Por mais um ano, o Instituto Mário Penna abraça a campanha do Agosto Branco, mês de combate e conscientização ao câncer de pulmão. Para cada ano do triênio de 2023 a 2025, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima 32.560 mil novos casos no Brasil*, sendo mais incidentes no sexo masculino. Ainda de acordo com a pesquisa, o câncer de pulmão assume a quarta posição entre os tipos mais frequentes no país. Em âmbito mundial, é o segundo.
85% dos casos estão associados com o tabagismo e a exposição passiva ao tabaco, ou seja, a inalação da fumaça de derivados do tabaco por indivíduos não fumantes que convivem com fumantes em ambientes fechados. Além disso, exposições ocupacionais e ambientais à agentes cancerígenos também podem ser fatores de risco.
Diante deste cenário, a principal medida de prevenção contra o câncer de pulmão é a interrupção do hábito de fumar. E como forma de rastreamento para diagnóstico precoce é recomendada a realização de uma tomografia de tórax periódica para pessoas com mais de 55 anos e com uma carga de tabaco de mais de 25 anos.
Dr. Ellias Lima, médico oncologista do Mário Penna, ressalta que a ausência de sintomas é um dos maiores empecilhos para o diagnóstico precoce do câncer de pulmão, o que aumentaria as chances de cura. “Em fases precoces, na maioria das vezes, o paciente não apresenta sintomas. Já nos estágios avançados, os sinais se iniciam a partir de tosse com presença ou não de sangue, cansaço, falta de ar e dor no tórax, o que são sintomas inespecíficos e podem indicar também outros problemas”, comenta o médico.
Para o diagnóstico, os exames de imagem são, normalmente, a primeira opção. Tomografias e raio-x do tórax podem ser utilizados para começar a investigação. Logo em seguida, pode ser feita uma biópsia para confirmar o diagnóstico.
Na fase do tratamento, Dr Ellias explica que devido ao diagnóstico tardio, a cirurgia acaba por não ter grande impacto. Na maioria das vezes, a quimioterapia e a imunoterapia através de drogas-alvo são utilizadas como formas de tratar o câncer de pulmão. Além disso, o acompanhamento psicológico, nutricional e de outras especialidades são essenciais para um atendimento ampliado ao paciente.
Para isso, o Mário Penna oferece uma equipe multidisciplinar que acompanha todo o processo através de reuniões clínicas feitas com o objetivo de alinhar as diretrizes de ação durante o tratamento. Oncologistas, cirurgiões, radioterapeutas e outras especialidades fazem parte do atendimento da instituição ao paciente com câncer de pulmão.
*Nesta contagem, os casos de câncer de traqueia e brônquios também foram contabilizados.





O apoio de parceiros como os Supermercados BH ajuda o Mário Penna a se manter como o maior prestador em oncologia do SUS, com o maior número de cirurgias, sessões de quimioterapia e radioterapia do estado. Mensalmente são arrecadados, aproximadamente, R$ 450 mil, o que cobre em média, quatro dias de medicamentos quimioterápicos, procedimentos da radioterapia e bloco cirúrgico.
O uso da 
O projeto “Melhor cuidado, atendimento humanizado e integral ao idoso em tratamento oncológico” foi iniciado em dezembro de 2022 para custear todas as ações praticadas na Casa de Apoio Beatriz Ferraz, atendimentos ambulatoriais e aquisição de medicamentos em benefício aos idosos atendidos na instituição. Com isso, eles têm direito à hospedagem na Casa de Apoio Beatriz Ferraz, alimentação, atividades terapêuticas e transporte para realizarem o tratamento nas unidades da instituição, bem como atendimento médico multidisciplinar e medicamentos específicos disponibilizados nos leitos SUS do Hospital Luxemburgo. Para esse projeto, já foi captado, aproximadamente, R$ 2,9 milhões. 
