através do autocuidado. 

O câncer do colo do útero é a quarta maior causa de morte em mulheres no Brasil. A doença é causada pela infecção persistente por alguns tipos de HPV (Papilomavirus Humano), transmitido por relações sexuais. Dessa forma, grande parte das pessoas tem contato com o vírus ao longo da vida, mas nem todas desenvolverão o câncer. Por isso, outros fatores de risco também são considerados, como iniciar precocemente a vida sexual; ter múltiplos parceiros sexuais; fumar; apresentar baixa imunidade; manter más condições de higiene; dispor de histórico familiar e praticar sexo desprotegido.

Nas fases iniciais, a doença pode ser silenciosa, mas quando há manifestação de sintomas, eles podem aparecer como sangramentos vaginais intermitentes (que vai e volta) ou após a relação sexual, secreção vaginal anormal e dor abdominal associada a queixas urinárias ou intestinais. Em caso de algum sinal, a mulher deve procurar atendimento médico. 

A principal forma de diagnóstico é o exame Papanicolau. Ele aponta a existência ou não de alterações celulares características da infecção pelo HPV ou a existência de lesões pré-malignas. Por isso, deve ser feito anualmente, seguindo as recomendações do ginecologista.

Após o diagnóstico, o tratamento do câncer de colo do útero é indicado pela equipe médica de acordo com a individualidade de cada paciente. A quimioterapia, a radioterapia e a braquiterapia (tipo de “radioterapia” interna) são os mais empregados, mas a cirurgia também pode ser escolhida em casos diagnosticados no estágio inicial. Fatores como estágio da doença, idade e comorbidades serão levados em conta. 

Independentemente do tratamento indicado, a paciente será amparada por uma equipe multidisciplinar que envolve a Ginecologia Oncológica, a Oncologia Clínica e os outros especialistas no tratamento escolhido. “Durante o processo, a equipe médica também ajuda as pacientes a retomarem a vida sexual com mais tranquilidade. Nossa função é orientar e amenizar sintomas como dor pélvica e encurtamento da vagina, com o auxílio de fisioterapeutas pélvicas e ferramentas como os dilatadores vaginais”, explica Dra. Suelen Peixoto, Ginecologista Oncológica do Mário Penna.

Diante disso, a principal forma de prevenção contra o câncer do colo do útero é a vacinação contra HPV. Atualmente, no Brasil, meninos e meninas de 9 a 14 anos devem tomar a vacina que protege contra os tipos 6, 11, 16 e 18 do HPV. 

“No nosso dia a dia com as pacientes, vemos que a maioria das mulheres adultas não se vacinou contra o HPV quando adolescente, pelo fato desse programa de vacinação ser recente no Brasil. Atualmente, o grupo etário alvo da vacina são as meninas e os meninos com idade entre 9 e 14 anos. Em termos de serviço público de saúde para mulheres adultas, elas terão o acesso gratuito à vacina, desde que se enquadrem nas seguintes condições: receberam indicação médica; sejam portadoras do vírus HIV, transplantadas e portadoras de câncer; estejam em estado de imunossupressão; sejam pacientes que sofreram violência sexual. Para as que não se encaixam em nenhuma dessas situações, a vacina deve ser tomada na rede privada”, explica Dra. Bárbara Marques, Médica Oncologista do Mário Penna.

Em parceria com o fotógrafo Amós Rodrigues, a estilista Karen Lima, e as lojas Seicentos e treze, Anete Schickler e Mima Me, o Março Lilás deste ano teve início com um ensaio fotográfico. As pacientes Sirlei Costa e Paula Soares, a Dra. Bárbara Marques, e a influenciadora Flávia Pinho participaram de uma manhã de beleza, com cliques especiais que estampam as páginas da revista da campanha, criada especialmente para levar mais informações de conscientização sobre o câncer do colo do útero. 

Para fortalecer ainda mais a mensagem da campanha, a instituição conta com outros parceiros que prestam apoio e potencializam as ações durante o mês. Em 2024, Mineirão, Minas Tênis Clube, Minas Tênis Solidário, Supermercados BH, Lojas REDE, Itaminas, Sicoob Credicom, Queima Diária, GH Derma, Dailus, Socila e O Tempo abraçaram a campanha Março Lilás. 

São inúmeras ações que acontecem durante todo o mês. A primeira delas no dia 2 de março, com o Mário Penna presente nos telões do Mineirão durante a partida entre Cruzeiro e Uberlândia com o VT da campanha. Do dia 4 ao dia 10, o Março Lilás fará parte da programação do Shopping Cidade, com um espaço destinado ao autocuidado, com dicas de maquiagem, spa facial, entre outras propostas. 

Dentro da instituição, a campanha também celebrará o Dia da Mulher, com sessão de maquiagem para colaboradoras, distribuição de brindes e dia de beleza para pacientes.

Saiba mais sobre a campanha:

Acesse a Revista Março Lilás digital:

28fev2024
Autor Marketing Categorias Ensino, Pesquisa e Inovação, General News, Hospital Luxemburgo, Instituto Mário Penna, Notícias Gerais, Novo Hospital Luxemburgo, Núcleo de Ensino e Pesquisa (NEP), Tratamento Oncológico

Núcleo de Ensino, Pesquisa e Inovação estuda o papel das citocinas no diagnóstico e prognóstico do câncer de ovário.

As citocinas são pequenas proteínas que, normalmente, são secretadas pelas células e têm efeitos específicos nas interações e na comunicação entre elas. Apesar de terem um papel biológico no organismo, sabe-se que a secreção de múltiplas citocinas nos diferentes tipos e estágios do câncer pode promover um microambiente inflamatório que impulsiona o desenvolvimento, a progressão do câncer, a metástase e resistência ao tratamento.

O diagnóstico precoce e preciso do câncer é um desafio constante na área da oncologia. Nesse sentido, a busca por biomarcadores – ou seja, marcadores biológicos celulares, estruturais ou bioquímicos, que podem definir alterações celulares e moleculares tanto em células normais quanto tumorais – tem aumentado de forma significativa nos últimos anos. Identificar marcadores biológicos que possam indicar a presença, o tipo e o estágio do câncer é essencial para um tratamento eficaz e para a avaliação adequada do prognóstico do paciente.

Nesse contexto, as citocinas emergem como potenciais biomarcadores, oferecendo uma promissora ferramenta para maior compreensão do microambiente tumoral e da progressão do câncer, desde o desenvolvimento inicial até a invasão e metástase. Como as citocinas produzidas pelo tumor atingem a corrente sanguínea e podem ser detectadas no sangue, elas podem ser úteis como biomarcadores em exames laboratoriais que permitem detectar cânceres, prever o desfecho da doença e gerenciar escolhas de tratamentos.

Atualmente, o Núcleo de Ensino, Pesquisa e Inovação do Mário Penna, desenvolve uma linha de pesquisa que investiga os níveis sanguíneos destas citocinas no câncer de ovário, considerado o tumor feminino com pior prognóstico e maior letalidade. “Nosso objetivo é desenvolver um método minimamente invasivo que possa ser implementado na prática laboratorial e que, em associação com os exames já disponíveis para o cuidado da paciente, possa contribuir para o manejo clínico mais eficiente de mulheres com esse tumor” comenta Dr. Jorge Goulart, Pesquisador do Laboratório de Pesquisa Translacional do Mário Penna.

Em breve, a análise de citocinas como biomarcadores poderá se tornar uma ferramenta rotineira, que irá revolucionar o diagnóstico e avaliação do prognóstico da paciente com o câncer de ovário e, assim, melhorar substancialmente as perspectivas de tratamento e sobrevida das pacientes com essa doença.

Fonte: Dr. Jorge Goulart Ferreira – Doutor em Biologia Celular e Molecular Pesquisador do Laboratório de Pesquisa Translacional em Oncologia do NEPI.

26fev2024
Autor Marketing Categorias Ensino, Pesquisa e Inovação, Hospital Luxemburgo, Instituto Mário Penna, Notícias Gerais, Núcleo de Ensino e Pesquisa (NEP), Tratamento Oncológico

Mário Penna lidera Rede Mineira de Pesquisa em Oncologia

O Mário Penna avança continuamente no protagonismo da pesquisa científica. Reconhecida pela tradição e referência no tratamento oncológico de Minas Gerais, a instituição, por meio do Núcleo de Ensino, Pesquisa e Inovação, agora também lidera a Rede Mineira de Pesquisa em Oncologia, em parceria com a Fundação Cristiano Varella, de Muriaé, que assume a vice-liderança do projeto.

Dra. Letícia Braga, gerente da Pesquisa Translacional do Mário Penna

A Rede integra 16 Institutos de Ciência e Tecnologia do estado e conta com a participação de 129 pesquisadores. O objetivo principal é consolidar um espaço de colaboração e integração entre pesquisadores, técnicos e alunos que trabalham na área. A proposta visa compartilhar experiências e complementar suas expertises na busca de avanços no diagnóstico e tratamento do câncer.

O projeto é mais uma ferramenta de cooperação técnica para acelerar a tradução de descobertas científicas em produtos. A Rede visa promover conectividade, oportunidades de negócios e crescimento econômico por meio do desenvolvimento de novas tecnologias e inovação em saúde.

Para a Dra. Letícia Braga, gerente da Pesquisa Translacional do Mário Penna, a Rede terá um papel fundamental no atendimento ao Sistema Único de Saúde. “Com as atividades da Rede será possível melhorar o acesso à informação e a recursos, compartilhar infraestrutura, experiências e dados para impulsionar a pesquisa e o desenvolvimento em oncologia no contexto do SUS. Isso, sem dúvidas, vai impactar o cenário da oncologia no estado, tanto na qualidade da pesquisa quanto na assistência “, afirma.

Dr. Sérgio Gomes, coordenador do Dpto. de Pesquisa e Desenvolvimento da Fundação Cristiano Varella

Este é um dos muitos projetos da equipe de Pesquisa Translacional do Mário Penna para o ano de 2024. Ao assumir a coordenação da Rede, a Dra. Letícia Braga assinou o termo de outorga com a FAPEMIG – Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais. Tão logo o recurso seja descentralizado os membros da Rede serão convocados para constituir o comitê gestor.

Para o Dr. Sérgio Gomes da Silva, coordenador do Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento da Fundação Cristiano Varella, as expectativas para a implementação da Rede são as melhores. “A nossa ideia é reunir vários laboratórios e grupos de pesquisa para estudar problemas comuns do câncer em Minas Gerais. Nós temos uma população com hábitos de vida específicos, que merecem um cuidado particular para os problemas relacionados à oncologia. A gente acredita que muitas descobertas e inovações surgirão desse grupo seleto de pesquisadores, o que vai possibilitar que o nosso estado se sobressaia nessa vanguarda de pesquisa oncológica “, ressalta.

A liderança do Mário Penna frente à Rede consagra o protagonismo da instituição no estado, tanto na assistência ao paciente oncológico quanto no desenvolvimento científico.

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