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Notícias de: Ensino, Pesquisa e Inovação

9jun2023
Autor Carolina Farah Categorias Ensino, Pesquisa e Inovação, Instituto Mário Penna, Notícias Gerais

Pesquisa Clínica do Instituto Mário Penna conduz análise da resposta imune de pacientes tratados com vacina contra câncer de mama

De olho na corrida mundial em busca de imunizantes contra o câncer, o Instituto Mário Penna – Ensino Pesquisa e Inovação passa a colaborar neste ano com um estudo que prevê o uso de uma vacina em pacientes oncológicos na etapa de adjuvância (quando é administrado após um tratamento considerado definitivo). A proposta é que esse ensaio clínico, de fase inicial, inclua pacientes com câncer de mama triplo negativo, de forma complementar à cirurgia, radioterapia ou quimioterapia já realizadas por esses pacientes oncológicos. O estudo prevê o uso da vacina associada, ou não, a outras medicações disponibilizadas na pesquisa.

Equipe do Ensino, Pesquisa e Inovação

A terapêutica será administrada, periodicamente, por um período de 2 anos, e irá atuar no sistema imune dos pacientes, produzindo anticorpos que causam a morte das células cancerígenas. Os potenciais voluntários do ensaio clínico devem atender a uma série de critérios que garantem a própria segurança das pacientes, bem como aceitar participar por meio da assinatura do termo de consentimento livre e esclarecido, fornecido pela Unidade de “Ensino, Pesquisa e Inovação”. Vale lembrar que este estudo passou pela aprovação da Comissão Nacional em Pesquisa – CONEP e pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Mário Penna (CEP).

O Instituto Mário Penna – Ensino, Pesquisa e Inovação aposta em mais um passo na direção de dados promissores e personalizados, trazidos por técnicas que abrem uma nova perspectiva ao tratamento contra o câncer. Propostas inovadoras podem representar uma melhoria na qualidade de vida dos pacientes, podendo ou não ser aliada a outros medicamentos já disponíveis no mercado. A palavra que move o Instituto Mário Penna é “esperança” e todos os profissionais, pesquisadores e cientistas, se orgulham em apoiar milhares de pacientes e familiares nos momentos mais difíceis de suas vidas.

Informações gerais do estudo:

Este é um estudo de Fase 3, randomizado, aberto, para avaliar prospectivamente a eficácia e segurança do tratamento adjuvante com adagloxad simolenin (OBI 822)/OBI-821 com o tratamento padrão (SOC) em comparação com SOC isolado em pacientes com TNBC Globo-H positivo, em estágio inicial, de alto risco, que se recuperaram da cirurgia e concluíram toda a quimioterapia com múltiplos agentes neoadjuvante e/ou adjuvante planejada. Para mais informações, entre em contato com a Pesquisa Clínica do Instituto Mário Penna no: (31) 3299.9543

Vacinas contra o câncer no mundo 

Projetos colaborativos entre Farmacêuticas consolidam a criação de vacinas como, por exemplo, a dos imunizantes utilizados na pandemia do Coronavírus. As indústrias demonstram ao mundo que há tecnologia para trabalhar em novos projetos. Recentemente algumas empresas noticiaram que estão trabalhando no desenvolvimento de um imunizante para combater o câncer de pele tipo melanoma, em estágios III e IV da doença. A etapa de desenvolvimento do imunizante já se encontra em fase de ensaio. Até o momento, os resultados encontrados são promissores e a droga demonstrou ser segura o suficiente para que as pesquisas continuem avançando na captação de mais voluntários.

Outros estudos de vacina contra o câncer também estão em desenvolvimento na Universidade de Montreal, no Canadá. Esse imunizante, cujo método permite que as células cancerígenas sejam atacadas sem afetar as células saudáveis, está em fase de aprimoramento, em que um vírus modificado (Oncolíticos) infecta a célula doente e a elimina. O método demonstrou ser eficaz nos estudos de fase I, em camundongos. No entanto, ainda existe um longo caminho a ser percorrido para se propor estudos com voluntários, de forma segura.

Conheça ainda a história da vacinação no país

A multivacinação foi incorporada no Brasil no ano de 1973. Já no ano de 1980 foi criada a vacinação em massa – como plano em Saúde –, assim como os dias nacionais de vacinação. Sete anos depois, em 1987, foi transmitida, pela primeira vez em rede nacional, a Campanha com a personagem “Zé Gotinha” e, desde então, o Brasil passa a ser considerado, mundialmente, como um modelo de proposta de erradicação das doenças evitáveis por imunização.

Nos anos de 1990 os casos de doença imunoprevenível param de ser registrados no Brasil, principalmente as enfermidades que acometiam o público infanto-juvenil. A assistência à criança passa a ser prestada no país desde o pré-natal da mãe, passando pelo nascimento do bebê, até chegar à vida adulta e, a partir de então, aos cuidados com a saúde foi incorporado o direito às vacinas.

O quadro vacinal do país visa reduzir a morbidade e a mortalidade da população. Todo o âmbito do Programa Nacional de Imunizações (PNI), desde o Calendário Nacional de Vacinação, o Calendário Nacional de Vacinação dos Povos Indígenas, às Campanhas Nacionais de Vacinação, segue uma diretriz de Saúde Pública recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS). No Brasil são mais de 35 mil postos de distribuição com 44 imunobiológicos (sendo: 27 vacinas e 17 soros) oferecidos gratuitamente à população. Seis dessas 27 vacinas são aplicadas no período da infância, o que corresponde a, aproximadamente, doze doenças prevenidas ao longo da vida.

Em decorrência da atual pandemia da Covid-19, a aplicação de mais uma vacina passa a fazer parte do calendário vacinal de 2023, para adultos e crianças, de acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Agências reguladoras e especialistas apontam que os benefícios da vacinação contra Covid superam eventuais riscos. De modo geral, especialistas apontam que a vacinação fortalece a imunidade do corpo . Para a Associação Brasileira dos Profissionais em Controle de Infecções e Epidemiologia Hospitalar (ABIH) a vacinação é uma estratégia coletiva de tentar reduzir a circulação do vírus, bem como de minimizar os efeitos de endemias e pandemias.

 

7jun2023
Autor Carolina Farah Categorias Ensino, Pesquisa e Inovação, Instituto Mário Penna, Notícias Gerais

“Não acreditei que funcionaria comigo”: paciente da Pesquisa Clínica do Instituto Mário Penna tem remissão de tumor no tratamento oncológico

“Meu avô faleceu de câncer, meu pai faleceu de câncer, dois tios meus morreram de câncer. Eu não sou perfeito e não sou melhor do que ninguém. O que uma outra pessoa passou, eu também posso passar”. Com um movimento tímido segurando uma mão na outra e um olhar de quem puxava uma memória dolorida de um passado não tão distante. Foi assim que Ricardo Lana, paciente do Mário Penna há mais cinco anos, começou a relatar sua experiência com o tratamento oncológico e com a Pesquisa Clínica da instituição.

Ricardo Lana PimentelRicardo Lana Pimentel tem 46 anos e foi em 2017 que sua trajetória de combate ao câncer teve início. Diagnosticado com uma neoplasia de rim, Ricardo começou o tratamento naquele mesmo ano, fazendo uma cirurgia de retirada do órgão. Porém, 1 ano e 7 meses depois, a doença retornou na bexiga. Após muitas sessões de quimioterapia ele teve alta. Ainda assim, pouco tempo depois, Ricardo é novamente diagnosticado, dessa vez, com câncer na clavícula.

Com o emocional abalado, medos, muitas inseguranças e sem boas perspectivas para o futuro, foi assim que Ricardo afirmou ter se visto após o terceiro diagnóstico. Nesse cenário, em meio a tantas angústias, ele foi convidado a integrar os estudos da Pesquisa Clínica do Instituto Mário Penna. Já são quase dois anos dessa árdua caminhada que, segundo ele, apesar dos inúmeros desafios, tem compensado todos os esforços.

A Pesquisa Clínica é a área da pesquisa científica que envolve seres humanos, cujo objetivo principal é avaliar a segurança e eficácia de um medicamento ou procedimento em teste, por meio da coleta de informações em voluntários. O Mário Penna tem trabalhado para alcançar, cada vez mais, resultados promissores nessa área e trazer mais qualidade de vida e bem-estar aos pacientes oncológicos.

“A pesquisa foi uma experiência grandiosa para mim. Eu estava com um caroço de 14,5 cm no pescoço e já estava desesperado quando fui convidado para participar. Dei início em setembro de 2021 e, graças a Deus, está dando certo. O caroço hoje está com 1,4 cm. Nem sinto mais! É triste falar, mas a doença está aí”; destacou Ricardo.

Assim como das muitas que passam pela instituição, a história de vida de Ricardo Lana é a tradução da excelência do trabalho desenvolvido no Instituto Mário Penna. Um trabalho com foco no paciente, que conta com a dedicação e os esforços de muitas pessoas para ser concretizado de forma tão singular. Ricardo ainda comenta que integrar a pesquisa do Instituto vai muito além de acreditar em seu próprio tratamento, mas tem a ver com a busca de resultados e curas para o futuro de outros. “Tem pessoas que têm consigo a esperança de ajudar o próximo. Eu sou um deles;” concluiu.

Avanços na ciência: a Pesquisa Clínica do Instituto Mário Penna

Com o intuito de expandir os atendimentos e crescer cada vez mais na área da inovação científica, o setor da Pesquisa Clínica do Instituto Mário Penna tem avançado muito nos últimos anos. Tendo como principal meta promover melhorias na saúde e no bem-estar das pessoas com câncer, a pesquisa atualmente conta com cerca de 10 estudos diferentes em andamento, trazendo promissores resultados na vida dos pacientes do Mário Penna.

Desde 2022, a Unidade de Ensino, Pesquisa e Inovação do Mário Penna tem se consolidado com um trabalho de grande relevância, que vem sendo possível pela parceria com grandes indústrias do ramo da saúde e da ciência. Essa união, além de viabilizar recursos para a execução do trabalho, tem possibilitado que o setor da pesquisa do instituto seja cada vez mais autossustentável.

Para Cíntia Lima, Coordenadora da Pesquisa Clínica da instituição, a união com as indústrias tem sido fundamental para um bom desempenho do trabalho prestado. “A parceria com a indústria farmacêutica faz com que o setor da Pesquisa Clínica esteja em melhoria contínua, para atender ao alto padrão de qualidade necessário na validação de uma nova droga.” Cintia ainda reforça que a Pesquisa Clínica se destaca como uma alternativa de tratamento para os pacientes, pela possibilidade de acesso a medicamentos promissores e pelo acompanhamento minucioso oferecido pela equipe.

 

25maio2023
Autor Carolina Farah Categorias Ensino, Pesquisa e Inovação, Notícias Gerais

Unidade de “Ensino, Pesquisa e Inovação” inicia estudo com foco em Cicatrizes Patológicas

O Laboratório de Pesquisa Básica e Translacional do Instituto Mário Penna – Ensino, Pesquisa e Inovação dá mais um passo na busca pelo desenvolvimento de técnicas que ampliem e promovam o avanço no tratamento de pacientes. Dessa vez, com a condução de um estudo detalhado a respeito das cicatrizes patológicas, mais especificamente a respeito da cicatriz hipertrófica (produção exagerada de colágeno, fazendo com que a pele fique mais protuberante)  e do queloide (crescimento anormal do tecido na cicatriz).

Após um corte, uma queimadura, ou até mesmo uma ferida que surge depois de um procedimento cirúrgico, é comum se formar, naturalmente, um novo tecido de pele para curar a ferida. Quando essas lesões ocorrem, o corpo humano inicia um processo fisiológico de reparo do tecido lesionado, em que inúmeros mediadores inflamatórios são liberados, estimulando a produção de colágeno e, com isso, aquela área de lesão é “fechada”.

Em algumas pessoas, esse processo de cicatrização dura mais tempo do que deveria e, quando isso acontece, essas cicatrizes são consideradas patológicas. A cicatriz hipertrófica é menos intensa, não ultrapassa os limites da ferida e surge em qualquer região do corpo, podendo regredir com o tempo. Já o queloide, além de ser mais conhecido, difere por estender os limites da cicatriz, que se manifesta de forma grossa e com relevo.

Dra. Izabela Ferreira Gontijo de Amorim – autora do texto

A pesquisa do Mário Penna terá como foco o estudo detalhado acerca do microambiente que compõe essas cicatrizes hipertróficas e as cicatrizes queloidianas. Para tanto, várias metodologias serão utilizadas, sendo que uma delas é a imuno-histoquímica (método de localização de antígenos em tecidos, explorando o princípio de anticorpos). O intuito do estudo é identificar as células imunes que infiltram o microambiente e regulam os fibroblastos – considerados células “chave” na lesão – por meio da secreção de citocinas (grande grupo de proteínas que regulam e coordenam muitas atividades das células da imunidade).

As cicatrizes patológicas são, geralmente, originadas por fatores genéticos e apresentam sintomas como coceira, vermelhidão e, às vezes, dor. Ainda hoje, não se sabe se essas cicatrizes representam distúrbios distintos ou se elas possuem algum mecanismo de formação em comum. Para muitas pessoas, tanto a cicatriz queloidiana quanto a hipertrófica são esteticamente incômodas.

A localização das cicatrizes patológicas, o tamanho e a profundidade da lesão determinam o tipo de terapia a ser utilizada. Porém, apesar dos avanços, no que se refere ao tratamento, nenhuma modalidade terapêutica é ideal para todas as lesões. Nesse sentido, muitas vezes os tratamentos podem ser ineficazes, havendo recorrência do problema. Isso faz com que seja ainda maior a necessidade de investigação e estudo na área. Para tanto, a unidade de “Ensino, Pesquisa e Inovação” vem trabalhando na produção de conhecimento e busca fazer a diferença no tratamento multidisciplinar dos pacientes.

O queloide e o paciente oncológico

Compreender de forma mais aprofundada o quelóide é fundamental para ampliar as terapias relacionadas aos tratamentos de pacientes oncológicos. Para Gisele Viana,  médica dermatologista do Instituto Mário Penna, há uma importante relação entre o câncer e a cicatriz queloidiana, uma vez que o queloide é considerado hoje, pela maioria dos estudiosos na área, uma lesão tumoral, mesmo sendo um tumor benigno.

“Todo paciente oncológico, a princípio, é um paciente cirúrgico. Quando a gente consegue minimizar a dor dessa formação de uma cicatriz inestética, a gente está contribuindo para a autoestima de todos esses pacientes cirúrgicos. Então, estudos na prevenção e no tratamento de cicatrizes ruins e queloides, impactam diretamente na vida de uma pessoa que passou por uma cirurgia, especialmente cirurgias grandes, como a do câncer. O próprio entendimento desses mecanismos que levam ao crescimento desordenado dos queloides, contribui para o entendimento dos tumores em geral. É a ciência pela ciência;” afirma.

Dra. Gisele comenta ainda sobre a implementação de um Ambulatório de Queloides no Instituto Mário Penna que já vem realizando importantes avanços na área. O trabalho desenvolvido vem sendo considerado referência nacional e internacional com métodos não-cirúrgicos aplicados em pacientes. “Nós já atendemos um número grande de pessoas, que vêm sendo tratadas de forma não cirúrgica, na maioria das vezes. O ambulatório funciona nas quartas pela manhã, com pacientes encaminhados pela Secretaria de Saúde, através dos Postos de Saúde”. Dra Gisele ainda ressalta que um dos objetivos principais do ambulatório é dar vazão a uma fila de pessoas que estão esperando tratamentos.

Um dos grandes diferenciais dos métodos aplicados no ambulatório do Instituto Mário Penna é o fato dos resultados serem significativamente promissores. Dra. Gisele destaca que na maioria dos casos tratados na instituição não há recidiva do queloide. A dermatologista ainda reforça a importância do desenvolvimento da pesquisa nesse processo de aprofundamento dos estudos e se diz otimista com os resultados para o futuro.

FONTE: Izabela Ferreira Gontijo de Amorim | Pesquisadora do Instituto Mário Penna – Ensino, Pesquisa e Inovação e Dra. Gisele Viana | Dermatologista do Instituto Mário Penna

12maio2023
Autor Carolina Farah Categorias Ensino, Pesquisa e Inovação, Instituto Mário Penna, Notícias Gerais

Estudo na área do câncer de próstata indica avanços na qualidade de vida de pacientes

Um estudo sobre a implementação de um protocolo de vigilância ativa em câncer de próstata, realizado pela área de Pesquisa Clínica do Instituto Mário Penna – Ensino, Pesquisa e Inovação e coordenado pelo Dr. Renato Beluco Corradi Fonseca, médico preceptor da urologia do Mário Penna, em parceria com o Grupo de Uro-Oncologia do Hospital Moinhos de Vento, da cidade de Porto Alegre/RS, vem apresentando resultados que indicam importantes avanços na qualidade de vida de pacientes com câncer de próstata.

A vigilância ativa consiste no monitoramento mais próximo dos casos de câncer de próstata classificados como de baixo risco e pouco volume, ou seja, quando o tumor tende a ter uma evolução mais lenta no decorrer dos anos. Nessa abordagem de tratamento, o foco é evitar que o paciente seja submetido a procedimentos invasivos, evitando, assim, efeitos colaterais tais como a incontinência urinária, enjoos ou a disfunção erétil, possibilitando maior qualidade de vida e bem-estar.

Cíntia Lima

O estudo surgiu no Canadá e, desde 2010, tem sido utilizado para reduzir o número de intervenções desnecessárias em pacientes. A vigilância ativa é indicada para cerca de 30% dos pacientes que apresentam a doença classificada como baixo risco, parâmetros de estabilidade e que podem permanecer por anos sendo acompanhados sem apresentar risco de complicação ou morte.

A opção por adiar procedimentos mais invasivos está sendo cada vez mais utilizada pelos urologistas. Para isso, é fundamental que o paciente não abandone o tratamento e siga rigorosamente o acompanhamento periódico, com consultas, exames de PSA (coleta de amostra de sangue do paciente), toque retal e a ressonância magnética. É esse acompanhamento que visa orientar o paciente caso seja necessário optar por intervenções definitivas.

O estudo acerca da implementação do protocolo de vigilância ativa está sendo realizado em centros que representam as cinco regiões do Brasil, com a previsão de inclusão de 200 pacientes que, assim como os do Instituto Mário Penna, estão participando da pesquisa. A consolidação desta técnica representa uma opção no enfrentamento ao câncer de próstata e marca um significativo avanço na área da saúde humana com ênfase em oncologia.

Impactos no SUS

O câncer de próstata é o segundo tipo mais frequente entre a população masculina no Brasil. Apenas entre 2020 e 2022, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), foram 65.840 novos casos por ano, um número que representa cerca de 29% do diagnóstico da doença no país.

Além de benefícios para o paciente, a vigilância ativa também é positiva para o Sistema Único de Saúde (SUS). Uma vez que norteia o momento certo para a realização de intervenções de alto custo, essa abordagem de tratamento também possibilita a redução de gastos do sistema de saúde pública.

Fonte: Cíntia Maria de Lima | Gerente de Pesquisa Clínica do Instituto Mário Penna – Ensino, Pesquisa e Inovação

12maio2023
Autor Carolina Farah Categorias Assistencial, Ensino, Pesquisa e Inovação, Notícias Gerais

Ensino, Pesquisa e Inovação do Instituto Mário Penna realiza 8ª edição do Café com Ciência

A Unidade de Ensino, Pesquisa e Inovação do Instituto Mário Penna realizou, nessa terça-feira, 09 de maio, a 8ª edição do Café com Ciência. O evento, que é aberto ao público e gratuito, aconteceu em parceria com Associação Médica de Minas Gerais e contou com a participação de mais de 100 pessoas, incluindo estudantes, médicos, professores, pesquisadores e demais membros da comunidade científica.

Além de reforçar o protagonismo do trabalho da Unidade de Ensino, Pesquisa e Inovação do Instituto Mário Penna, o Café com Ciência tem se consagrado como um evento de relevância para a troca de conhecimento científico no cenário mineiro. Essa edição trouxe o tema “Microbiota e Câncer: uma visão multidirecional da doença”, abordando um aspecto que tem recebido cada vez mais atenção no cenário da pesquisa – o de como uma microbiota saudável está relacionada ao sucesso de estratégias terapêuticas.

Microbiota é um conjunto de microrganismos que vivem em harmonia com o corpo humano. Cada vez mais vem sendo comprovado o quanto esses microrganismos contribuem no desenvolvimento do sistema imunológico e interferem em patologias como o câncer. Nesse sentido, a escolha do tema desta edição foi com o intuito de ampliar as possibilidades de diálogo nessa área, bem como compreender o desenvolvimento de medidas mais eficazes na prevenção, diagnóstico e tratamento no combate contra o câncer.

Para isso, nomes importantes do cenário científico como Gabriel da Rocha; PhD em Bioinformática, Isabelle Novelli; Phd em Nutrição e Saúde Pública com foco em Oncologia e André Murad; médico oncologista, trouxeram importantes palestras sobre o tema. “A iniciativa do Café com Ciência é um grande feito para que a gente consiga divulgar informação com qualidade e baseada em evidência, instigando jovens pesquisadores e todas as pessoas envolvidas na área de oncologia a conhecer os diversos âmbitos relacionados ao tratamento oncológico.” afirmou Isabelle Novelli.

Acesso ao debate científico

 Para Márcio Sanches, Diretor Geral da Unidade de Ensino, Pesquisa e Inovação do Instituto Mário Penna, o Café com Ciência, além de possibilitar o acesso da comunidade como um todo às mais modernas discussões do meio científico, também traz para o centro do debate a inovação na área de oncologia.

Durante o evento, os participantes puderam, ainda, esclarecer dúvidas e debater ideias voltadas para técnicas que vêm sendo desenvolvidas e aplicadas no campo da pesquisa científica. A 9ª edição do Café com Ciência já tem data marcada para o dia 29 de junho e a expectativa é de que o evento seja ainda maior.

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