Na última semana, nos dias 07 e 08 de novembro, a Dra. Daniela Mundim, residente da Oncologia, Débora Santos, assistente da pesquisa clínica, e Carolina Profeta, farmacêutica, representaram o Núcleo de Ensino, Pesquisa e Inovação do Mário Penna na reunião do Estudo ARC-10 para Câncer de Pulmão, da Indústria farmacêutica ARCUS.
O encontro aconteceu na cidade de São Paulo e reuniu pesquisadores de países, como Estados Unidos, México e Brasil. A discussão principal se deu em torno de temas como o desenvolvimento do estudo, manejo dos eventos adversos, controle do medicamento, coleta de amostras e logística.
O projeto prevê a utilização da imunoterapia, um tipo de tratamento contra o câncer que visa combater o avanço da doença pela ativação do próprio sistema imunológico do paciente. O estudo pretende beneficiar pacientes do SUS em estado metastático de câncer de pulmão.
Ao todo são 70 países envolvidos, 250 centros de pesquisa abertos e 600 pacientes recrutados no mundo todo. O Brasil irá contribuir com 36 pacientes. O Núcleo de Ensino, Pesquisa e Inovação do Mário Penna é o único centro de pesquisa que irá desenvolver o estudo em Minas Gerais.
Para Cíntia Lima, gerente de Pesquisa Clínica da instituição, o setor de Pesquisa do Mário Penna se posiciona à frente em Minas Gerais pelo histórico trabalho de excelência realizado. “Temos uma vantagem competitiva que está associada à nossa tradição em oncologia, ao volume de atendimentos, à reputação do nosso corpo clínico e aos nossos processos de qualidade em pesquisa. Tudo isso contribuiu para sermos a única unidade a realizar o estudo em Minas Gerais.”
O recrutamento dos pacientes da instituição deve ser iniciado em fevereiro de 2024. A referência médica para o estudo será o médico oncologista Dr. Israel Vilaça, responsável por toda equipe médica envolvida.





O Dr. Luiz Fernando Baumgratz, Cirurgião Geral e Oncológico do Instituto Mário Penna, explica que o estoma pode ser aplicado de forma temporária ou permanente. “Durante o tratamento oncológico, a estomia é bastante utilizada nos tumores do trato intestinal. Na grande maioria das vezes, nós realizamos o procedimento de maneira provisória, para ser revertido após o período determinado. Entretanto, em outros casos, não há possibilidade de fechamento, e o paciente permanece com ela para o resto da vida”. 

Compreender os fatores de risco é crucial para possibilitar a prevenção da doença. A campanha anual do Outubro Rosa é uma lembrança oportuna para informar, educar e sensibilizar sobre a importância da detecção precoce e da necessidade contínua de avanços científicos na oncologia. Conquistas relevantes na pesquisa do câncer ao longo dos anos permitiram o desenvolvimento de métodos mais precisos de detecção, novos medicamentos e terapias promissoras para o cuidado da paciente com câncer de mama.
O segundo momento da noite foi destinado à ciência e à inovação em saúde. Dr. Flávio Guimarães, professor e pesquisador da UFMG, Dr. José Geraldo, médico infectologista e Tatianne Carvalho, coordenadora do Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais de Belo Horizonte palestraram sobre o tema “A imunização no cuidado oncológico: um reforço à esperança”.