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Notícias de: Ensino, Pesquisa e Inovação

2fev2023
Autor Carolina Farah Categorias Ensino, Pesquisa e Inovação, Instituto Mário Penna, Notícias Gerais

Residência Médica e Especialização do Instituto Mário Penna forma mais uma turma neste mês de fevereiro

O Instituto Mário Penna investe na formação de novos profissionais e, com muito orgulho, forma mais uma turma no Programa de Residência Médica e Especialização neste mês de fevereiro. Desde 2001, o Instituto se empenha em formar médicos altamente qualificados que se tornam aptos para carregar a identidade do Mário Penna e levar uma formação humanizada por todos os lugares.

Atualmente, são capacitados pelo corpo clínico do Instituto, médicos especialistas em Anestesiologia, Cancerologia Cirúrgica, Clínica Médica, Oncologia Clínica, Cirurgia de Cabeça e Pescoço, Cirurgia Geral, Hematologia, Mastologia, Medicina Intensiva, Radioterapia e Urologia. O programa também possui o curso de formação em Ginecologia Oncológica.

Thaís Lany de Oliveira Leão

Thaís Lany de Oliveira Leão, faz parte do grupo de 39 residentes que se formam neste ano pelo Instituto Mário Penna. “Estou me formando em Clínica Médica e foi uma experiência muito gratificante para a minha vida pessoal e profissional. Eu aprendi cada dia mais com os pacientes, que foram os grandes formadores da minha profissão médica. Formamos uma família aqui no Mário Penna que envolve os colegas de trabalho e os médicos preceptores, que não medem esforços para que a gente saia daqui com todo conhecimento necessário para exercer a nossa profissão de forma exemplar”.

A missão da instituição de formar novos especialistas transcende gerações e se estende além do hospital, promovendo desenvolvimento e justiça social, contribuindo para o bem-estar da população e o desenvolvimento do sistema de saúde do Brasil. Dessa forma, o Mário Penna alcança cada vez mais espaço e faz a diferença na vida de milhares de pessoas.

“Mais uma vez cumprimos com nosso honroso dever de entregar profissionais médicos especialistas altamente qualificados para prestar assistência médica à nossa sociedade. Aos formandos, meus parabéns por todo esforço e entrega nesses anos de formação. Vocês foram atores importantes na prestação de serviço humanizado a milhares de pacientes do Instituto Mário Penna nesses anos. Desejo sorte nessa nova fase da vida e que vocês possam levar à frente todo o conhecimento alcançado aqui”; ressalta Dr. Ellias Lima, médico oncologista e Coordenador da Comissão de Residência Médica – COREME.

18jan2023
Autor Carolina Farah Categorias Ensino, Pesquisa e Inovação, Instituto Mário Penna, Notícias Gerais

Pesquisa Translacional do Instituto Mário Penna começa 2023 com novos estudos para acelerar diagnósticos oncológicos

O Laboratório de Pesquisa Translacional do Instituto Mário Penna – Ensino, Pesquisa e Inovação acaba de receber um subsídio da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), empresa pública de fomento à ciência, vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. O aporte é voltado para o desenvolvimento de um painel genético para biópsia líquida (amostragem e análise de tecido biológico não sólido, principalmente o sangue) de pacientes com glioblastoma – tipo de tumor maligno que atinge o Sistema Nervoso Central e se desenvolve na medula espinhal ou no cérebro.

O objetivo do projeto é desenvolver um método minimamente invasivo, possibilitando o diagnóstico precoce da doença e monitoramento da resposta do paciente ao tratamento. A pesquisa será desenvolvida em parceria com o Laboratório de Bioinformática e Análises Moleculares da Universidade Federal de Uberlândia – Campus Patos de Minas (UFU).

No Brasil, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o glioblastoma (GBM) apresenta incidência de, aproximadamente, 2,5 para cada 100 mil habitantes e, mesmo com o avanço tecnológico no tratamento e diagnóstico nos últimos anos, ainda é uma doença com prognóstico onde o paciente tem poucas chances de cura ou melhora clínica, geralmente resultando em morte nos primeiros 15 meses após o diagnóstico.

O diagnóstico de GBM é realizado principalmente por exame de imagem e biópsia sólida, onde é retirado um pedaço do tumor para análise laboratorial. Segundo Dra. Carolina Melo, pesquisadora do Laboratório de Pesquisa Translacional do Mário Penna, esse é um procedimento cirúrgico extremamente invasivo. “No contexto da saúde pública, conseguir acesso à consulta especializada, agendamento de exame por imagem após suspeita de GBM e marcação de cirurgia para retirada da massa tumoral, que servirá para o diagnóstico, pode representar um tempo indisponível para o paciente.”

Dra. Carolina Melo

A pesquisadora ressalta que, nos últimos anos, diferentes estudos mostraram que é possível detectar em uma simples amostra de sangue do paciente, o material genético (DNA ou RNA) que é liberado pelo tumor. A análise desse material permite a identificação de mutações e alterações características dos tumores. Esse novo método, denominado de biópsia líquida, tem se destacado por ser um procedimento minimamente invasivo e tem apresentado resultados promissores no diagnóstico precoce e no acompanhamento do tratamento de diferentes tipos de câncer.

O grupo de pesquisa do Instituto Mário Penna pretende fazer um estudo piloto, identificando as mutações presentes no DNA de pacientes que já foram atendidos na instituição e que cederam material da biópsia, para a pesquisa. Dra. Carolina Melo destaca ainda que a essência do desenvolvimento do projeto é a identificação do conjunto de mutações, ou painel genético, que permitirá diferenciar o tumor que é glioblastoma daquele que não é. “Para isso, utilizaremos ferramentas de inteligência artificial. Depois de criado, o painel será validado utilizando amostras de sangue de pacientes que estiverem fazendo tratamento para GBM no hospital.”

As etapas da pesquisa consistem em verificar se o material detectado no sangue corresponde ao que será encontrado na biópsia sólida e se o painel genético criado é representativo para ser utilizado na fase de monitoramento da doença, na seleção do tratamento mais adequado e, futuramente, para um provável diagnóstico precoce de novos pacientes. “Diminuir o tempo de espera entre a suspeita e o diagnóstico poderá representar uma sobrevida dos pacientes, uma vez que o tratamento poderá se iniciar mais rapidamente e de maneira personalizada”, conclui a pesquisadora.

Texto: Dra. Carolina Melo | PhD em genética humana e pesquisadora em oncologia do Instituto Mário Penna – Ensino, Pesquisa e Inovação.

4jan2023
Autor Marketing Categorias Ensino, Pesquisa e Inovação

O paciente no centro do cuidado: por que esse aspecto da assistência em saúde não é mais negociável?

Colocar o paciente no centro do cuidado se tornou uma tendência nas últimas décadas, juntamente com o desenvolvimento do conceito de medicina preditiva (diagnóstico precoce para dar mais agilidade ao tratamento e proporcionar bem-estar ao paciente). No entanto, a evolução digital no campo da saúde, fortemente impulsionada pela pandemia da Covid-19 e pela possível pós-pandemia, transformou o que era uma tendência para o futuro em uma necessidade imediata.

Mas, por que colocar o paciente no centro do cuidado é tão importante?

Colocar o paciente no centro do cuidado é devolver a ele o protagonismo sobre sua própria saúde. É priorizar suas necessidades, desejos e direitos, com foco na qualidade da assistência. Esta abordagem humanizada possibilita a tomada de decisão mais segura e informada por parte dos prestadores de cuidados de saúde em relação às condições clínicas, sem desconsiderar que o paciente é o elemento central para que as terapêuticas e orientações recomendadas sejam efetivamente executadas.

Além disso, há outro fator que torna inevitável esse movimento: o próprio paciente, seguindo as tendências do novo modelo de consumo que se baseiam na era da experiência e nas novas oportunidades de experimentação, sente a necessidade de participar da tomada de decisão juntamente ao médico e à equipe de saúde. Com o aumento das iniciativas para melhorar a experiência do paciente, assim como o uso expressivo da internet e das novas tecnologias que permitem o acesso à informação de forma aberta e ilimitada, um novo perfil de paciente vem emergindo e fazendo com que os serviços de saúde enxerguem cada vez mais a necessidade de adoção de um modelo de decisão compartilhada. 

Outras evoluções digitais no campo da saúde também devem ser consideradas nesse contexto, uma vez que surgiram para apoiar o trabalho das equipes de saúde e ajudá-las a oferecer os melhores serviços aos pacientes. A tecnologia da informação e a comunicação (TIC) permitiu melhorar o processo de atendimento com novos recursos que antecipam as necessidades do paciente e o mantêm informado sobre seu tratamento. A TIC também permitiu desenvolver sistemas modernizados para registro médico, monitoramento remoto, preservação das narrativas digitais do cuidado dos pacientes nas plataformas EHR (electronic health records), etc., resultando em um atendimento mais seguro e preciso.

O avanço dessa era digital também possibilitou que os usuários usem dispositivos on-line para enviar sinais vitais e dados clínicos diretamente para os profissionais de saúde quando necessário. Permite, ainda, que ocorram consultorias e consultas por videochamada, bem como entre a equipe multidisciplinar, facilitando dessa forma o monitoramento das condições clínicas que necessitam de acompanhamento, além de permitir a criação de novas diretrizes para melhorar a assistência, aumentar a qualidade de vida do paciente e, por último, mas não menos importante, incluí-lo em ações da medicina preventiva.

O que podemos concluir disso tudo? 

 Que um novo perfil de paciente que busca o protagonismo para acessar tratamentos e serviços de saúde, já é realidade e vem para somar com o modelo assistencial que o coloca no centro do cuidado, como elemento central de todo o processo assistencial, desde a criação das estratégias até a realização da assistência e do cuidado. Ignorar essa realidade é operar no passado, onde o médico era o elemento exclusivo da assistência e o paciente um executor dos comandos entregues pelo profissional. Permanecer nesse modelo não é apenas seguir na contramão da evolução, mas deixar de oportunizar um modelo assistencial ao qual o paciente, mais facilmente, disporia de maior interesse e engajamento, o que consequentemente poderia impactar positivamente no tratamento.

Por: Márcio Sanches | Médico e Diretor do Instituto Mário Penna – Ensino, Pesquisa e Inovação

 
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CONFIRA MAIS INFORMAÇÕES: 
 
Assista ao primeiro Simpósio Mário Penna de Atualizações em Oncologia, que teve como tema a “Interdisciplinaridade na Assistência ao Paciente Oncológico”:
 
Link:https://www.youtube.com/watch?v=XIuNjL-0EL0
4jan2023
Autor Marketing Categorias Ensino, Pesquisa e Inovação 1 comentário em Instituto Mário Penna realiza Simpósio com foco 100% no atendimento interdisciplinar ao paciente com câncer

Instituto Mário Penna realiza Simpósio com foco 100% no atendimento interdisciplinar ao paciente com câncer

O Simpósio Mário Penna de Atualizações em Oncologia foi promovido pela unidade de “Ensino, Pesquisa e Inovação”, no último dia 8 de dezembro de 2022, no Teatro FELUMA e teve como tema a “Interdisciplinaridade na Assistência ao Paciente Oncológico”. O evento contou com a presença de mais de 200 participantes, a exposição de diversos estandes, duas aulas magnas e quatro mesas de discussões conduzidas por mais de 20 renomados profissionais que atuam na promoção da saúde, no país.
A temática trouxe novos olhares para uma abordagem humanizada com o paciente. O evento debateu desde aspectos essenciais para a assistência no tratamento do câncer, como as principais inovações e possibilidades diagnósticas e de condução da jornada do paciente, perpassando também por assuntos como inteligência artificial, algoritmos e gestão de dados. Márcio Sanches, Diretor de “Ensino, Pesquisa e Inovação” enfatizou que o Simpósio visa possibilitar uma tomada de decisão mais segura e informada por parte dos prestadores de cuidados de saúde em relação às condições clínicas, sem desconsiderar que o paciente é o elemento central para que as terapêuticas e orientações recomendadas sejam efetivamente executadas.
Com o evento foram arrecadados mais de 50 kg de alimentos não perecíveis, destinados aos pacientes do Mário Penna. Os participantes também puderam fazer uma doação e adquirir uma linda agenda de 2023, um simples gesto de solidariedade que auxilia no tratamento de milhares de pacientes oncológicos de todo o estado de Minas Gerais. O Instituto Mário Penna – Ensino, Pequisa e Inovação também incentivou a prevenção e o cuidado, ao apoiar e divulgar a Campanha de Dezembro Laranja, com o tema “Salve sua Pele”. Já os participantes que acompanharam toda a discussão do Simpósio, concorreram ainda a duas bolsas de estudos para uma “Certificação Internacional de Liderança em Saúde” — ação em parceria com o Medportal, DHGE e a universidade americana Duke.
O Simpósio Mário Penna foi uma ação gratuita e aberta ao público, de formato híbrido (presencial e on-line), que já alcançou mais de 700 profissionais da saúde, cientistas, pesquisadores e demais interessados na temática abordada no ano de 2022. O evento contou com a parceria e o apoio de 21 farmacêuticas e instituições nacionais e internacionais.
4jan2023
Autor Marketing Categorias Dezembro Laranja, Ensino, Pesquisa e Inovação

Instituto Mário Penna – Ensino, Pesquisa e Inovação faz alerta ao câncer de pele

Você sabia que as células acometidas pelos mais diversos tipos de cânceres podem se proliferar além de seus limites normais e invadir partes adjacentes do corpo, se espalhando para outros órgãos? No caso do câncer de pele não é diferente! A doença também pode apresentar esse crescimento descontrolado de algumas células que compõem esse órgão – a pele. Nesse contexto, existe um grupo de cânceres que se desenvolve lentamente na camada superior da pele, o chamado de “câncer de pele não melanoma” (CPNM). Nesse grupo, os exemplos mais importantes são o “carcinoma basocelular” (CBC), que é menos agressivo, e o “carcinoma espinocelular ou epidermoide” (CEC), que é um tumor de característica maligna. O termo “não melanoma” distingue esses tipos, mais comuns de câncer de pele, do câncer menos comum e, também, mais agressivo, que é o melanoma.

O câncer de pele não melanoma é o grupo de neoplasias malignas mais predominante no Brasil e no mundo, respondendo por 30% dos diagnósticos no país. Pensando nas regiões do Brasil que mais ocorrem esse grupo da doença, quando consideramos os homens, o câncer de pele não melanoma é o mais incidente nas Regiões Sul, Centro-Oeste e Sudeste, enquanto para as mulheres, a incidência é predominante em todas as regiões do Brasil.

Cerca de 75 em cada 100 casos de não melanoma são carcinoma basocelular que, portanto, é o tipo mais comum de câncer de pele. Ele se desenvolve, principalmente, em áreas expostas a muita luz, incluindo partes do rosto como nariz, região das pálpebras, testa e bochechas. Além disso, também se desenvolve nas costas ou na parte inferior das pernas e é mais frequentemente diagnosticado em pessoas de meia idade ou idosas. No que diz respeito ao CEC, esse é o segundo grupo mais comum de câncer de pele não melanoma, e é comumente visto em áreas da pele expostas ao sol, incluindo dorso das mãos, rosto, braços, pernas, orelhas, boca e até mesmo no couro cabeludo. Além disso, o carcinoma espinocelular também pode ocorrer em áreas de mucosas e genitais, ou seja, em locais não expostos ao sol.

Há dois tipos básicos de câncer de pele, o não melanoma e o melanoma. Esse segundo, apesar de ser um grupo de câncer de pele pouco frequente, é o tipo mais grave. Ele se desenvolve a partir de melanócitos, que são aquelas células que produzem a melanina – o pigmento que dá cor à pele. O melanoma também pode se formar nos olhos e, raramente, pode ocorrer em mucosas. Apenas 20 a 30 por cento dos melanomas se desenvolvem a partir de “manchas ou pintas” preexistentes, ou seja, 70 a 80% surgem na pele aparentemente normal, assim sendo, é preciso ter uma maior atenção às lesões pigmentadas que aparecem no corpo de repente.

A maioria dos cânceres de pele podem ser curados se diagnosticados e tratados precocemente, então verifique sua pele todos os dias em busca daquelas “feridas que não cicatrizam” ou daquelas “manchinhas ou pintas” que surgiram ou estão se modificando. Já o tratamento da doença é de acordo com o tipo de câncer de pele e inclue a remoção cirúrgica, a crioterapia, a cirurgia micrográfica de Mohs, a quimioterapia e a radioterapia.  

Vacinas contra o câncer de pele no mundo 

 A parceria entre a empresa alemã BioNTech e a indústria farmacêutica Pfizer foi consolidada com a criação da vacina contra o Coronavírus, na atual pandemia. Essa colaboração demonstrou ao mundo que juntas teriam tecnologia para trabalhar em novos projetos e, recentemente, as empresas noticiaram ao mundo que estão trabalhando no desenvolvimento de um imunizante nomeado como BNT111, para combater o câncer de pele tipo melanoma, em estágios III e IV da doença.

A vacina BNT111 atua no sistema imune do paciente ao trabalhar com o RNA-mensageiro, responsáveis pela síntese de proteínas, que “ensina” as células de defesa a combaterem o câncer de pele. A etapa de desenvolvimento do imunizante já se encontra em fase de ensaio, com a aplicação da primeira dose da vacina em um participante da pesquisa, na União Europeia. Até o momento, os resultados encontrados são promissores e a droga demonstrou ser segura o suficiente para que as pesquisas continuem avançando na captação de mais voluntários.

Outros estudos de vacina contra o câncer também estão em desenvolvimento na Universidade de Montreal, no Canadá. Esse imunizante, cujo método permite que as células cancerígenas sejam atacadas sem afetar as células saudáveis, está em fase de aprimoramento, em que um vírus modificado (Oncolíticos) infecta a célula doente e a elimina. O método demonstrou ser eficaz nos estudos de fase I, em camundongos. No entanto, ainda existe um longo caminho a ser percorrido para se propor estudos com voluntários, de forma segura.

Fonte: Instituto Nacional de Câncer – INCA

Texto da: Profa. Dra. Izabela Ferreira Gontijo de Amorim | Pesquisadora do Instituto Mário Penna – Ensino, Pesquisa e Inovação

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