As pesquisas do NEP têm buscado traduzir a linguagem genética dos cânceres em melhores tratamentos para os pacientes. Os cânceres que afetam as mulheres são especialmente importantes para o grupo, e o câncer de colo do útero tem sido um dos mais estudados. Um dos motivos é o fato deste tipo de malignidade ser o terceiro câncer mais frequente nas mulheres brasileiras, uma realidade que pode ser mudada com ações de prevenção, como exames regulares de Papanicolau e vacinação contra o vírus HPV.
Para planejar ações médicas mais efetivas contra este câncer, os pesquisadores do NEP identificaram características genéticas e imunológicas únicas dos tumores, antes mesmo do tratamento ser realizado. Essas “leituras” das informações genéticas podem nos dizer quais pacientes terão sucesso ao fim do tratamento, auxiliando os médicos em decisões eficientes e personalizadas para cada paciente.
Uma parte dos resultados foi publicada em uma importante revista e apresentada em um congresso internacional voltado para as inovações científicas sobre o câncer, o SBOC-AACR Joint Conference: A Translational Approach to Clinical Oncology. Outra parte será divulgada em breve em duas renomadas revistas em Oncologia.
“Nossos novos resultados vão além: conseguimos descobrir informações genéticas que podem nos dizer qual tumor tem grandes chances de responder ao tratamento, aumentando as possibilidades de cura das pacientes com câncer de colo do útero. Isso só foi possível devido à participação voluntária das pacientes nessa pesquisa, à atuação dos colaboradores da instituição, e uma estrutura de pesquisa notável. Nosso compromisso é levar para as pessoas os resultados do nosso trabalho, ajudando-as na trajetória de combate ao câncer”; explica a Dra. Luciana Zuccherato, Pesquisadora do Laboratório de Pesquisa Translacional do NEP.





Os tratamentos disponíveis para o câncer de colo do útero são a eletrocirurgia, cirurgia, a quimioterapia e a radioterapia, e devem ser avaliados pelo médico. Quando o paciente tem indicação para início de tratamento com quimioterapia, no Hospital Luxemburgo, ele passa a ser acompanhado pelo farmacêutico clínico.
Além disso, a equipe do setor de Humanização do Instituto distribuiu lenços para as pacientes que passavam pelo local no momento da apresentação. “Estou fazendo tratamento de câncer de colo do útero. Como moro no interior, estou aguardando o meu transporte. Aí fui surpreendida com essa música maravilhosa enquanto andava pelos corredores do hospital. E como se não bastasse, ganhei ainda um lenço lindo de presente. Estou encantada com o atendimento do Instituto, com o carinho e com a atenção que recebemos”; conta Maria de Lourdes Silva.
Segundo Dra. Telma Maria Rossi de Figueiredo Franco, Coordenadora do Serviço de Ginecologia Oncológica do Instituto Mario Penna, o risco de desencadear esse câncer aumenta com o início precoce da atividade sexual, ter múltiplos parceiros e o tabagismo.
De lá para cá, o Instituto também foi reconhecido e credenciado para formar novos médicos em outras 11 especialidades. Atualmente, são capacitados pelo corpo clínico do Instituto, médicos especialistas em Anestesiologia, Cancerologia Cirúrgica, Oncologia Clínica, Cirurgia de Cabeça e Pescoço, Cirurgia Geral, Hematologia, Mastologia, Medicina Intensiva, Radioterapia e Urologia. O programa também possui o curso de formação em Ginecologia Oncológica.