

Há cinco anos, o voluntário Maurício de Castro Silva tem um compromisso certo: levar alegria e amor aos pacientes do Instituto Mário Penna. Quando se aproxima o fim do ano, ele já sabe que a roupa comum do dia a dia vai dar espaço às botas pretas, ao traje vermelho, luvas brancas e o ao gorro inconfundível.
“Faço com todo o amor esse trabalho filantrópico. É muito gratificante ver nos olhos dos pacientes a satisfação de ter por perto o Papai Noel, de ganhar um abraço e um sorriso. Muitas histórias já me marcaram nestes cinco anos”, contou Maurício.
O Papai Noel pode até ser um personagem de desenhos animados e filmes infantis, mas ele é, também, um símbolo de esperança. Foi assim com a paciente Maria Terezinha de Oliveira. Ela estava na recepção quando percebeu a chega do bom velhinho. “Que felicidade ganhar um presente de Natal. Fiquei muito feliz. Era tudo o que eu precisava”, disse.
Acompanhada pelas filhas, Maria Lúcia Alves havia acabado de sair do consultório médico quando foi surpreendida pelo Papai Noel. Ganhou um presente especial, confeccionado e doado pelas Voluntárias do Instituto Mário Penna (Volmape).
Do Instituto, o Papai Noel seguiu para a Casa de Apoio Beatriz Ferraz. Tomou café com os hóspedes e se divertiu ao ouvir deles tantas histórias.
As luzes de Natal que enfeitam a Praça da Liberdade, em Belo Horizonte, já são uma atração para quem passa pela região.
Muitos moradores e turistas ficam encantados, mas a emoção é ainda mais especial para quem visita o lugar pela primeira vez. Foi assim com o jovem Reidner Rangel, de 17 anos, hóspede da Casa de Apoio Beatriz Ferraz.
Há três anos ele se hospeda na casa e recebe todo o apoio da instituição. Rangel é paciente oncológico, e também é atendido pelo Instituto Mário Penna. O Instituto Mário Penna são as 4 unidades: Hospital Mário Penna, Hospital Luxemburgo, Casa de Apoio e Núcleo de Pesquisa sugiro:
Paciente oncológico em tratamento no Instituto Mário Penna há três anos, Rangel e sua mãe que são de Corinto, sempre se hospedam na Casa de Apoio onde recebem, gratuitamente, todo o suporte para o tempo que precisam passar em Belo Horizonte, como alimentação e transporte para o hospital.

Nessa quarta-feira (18) ele foi convidado pela organização da casa para ir à praça. Chegou ao local acompanhado de outros 22 pacientes, todos encantados. “Eu estou até mais feliz. Isso aqui é lindo. Fiquei alegre e os outros pacientes também. Vai até me ajudar a esquecer a minha doença. É a primeira vez que vou a um lugar assim. Só tenho a agradecer”, contou.
O passeio foi uma inciativa dos funcionários da Casa de Apoio Beatriz Ferraz. “A nossa ideia é fazer com que eles tenham momentos divertidos e alegres, e colaborando para atravessarem com mais leveza esse momento delicado que é o tratamento. Estamos contentes por conseguir trazer tanta gente”, disse a Coordenadora da Casa de Apoio Beatriz Ferraz, Simone Penna.
“Tem dias que chego aqui cedo e só vou embora à noite. Esse cafezinho foi uma maravilha, dá mais ânimo e nos ajuda a economizar”. Quem conta é a senhora Hilda Pedro Rodrigues, que em 2008 teve câncer e fez todo o tratamento no hospital Luxemburgo, e hoje acompanha o marido que também é paciente oncológico do Instituto Mário Penna.
O café, servido gratuitamente para os pacientes em atendimento no ambulatório SUS, é novidade e está sendo oferecido pelas Voluntárias do Instituto Mário Penna (Volmape). A iniciativa de oferecer o café foi da Comissão de Humanização, que percebeu que os pacientes em tratamento no ambulatório SUS vem de um contexto social fragilizado e permanecem muito tempo sem se alimentar.
Na primeira semana foram servidos 140 lanches por dia, em dois horários: manhã e tarde. Inicialmente estão sendo oferecidos biscoitos de sal e de doce e café com e sem açúcar, mas outras opções logo serão incrementadas. “Fizemos um teste para ver como seria a aceitação das pessoas e está sendo ótimo; a demanda dobrou do primeiro para o segundo dia. Por isso, para as próximas semanas já queremos acrescentar o pão de queijo e o leite”, contou a voluntária Isabella Zenha.
Presidente da Volmape, Ana Flávia Ferreira afirmou que assim que foi procurada pela Gizelle Mesquita, supervisora da Psicologia e da Humanização, determinou a instalação da mesa de apoio e o início dos trabalhos. “Sabemos que aqueles pacientes precisam e que esse lanche fará uma diferença no dia deles, já que a maioria fica muito tempo aguardando não só as consultas, como o transporte que vem das cidades do interior.”
Por mês, uma média de mais de 1800 pacientes são atendidos no ambulatório, sendo que a maioria deles são pacientes que não moram em BH, como a senhora Maria Helena Moreira, da cidade de Conselheiro Lafaiete. “Deus tocou no coração dessas pessoas para que servissem esse cafezinho para a gente. Saí antes de 5h da manhã de casa e quando bebi, logo lembrei do café da minha cunhada que é delicioso e feito com muito amor”.
No fechamento do grupo Maternidade Real teve abraços, troca de experiências e muita emoção entre as mamães do Instituto Mário Penna. Ao longo do ano, elas se encontraram mensalmente para falar sobre a gestação, comemoraram a cada novo nascimento e se apoiaram a cada retorno ao trabalho.
O grupo, para gestantes e mamães com bebês até dois anos, foi criado a partir de uma ação da Comissão da Qualidade de Vida que tem como objetivo prestar apoio, acompanhar e orientar os colaboradores no que se refere a prevenção de doenças e promoção da saúde.
No último dia do encontro em 2019, além da famosa roda de conversa, também teve música com a colaboradora Fernanda (setor Comercial) e os jovens do “Sopro que Cura”. Todas as mamães ainda receberam uma lembrancinha especial e um voucher de compras no Bazar presenteado pela Volmape (Voluntárias do Instituto Mário Penna). “Todas nós da Comissão da Qualidade de Vida somos mães e sabemos as dificuldades da gestação, do pós-parto e do retorno ao trabalho. Quando criamos o grupo foi com a ideia de apoiar essas mulheres durante todo esse processo e muni-las de informações e troca de experiências”, explicou a Enfermeira do Trabalho Natália Oliveira Gomes, presidente da Comissão.
No Instituto Mário Penna, pelo menos quatro colaboradoras saem, em média, de licença maternidade por mês, ou seja, cerca de 50 mulheres trabalham grávidas durante o ano em dezenas de setores da instituição. Durante os encontros ao longo do ano diversos assuntos foram abordados por meio de palestras como ‘Direitos e deveres das gestantes’; ‘Mudanças no corpo, pré-natal, vacinas e exames’; ‘Amamentação e ordenha’; ‘Cuidados com os recém-nascidos’; ‘Aspectos emocionais no retorno ao trabalho’, dentre outros.
Colaboradora do setor de Contabilidade, Niege Caroline Torres Vieira tem uma filha de 2 anos e 1 mês e participa do grupo desde o 1° encontro. “A criação desse grupo foi muito bacana e me senti muito acolhida no retorno ao trabalho. Quando a gente volta é um caos, muito difícil ficar longe do bebê o dia todo e ter que lidar com tantos julgamentos dos familiares e amigos. Estar em um ambiente onde todas as mulheres se entendem foi muito importante”. “Fora todas as informações construtivas que recebemos, como por exemplo, sobre os direitos e deveres das gestantes. Muita coisa eu desconhecia”, acrescentou.
Para o próximo ano, a expectativa é que o grupo permaneça com as atividades. A mamãe que ainda não participou e tem interesse em conhecer o grupo, basta procurar a Natália (Enfermeira do Trabalho) ou a Gizelle (Psicologia).







