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NÚCLEO DE ENSINO, PESQUISA E INOVAÇÃO

Notícias de: Ensino, Pesquisa e Inovação

17ago2023
Autor Marketing Categorias Ensino, Pesquisa e Inovação, Notícias Gerais

Agosto Branco: unidade de Ensino, Pesquisa e Inovação do Mário Penna desenvolve estudo que analisa o perfil genético de pacientes com câncer de pulmão

No Brasil, apenas neste ano, o câncer de pulmão ocupava, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o terceiro lugar entre os tipos mais comuns de câncer em homens e o quarto lugar entre as mulheres, excluindo o câncer de pele não melanoma. Quanto à mortalidade, esse lidera a lista entre os homens e ocupa o segundo lugar entre as mulheres, principalmente porque a maioria dos casos são diagnosticados em estágios avançados, o que impacta negativamente o prognóstico. O mês de agosto é dedicado, então, à prevenção e combate a esse tipo de doença.

Os estudos desenvolvidos na Unidade de Ensino, Pesquisa e Inovação do Mário Penna têm se destacado pela excelência no trabalho e pela aplicabilidade científica, principalmente por buscar soluções que impactam de forma positiva a vida dos pacientes oncológicos. Nesse sentido, a equipe da Pesquisa Translacional do Mário Penna, por meio do pesquisador Jorge Goulart, está desenvolvendo um estudo com o objetivo de analisar o perfil genético de pacientes com câncer de pulmão, através de amostras de sangue.

A pesquisa vem sendo realizada em parceria com os professores da Universidade Federal de Minas Gerais, Dr. Renato Santana e Dr. Rennan Moreira, bem como junto aos médicos do Mário Penna, Dr. Ellias Lima e Dr Erlon Carvalho. Segundo Jorge Goulart, o projeto visa conseguir alternativas menos agressivas tanto para o diagnóstico quanto para o tratamento. “O estudo tem como proposta desenvolver e implementar um painel genético que possa ser identificado através do sangue e integrado aos fluxos de trabalhos clínicos diários. A ideia é possibilitar um método minimamente invasivo que permitirá o diagnóstico e acompanhamento dos pacientes com câncer de pulmão” afirmou o pesquisador.

 

Entenda mais sobre o câncer de pulmão e os fatores de risco da doença

Os principais fatores de risco para o câncer de pulmão incluem tabagismo – ativo e passivo – e o uso de tabaco de variadas formas, como charutos e narguilés, e até inalação de fumaça de lenha. A exposição a produtos químicos no trabalho, como asbesto e sílica, as doenças pulmonares anteriores e a infecção por vírus HPV também são causas que impactam nesse processo.

Entre essas causas, o tabagismo é, incontestavelmente, o fator modificável mais significativo para esta doença, contribuindo para cerca de 80% dos casos. Isso porque a fumaça resultante da queima do tabaco é considerada uma das fontes mais significativas de

exposição a produtos químicos prejudiciais e doenças relacionadas a químicos em seres humanos.

Fumaça da queima do tabaco:

– Contém cerca de 5.000 produtos químicos diferentes

– Vários componentes que podem causar câncer – como alcatrão, nitrosaminas, formaldeído, hidrocarbonetos policíclicos, metais pesados

Cigarros Mentolados: o mentol presente nesses cigarros facilita a inalação mais profunda da fumaça, o que pode agravar os danos aos pulmões e potencializar os riscos à saúde.

 

A maior parte dos casos de câncer de pulmão se dá de forma assintomática até a fase mais avançada da doença. Contudo, algumas pessoas, mesmo com o diagnóstico precoce, manifestam sintomas mais evidentes. Ao buscar auxílio médico quando esses sinais surgem, há possibilidade de diagnóstico em estágio inicial, o que amplia as perspectivas de tratamento eficaz. Embora muitos desses sintomas possam ter outras causas, é essencial consultar um médico imediatamente para avaliação e tratamento, se necessário.

Os sintomas mais comuns do câncer de pulmão são: tosse persistente, tosse com sangue ou escarro cor de ferrugem, dores no peito que geralmente pioram com respiração profunda ou risada. A rouquidão, perda de apetite, perda de peso inexplicável, falta de ar, cansaço e fraqueza constantes, infecções como bronquite e pneumonia que não desaparecem ou continuam voltando, também são sinais importantes.

Diversas opções de tratamento estão disponíveis para o câncer de pulmão, incluindo cirurgia, quimioterapia, terapia alvo, imunoterapia e radioterapia. O esquema terapêutico para o tratamento é individualizado, levando em consideração a classificação histológica do tumor, estágio da doença e condição de saúde do paciente, sendo essencial uma avaliação minuciosa por uma equipe multidisciplinar.

 

Fonte: Dra Izabela Ferreira Gontijo de Amorim | PhD em Patologia experimental, Pesquisadora do Instituto Mário Penna – Ensino, Pesquisa e Inovação

25jul2023
Autor Marketing Categorias Ensino, Pesquisa e Inovação, Humanização, Notícias Gerais

Mário Penna realiza 9ª edição do Café com Ciência na Sala Minas Gerais do Instituto Cultural Filarmônica com o Coral de Laringectomizados

Na noite do dia 19 de julho, o Instituto Mário Penna realizou a nona edição do Café com Ciência, com o tema “Transformando vidas: o cuidado multidisciplinar no Câncer de Cabeça e Pescoço”. A Sala Minas Gerais, sede da Orquestra Filarmônica do estado, recebeu o evento que fez parte da campanha Julho Verde, mês dedicado à prevenção contra os tumores que surgem na tireoide, boca, laringe, entre outros. Além de palestrantes renomados, o Coral Mário Penna de Pacientes Laringectomizados abrilhantou a noite com uma apresentação emocionante. 

O simpósio reuniu especialistas da oncologia para promover um espaço de diálogo a respeito de experiências e avanços nas áreas de Tumores de Cabeça e Pescoço. Márcio Sanches, Host do evento, Médico e Diretor Geral da unidade Instituto Mário Penna – Ensino, Pesquisa e Inovação, ressaltou a importância da realização para o futuro da assistência à saúde. 

“A nona edição do Café com Ciência integra as ações do Julho Verde responsáveis por conscientizar as pessoas sobre a importância de prevenir e diagnosticar precocemente o câncer de cabeça e pescoço. Além do lindo Coral de Laringectomizados, também tivemos discussões super ricas sobre os avanços científicos que ajudam na abordagem diagnóstica e terapêutica desse tipo de câncer”. 

A Gerente de Pesquisa Translacional da instituição Letícia Braga foi a responsável pela moderação do evento, que contou com o Dr. Alexandre Andrade Sousa, Médico Cirurgião, Professor da UFMG e Membro do Grupo de Pesquisa em Câncer de Cabeça e Pescoço; Carlos Júlio Valencia, Físico e Doutor em Ciências Técnicas Nucleares pela UFMG; e Raquel Fabiane Nogueira, Doutoranda em Odontologia da UFMG e Coordenadora do setor de Fonoaudiologia do Instituto Mário Penna como palestrantes. 

Para mostrar a história de superação dos pacientes que passaram pelo câncer de cabeça e pescoço, o Café com Ciência deu espaço ao Coral Mário Penna de Pacientes Laringectomizados. Os coralistas, junto ao maestro Sandro Alex de Souza Vieira, cantaram seis músicas que emocionaram a plateia. Ao final da apresentação, os integrantes foram aplaudidos de pé e homenageados com um troféu.  

Os coralistas foram submetidos à cirurgia para a retirada total da laringe – procedimento denominado “Laringectomia” – perdendo completamente a voz. Entretanto, com a reabilitação por meio da aquisição da voz esofágica ou implante da prótese traqueoesofágica, puderam retomar a comunicação.

O evento recebeu o apoio da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais e da equipe de som Murillo Correa e Cia, além das Voluntárias do Instituto Mário Penna (VOLMAPE) e da empresa Cuidados Nestlé na Oncologia como patrocinadores. 

Diomar Donizette da Silveira, Diretor-Presidente do Instituto Cultural Filarmônica, demonstrou seu orgulho em receber o evento. “É um prazer e uma honra enorme receber essa edição do Café com Ciência na Sala Minas Gerais. O Instituto Mário Penna há mais de 50 anos faz um trabalho fabuloso a favor do tratamento do câncer. Hoje, nessa casa da música, ouvimos um coral de pacientes tratados na instituição que através do atendimento de excelência recuperaram a voz. Foi uma grande emoção e parabenizo a todos pela excelência do trabalho desenvolvido”. 

Para coroar o evento, o Mário Penna anunciou uma nova parceria na área do Ensino. Junto com a Inspirali, uma aceleradora da Ânima Educação, a instituição oferecerá três cursos de pós-graduação que pretendem ser referência na área de oncologia. Os cursos de Cuidados Paliativos, Oncologia de Cabeça e Pescoço e Investigação Experimental chegam em setembro para capacitar na prática os profissionais de saúde que fazem parte do atendimento de excelência do Instituto Mário Penna.

5jul2023
Autor Marketing Categorias Ensino, Pesquisa e Inovação, Instituto Mário Penna, Notícias Gerais

Instituto Mário Penna – Ensino, Pesquisa e Inovação promove evento especial de Julho Verde na Sala Minas Gerais

A 9ª edição do Café com Ciência chega no mês de julho de forma especial. Com o tema “Transformando vidas: o cuidado multidisciplinar no Câncer de Cabeça e Pescoço”, a ação ganha os palcos da Sala Minas Gerais, sede da Filarmônica de Minas Gerais,  e convida o Coral Mário Penna de Pacientes Laringectomizados para realizar a abertura desta edição. O evento acontecerá no dia 19 de julho, a partir das 18h e segue um formato gratuito e aberto ao público, com .

A ação faz parte do Julho Verde, que é uma campanha mundial dedicada à prevenção contra os tumores de cabeça e pescoço. Ou seja, tumores que surgem na tireoide, na boca, na garganta, na laringe, entre outros e, que quando detectados no início, apresentam grandes chances de tratamento. O intuito da data é sensibilizar a todos para esses problemas, bem como promover o cuidado e o diagnóstico precoce.

Foto de Renata Gibson

A Orquestra Filarmônica de Minas Gerais é uma das apoiadoras institucionais do Julho Verde e recebe, pela primeira vez, em sua sede, a Sala Minas Gerais, o Coral de Pacientes do Mário Penna. São 13 pacientes que compõem o grupo musical, todos com uma trajetória de enfrentamento ao câncer de cabeça e pescoço e, que por meio voz, ressignificaram suas histórias de superação. Esta sala de concertos, além de promover uma profunda experiência de escuta sensível, é palco dos grandes músicos da Filarmônica de Minas Gerais, hoje referência no Brasil inteiro.

Além da apresentação, o Café com Ciência também contará com uma série de palestras voltadas para o tema, trazendo grandes nomes da área da saúde para falar sobre o assunto, como Alexandre Andrade Souza, professor da UFMG e membro do Grupo de Pesquisa em Câncer de Cabeça e Pescoço; Carlos Júlio Montano Valencia, físico e doutor em Ciências e Técnicas Nucleares pela UFMG; e Raquel Fabiane Nogueira, coordenadora do setor de Fonoaudiologia do Instituto Mário Penna.

A ideia do evento é promover um espaço de diálogos e trocas sobre experiências e avanços nas áreas de tumores de cabeça e pescoço, bem como possibilitar às pessoas mais acesso às produções científicas na área de pesquisa em saúde. Referência em oncologia em Minas Gerais, o Instituto Mário Penna se projeta como protagonista no cenário científico por meio da Unidade de Ensino, Pesquisa e Inovação. Além de contar com um parque tecnológico primoroso, a unidade é formada por uma equipe multidisciplinar e conta com o apoio de grandes instituições e indústrias ligadas à área da saúde, internacionais e do Brasil. Assim, o projeto Café com Ciência reúne cultura, arte, ciência e inovação em uma importante discussão para o futuro da saúde.

EnCantando: o Coral Mário Penna de Pacientes Laringectomizados

A descoberta do câncer de laringe pode representar o fim da voz para muitas pessoas. Para 13 pacientes que perderam a voz devido a esse tipo de câncer foi a oportunidade de aprender a cantar. Eles fazem parte do Coral Instituto Mário Penna de Pacientes Laringectomizados e renasceram a partir do canto.

Os pacientes integrantes do grupo se submeteram à cirurgia para a retirada total da laringe – procedimento denominado “Laringectomia” – perdendo completamente a voz. Entretanto, com a reabilitação por meio da aquisição da voz esofágica ou implante da prótese traqueoesofágica, puderam retomar a comunicação.

O Instituto Mário Penna, centrado na excelência do atendimento que compreende diagnóstico, tratamento, reabilitação e reintegração à sociedade, é o único na capital que disponibiliza esse serviço pelo SUS. A Volmape – Voluntárias do Instituto Mário Penna – apadrinha o projeto, proporcionando próteses e insumos necessários ao grupo.

Esses pacientes/cantores têm encantado por onde passam e chamam atenção pela alegria, orgulho e otimismo com que encaram a vida.

Evento

  • Dia: 19.07.2023 (quarta-feira);
  • Horário: 18h às 21h30;
  • Local: Sala Minas Gerais – Sede da Filarmônica de Minas Gerais;
  • Endereço: Rua Tenente Brito Melo, 1090 – Barro Preto;
  • Formato: Presencial, aberto ao público e gratuito.
  • Link de inscrição:

 

20jun2023
Autor Carolina Farah Categorias Ensino, Pesquisa e Inovação, Hospital Luxemburgo, Instituto Mário Penna, Notícias Gerais

A via de reparo do DNA e o câncer

O DNA em cada célula do nosso corpo está constantemente em perigo de ser danificado por agentes cancerígenos como produtos químicos na fumaça do tabaco ou os raios ultravioletas do sol. Mas, você sabia que as células contêm muitas proteínas diferentes cujo trabalho é reparar esse dano?

De acordo com a Dra. Carolina Melo, pesquisadora do Laboratório de Pesquisa Translacional do Instituto Mário Penna – Ensino, Pesquisa e Inovação, a maioria dos danos ao DNA é reparada imediatamente por causa dessas proteínas. “Se não puderem corrigi-los, essas proteínas de reparo acionam a morte da célula para que os erros não causem mais problemas”; completa. Mas a pesquisadora pontua que se o dano ao DNA ocorrer em um gene que produz uma proteína de reparo do DNA, conhecidos como genes de reparo do DNA, a célula terá menos capacidade de se reparar. E, embora a maioria das alterações genéticas não sejam prejudiciais por conta própria, o acúmulo delas ao longo de muitos anos pode transformar células saudáveis em células cancerígenas. “Os genes BRCA1 e BRCA2 são exemplos de genes de reparo de DNA comumente alterados em câncer”; destaca.

Dra. Carolina Melo

Segundo Dra. Carolina, tal como acontece com outros tipos de alterações genéticas, as alterações nos genes de reparo do DNA, podem ser herdadas de um dos pais ou adquiridas durante a vida de uma pessoa. As pessoas que herdam uma variante patogênica (mutação) em um desses genes têm maior risco de alguns tipos de câncer, principalmente câncer de mama e ovário entre as mulheres.

Mas, a pesquisadora ressalta que herdar uma alteração genética relacionada ao câncer não significa que você definitivamente terá a doença. “Para uma célula saudável se tornar cancerosa, acredita-se que sejam necessárias mais de uma alteração no DNA. As pessoas que herdaram uma alteração genética relacionada ao câncer precisam de menos alterações adicionais para desenvolver o câncer. Se essa alteração for em um gene de reparo, a probabilidade dessas alterações adicionais acontecerem é maior. Mas eles podem nunca desenvolver essas alterações e nunca desenvolverem câncer.”

O Laboratório de Pesquisa Translacional do Instituto Mário Penna – Ensino, Pesquisa e Inovação atualmente desenvolve um projeto que estuda as mutações nesses genes de reparo do DNA em pacientes com câncer de ovário. “Outros pesquisadores já observaram a relação de mutações em alguns desses genes com a resposta do paciente ao tratamento. Por isso, o nosso objetivo é tentar predizer, a partir do sequenciamento desses genes, quais pacientes não se beneficiarão da quimioterapia convencional por serem resistentes ao tratamento”, finaliza.

Dra. Carolina Melo é PhD em genética humana, trabalha há mais 10 anos na pesquisa em oncologia, e atualmente é parte da equipe de pesquisadores do IEPI.

9jun2023
Autor Carolina Farah Categorias Ensino, Pesquisa e Inovação, Instituto Mário Penna, Notícias Gerais

Pesquisa Clínica do Instituto Mário Penna conduz análise da resposta imune de pacientes tratados com vacina contra câncer de mama

De olho na corrida mundial em busca de imunizantes contra o câncer, o Instituto Mário Penna – Ensino Pesquisa e Inovação passa a colaborar neste ano com um estudo que prevê o uso de uma vacina em pacientes oncológicos na etapa de adjuvância (quando é administrado após um tratamento considerado definitivo). A proposta é que esse ensaio clínico, de fase inicial, inclua pacientes com câncer de mama triplo negativo, de forma complementar à cirurgia, radioterapia ou quimioterapia já realizadas por esses pacientes oncológicos. O estudo prevê o uso da vacina associada, ou não, a outras medicações disponibilizadas na pesquisa.

Equipe do Ensino, Pesquisa e Inovação

A terapêutica será administrada, periodicamente, por um período de 2 anos, e irá atuar no sistema imune dos pacientes, produzindo anticorpos que causam a morte das células cancerígenas. Os potenciais voluntários do ensaio clínico devem atender a uma série de critérios que garantem a própria segurança das pacientes, bem como aceitar participar por meio da assinatura do termo de consentimento livre e esclarecido, fornecido pela Unidade de “Ensino, Pesquisa e Inovação”. Vale lembrar que este estudo passou pela aprovação da Comissão Nacional em Pesquisa – CONEP e pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Mário Penna (CEP).

O Instituto Mário Penna – Ensino, Pesquisa e Inovação aposta em mais um passo na direção de dados promissores e personalizados, trazidos por técnicas que abrem uma nova perspectiva ao tratamento contra o câncer. Propostas inovadoras podem representar uma melhoria na qualidade de vida dos pacientes, podendo ou não ser aliada a outros medicamentos já disponíveis no mercado. A palavra que move o Instituto Mário Penna é “esperança” e todos os profissionais, pesquisadores e cientistas, se orgulham em apoiar milhares de pacientes e familiares nos momentos mais difíceis de suas vidas.

Informações gerais do estudo:

Este é um estudo de Fase 3, randomizado, aberto, para avaliar prospectivamente a eficácia e segurança do tratamento adjuvante com adagloxad simolenin (OBI 822)/OBI-821 com o tratamento padrão (SOC) em comparação com SOC isolado em pacientes com TNBC Globo-H positivo, em estágio inicial, de alto risco, que se recuperaram da cirurgia e concluíram toda a quimioterapia com múltiplos agentes neoadjuvante e/ou adjuvante planejada. Para mais informações, entre em contato com a Pesquisa Clínica do Instituto Mário Penna no: (31) 3299.9543

Vacinas contra o câncer no mundo 

Projetos colaborativos entre Farmacêuticas consolidam a criação de vacinas como, por exemplo, a dos imunizantes utilizados na pandemia do Coronavírus. As indústrias demonstram ao mundo que há tecnologia para trabalhar em novos projetos. Recentemente algumas empresas noticiaram que estão trabalhando no desenvolvimento de um imunizante para combater o câncer de pele tipo melanoma, em estágios III e IV da doença. A etapa de desenvolvimento do imunizante já se encontra em fase de ensaio. Até o momento, os resultados encontrados são promissores e a droga demonstrou ser segura o suficiente para que as pesquisas continuem avançando na captação de mais voluntários.

Outros estudos de vacina contra o câncer também estão em desenvolvimento na Universidade de Montreal, no Canadá. Esse imunizante, cujo método permite que as células cancerígenas sejam atacadas sem afetar as células saudáveis, está em fase de aprimoramento, em que um vírus modificado (Oncolíticos) infecta a célula doente e a elimina. O método demonstrou ser eficaz nos estudos de fase I, em camundongos. No entanto, ainda existe um longo caminho a ser percorrido para se propor estudos com voluntários, de forma segura.

Conheça ainda a história da vacinação no país

A multivacinação foi incorporada no Brasil no ano de 1973. Já no ano de 1980 foi criada a vacinação em massa – como plano em Saúde –, assim como os dias nacionais de vacinação. Sete anos depois, em 1987, foi transmitida, pela primeira vez em rede nacional, a Campanha com a personagem “Zé Gotinha” e, desde então, o Brasil passa a ser considerado, mundialmente, como um modelo de proposta de erradicação das doenças evitáveis por imunização.

Nos anos de 1990 os casos de doença imunoprevenível param de ser registrados no Brasil, principalmente as enfermidades que acometiam o público infanto-juvenil. A assistência à criança passa a ser prestada no país desde o pré-natal da mãe, passando pelo nascimento do bebê, até chegar à vida adulta e, a partir de então, aos cuidados com a saúde foi incorporado o direito às vacinas.

O quadro vacinal do país visa reduzir a morbidade e a mortalidade da população. Todo o âmbito do Programa Nacional de Imunizações (PNI), desde o Calendário Nacional de Vacinação, o Calendário Nacional de Vacinação dos Povos Indígenas, às Campanhas Nacionais de Vacinação, segue uma diretriz de Saúde Pública recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS). No Brasil são mais de 35 mil postos de distribuição com 44 imunobiológicos (sendo: 27 vacinas e 17 soros) oferecidos gratuitamente à população. Seis dessas 27 vacinas são aplicadas no período da infância, o que corresponde a, aproximadamente, doze doenças prevenidas ao longo da vida.

Em decorrência da atual pandemia da Covid-19, a aplicação de mais uma vacina passa a fazer parte do calendário vacinal de 2023, para adultos e crianças, de acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Agências reguladoras e especialistas apontam que os benefícios da vacinação contra Covid superam eventuais riscos. De modo geral, especialistas apontam que a vacinação fortalece a imunidade do corpo . Para a Associação Brasileira dos Profissionais em Controle de Infecções e Epidemiologia Hospitalar (ABIH) a vacinação é uma estratégia coletiva de tentar reduzir a circulação do vírus, bem como de minimizar os efeitos de endemias e pandemias.

 

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